Brasília 2017 ministério da educação



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BRASÍLIA 2017

ministério da educação
secretaria de educação básica – seb 
diretoria de apoio às redes de educação básica – dare 
coordenação-geral de materiais didáticos – cogeam
fundo nacional de desenvolvimento da educação – fnde
diretoria de ações educacionais – dirae
coordenação-geral dos programas do livro – cgpli
equipe da seb
Cleidilene Brandão Barros
Cristina Thomas de Ross
Edivar Ferreira de Noronha Júnior
Fabíola Carvalho Dionis 
Frederico Ozanam Arreguy Maia 
José Ricardo Albernás Lima
Leila Rodrigues de Macêdo Oliveira
Lenilson Silva de Matos
Samara Danielle dos Santos Zacarias
Tassiana Cunha Carvalho 
equipe do fnde
Clarissa Lima Paes de Barros
Geová da Conceição Silva
José Carlos Lopes
Karina de Oliveira Scotton Aguiar
Nadja Cezar Ianzer Rodrigues
Wilson Aparecido Troque
design
 
coordenação de design
Hana Luzia
projeto gráfico
Breno Chamie 
 
diagramação de conteúdo
Mateus Barros
ministério da educação 
secretaria de educação básica 
Esplanada dos Ministérios, Bloco L, Sala 500
CEP: 70047-900  
Brasília/DF
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Centro de Informação e Biblioteca em Educação (CIBEC)
Bibliotecários responsáveis: Mayara Cristóvão da Silva CRB-1 2812 e Tiago de Almeida Silva CRB-1 2976
Brasil. Ministério da Educação. PNLD 2018: geografia – guia de livros didáticos – 
Ensino Médio/ Ministério da Educação – Secretária de Educação Básica – SEB – 
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.
Brasília, DF: Ministério da Educação, Secretária de Educação Básica, 2017.
 123 p.
ISBN 978-85-7783-230-9
1. Educação Escolar – TBE. 2. Livro Didático – TBE. 3. Ensino Médio – TBE. 
4. Geografia – TBE. 
I. Ministério da Educação II. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação 
III. Título 
CDU 028.1:910
B823p

equipe responsável pela avaliação
comissão técnica
Arte: Dra. Lilia Neves Gonçalves – UFU  
Biologia: Dra. Maria Margarida Pereira de Lima Gomes – UFRJ 
Filosofia: Dr. Eduardo Salles de Oliveira Barra – UFPR  
Física: Dr. Eduardo Adolfo Terrazan – UFSM 
Geografia: Dr. Antonio Nivaldo Hespanhol – Unesp  
História: Dra. Flávia Eloisa Caimi – UPF  
Língua Estrangeira Moderna (Espanhol): Dra. Maria del Carmen  
Fátima González Daher – UFF 
Língua Estrangeira Moderna (Inglês): Dra. Vera Lucia  
de Albuquerque Sant’Anna – UERJ 
Língua Portuguesa: Dra. Flávia Brocchetto Ramos – UCS 
Matemática: Dr. João Bosco Pitombeira Fernandes  
de Carvalhos – UFRJ/UFMT 
Química: Dra. Maria Inês Petrucci Rosa – Unicamp
Sociologia: Dra. Anita Handfas – UFRJ  
equipe responsável pela avaliação de recursos
Alexandro Dantas Trindade (UFPR) – Doutor em Ciências Sociais
Arthur Magon Whitacker (Unesp) – Doutor em Geografia
Celso Donizete Locatel  (UFRN) – Doutor em Geografia 
Claudia Amoroso Bortolato (Unicamp) – Doutora em Ensino  
de Ciências e Matemática
Gisele Dalva Secco (UFRGS) – Doutora em Filosofia 
Gláucia d’Olim Marote Ferro (USP) – Doutora em Educação
Gláucio José Marafon (UERJ) – Doutor em Geografia
Gustavo Cândido de Oliveira Melo (IFG) – Mestre em Matemática 
Haydée Glória Cruz Caruso (UnB) – Doutor em Antropologia
Irenilza Oliveira e Oliveira (UNEB) – Doutora em Linguística
Jorge Luiz Viesenteiner (UFES) – Doutor em Filosofia
José Eduardo Botelho de Sena (ENSG-SP) – Doutor em Letras 
Júlia Morena Silva da Costa (UFBA) – Doutora em Literatura e Cultura 
Lovani Volmer (FEEVALE) – Doutora em Letras
Lúcia Helena Pereira Teixeira (UNIPAMPA) – Doutora em Educação Musical
Luciene Juliano Simões (UFRGS) – Doutora em Linguística e Letras
Luís Fernando Cerri (UEPG/Ponta Grossa-PR) – Doutor em Educação 
Marcia Montenegro Velho (UFRGS) – Mestrado Linguística, Letras e Artes
Maria Aurora Consuelo Alfaro Lagorio (UFRJ) – Doutora em Educação
Maria Cristina Dantas Pina (UESB-Vitória da Conquista) – Doutora  
em Educação
Marina de Carvalho Cordeiro (UFRRJ) – Doutora em Sociologia  
e Antropologia
Martha Salerno Monteiro (USP) – Doutora em Matemática 
Mauro Gleisson de Castro Evangelista (SEEDF) – Mestre em Educação
Mayara Soares de Melo (IFGOIANO) – Mestra em Ensino de Ciências
Miguel Chaquiam (UEPA) – Doutor em Educação
Priscilla Vilas Boas (EMIA-SP) – Mestra em Educação
Reginaldo Alberto Meloni (UNIFESP) – Doutor em Educação
Ronai Pires da Rocha (UFSM) – Doutor em Filosofia 
Simone Laiz de Morais Lima (EMIA-SP) – Especialização em Cultura  
e Arte Barroca
instituição responsável pela avaliação
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS 
Selecionada pela Chamada Pública nº 42/2016 (SEB)
coordenação pedagógica
Roselane Zordan Costella (UFRGS) – Doutora em Geografia
coordenação institucional
Nestor André Kaercher (UFRGS) – Doutor em Geografia
coordenação adjunta 
 
