Chanceler Nilton Costa Lins Júnior Presidente da Mantenedora



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3. IDENTIFICAÇÃO DO CURSO

3.1 Dados Gerais


a) Nome do curso: Engenharia Elétrica

b) Endereço de funcionamento do curso: Av. Professor Nilton Lins, 3259. Parque das Laranjeiras - CEP: 69058-030 – Manaus - Amazonas

d) Número de vagas oferecidas: 100vagas anuais

e) Regime letivo: semestral

f) Turnos de funcionamento do curso: Noturno

g) Carga horária total do curso (em horas): 4100horas

h)Tempo de Integralização Curricular:

- Prazo Mínimo: 5anos

- Prazo Máximo: 10 anos

3.2 Formas de Acesso


O aluno ingressa no curso de Engenharia Elétrica, por meio do processo seletivo ou transferência entre instituições, mediante a realização de uma avaliação de conhecimentos específicos do curso e análise da matriz curricular. Poderá também ingressar no curso o aluno graduado nas áreas de Engenharia e Ciências Exatas como por exemplo Física, Química, Matemática, Ciência da Computação, Sistemas de Informação dentre outros mediante avaliação, dependendo da existência de vagas.

4. CONCEPÇÃO DO CURSO

4.1. Contexto Educacional


A cidade de Manaus tem a peculiaridade de abrigar o PIM com pouco mais de 600 indústrias instaladas (SUFRAMA). Assim, existe uma forte demanda por Engenheiros Elétricos para empresas seja do mercado eletroeletrônico, polo de duas rodas dentre outros.

Algumas das empresas do PIM produzem bens de informática, portanto devem seguir a Lei de informática (Leis 8.248/91, 10.175/01, 11.077/04 e 13.023/14) que concede incentivos fiscais para empresas de tecnologia que invistam em Pesquisa e Desenvolvimento. Como regra geral pelo menos 4% do faturamento deve ser destinado para melhoria dos produtos e processos industriais utilizando recursos tecnológicos. Com base nisso Universidades e Institutos de Pesquisa em parceria com as empresas desenvolvem projetos de pesquisas, financiadas pela Lei de Informática. Nessa vertente também é significante ademanda de Engenheiros Elétricos.

No interior do estado muitos municípios ainda são deficientes no que diz respeito às comunicações, principalmente por não apresentarem Internet ou até mesmo telefone. Até o ano de 2008 somente 32 municípios dos 62 existentes tinham telefonia móvel sendo a fixa problemática (g1 notícias), no ano de 2009, 15 municípios receberam serviços de internet, porém ainda precário.

O ensino de Engenharia Elétrica teve seu marco inicial no século XVI, com o advento do desenvolvimento,os equipamentos de distribuição e instalação elétricas assim como as indústrias estavam avançando nas suas invenções. Empresas como a Westinghouse, que adquiriu as patentes de Tesla se tornando a pioneira na transmissão de energia alternada (Brittain, 2004), geraram demanda por profissionais. As principais universidades como Escola Politécnica de Paris 1797, o Massachusetts Institute of Technology (MIT), em 1982, começaram a oferecer disciplinas relacionadas à Eletricidade nos Departamentos de ciências como de Física, por exemplo. Enquanto no Brasil a Universidade de São Paulo (USP), no ano de 1901, começou a oferecer a disciplina Eletrotécnica.

No estado Amazonas especificamente o ensino de Engenharia Elétrica passou pela criação em 1973 da UTAM, onde foram iniciadas atividades nos cursos de Engenharias Operacionais, extintos em 1977 pelo Ministério da Educação. A partir de 1986 o Instituto ofereceu cursos de Engenharia, dentre os quais estavam os de Eletrônica e Eletrotécnica.Em 1988 foi autorizado o curso de Engenharia Industrial Elétrica no Instituto de Tecnologia da Amazônia, UTAM, Conselho Federal de Educação (Decreto 96169/88, nos termos do parecer 128/84). A UTAM foi integralizada pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em virtude de sua criação em 2001.

