Bullying e mal-estar contemporâneo na educação



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Bullying e mal-estar contemporâneo na educação.

Samanta P. Natalo1


Resumo: O bullying poderia ser escutado como um Sintoma Social? Essa foi a pergunta que animou nossa pesquisa de mestrado, objeto do presente artigo. Em suma, concluímos que o bullying poderia ser pensado como sintoma social no sentido de que denunciaria a falha no discurso pedagógico hegemônico, fazendo retornar à cena educativa a característica do impossível, atribuída por Freud, ao ofício de educar.

Palavras-chaves: bullying, sintoma social, educação, psicanálise.
No início do segundo semestre de 2011 recebemos, de uma das escolas do município onde atuamos como psicóloga escolar, um pedido de intervenção junto a um caso descrito como bullying; tratava-se da seguinte situação: uma professora, que ministrava aulas para alunos de 3º ano do ensino fundamental havia sido mordida, em diversas partes do corpo, por um de seus alunos e desejava, não só expulsá-lo da escola, mas também registrar um Boletim de Ocorrência contra o aluno, alegando que havia sido vítima de bullying. 2

Esse não era o primeiro caso designado como bullying para o qual solicitavam nossa ajuda, mas impactou-nos profundamente pela complexidade que parecia abarcar, e que era completamente obscurecida e reduzida quando descrita com a palavra bullying. Algumas perguntas pereciam-nos inevitáveis diante do caso exposto: como era possível que uma criança de oito anos conseguisse morder, por tantas vezes, em um único dia, sua professora? Considerando as diferenças físicas entre quem protagoniza a história em questão - um adulto e uma criança - não havia outra resposta senão o consentimento da professora, fato por ela mesma confirmado posteriormente; ou seja, a docentepermitiu ser agredida para que depois pudesse agir contra o aluno que por tanto tempo, segundo ela, importunava constantemente suas aulas.

Outras perguntas suscitadas por esse caso foram: o que leva um professor agir dessa forma: omitir-se de seu lugar de adulto e igualar-se à criança? Por que a situação foi descrita como bullying? Qual função ocupa o nome bullying nesse contexto? Poderíamos buscar respostas no que tange à singularidade dos sujeitos envolvidos, mas nos parecia que a compreensão daquela situação estava para além de questões intrínsecas à professora e ao aluno. Ao refletirmos sobre o caso, consideramos possível pensá-lo como uma denuncia inconsciente de algo que não ia bem naquela escola e que, por sua vez, refletia algo ainda maior, o chamado mal-estar na educação. Quanto à palavra bullying, parecia-nos que ela tinha por função recalcar esse mal-estar, evitar o questionamento sobre o que, no contexto escolar, poderia culminar numa situação como a do caso que relatamos.

E se nos dispuséssemos a examinar outros casos denominados como bullying? O que encontraríamos? Haveria um denominador comum à diversidade de casos alocados sob um mesmo nome? A partir desses questionamentos elaboramos nosso projeto de pesquisa de mestrado3, cujos resultados abordaremos no presente artigo.

O título que escolhemos pretende evidenciar dois pressupostos essenciais à investigação que conduzimos: o primeiro deles é que certamente o bullying figuraria apenas como pano de fundo para uma discussão mais aprofundada sobre as mazelas que assombram o dia-a-dia das escolas e da educação em nosso país; o segundo é que acreditávamos que as situações descritas comobullying poderiam falar de algo que não vai bem no laço social, como consideramos ter ocorrido no caso da professora mordida.

Esse segundo pressuposto - algo que não vai bem no laço social - nos conduziu à noção de Sintoma Social. A compreensão de tal conceito colocou-se como tarefa primeira e essencial para darmos prosseguimento ao trabalho. E por esse motivo uma breve discussão sobre o Sintoma Social é o que compõe o primeiro capítulo de nossa dissertação.

Sidi Askofaré (1997) argumenta que apesar da ênfase ao âmbito privado dado por Freud na construção da teoria psicanalítica, a noção de sintoma por ele forjada já carregava em seu bojo a influência do âmbito social, o que se evidenciaria, de acordo com Askofaré, nas interrogações freudianas a respeito da influência da cultura na origem e no sentido da civilização, bem como seus efeitos sobre a pulsão e sua satisfação.