Ligia Beatriz Goulart (UFRGS) – Doutora em Geografia
Manoel Martins de Santana Filho (UERJ) – Doutor em Geografia
Rosa Elisabete Militz Wypyczynski Martins (UDESC) – Doutora  
em Geografia
assessoria pedagógica
Aldo Gonçalves de Oliveira (UFCG) – Mestre em Geografia
Denise Wildner Theves (SMED/Lageado) – Mestre em Geografia
Ivaine Maria Tonini (UFRGS) – Doutora em Educação
apoio técnico
 –
administrativo
Cláudia Maliszewski Escouto (UFRGS)
Larissa da Silva Oyarzabal (UFRGS) 
Maicon Fiegenbaum (UFRGS)
Simone da Silva Flores (UFRGS)
avaliadores
Ana Angelita Costa Neves da Rocha (UFRJ) – Doutora em Educação
Ana Rocha dos Santos (UFSE) – Doutora em Geografia
Andrea Coelho Lastoria (USP) – Doutora em Educação
Armstrong Miranda Evangelista (UFPI) – Doutor em Educação
Carina Copatti (SMED/Charrua) – Mestre em Educação
Claudia Melatti (SEDUC/PR) – Mestre em Geografia
Daniel Mallmann Vallerius (UFPA) – Mestre em Geografia
Débora Schardosin Ferreira (SMED/Porto Alegre) – Mestre  
em Geografia
Élida Pasini Tonetto (SEDUC/RS) – Mestre em Geografia
Elisa Pinheiro de Freitas (UFMS) – Doutora em Geografia
Flávia Spinelli Braga (UERN) – Mestre em Geografia
Flaviana Gasparotti Nunes (UFGD) – Doutora em Geografia
Gabriel Siqueira Corrêa (UERJ) – Mestre em Geografia
Guibson da Silva Lima Júnior (SMED/PB) – Mestre em Geografia
Gustavo Henrique Cepolini Ferreira (UNIMONTES) – Doutor  
em Geografia