O curso de Engenharia Elétrica iniciou-se na Universidade Federal do Amazonas, na época Universidade do Amazonas, em 1976, pelo Conselho Universitário através da Resolução n. 42/76, onde as atividades tiveram seu começo em 1977. Foi reconhecido em 07 de julho 1983, por meio da portaria n. 315/83, resultante do parecer n.277/83, do Conselho Federal de Educação (Processo CFE n. 568/81 MEC), (UFAM).

Na Universidade Nilton Lins o primeiro vestibular para o curso de Engenharia Elétrica ocorreu para o segundo semestre de 2015.

O perfil dos profissionais de engenharia elétrica para o estado do Amazonas deve passar pela capacitação técnica, habilidade humanista e desenvolvimento cientifico para atender o mercado.

Fruto de reflexão coletiva, o PPC contempla as peculiaridades institucionais e locais para a formação de profissionais com excelência. Este documento considera, assim como os PPC dos demais cursos ofertados pela IES, as políticas de ensino, pesquisa e extensão definidas nos projetos oficiais da instituição, tais como o Projeto Pedagógico Institucional (PPI) e o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), sem perder de vista o contexto regional onde o curso está inserido e o perfil do aluno que a instituição objetiva formar.

Atualmente, o contexto de gerenciamento da sociedade em todos os setores desde o educacional, industrial até comércio e órgãos da administração pública, está voltado ao atendimento das normas técnicas e regulamentos legais para observação às exigências do mercado e da qualidade de vida da população. Esse perfil da nova dinâmica social declara crescente demanda por profissionais qualificados para criar e executar soluções que tornem as atividades além de sustentáveis, economicamente viáveis e promotoras da justiça social.




4.2 Políticas institucionais no âmbito do Curso


O PDI, implementado a partir da solicitação de recredenciamento do Centro Universitário, contém informações pertinentes sobre a IES no que se refere a sua identidade, organização, metas e cronograma de expansão, contemplando às áreas do ensino, pesquisa e extensão. Os macro referenciais estabelecidos no PDI,para um arco temporal definido,constituem o balizamento para a construção permanente e para a vivência dos PCCs, enquanto instrumento que norteia a busca de concretização dos desafios e utopias que a instituição encontra a partir de sua missão, de seus princípios e de suas políticas. Todas as concepções que subjazem às políticas de ensino, da pesquisa e da extensão da questão acadêmica estão voltadas para a solução dos problemas amazônicos, encontrando seus pressupostos teórico-metodológicos nas grandes questões urbanas e ambientais amazônicas, em articulação com a missão institucional de "Educar a Amazônia". Este eixo garante que as diferentes políticas encontrem constantes e duradouros pontos de intersecção e que as diversas ações do cotidiano sejam carregadas de significados. O PDI preocupa-se com a definição de políticas e de metas que encontram ressonância no PPC do curso, que traduz em programas, ações e atividades concretas as definições políticas constantes no PDI. O trabalho de difusão e de internalização dos documentos e de seus valores é constante e abrange todas as categorias que compõem o corpo social da instituição. Contribuem para tanto as instâncias colegiadas, as sistemáticas formais e todos os grupos e mecanismos informais que participam da vivência institucional.

A busca da coerência entre os diversos instrumentos acadêmicos e de gestão, é, na verdade, a busca para uma inserção coerente no meio em que a instituição está inserida. Representa, também, o desafio crescente de fazer com que cada aluno que participa da experiência educativa da IES seja um multiplicador de seus valores e de seus desafios, contribuindo significativamente com a melhoria da região. Neste sentido, o agir constante e diário do ensino, da pesquisa, da extensão e da gestão acadêmica poderão ser meios privilegiados da concretização dos propósitos institucionais. Coerentemente com o PDI as políticas de ensino, pesquisa e extensão do curso são plenamente implementadas no âmbito do curso a partir das seguintes manifestações:

Implementação das Políticas de Ensino

No âmbito do ensino o curso procura desenvolver as políticas direcionando suas ações coerentemente com o PDI. Procura, portanto, traduzir as políticas mediante as seguintes definições:



  • Articulação entre o curso e as pró-reitorias de graduação e de planejamento e avaliação, buscando aperfeiçoar o processo seletivo, implementando sistemáticas inovadoras e adaptando o aluno à matriz curricular através de programas especiais de ambientação, acolhida e nivelamento;

  • Implementação e aprimoramento dos programas de nivelamento para discentes;

  • Participação intensiva do curso no Programa de Capacitação permanente do corpo docente;

  • Estímulo da titulação do corpo docente em consonância com as necessidades e linhas de atuação do curso;

  • Ampliação dos espaços que possibilitem maior oferta de aulas práticas e estágios;

  • Formatação, reconhecimento e aperfeiçoamento contínuo da matriz curricular em consonância com o desenvolvimento das ciências e a missão da instituição;

  • Permanente mapeamento do egresso, através de sistemáticas que permitam seu acompanhamento e sua inserção profissional;

  • Sensibilização permanente dos alunos com dificuldades financeiras na vida universitária estimulando-os a participarde programas de manutenção próprio e conveniados (Programas Bolsa Universidade, Programa EducamaisBrasil, Fies);

  • Ampliação do intercâmbio de docentes e discentes com Instituições Nacionais e Internacionais conveniadas;

  • Incentivo aos docentes quanto á realização de Mestrados e Doutorados, visando a capacitação docente e o fortalecimento da pesquisa;


Implementação das Políticas de Pesquisa

A pesquisa é delineada no curso através das seguintes linhas:



  • Consolidação e ampliação do grupo de pesquisadores mestres e doutores, em condições de sustentar as linhas de pesquisa e da iniciação científica do curso;

  • Estímulo ao engajamento na pesquisa de acordo com cronograma e financiamento próprios e de agências de fomento;

  • Intercâmbios com instituições e empresas incentivadoras de pesquisa;

  • Consolidação da Iniciação Científica, com aplicação de bolsas e estímulo de programas de voluntariado;

  • Aproximação dos atuais grupos de pesquisa e implementação de novos grupos que atendam as diversas áreas do conhecimento atendidas pela instituição e que respondam ás peculiaridades regionais;

  • Consolidação e ampliação dos atuais índices de produtividade docente;

  • Articulação com o Governo do Estado, em particular com a Secretaria de Ciência e Tecnologia e a Universidade Estadual do Amazonas, no que tange a realização de programas de stricto sensu consorciados e o intercâmbio e financiamento de pesquisas;

  • Manter o compromisso da responsabilidade social em todas as ações de pesquisa do curso;

  • Difusão do Comitê de Ética na Pesquisa.

A Universidade Nilton Lins estimula a pesquisa e a produção científica, visando à ampliação da produção do saber, fortemente integrada à realidade local. As atividades de pesquisa estão estreitamente associadas às atividades de ensino de graduação, de extensão e de pós-graduação. Nesta perspectiva, a Instituição adota uma Política Institucional de Pesquisa, claramente explicitada em seu PDI, voltada para a solução dos problemas amazônicos.

O Programa de Iniciação Científica contribui para a consolidação da pesquisa no curso, ao mesmo tempo em que constitui uma oportunidade de qualificação acadêmica dos alunos. Os editais de iniciação científica destinados aos acadêmicos e oferecem bolsas no padrão CNPq. Os alunos são selecionados através de editais aprovados por Instituições de pesquisa (INPA, UEA entre outras) e amplamente divulgados. Os alunos participantes são mensalmente avaliados através de relatórios de atividades e semestralmente nas Jornadas de Iniciação Científica.

Os cursos stricto sensu da Universidade Nilton Lins são resultante de decisões estratégicas traçada no PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional, que induz uma Política de Pesquisa alicerçada em princípios solidamente construídos: o trabalho pedagógico, científico e cultural; a inserção regional; a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; o pluralismo como valor intrínseco à concepção do Ser Universitário. Como decorrências dos princípios são apontadosobjetivos estratégicos para alcançar suas finalidades, destacando a contribuição para o desenvolvimento da região, articulando os programas de ensino, pesquisa e extensão, tendo como referencial o homem amazônico e suas necessidades.