Porém é apenas em Lacan que noção de sintoma aparece explicitamente atrelada à questão do social. Ao se debruçar sobre a obra de Marx, Lacan nos apresentará a uma primeira definição do que seria um sintoma social: o retorno da verdade na falha de um saber. Importante salientar que, na obra lacaniana, o conceito de verdade está referido à questão do sujeito, à questão do inconsciente; outro ponto importante a se destacar é que para Lacan saber e verdade estabelecem uma relação de antinomia, ou seja, são dois princípios que se contradizem; por esse motivo é que na teorização lacanianasintoma e verdade são coincidentes.

Num segundo momento, em seu seminário XVII, O Avesso da Psicanálise (1992), Lacan nos apresentará uma noção de sintoma vinculado a um de seus quatro discursos, o Discurso do Mestre. Assim, o sintoma social é definido como aquilo capaz de fazer barra ao desejo do mestre, desejo esse que podemos, sinteticamente, definir como o desejo de que as coisas andem, que funcionem, sem se questionar sobre o que está implícito para que isso aconteça. Portanto, o sintoma social é aquilo rompe uma regularidade, que provoca uma desordem e faz emergir o inconsciente.

Na esteira de Lacan, Calligaris (1991), na introdução do livro Clínica do Social, defende o argumento de que o sintoma será sempre social uma vez que “[...] o que chamamos de singularidade é sempre o efeito de uma rede discursiva que é a rede mesma do coletivo.” ( CALLIGARIS, 1991, p.12). Do mesmo modo, Charles Melman (2000), ao discorrer sobre a toxicomania, elabora a seguinte definição para o sintoma social:

[...] Não basta que um grande número de indivíduos em uma comunidade seja atingido por algo para que isso se transforme num sintoma social. É claro que pode haver um certo percentual de fóbicos em uma dada população sem que, no entanto, isso faça da fobia um sintoma social. Mas pode-se falar de sintoma social a partir do momento em que a toxicomania é de certo modo inscrita, mesmo que seja ns entrelinhas, de forma não explícita, não articulada como tal, no discurso que é o discurso dominante de uma sociedade em uma da época. [...] (MELMAN, 2000, p.66)
Sendo assim, ao tomarmos os casos descritos como bullying como testemunhos de um sintoma social, as perguntas que nos propusemos a responder em nossa pesquisa foram: Qual verdade viria à tona se escutássemos, à maneira da Psicanálise, os tão disseminados discursos sobre bullying? E qual saber é este que falha com a disseminação desses discursos? Como está representado o desejo de que tudo ande, tudo funcione no contexto educacional?

Orientados por essas perguntas partimos, então, para o segundo momento de nossa pesquisa: a análise do material escolhido para compor o corpus da mesma; análise essa que constitui o segundo capítulo de nossa dissertação. Quanto à escolha do corpus, nos detivemos aos discursos sobre bullying no âmbito escolar e, considerando a questão do sintoma social, a produções destinadas ao público em geral.

Dessa forma, elegemos um material produzido pela Cartoon Net Work em parceria com Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Trata-se de um kit com seis cartilhas, destinadas à comunidade escolar (professores, funcionários, pais e alunos), que compõem a campanha Chega de bullying: não fique calado e cujo objetivo é oferecer estratégias para prevenção e combate ao bullying na escola.

Além das cartilhas, nos debruçamos sobre dois livros. Um deles, Bullying, mentes perigosas nas escolas (2010), foi escrito pela médica psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva e vendeu, no ano de publicação, mais de 400 mil cópias. O outro livro, Fenômeno bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz (2005), passou a compor nosso corpus por ser considerado um dos livros pioneiros sobre o assunto no Brasil e por ter sido escrito por uma autora citada como uma das maiores referências brasileiras na temática em questão, a pedagoga Cléo Fante.