Ilaina Damasceno Pereira (UERJ) – Doutora em Geografia
Juliano da Costa Machado Timmers (SMED/São Leopoldo) – Mestre 
em Geografia 
Jussara Fraga Portugal (UNEB) – Doutora em Educação 
Leila de Oliveira Lima Araujo (SEDUC/RJ) – Doutora em Geografia
Leonardo Martins da Silva (IFGO) – Doutor em Geografia
Leonardo Pinto dos Santos (SEDUC/RS) – Mestre em Geografia
Liz Cristiane Dias (UFPEL) – Doutora em Geografia
Lucineide Mendes Pires e Silva (UEG) – Doutora em Geografia
Márcio da Costa Berbat (UNIRIO) – Doutor em Educação
Márcio José Celeri (UEMA) – Doutor em Geografia
Marco Antonio Campos Couto (UERJ) – Doutor em Geografia
Marcos Antônio de Castro Marques Teixeira (IFPI) – Doutor  
em Geografia 
Marcos Klausberger Lerina (IFSUL) – Mestre em Geografia
Mariana Martins de Meireles (UFRB) – Mestre em Educação
Pablo Sebastian Moreira Fernandez (UFRN) – Doutor em Geografia
Renato Emerson dos Santos (UERJ) – Doutor em Geografia
Roberto Marques (UFRJ) – Doutor em Educação
Romerito Valeriano da Silva (CEFET/MG) – Doutor em Geografia
Vania da Silva (SEDUC/MT) – Doutora em Geografia
grupo focal
Fábio Poletto Franco (SEDUC/RS) – Mestre em Geografia
Fabiano de Souza Marques (SEDUC/RS) – Graduado em Geografia
Franciane Nunes da Costa Eberhardt (SEDUC/RS) – Especialista  
em Ensino de Geografia e História 
Maria Regina Nunes Sena de Barros (SEDUC/RS) – Especialista  
em Ensino de Geografia e História 
Vanessa Arce Nozari (SEDUC/RS) – Especialista em Ensino  
de Geografia e História 
Wagner Innocencio Cardoso (SEDUC/RS) – Mestre em Geografia
leitura crítica
Ana Claudia Giordani Carvalho (UFF) – Doutora em Geografia
Jader Janer Moreira Lopes (UFJF) – Doutor em Educação
Vicente de Paulo Leão (UFSJ) – Doutor em Geografia
revisão 
Christiane Jaroski Barbosa (FACOS) – Mestre em Linguística
 
 

Por que ler este guia?
A geografia no Ensino Médio
Finalidades e critérios da avaliação
 Finalidades
 
 Critérios
 
 
Critérios eliminatórios comuns aos componentes curriculares
 
 
Critérios eliminatórios específicos do componente curricular geografia
Coleções aprovadas: algumas considerações
Resenhas
 
Fronteiras da Globalização 
 
Geografia Geral e do Brasil
 
Ser Protagonista - Geografia 
 
Território e Sociedade no Mundo Globalizado 
 
Geografia: Leituras e Interação 
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sumário
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16
16
17
17
30
40
35
45
19
24

 
Geografia no Cotidiano 
 
Geografia - Ação e Transformação
 
Geografia em Rede
 
#Contato Geografia
 
Vivá - Geografia 
 
Geografia - Espaço e Identidade
 
Geografia das Redes
 
Geografia - Contextos e Redes
 
Conexões - Estudos de Geografia Geral e do Brasil  
Ficha de Avaliação
Referências 
83
55
50
89
61
95
67
73
78
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122

