Capítulo 1 Os marcos do final da Era Industrial



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Capítulo 1

Os marcos do final da Era Industrial

Ver. 1.3-23/Fev/16


Bem antes dos anos 60 já se indagava o que veria depois da Era Industrial, e na época, considerou-se que seria apenas uma sociedade pós-industrial, com uma simples passagem de uma sociedade, com base na produção e na aquisição de bens, à uma sociedade estribada na economia de serviços ou terciária. Assim os estudiosos da época pensavam sobre o presente e o futuro da Era Industrial.

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No entanto, neste período de transição de mais 50 anos, alguns pensadores e estudiosos têm premiado a nossa sociedade com uma surpreendente variedade de nomes, expresões ou termos, como aponta o estudo sobre a evolução da cidadania, From the Information Society to Service Society: The Birth of the e-Citizen and e-Activism1, IGI Global.


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Nas sociedades do primeiro mundo vive-se o uso acelerado das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC, e podem abarcar o cotidiano mais trivial do indivíduo que tem acesso a estes benefícios ou apenas facilidades, como por exemplo ter competência computacional frente a um caixa automático, do lado de fora da agência, saber usar bem um terminal de transporte em uma estação trem, ou ser capaz de fazer sozinho o seu “check-in” na Internet, em um grande aeroporto.


Mas esta perspectiva ou reflexão npode ser outra, muitos estão ficando para trás com sua dificuldades, e deve-se acreditar que pessoas em estado de vulnerabilidade, nos países em desenvolvimento, tem na apropriação das TIC uma alternativa viável de crescimento cognitivo e ganho, apenas quando conseguem habilidade e trato com tecnologias, e os desafios das novas mídias na comunicação tornam-se benefícios.
<< passado e presente>>
Mas restaria saber, a cada ano, se a melhoria do seu bem estar, saúde, educação e cidadania estaria assegurada e se a participação democrática seria o contorno final pós inclusão digital e informacional destes anteriormente excluídos (Castells et al, 2007; Medeiros Neto, 2012).

1.1 Da Sociedade Pós-Industrial ao Choque do Futuro
Bem no início, Daniel Bell, um sociólogo de Harvard, defensor da teoria pós-industrial, sobretudo exposto em seu livro "The Coming of Post-Industrial Sociecity (1972), entre outras coisas, ele vislumbrava a superação do número de empregados da indústria pelos os do setor terciário, lá em 1956, como as vezes é dito como o início da época pós-industrial. Ele fundamentava sua visão no seu conceito de sociedade pós-industrial.

A ideia básica da sociedade pós-industrial, e depois como foi citado, pós-moderna, estava fundamentada, não apenas na força da mão-de-obra, mas entendia-se que o rápido crescimento de oportunidades para profissionais liberais e de nível técnico levaria a novos arranjos econômicos e organizacionais (Kumar, 2006).


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A teoria do pós-industrialismo ganhou força, notadamente, com a circulação e popularização da obra de Peter Drucker, "The Age of Discontinuity" (1969), e de Alvin Toffler, "O Choque do Futuro". A academia e depois os leitores foram convidados a prepara-se para a transição, tão diferente do que foi a passagem da sociedade agrária para a industrial (Kumur, 2006).


Para Domenico de Masi em 2013, "um otimismo que diz do progressivo aumento de países democráticos e a difusão de informação e educação, o mundo se sente preso entre a desorientação e o medo". Para ele tivemos mais de, essencialmente, mudanças na estrutura social, transformações que se produzem na vida econômica e na estrutura profissional, em fim, as novas relações que se estabelecem entre a teoria e prática experimental, entre ciência e tecnologia social.

1.2 O que assistimos após a era industrial?
Cabe fazer-se uma perspectiva das inovações tecnológicas em curso, iniciando pela universalização dos serviços telecomunicações como a Internet e o celular, do tratamento dos dados e da informação em nuvem e até mesmo da continua expansão das redes de computadores, uma vez que o ritmo da mudanças e a interatividade mantêm-se forte neste século XXI.
Isto tudo, leva os pesquisadores a olharem um pouco mais a frente, e visualizar os possíveis impactos que outras mudanças podem acontecer em áreas que até então foram preservadas destas transformações precedentes. Na visão de Manuel Castells (2013), os movimentos sociais mais recentes, suportados pela sociedade em rede, expõem as contradições fundamentais de nosso mundo e potencializa uma nova forma de conviver em comunidade
Daqui para frente o acesso diferenciado de possuir riquezas e bens, não é mais importante do que os diretos do cidadão ter acesso aos serviços oferecidos pelo mercado ou governo, como por exemplo, a educação, comunicação, saúde ou segurança. Mesmo o sentimento de direito mais coletivo como a sustentabilidade do meio ambiente vai ganhar mais corpo com o suporte das TIC.
Um pouco diferente de que era antes, estas necessidades passam a ser fatores impactantes no cotidiano do cidadão, e ao mesmo tempo, será possível observar que o cidadão com habilidade em tecnologia ser mais participativo, e cobrador de proposta de políticas públicas. Estas são razões para que ambas questões devam ser investigadas constantemente (Medeiros Neto, 2012, p. 30).