Os materiais guardam algumas especificidades, mas o que nos interessa é o que pudemos observar como o que chamamos de denominadores comuns: Os discursos enfatizam o que se passa entre os alunos e as consequências que podem sofrer sendo eles “vítimas”, “agressores” ou simplesmente “espectadores”4. Mas não apresentam questionamentos a respeito dos adultos – professores, inspetores, porteiros, merendeiras, coordenadores, diretores – envolvidos no contexto em que o bullying ocorre. Nos materiais que analisamos, também não se propõe qualquer investigação sobre os motivos que levaram a escola, especialmente a sala de aula, a se tornar palco privilegiado desse fenômeno.

O motivo da ausência desses questionamentos parece residir no fato de que, de acordo com tais discursos, o bullying diria respeito apenas aos alunos e, no máximo, a seus pais. Isto porque estaríamos diante de um fenômeno resultante de questões genéticas, de personalidade e, em alguns casos, resultante de um certo tipo de educação familiar. Logo, somos levados a concluir que, para esses discursos, o bullying é um problema intrínseco a determinados alunos e em nada guardaria relação com o contexto escolar e o com o laço social.

Desresponsabilizados pela causa do problema e nele envolvidos apenas por terem de enfrentar suas consequências em sala de aula, aos adultos no contexto escolar restam ínfimas alternativas que, diríamos, pouco guardam relação com o ensinar e o educar. Assim, sugere-se que, para prevenir e combater o problema, é necessário que os professores e a escola, ensinem seus alunos a lidarem com suas emoções.

Segundo esses discursos, o bullying só surgiria em sala de aula porque os professores não sabem diagnosticá-lo. Por esse motivo, a necessidade de estarem sempre se atualizando em cursos de formação continuada ou via leitura de materiais como os que analisamos. Também porque os docentes não saberiam diagnosticar o bullying, outra sugestão que comparece nesses materiais é que a escola e os pais procurem auxílio de psicólogos, terapeutas e médicos para combater esse problema, uma vez que são esses os profissionais que, supostamente, saberiam o que se passa no desenvolvimento das crianças e adolescentes e poderiam dizer aos professores e aos pais o que fazer e não fazer.

A escola deveria buscar apoio para agir contra o bullying – sugerem os discursos sobre os quais nos debruçamos – em advogados, vereadores, Conselhos Tutelares, Promotorias Públicas, delegacias de polícia, enfim, profissionais e órgãos representantes das Leis. Isto porque o bullying deve ser considerado como um ato infracional e quem o comete deve ser passível de punições de acordo com a legislação. Portanto, o que deduzimos é que o bullying, nos discursos aqui expostos, é tratado como um problema do campo jurídico e não educacional.

Desresponsabilização dos adultos e colonização do campo educacional pelos discursos técnico-científico e jurídico: são essas algumas das situações que nossa análise a respeito doe alguns discursos sobre bullying parece evidenciar.

O passo seguinte à análise do corpus configurou-se na busca por tentar compreender o que poderia promover tal estado de coisas no âmbito educacional. O terceiro capítulo de nossa dissertação resultou dessa tentativa; nele apresentamos uma fundamentação teórica por meio da qual fazemos nossa leitura a respeito do mal- estar contemporâneo na educação.

No capítulo terceiro recorremos à Arendt, especificamente aos ensaios O que é autoridade (2005) e A crise na educação (2005) para compreendermos a questão da desresponsabilização docente, evidenciada nos discursos sobre bullying que analisamos. Em suma, Arendt nos diz que a desautorização dos adultos no mundo moderno está intrinsecamente relacionada à perda da tradição nessa contexto; por não poderem mais recorrer às respostas habituais e por terem aberto mão da capacidade de emitir julgamentos, os adultos não sabem mais como guiarem a si mesmos e aos novos – as crianças – por esse mundo. Nas palavras de Arendt:

É como se os pais dissessem todos os dias: - Nesse mundo, mesmo nós não estamos muito a salvo em casa; como se movimentar nele, o que saber, quais habilidades dominar, tudo isso também são mistérios para nós. Vocês devem tentar entender isso do jeito que puderem; em todo caso, vocês não têm o direito de exigir satisfações. Somos inocentes, lavamos as nossas mãos por vocês”. (2005a, p.142)
Arendt também nos possibilitou compreender que, no âmbito educacional, a desautorização dos adultos e, consequentemente, sua desresponsabilização pelas crianças, resulta, em grande parte, da entrada em cena do que a autora descreve como “modernas teorias educacionais originárias da Europa Central” (2005a, p.226) .Tais teorias, nas quais está embasada a chamada concepção construtivista do ensino e da aprendizagem, carregam em seu bojo três pressupostos: a crença num mundo da criança, no qual a intervenção do adulto é vista sempre como autoritária e limitadora do suposto natural desenvolvimento da criança; a defesa de que o foco do ato educativo deve ser como o aluno aprende e não mais o que o professor sabe ensinar e a submissão ao pragmatismo, que substitui, no âmbito escolar, o aprender pelo fazer e o trabalhar pelo brincar.

Influenciado por esses pressupostos é que o discurso pedagógico hegemônico,no atual cenário educacional, irá proclamar como ideal de bom educador aquele que se propõe apenas a estimular o desenvolvimento de seu aluno, colocando-se no ato educativo como mero facilitador entre a criança e o objeto de conhecimento. O professor do que então passou a ser chamado de ensino tradicional, acusado de autoritarismo e de impor verdades prontas à criança, passará então a ser apontado como um dos grandes responsáveis pelo fracasso escolar5.

É Arendt (2005a) também quem nos mostra que, com a ascensão de uma Pedagogia centrada na criança, onde em detrimento do saber a respeito das disciplinas, o professor deve priorizar empenhar-se em conhecer de que modo o aluno aprende, nessa passagem cujo foco do ato educativo torna-se A Criança - figura idealizada pelas teorias desenvolvimentistas - o professor perde sua autoridade, pois era a responsabilidade pública que assumia por transmitir o mundo escolar, transmitir o conhecimento acumulado na área da matemática, da história, etc, isto era o que antes lhe conferia autoridade. Ao ter que abrir mão disto, o professor desautoriza-se e se desresponsabiliza-se por seus alunos.

Com Lacan (1998), por meio de suas elaborações a respeito do papel do cientificismo - momento em que, na ciência, a discussão técnica prevalece sobre a discussão ética – para a ascensão do Discurso do Capitalista, é que podemos concluir que essa vertente da pedagogia a que estamos nos referindo nada mais é do que a representante desse Discurso, do Discurso do Capitalista colonizando o âmbito educacional. O cientificismo utilizado pelo Discurso do Capitalista para produzir os gadjets também trabalha em prol do capitalismo à medida que só é considerado relevante e verdadeiro aquilo que se produz com sua etiqueta. Por esse motivo, na escola e sob o ponto de vista do discurso que domina esse cenário, só é reconhecido como boa prática aquela que ganha a marca de pedagógico.

O apelo ao discurso jurídico para resolver situações que se passam dentro dos muros da escola é outro fator que se evidenciou na analise de nosso corpus de pesquisa. Consideramos que esse apelo também pode ser entendido como resultante da dominação do cientificismo no campo educacional, uma vez que, ao se recorrer a respostas legais, sempre padronizadas, como por exemplo Acione o conselho tutelar 6, abre-se mão de pensar o caso a caso, portanto é a dimensão da singularidade –alvo do Discurso do Capitalista- que é dispensada.

Retornando à questão do discurso pedagógico hegemônico, especificamente à Pedagogia que dele resulta, porque ela não pode valer-se da tradição, o educador a ela referido, sem saber o que fazer, passa a usar como estratégia a sedução – o artifício mais representativo do capitalismo – para prender a atenção de seus alunos. No jogo da sedução, o professor iguala-se ao aluno e este, por sua vez, não precisa esforçar-se para ser reconhecido. O problema é que na sedução nada se constrói e quando o jogo acaba o que resulta dele é a violência, produto da decepção pela constatação de que nada sobrou. Kupfer (2007), explica essa situação da seguinte maneira: por falta da violência inerente à educação, violência da educação, é que se abre espaço para o aparecimento da violência na educação.