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por que ler este guia?
Prezado colega professor,
A satisfação da entrega deste Guia é imensurável por sabermos o quanto ele vai contribuir para 
qualificar a escolha do Livro Didático e também para os debates sobre a Geografia Escolar. Após um 
longo processo de análise minuciosa, de cada página, de cada livro didático de Geografia destinado 
ao Ensino Médio, disponibilizamos a você, professor, este Guia. 
Nele você vai encontrar as resenhas dos livros de Geografia para o Ensino Médio aprovados no âmbito 
do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2018. As resenhas ajudam você a fazer sua escolha, 
dentre as muitas coleções possíveis, e também, feita a escolha, ajuda-o a melhor explorar o referido 
livro. A função deste Guia não se resume a descrever sucintamente cada obra, destacando seus pon-
tos positivos, riquezas e potencialidades, mas também alertá-lo para eventuais pontos que requerem 
maior atenção para um melhor aproveitamento deste material escolhido. O Guia pode, após feita a 
sua escolha, auxiliá-lo no uso do livro, pois cada resenha apresenta pontos que levam você à busca 
do equilíbrio entre o que o livro sugere, conduz e o que você, professor, reformula e adequa a sua 
especificidade local.
Este Guia atenta para o básico: nenhum livro é completo ou precisa ser seguido página a página 
até o final. Não se trata, portanto, apenas de ‘vencer conteúdos’, mas de melhor trabalhá-los. Mais 
importante que a quantidade de páginas lidas ou ‘vencidas’ é a aprendizagem do estudante. E este 
ritmo de aprender, enfrentar as dificuldades na condução do processo pedagógico, é você, professor, 
que sabe. Isso vai implicar, às vezes, menor velocidade na abordagem dos temas tratados nos livros. 
Esta autonomia de ritmo é e sempre será sua. Nisso nem o Guia - ou os livros - podem ou querem 
interferir. Mas eles têm a pretensão de ajudá-lo na escolha que irá acompanhá-lo nos próximos anos.
A escolha do livro requer que o professor seja um pesquisador de seu ofício, um prático reflexivo, 
isto é, alguém que pensa sua prática enquanto docência. Faz escolhas pautadas no transcurso de 
sua ação cotidiana. Reformula ações, pois vê que há desencontros entre o que se planeja e o que se 
efetiva na sala de aula.
O professor tem a oportunidade – e grande responsabilidade – de fazer da Geografia algo significativo 
para os estudantes. Marcar os estudantes de forma positiva com relação às questões e aos temas que 
a Geografia irá propor de forma que eles ganhem capacidade de interpretar e se inserir nos espaços 
que circulam. A Geografia, com o auxílio dos conteúdos presentes nos livros, poderá oportunizar 

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instrumentos para que os estudantes consigam relacionar o espaço imediato com os espaços mais 
distantes. Uma ciência que amplie a capacidade dos estudantes compreenderem os espaços e as so-
ciedades em que vivem e/ou veem pelas distintas mídias, a Geografia como potencial de ampliação 
da leitura de mundo. Este Guia tem o objetivo de ajudá-lo a escolher um livro que se encontre com 
sua Geografia. O livro como ponte e ponto de encontro entre as Geografias dos livros e as Geografias 
dos professores que se valem dos livros.
As coleções aprovadas no PNLD 2018 podem servir de ponte entre o que está apresentado em suas 
páginas com o mundo vivido e percebido pelos leitores. O papel do professor é o de provocar o olhar 
atento e reflexivo do estudante para lugares, paisagens e territórios que normalmente são percebi-
dos de forma superficial. Problematizar e pesquisar o cotidiano, os espaços imediatos, através do uso 
criativo do livro, bem como através de outras mídias, é uma das tarefas da Geografia Escolar. Apro-
veitar o maior poder de abstração que o estudante do Ensino Médio possui, aumentando, assim, a 
interação professor-estudante e, claro, incrementando a relação professor-estudante-livro didático. 
Aproveitando essa crescente capacidade dos estudantes de relacionar escalas, eventos e conceitos, 
podemos ampliar a percepção da complexidade e das contradições do mundo e das sociedades, em 
especial, a brasileira. 
Não esqueça, professor, que você é capaz de encantar seus estudantes em mergulhos constantes em 
meio às imagens, aos mapas, aos textos e a muitas outras linguagens que os Livros Didáticos têm. 
Faça um ótimo uso e se deixe criar e recriar a partir dos contextos apresentados, a grande magia do 
ensinar é o acreditar que os estudantes serão capazes de aprender.
O que os Livros Didáticos aqui apresentados têm em comum é a busca da crescente autonomia e 
autoria, seja do professor, seja dos estudantes. A escola deve ser vista como espaço de construção de 
cidadãos que pensam o coletivo e os espaços de forma crítica, solidária e fraterna.
Boa leitura!