Os resultados da pesquisa podem ser evidenciados nos cursos stricto sensu implementados.




CURSO

NÍVEL

ANO DE IMPLANTAÇÃO

CONCEITO CAPES

Biologia Urbana

Mestrado Acadêmico

2006

3

Biologia Urbana

Mestrado Profissional

2006

3

Biologia Urbana

Doutorado

2010

4

Aquicultura

Mestrado

2010

4

Aquicultura

Doutorado

2010

4

Ensino de Ciências e Matemática- Rede REAMEC (Rede Amazônica Ensino de Ciências e Matemática)

Doutorado


2010

4

Os primeiros passos voltados para os cursos stricto sensu foramdirecionados à Biologia Urbana. A recomendação da CAPES menciona a inovação da proposta e sua forte inserção regional, reconhecendo a demanda reprimida por este tipo de ação na região. Trata-se da mais nova oportunidade para profissionais das ciências da vida e áreas afins, de formação e atuação em temas relacionados à Biologia específicos de ambientes urbanos.

É especialmente relevante, a enorme importância do Programa para a região amazônica, cujas preocupações centram-se na floresta e na biodiversidade, sendo reduzida a atenção para o crescimento urbano desordenado que requer estudos na área biológica com urgência. É preciso ter sempre em consideração que a mesma pressão que o homem exerce sobre a biodiversidade, esta exerce sobre o homem nas áreas de transição, particularmente no que se refere à exposição do homem às doenças tropicais. Da mesma forma, a deposição de lixo urbano em cidade tropical com cerca de dois milhões de pessoas gera um volume considerável de lixiviáveis tóxicos que atinge os igarapés próximos a Manaus. Outra abordagem relevante nas dissertações do programa relaciona-se à produção e à conservação de alimentos em clima tropical. Sem dúvida, os resultados produzidos até aqui são importantes para a gestão pública e avanços no manejo de áreas degradadas pela ocupação urbana.

Além dos cursos próprios, houve oferta de dois mestrados interinstitucionais com a UFPB, valorizando e fortalecendo os vínculos das instituições do Norte-Nordeste brasileiro em busca da excelência na qualificação de novos profissionais para o mercado em franca expansão, a saber:




CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO STRICTO SENSU – CONVÊNIO UFPB

Curso

Nível

Área básica

Conceito Capes

Realização

Psicologia Social

Mestrado Acadêmico

Psicologia

5

2007-2008

Ciências Jurídicas

Mestrado Acadêmico

Direito

5

2009-2010

A definição da atuação da Universidade pressupõe a responsabilidade social com o desenvolvimento da região, o que está caracterizado na sua missão institucional ”Educar a Amazônia”. Esta missão contempla a relação ecológica e dialógica com a sociedade, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e das pesquisas científicas e tecnológicas geradas na Instituição.

A Política de Pesquisa que a instituição define para o curso em Enhenharia Elétrica encontra seus pressupostos teórico-metodológicos nas grandes questões urbanas e ambientais amazônicas, em articulação com sua missão institucional. As vivências em uma região peculiar, repleta de potencialidades e problemáticas, conduzem a instituição a um engajamento que signifique capacitação de recursos humanos e melhoria da qualidade de vida da população. A pesquisa encontra seus princípios, diretrizes e estratégias voltadas para a originalidade e características regionais.

Na pesquisa distingue-se o núcleo de doutores dos cursos strictosensu, composto por pesquisadores competitivos em termos de captação de fomento e de reconhecimento em suas áreas de atuação. Além disso, merecem destaque: o intercâmbio com instituições locais, visando à otimização de recursos humanos; o uso compartilhado de laboratórios de alta tecnologia e a realização conjunta de projetos; o investimento necessário para a manutenção da ambiência de pesquisa já instalada; a manutenção dos laboratórios equipados com tecnologia de ponta e os cursos de mestrado e doutorado recomendados pela CAPES.

