Caracterização granulométrica de registros pedoestratigráficos em paleocanal de segunda ordem na superfície de São José dos Ausentes (RS)



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Caracterização granulométrica de registros pedoestratigráficos em paleocanal de segunda ordem na superfície de São José dos Ausentes (RS)
Alana Jaqueline Cavazine (PIBIC/CNPq/Unioeste), Josiele Samara Pereira, Julio Cesar Paisani (Orientador), e-mail: alana_cavazini@outlook.com

Universidade Estadual do Oeste do Paraná/Centro de Ciências Humanas/Francisco Beltrão, PR


Ciências Exatas e da Terra - Geociências
Palavras-chave: colúvio, Quaternário, Geomorfologia.
Resumo

O presente trabalho traz resultados da determinação granulométrica de registros pedoestratigráficos em paleocanal de Segunda Ordem na Superfície de São José dos Ausentes (RS). Em campo foram coletadas vinte e cinto amostras deformadas para diferentes análises, incluindo a granulométrica. A referida determinação foi realizada no Laboratório de Análise de Formações Superficiais da UNIOESTE, Campus Francisco Beltrão. Procedeu-se quarteamento de cada amostra, peneiramento para a fração grossa e pipetagem para a fração fina, com separação via úmida. Membros do grupo de pesquisa reconheceram vinte e sete unidades pedoestratigráficas (Ap, AB e Bt1, Bt2b, 3Bt3b, 4Cb, 5Cb, 6Cb, 7Cb, 8Cb, 9Cb, 10Cb, 11Cb, 12Cb, 13Cb, 14Cb, 15Cb, 16Cb, 17Cb, 18Cb, 19Cb, 20Cb, 21Cg1b, 22Cg2b, 23Cg3b, 24Cg4b, 25Cg5b, 26Cg6b e 27RCg7. A granulometria dessas unidades mostrou correspondência com as variações de concentração de clastos reconhecidas em campo, permitindo aferir os limites entre as unidades.


Introdução
O Grupo de Estudos de Gênese e Evolução de Formações Superficiais, vinculado a UNIOESTE/Francisco Beltrão vêm estudando a evolução geomorfológica do Planalto das Araucárias, com ênfase nos estados do Paraná e Santa Catarina, utilizando de assinaturas biológicas, pedológicas e sedimentológicas (Paisani et al., 2014; 2016). Ao passar do tempo necessitou-se expandir a área de estudo na tentativa de saber se os fenômenos identificados ao longo destas superfícies são regionais ou locais, assim, optou-se em estudar a região sudeste de Santa Catarina e Nordeste do Rio Grande do Sul, entre São Joaquim (SC) /São José dos Ausentes (RS), pretendendo contribuir para a reconstrução paleoambiental continental do sul do Brasil. É nesse contexto que se insere o presente trabalho e buscou determinar a granulometria de registros pedoestratigráficos em paleocanal de Segunda Ordem na Superfície de São José dos Ausentes (RS).
Material e Métodos
A análise granulométrica foi estabelecida em materiais da seção pedoestratigráfica SJA1 situada em São José dos Ausentes (RS). Trata-se de seção transversal a canal de drenagem que foi colmatado por processos sedimentares de encosta (paleocanal). Em campo foram coletadas vinte e cinto amostras deformadas para diferentes análises, incluindo a granulométrica. Dessas amostras foram extraídas subamostras, das quais procedeu-se quarteamento de cada amostra, peneiramento para a fração grossa e pipetagem para a fração fina, com separação via úmida (Paisani, 1998). A referida determinação foi realizada no Laboratório de Análise de Formações Superficiais da UNIOESTE, Campus Francisco Beltrão.
Resultados e Discussão
A área de estudo corresponde a Bacia Hidrográfica do Rio dos Touros, e pertencente ao sistema fluvial Pelotas, no Planalto das Araucárias. A Bacia do rio dos Touros está alocada sob as rochas do grupo São Bento, no domínio das rochas ácidas (Fácies Caxias e Fácies Paranapanema) pertencentes à Formação Serra Geral, estruturalmente a área é influenciada por falhas e fraturas. O relevo é suavemente ondulado e segmentado por vales e apresenta clima temperado com temperaturas médias de 14ºC. Nesse local, membros do grupo de pesquisa vem caracterizando registros estratigráficos que colmaram canal de drenagem de baixa ordem (2ª ordem hierárquica). Até o momento foram reconhecidas vinte e sete unidades pedoestratigráficas (Ap, AB e Bt1, Bt2b, 3Bt3b, 4Cb, 5Cb, 6Cb, 7Cb, 8Cb, 9Cb, 10Cb, 11Cb, 12Cb, 13Cb, 14Cb, 15Cb, 16Cb, 17Cb, 18Cb, 19Cb, 20Cb, 21Cg1b, 22Cg2b, 23Cg3b, 24Cg4b, 25Cg5b, 26Cg6b e 27RCg7). A granulometria dessas unidades mostrou correspondência com as variações de concentração de clastos reconhecidas em campo, permitindo aferir os limites entre as unidades.

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