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O Guia de Geografia do PNLD 2018 tem como principal objetivo potencializar a interação entre você, 
professor, elo fundamental e insubstituível, com seu estudante utilizando, entre outros recursos, o 
Livro Didático de sua preferência.  
A partir da leitura deste Guia, você e a equipe pedagógica de sua escola poderão qualificar a escolha 
das coleções que serão utilizadas nos próximos três anos. As resenhas, divididas em quatro seções, 
Visão geral, Descrição, Análise da obra e Em sala de aula, apresentam as principais características de 
cada coleção, no que diz respeito aos conteúdos, aos aspectos pedagógicos e à Formação Cidadã. A 
primeira seção, Visão geral, enfatiza a identidade da coleção, isto é, aquilo que ela prioriza, de forma 
mais marcante. A segunda, Descrição, apresenta o modo como ela se estrutura a partir de uma visão 
panorâmica do sumário de cada volume. A terceira, Análise da obra, aborda a proposta pedagógica 
da Coleção e o diálogo estabelecido com os conteúdos, as atividades e a concepção subjacente de 
Geografia. Traz a caracterização do Livro do Estudante e do Manual do Professor. Além disso, aborda 
as questões da Formação Cidadã. Por fim, a quarta seção, Em sala de aula, traz algumas indicações de 
como você, professor, poderá potencializar em sua sala de aula alguns pontos ou elementos discuti-
dos na coleção, que merecem mais sua atenção.
Para pautar o trabalho avaliativo, os avaliadores receberam uma Ficha de Avaliação com itens de-
terminados, orientando as leituras das coleções e os elementos a serem observados durante esta 
leitura. As partes que compõem a referida ficha serão descritas a seguir:
Formação Cidadã: observa o respeito à legislação, às diretrizes e às normas oficiais relativas ao Ensi-
no Médio, considerando também as responsabilidades da educação escolar para a formação cidadã 
da juventude, demandadas pela sociedade brasileira contemporânea, com suas tensões, representa-
ções e demandas sociais, culturais e econômicas.
Proposta pedagógica, conteúdos, atividades e ilustrações: observa a coerência e a adequação da 
abordagem teórico-metodológica assumida pela obra, no que diz respeito à proposta didático-pe-
dagógica explicitada e aos objetivos visados, considerando-se, nesse âmbito, a condição do público 
do Ensino Médio, especialmente as práticas socioculturais dos jovens como ponto de partida e de 
problematização dos objetos de ensino-aprendizagem.
Manual do Professor: observa as características e finalidades específicas do Manual do Professor e 
adequação da obra à linha pedagógica nele apresentada.
a geografia no ensino médio

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Aspectos do projeto gráfico-editorial da obra: observa a adequação da estrutura editorial e do proje-
to gráfico aos objetivos didático-pedagógicos da obra.
Nas páginas que se seguem, mostra-se o papel da Geografia no Ensino Médio, lembrando que essa 
etapa é a conclusão da escolarização de muitos brasileiros. Prioridade, então, focar a ação docente 
para qualificar o ensino e a aprendizagem desta disciplina como um instrumento potencializador da 
capacidade do estudante entender e poder interferir na realidade que observa e vivencia. 
No Ensino Médio, os estudantes estão preparados para produzir ideias a partir de ideias, são capa-
zes de pensar de forma abstrata o mundo em que vivem e o mundo distante. A Geografia, com suas 
proposições escalares, com suas discussões reflexivas e com as articulações conceituais, auxilia este 
estudante a ver e refletir o mundo de forma mais completa. Os conteúdos e conceitos discutidos 
na sala de aula do Ensino Médio têm um peso diferente. O professor pode levar seus estudantes a 
organizarem mentalmente espaços distantes, a compreenderem lugares nunca antes conhecidos, a 
posicionarem-se perante inúmeros eventos que bombardeiam a sociedade. 
É possível, nesta etapa da escolaridade, uma relação mais íntima entre estudantes e conceitos, con-
ceitos estes que provocam discussões e entendimentos do espaço, para que os olhares mais atentos, 
autorais e autônomos possam interpretar as paisagens, romper paradigmas em territórios e valorizar 
lugares de vivências. É para uma leitura competente e não enciclopédica do mundo que a Geografia 
se habilita no Ensino Médio.
A ação professoral é de fundamental importância para educar as novas gerações com vistas à melho-
ria da qualidade de vida da juventude. A Geografia pode qualificar a cidadania, pois apresenta uma 
teia conceitual que permite ao estudante fazer análises fundamentadas que relacionem tempos, 
espaços e grupos sociais.
Cabe à Geografia tentar compreender o porquê das coisas e pessoas estarem aqui e não acolá, e 
quais as consequências disso na nossa existência cotidiana. Isso não significa dizer que para enten-
der o mundo basta nos atermos ao visível, à fisicidade das coisas e pessoas. Apenas a aparência não é 
suficiente para entendermos os lugares, as paisagens, os territórios. É preciso entender os processos, 
os fluxos, as relações entre pessoas e grupos. Podemos partir do visível, das formas, do concreto, mas 
sabemos que ‘as aparências enganam’. Logo, a tarefa do educador em Geografia é o de motivar os 
estudantes a fazerem perguntas e de ajudá-los a encontrar respostas. 
Assim, partir do visível carrega consigo o alerta: o visível poderia nos enganar dando a ideia de que 
basta olhar para as coisas para compreender a realidade. Mas, esta não se compreende pelo olhar 
apressado. Requer a observação e análise reflexiva e ponderada, buscando diferentes pontos de vista. 
Vemos não apenas com os olhos. O cérebro interpreta o que os olhos veem. E o faz a partir de conceitos, 
categorias e classificações que relacionam o visível com nossa leitura de mundo, que sempre é teórica, 
conceitual, carregada de ideologia e, às vezes, de simplismos e de preconceitos. 