Os primeiros grupos de pesquisa foram montados em 2005, hoje apresentamos 9 grupos de pesquisa com amplas linhas de atuação.


ANO

GRUPOS

LINHAS

2005

8

26

2015

9

40


Quadro. Grupos de Pesquisa Consolidados e Cadastrados no CNPq.
Além dos grupos que dão suporte aos mestrados e doutorados aprovados, destacamos os grupos nas áreas de Ciências Sociais e Humanas, Engenharias e Exatas, com o objetivo de diversificar enfoques de pesquisa e estimular a captação de novos doutores e a formação de novos programas stricto sensu:

Os grupos são:




  1. Biotecnologia aplicada à reprodução de peixes

  2. Ecologia vegetal aplicada ao desenvolvimento urbano.

  3. Genética Aplicada à Aquicultura e Biologia Molecular

  4. Grupo de Pesquisas Aplicadas em Aquicultura na Amazônia GPAqua

  5. Saúde e Produção Animal

  6. Tutela e concretização da dignidade da pessoa humana

  7. Educação, Saúde e Sustentabilidade na Amazônia

  8. Saúde e Alimentos no Amazonas

  9. Biologia de vetores e endemias tropicais

O Programa de Iniciação Científica contribui para a consolidação de linhas e de grupos de pesquisa da Instituição, ao mesmo tempo em que constitui uma oportunidade de qualificação acadêmica dos alunos, que são selecionados através de editais aprovados pela reitoria e amplamente divulgados. O programa era fomentado exclusivamente com recursos da Instituição. Atualmente há uma distribuição entre a Instituição e o CNPq.

A articulação interinstitucional nos meios científicos e empresariais locais e nacionais aumenta à medida que os trabalhos de pesquisa e dos cursos stricto sensu penetram na sociedade, a exemplo das presenças nos seguintes órgãos:

A pesquisa e os cursos stricto sensu atingiram elevado grau de maturidade pelo número e nível dos projetos financiados pelas agências CNPq, FAPEAM, e pelos envolvimentos com os INCT’s, Projetos Genomas, Redes de Biotecnologias, entre outros, ressaltando a excelente infraestrutura com equipamentos de pequeno, médio e grande porte instalados na Unidade de Pesquisas da Universidade Nilton Lins. É relevante a participação na Rede Norte de Biotecnologia (BIONORTE), recém-aprovada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

Para que as atividades de pesquisa pudessem ter seu início, a Fundação Nilton Lins – FNL, através de um convênio com a Universidade Nilton Lins, propiciou os primeiros investimentos em laboratórios, equipamentos, mobiliários, materiais. A qualidade das pesquisas oportunizou a captação de recursos por meio do fomento de agências nacionais e regionais.

Os projetos aprovados junto ao CNPq representam 66% das aprovações, com um total de 23 projetos, seguindo o fomento da FAPEAM e de demais agências e órgãos. Resultante desses projetos foi a excelência dos laboratórios de pesquisa e o retorno disso na qualidade dos alunos dos mestrados, oportunizado em pouco tempo o reconhecimento da comunidade acadêmica que levou à aprovação do doutorado.

O Comitê de Ética em Pesquisa da Nilton Lins (CEP-UNINILTONLINS) foi criado em 7 de abril de 2001, através da Portaria nº 03/2001 GR, com base na Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que estabelece as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos no Brasil. Está registrado junto à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde (CONEP/MS), conforme carta nº 180 CONEP/PNS/MS de 05/02/2003, assinado pelo Coordenador Dr. William Saad Hossne.

Com a Resolução 196/96 (CNS) ficou estabelecido que toda pesquisa envolvendo seres humanos deverá ser submetida à apreciação de um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e que as instituições nas quais se realizem pesquisas envolvendo seres humanos devem constituir um CEP. O CEP é um colegiado interdisciplinar e independente criado para defender os interesses dos sujeitos da pesquisa em sua integridade e dignidade, além de contribuir para o desenvolvimento da pesquisa dentro de padrões éticos.

