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26 de novembro de 2015

Nº 536

CNTS debate conjuntura e lança selo do Jubileu de Prata

Em mais um encontro para a reflexão sobre os graves problemas políticos, econômicos, éticos e sociais que afligem a sociedade brasileira, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde realizou a plenária anual dos seus dirigentes, dia 25 de novembro, em Brasília. Na oportunidade, foi feito o lançamento do selo do ano Jubileu de Prata da CNTS, criada em 21 de dezembro de 1991, e que hoje se orgulha de ser uma realidade presente no cotidiano da categoria.

Debater a conjuntura político-econômica tornou-se fundamental em razão dos riscos de desemprego, queda dos salários, redução de direitos trabalhistas e sociais, precarização da mão de obra e das relações de trabalho, entre outras ameaças. “A discussão é mais que oportuna pela grave crise que o país vive e nós, trabalhadores, temos de estar conscientes das causas e consequências de forma a poder contribuir para o fortalecimento da democracia e a retomada do crescimento do país. Para isso, devemos aproveitar os ensinamentos”, ressaltou o presidente da CNTS, José Lião de Almeida.

“O reconhecimento do trabalho desenvolvido pela CNTS é resultado do compromisso de todos os dirigentes sindicais e trabalhadores da saúde rumo à consolidação de uma entidade cada dia mais forte e autêntica na defesa dos direitos trabalhistas e sociais do conjunto da categoria. Seus 25 anos serão destaque em todas as atividades e ações a serem realizadas no ano de 2016”, avaliou o tesoureiro-geral da Confederação, Adair Vassoler.

“Esse é o momento para avaliarmos os nossos mais diversos compromissos com os trabalhadores, com a saúde e com a sociedade em geral. Nos últimos tempos não tivemos um ano tão conturbado em se tratando das questões política e econômica”, destacou o secretário-geral da CNTS, Valdirlei Castagna. Ele apontou como essencial, ainda, o debate acerca da pesquisa sobre o perfil da enfermagem e as questões éticas da atuação profissional.

Em nome das federações filiadas, a presidente da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Maria Barbara da Costa, também apontou 2015 como um ano dramático e danoso para o país, a sociedade e, em especial, os trabalhadores. “Estamos vivendo uma situação jamais vista de desemprego e que atinge a saúde”, disse, citando a precariedade da assistência e o fechamento de santas casas e outras unidades de atendimento, além dos danos causados à saúde do trabalhador. “Devemos ter unidade para discutir e buscar soluções”, finalizou.



No ensejo das grandes mobilizações no Brasil e no mundo, pelo Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, marcado pela data de 25 de novembro, a plenária da CNTS foi convidada a refletir sobre as causas e consequências dos crimes contra a mulher. De acordo com dados do IBGE, a cada ano, cerca de 1,2 milhão de mulheres sofrem agressões no Brasil. O estudo Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres mostra que 13 são mortas todos os dias, e destas mortes, 50,3% são cometidas por familiares. Pelas estimativas do Ipea, 500 mil mulheres são estupradas, sendo que somente 52 mil ocorrências chegam ao conhecimento da polícia.

Os dirigentes assistiram a vídeos produzidos pela equipe de comunicação da CNTS sobre a violência contra a mulher e também em homenagem pela Semana da Consciência Negra. Nos dois dias que antecederam a plenária, as questões administrativas e políticas da Confederação foram discutidas pelos membros da diretoria, do conselho de representantes, do conselho fiscal e dos comitês especiais.  As reuniões foram momentos também para iniciar o debate acerca de ações e atividades para 2016.
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