Levando-se em consideração o que foi até aqui exposto, o que nossa pesquisa nos permitiu concluir foi que o alegado bullying, pensado como um sintoma social, seria aquilo que faria barra ao discurso pedagógico hegemônico no meio educacional contemporâneo, aquele que, como já dissemos, renega a autoridade do educador em prol do suposto desenvolvimento autônomo do aluno. Esse discurso, tal como argumentamos, é o representante, na esfera da educação, a pretensão do mestre capitalista de exclusão da dimensão desejante, portanto de exclusão do sujeito, para tudo poder controlar.

Nesse sentido, os discursos sobre o bullying, ao evidenciarem a desresponsabilização dos velhos por educar os novos, denunciariam justamente a falha de uma certa vertente da Pedagogia. Qual falha? Asseverar que seria possível o total controle sobre o ato educativo e para isso bastaria, ao professor, abdicar da autoridade de sua palavra e atentar para o desenvolvimento cognitivo de seu aluno, pois, dessa maneira, conheceria o modo como a criança aprende e assim seria capaz de encontrar o melhor método para ensiná-la, garantindo um resultado perfeito.

Sabemos que a grande maioria dos educadores seguiu rigorosamente esse preceito, ou seja, abriu mão de sua autoridade, pôs-se a estudar todas as teorias sobre o desenvolvimento infantil e a decorar os livros de metodologia do ensino. Ainda assim, nem todos os alunos aprendem, ou melhor dizendo, grande parte deles tem saído da escola sem ter adquirido os chamados conhecimentos básicos7 e, se antes os muros da escola significavam proteção, hoje a violência dentro das instituições de ensino é provavelmente um dos temas mais discutidos quando o assunto é educação. Quanto aos professores, eles se julgam cada dia menos capazes de ter êxito na tarefa a que se propuseram.

Considerando esse acirramento do mal-estar na educação é que acreditamos que a proliferação dos discursos sobre bullying talvez possa ser entendida como uma maneira inconsciente de denunciar aquilo que tem produzido tal acirramento: a desresponsabilização dos adultos pela educação das crianças, resultado da desautorização da palavra desses adultos, apregoada pelo discurso pedagógico hegemônico.


Referências
Arendt, H. (2005a). A crise na Educação. In: ______. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva. (Originalmente publicado em 1958).
______ . (2005b). O que é Autoridade? In: ______. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva. (Originalmente publicado em 1958).
Askofaré, S. (1997). O sintoma social. In: Goldemberg, R. (Org.). Goza! Capitalismo, globalização e psicanálise. Salvador: Álgama.
Calligaris, C. (1991). Prefácio (O Porquê de um nome). In: Aragão, L.T. (Org.). Clínica do Social: ensaios. São Paulo: Escuta.
Kupfer, C. (2007). Educação para o futuro. Psicanálise e Educação. São Paulo: Escuta.
Lacan, J. (1998). A ciência e a verdade. In: ______. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. (Originalmente publicado em 1966).
______. (1992) O Seminário, livro 17: O avesso da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. (Originalmente publicado em 1969).
NATALO, S.P. (2014) O que os discursos sobre bullying podem nos dizer a respeito do mal-estar contemporâneo na educação?: Evidências de um sintoma social. Dissertação de mestrado não publicada. Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.



1 Psicóloga formada pelo Instituto de Psicologia da USP e Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da mesma universidade.

2 Após investigarmos o caso, descobrimos que, ao longo do primeiro semestre, a professora, por diversas vezes, havia solicitado a transferência de sala do menino e, por vezes, manifestou aos colegas de trabalho o desejo de que o mesmo fosse expulso da escola.

3 Desenvolvido na Faculdade de Educação da USP, sob a orientação do profº Dr. Rinaldo Voltolini.

4 Assim definidos em todo o material que compõe nosso corpus de pesquisa.

5 O outro responsável, a entrada do discurso psicológico no campo educacional tratou de forajar: alunos com distúrbios e/ ou provenientes de famílias carentes.

6 Orientação presente em todo material por nós pesquisado.

7 No ensino fundamental, ao final do terceiro ano mais de 40% das crianças não apresentam os conhecimentos de língua portuguesa esperados para esse nível de escolarização e 57% delas não aprenderam as operações matemáticas básicas. Disponível em: .Acesso em: 12 de Julho 2014.



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