O CEP é responsável pela avaliação e acompanhamento dos aspectos éticos de todas as pesquisas envolvendo seres humanos. Este papel está bem estabelecido nas diversas diretrizes éticas internacionais (Declaração de Helsinque, Diretrizes Internacionais para as Pesquisas Biomédicas envolvendo Seres Humanos - CIOMS) e brasileiras (Res. CNS 196/96 e complementares), diretrizes estas que ressaltam a necessidade de revisão ética e científica das pesquisas envolvendo seres humanos, visando a salvaguardar a dignidade, os direitos, a segurança e o bem-estar do sujeito da pesquisa.

A atividade principal do CEP-UNINILTONLINS tem sido a revisão de protocolos de pesquisa. Além de julgar os protocolos, cabe ao CEP salvaguardar os direitos e a dignidade dos sujeitos da pesquisa. Contribui para a qualidade das pesquisas e para a discussão do papel da pesquisa no desenvolvimento institucional e no desenvolvimento social da comunidade. Valoriza também o pesquisador que recebe o reconhecimento de que sua proposta é eticamente adequada.

O CEP também é responsável pelo acompanhamento e andamento das pesquisas. Para isso é fundamental que os pesquisadores enviem relatórios parciais sobre as atividades desenvolvidas até o final do estudo.




Implementação das Políticas de Extensão

As linhas de ação da extensão são aplicadas no curso através dos seguintes mecanismos:



  • Consolidação e ampliação dos programas de extensão a partir das demandas regionais;

  • Envolvimento da comunidade interna e externa nas diversas etapas das ações extensionistas;

  • Ampliação dos programas e projetos permanentes interdisciplinares;

  • Envolvimento dos grupos de pesquisa nas atividades de extensão;

  • Participação de todas as áreas do conhecimento e seus respectivos cursos nas atividades de extensão;

  • Ampliação da participação de bolsistas e voluntários nas atividades de extensão;

  • Ampliação da participação docente nas atividades de extensão e consolidação de um grupo permanente de trabalho;

  • Avaliação e acompanhamento contínuo das atividades de extensão;

  • Sistematização e difusão de saberes gerado nas atividades extensionistas;

  • Programação de atividades de formação continuada, contemplando a comunidade interna e externa da Instituição;

  • Realização de cursos, usando a metodologia de Educação a Distância;

  • Fortalecimento das áreas temáticas: educação, saúde, comunicação, cultura, direitos humanos, meio ambiente, tecnologia e trabalho;

  • Realização de intercâmbios e convênios com instituições locais, nacionais e internacionais;

  • Captação de recursos que fomentem as atividades permanentes de extensão.



Responsabilidade Social

As políticas de ensino, pesquisa e extensão encontram sua base de sustentação na Responsabilidade Social. Em decorrência desta visão de homem e educação, a instituição proclama a necessidade de viver e de difundir seus ideais e ações pautados na postura de responsabilidade social. Um dos maiores desafios do processo de globalização econômica e tecnológica é a incorporação do compromisso com a responsabilidade social por parte das organizações.

Em virtude dessas novas expectativas, as Instituições de Ensino Superior vêm reforçar seu papel, que transcende sua natureza de produção de conhecimento e qualificação de recursos humanos e compreende também a valorização dos aspectos sociais, éticos e ambientais. A Universidade Nilton Lins entende a responsabilidade social como paradigma deste século que se inicia com o desejo de construir uma sociedade mais justa, por meio da melhoria da qualidade de vida, da valorização do potencial humano, do equilíbrio ecológico e da equidade social. A atuação socialmente responsável da Universidade Nilton Lins baseia-se no respeito ao pluralismo cultural que leva a valorização dos alunos, professores e funcionários, por meio da concessão de bolsas de estudo, cursos de imersão e dequalificação, excelente ambiente de aprendizagem e trabalho, além de justa remuneração, defendendo assim veementemente a inclusão social.