1.3 O Conhecimento, Computação e Comunicação na Modernidade Líquida
A cada dia é mais perceptível a passagem do capitalismo tradicional ou rígido, do início do século XX, no estilo Fordismo, para o capitalismo pós-industrial, focado principalmente no consumidor, na fluidez das novas relações sociais e nas estruturas da nova sociedade, com forte apoio das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC. No inícios as TIC eram introduzidas nas empresas e governo e hoje elas quase que banaliza-se nos lares mais afortunados.
Ou melhor, da modernidade sólida para a líquida, visível neste início de novo século, como defende o sociólogo Zygmunt Bauman (2001), para o qual a mudança cultural, social, econômica e política esperada “pode vir a ser um ponto de inflexão mais radical e rico do que o advento mesmo do capitalismo e da modernidade.” Alguns conceitos já marcam estes novos tempos, como os indicadores apresentados na pesquisa Gerações Interativas e Juventude Conectada (Passarelli & Escola do Futuro, 2014).
Nota-se um fato neste novo contexto, os microcomputadores aumentaram a capacidade computação de dados e textos, na fase aurea dos PC (Personal Computer), e a Internet levou a informação e o conhecimento para mais perto das pessoas, seja nas suas casas ou no trabalho, por meio do fio de cobre e depois pela fibra ótica. A expectativa é que, em pouco tempo, a universalização dos celulares e a presença “da rede” permitam ao usuário em qualquer lugar, a qualquer hora e de qualquer dispositivo tenha acesso aos sistemas de informação e mais serviços.
A Cognição junto com Cultura, em especial a Digital, associadas à Educação, levam a aprendizagem continua e comunicação ubíqua na perspectiva de Santaella (2013), além das implicações econômicas e políticas decorrentes das profundas transformações culturais que aciona, a ecologia midiática “hipermóvel” e ubíqua e afeta, sobretudo, a cognição humana. A ubiquidade na computação (pensamento computacional) pode desenvolver a cognição, produzir repercussões cruciais na educação, segunda a mesma autora, e permite novas maneiras de processar a cultura.
Também as relações sociais, com suporte na computação, ou meio digital, como definem alguns, levam novos hábitos mentais, no cotidiano do cidadão, que é compulsoriamente desafiados para aprender algo novo, ao longo da vida, e por fim, colocando os sistemas educacionais e políticos, por exemplo, em uma situação desconfortável, que as vezes não estão prontos para uma nova mudança.
Mesmo filosofo como Bruno Latour (2009) reafirma quando instiga, na sua obra “Jamais fomos modernos”, de uma revolução que éramos incapazes de fazermos, mas que agora está presente na ciência, na técnica, em política ou filosofia. Explicado em parte, por uma acelerada convergências dos meios de comunicação, e acentuam-se pela universalização dos dispositivos móveis e qunaod ampliam-se os acessos para classes menos favorecidas.
1.4 Século XXI: Interativo & Transacional
A visível interatividade de pessoas usando os celulares em qualquer parte, a qualquer, para muito visto como exagero, não raro leva pensadores e pesquisadores alertarem que o desenvolvimento tecnológico e a “ciberdemocracia”’ planetária, por exemplo,  coloca o cidadão “na vertigem do futuro e na urgência do presente, criando utopias e distopias” (Lemos & Lévy, 2010, ante-capa).  
Os arranjos e as estruturas produtivas são impactados e as relações sociais também, tudo em função das informações transacionais, das tecnologias mais acessíveis, da comunicação oblíqua, da absorção do conhecimento em qualquer momento ou lugar, e das novas formas como pessoas e coisas se conectam em rede. Estas mudanças ou transformações levará à uma Sociedade no Século XXI muito mais transacional e interativa do que era esperado antes do início de fato.
Mas o fato é que esse processo de mudanças e transformação ainda não reduziu o seu ímpeto, e isto por si só já justifica um olhar, mesmo que rápido, dos antecedentes que levaram a vivermos mais conectados ou alienados por opção ou imposição, bem como nós posicionar-se ou não diante do desenrolar do nosso futuro, seja pela passividade dos que ficaram a margem do acesso às tecnologias ou daqueles que aumentam o uso de informação e o acesso das informações nos seus caminhos.
Não esquecer que oportunidades e pressão para não ficarem de fora levam o sujeito a transformassem-se em ativista virtuais (e-ativista) e presenciais. A percepção da exclusão leva à necessidade da inclusão digital permanente, uma vez que a interatividade é crescente de parte da sociedade nas relações humanas, e quase apagada na outra parte que sofre a exclusão.

Ref.:


OS MARCOS HISTÓRICOS E A ERA INDUSTRIAL HIPERMODERNIDADE

Da sociedade da informação à sociedade de serviço: o nascimento da e-cidadania (V 10.2 / Renova/Jarinu)
(NOTAS DE AULA DE INFORMÁTICA E SOCIEDADE (1/2015) e relatos de pesquisa de observadores e pesquisadores (AuC; ENANCIB; etc.)



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