Nesse contexto de responsabilidade social, as políticas de ensino, pesquisa e extensão incorporam tais compromissos por meio de seus componentes curriculares e do desenvolvimento de eventos, projetos e programas que visam aprimorar os princípios éticos da comunidade e promover impacto social positivo no meio. O desenvolvimento da pesquisa científica na instituição tem como objetivo maior ampliar os conhecimentos e consequentemente apontar novos caminhos para a busca de soluções de problemas que estão intimamente ligados às questões urbanas, ambientais e sociais dos amazônicos.

A Extensão Universitária também assume uma postura socialmente responsável como base para o desenvolvimento de todas as suas ações, tendo como escopo central e urgente a questão dos direitos humanos em uma sociedade marcada pela exclusão, conflitos e desigualdades estruturais, com situações de injustiça institucionalizada. Assim, a conquista dos direitos humanos está intimamente relacionada com o trabalho extensionista da instituição, articulada com o ensino e a pesquisa, superando a visão individual desses direitos e assumindo uma abrangência social.

À universidade cabe exercer um papel de humanização a partir da aquisição de conhecimentos e de valores para a conquista do exercício pleno da cidadania – o que implica no reconhecimento e na denúncia das formas pelas quais os direitos humanos são violados na sociedade. E de formacontundente na apresentação de programas, projetos, propostas para que na relação de troca que com a sociedade estabelece fique marcada a sua contribuição.

Atualmente, a Universidade Nilton Lins conta com duas unidades educacionais, estando o Campus Universitário principal localizado no Parque das Laranjeiras. Neste espaço, a IES oferta cursos de graduação em todas as áreas do conhecimento, realiza cursos de pós-graduação (especialização e mestrados) em diversas áreas, dispondo de infraestrutura física ampla, moderna e atualizada tecnologicamente, além de um hospital-escola.

A segunda unidade se situa no bairro do Japiim, próximo ao Distrito Industrial, concentrando a oferta de cursos tecnológicos que atendem à demanda de formação específica requerida pelas indústrias da Zona Franca de Manaus (atual Polo Industrial de Manaus - PIM).

É inegável o fato de que a paisagem amazônica foi e continua sendo alterada rapidamente, tornando-se motivo de preocupação constante do governo e de organizações ambientalistas (nacionais e internacionais). No âmbito do Estado do Amazonas, as atividades extrativistas de fins do século XIX e início do século XX cederam espaço para implantação pelo Governo Federal, na década de 1960, da Zona Franca de Manaus, denominada atualmente de PIM (Polo Industrial de Manaus), segundo parque industrial do Brasil.

Essas características integram um quadro de desafios que se acentua quando tais características são consideradas e analisadas no âmbito educacional. Dentro de um contexto que engloba os interesses dos povos amazônidas (seringueiros, indígenas, caboclos, pescadores, pequenos agricultores, trabalhadores do campo e das grandes indústrias instaladas no Distrito Industrial de Manaus, migrantes e imigrantes, etc.), é possível perceber os conflitos potenciais que reinam sobre esta região e a importância de serem formados operadores de direito capazes de defender, de forma ética e crítica, os interesses de cada um dos grupos citados.



A Educação Inclusiva é parte integrante das preocupações institucionais, balizando as seguintes práticas:

  • Implementação de parcerias com a comunidade, ONGs, Associações, Federações e Sistema de Ensino Federal, estadual e municipal, objetivando otimizar estratégias de educação inclusiva no contexto universitário.

  • Sensibilização e mobilização da comunidade acadêmica no sentido de construção uma postura ética, colaborativa e cooperativa diante da educação inclusiva, entendendo-a como um processo social, onde todas as pessoas com deficiência e com distúrbios de aprendizagem têm o direito à escolarização o mais próximo possível do normal.

  • Capacitação de docentes e outros profissionais que atuam diretamente com pessoas com deficiência, buscando o desenvolvimento de um trabalho profissional especializado e não assistencialista capaz de contribuir efetivamente para a promoção das potencialidades individuais e coletivas.

  • Fomento à pesquisa, estudos e debates, no interior dos cursos de graduação e pós-graduação, visando ampliar a compreensão e atuação da comunidade acadêmica no processo de educação inclusiva, fornecendo suporte de serviços da área de Educação Especial para os profissionais da Instituição e demais profissionais da região amazônica.

  • Investimento contínuo em melhoria da infraestrutura institucional, visando possibilitar melhores condições de acesso e conforto ao aluno portador de necessidades educacionais especiais, minimizando os agentes físicosúrês nlocosLidades acadêmicas.

  • Desenvolvimento de pesquisas e investimento em novas tecnologias (equipamentos e serviços) que capacitem professores e alunos para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem de pessoas com deficiência

  • Oportunidade aos profissionais com deficiência (professores e técnico-administrativos) de desenvolver atividade remunerada na Instituição, contribuindo para a valorização de recursos humanos dessa área por meio da inclusão no mercado de trabalho.

  • Garantia de atendimento institucional às pessoas com deficiência (não só as decorrentes de deficiência física, mental, visual, auditiva ou múltipla, como também aquelas resultantes de outras condições atípicas), em termos de estilos e habilidades de aprendizagem dos alunos e em todos os outros requisitos do princípio da inclusão. Entendendo-se que a educação inclusiva não se refere apenas às pessoas com deficiência e sim a todas as pessoas, deficientes ou não, que tenham necessidades educacionais especiais em caráter temporário, intermitente ou permanente, visto que, a inclusão não admite exceções - todas as pessoas devem ser incluídas.

  • Valorização de práticas, métodos e projetos institucionais onde predominam as coautorias de saber, a experimentação, a cooperação, protagonizadas por alunos, professores e comunidade, capazes de estimular a construção de personalidades humanas, autônomas, críticas e criativas.

Construção no ambiente institucional de um clima de valorização e respeito à diferença, pela convivência com os pares, pelo exemplo dos professores, pelo trabalho realizado nas salas de aula, pelo clima sócio-afetivo das relações estabelecidas em toda a comunidade acadêmica.

Acessibilidade

A Universidade Nilton Lins, considerando a importância de assegurar às pessoas com deficiência física e sensorial, condições básicas de acesso ao ensino superior, de mobilidade e de utilização de equipamentos, instalações, adota como referências a Norma ABNT nº 9.050, Portaria MEC nº. 3.284/2003 e o Decreto no. 5296/2004.

Para tanto, a Universidade instituiu o Núcleo de Acessibilidade – NAC, que tem por objetivo desenvolver ações que promovam a acessibilidade na Instituição.
Compete ao Núcleo de Acessibilidade:

I– atuar no desenvolvimento de estratégias que assegurem ao público-alvo desse Núcleo a garantia de seus direitos;

II– promover a integração com órgãos governamentais e não governamentais para expandir condições de acessibilidade;

III– organizar cursos de extensão, capacitação e eventos que tratem da temática da acessibilidade para a comunidade interna e/ou externa da Instituição;

IV - gerir as demandas dos Setores de Acessibilidade da Universidade Nilton Lins e dar os encaminhamentos necessários.

V– proporcionar apoio didático-pedagógico, disponibilizando serviços, recursos e estratégias que eliminem barreiras ao desenvolvimento e à aprendizagem dos discentes da Universidade;

VI – assessorar os docentes e técnicos administrativos no trabalho com alunos com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e/ou altas habilidades/superdotação, no sentido de minimizar as necessidades decorrentes das especificidades de cada um;

VII– oferecer aos organismos internos da Universidade Nilton Lins que atendem discentes e servidores com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e/ou altas habilidades/superdotação sugestões de convívio, de encaminhamento e de metodologias alternativas, quer nas questões laborativas, didáticas ou nas formas de avaliação;

VIII – oferecer apoio aos discentes e servidores com deficiências, transtornoglobal do desenvolvimento e/ou altashabilidades/superdotação, quer no uso adequado dos recursos tecnológicos, de informação e de comunicação, quer na facilitação dos materiais de ensino que se façam necessários à sua aprendizagem e/ou ao seu desenvolvimento no trabalho.

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