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E aí já passamos a falar em realidades, no plural. Não há fenômeno social simples e ‘rápido’ de ser 
entendido. Há o simplificado, o simplismo que pode, facilmente, cair no caricato, no estereótipo, na 
explicação rasteira, nas dicotomias simplistas do ‘certo x errado’, ‘bom x mau’. E o papel da Geografia 
é de vulto: ajudar-nos a entender a complexidade dos espaços e de nossas existências. Sim, de nos-
sas existências, num exercício de ontologia, de busca de entender quem somos, enquanto indivíduos 
e sociedade. A Geografia que, olhando a fisicidade das coisas, as aparências, o concreto, busca pensar 
e entender também o que ocasiona felicidade e sofrimento às sociedades e aos indivíduos. 
É tarefa da Geografia tratar de felicidade e sofrimento? Sim, tarefa de todas as disciplinas. Mais do 
que ensinar dados, fatos e verdades, o papel da escola é pensar a sociedade em seus avanços e 
obstáculos ao bem viver. Afinal, qual livro de Geografia não fala em “Índice de Desenvolvimento Hu-
mano” ou “nível de desenvolvimento” dos países e continentes? Não seria apropriado com este tema 
falarmos no que gera dor e alegria a todos nós, cidadãos? Discutir o próprio conceito de ‘cidadania’, 
pois este muda ao longo do tempo e de um lugar para outro.
Basta relembrar que, há pouco mais de cem anos, na Inglaterra, as mulheres lutavam, eram presas e 
arriscavam a vida pelo hoje corriqueiro direito a votar nas eleições gerais. 
Propor a relação do abstrato ‘nível de desenvolvimento’ dos países, com a relação ‘nível de de-
senvolvimento/bem estar/felicidade’ das pessoas. A Geografia contribui com a educação de nossas 
gerações também quando provoca perguntas para as quais ela não tem respostas. A ampliação da 
dúvida é um dos papéis da ciência geográfica. O Livro Didático traz informações, mas é o professor 
que melhor pode lançar hipóteses explicativas. 
As escolas são ‘ágoras’ – espaços públicos de discussão de ideias argumentadas – onde se pratica o 
exercício da troca de opiniões entre pares acompanhadas por um pedagogo, um mestre, um educa-
dor. E o livro didático pode propor, estimular, reorientar, florescer as discussões que ele educador 
encaminha. Eis, ai, portanto, uma crença, uma possibilidade. O livro didático como indutor ou pro-
positor de discussões na praça pública, a ágora, a escola. Como tantas palavras gregas de sentidos 
múltiplos, a ágora tanto pode ser o espaço, a praça principal, como também - já que ali florescia não 
só o mercado de coisas - é o espaço das assembleias, das discussões e, portanto, das decisões, de 
onde a palavra ágora adquire também a conotação de ‘decido’. Ainda que a decisão não seja única 
ou inquestionável, cabe à escola impulsionar a autonomia e a autoria de seus estudantes através do 
exercício do livre pensar. 
Livre pensar, contudo, não implica ausência de método, não é fazer de qualquer jeito, dizer qualquer 
coisa. Não prescinde da figura do professor. Este traz muito mais que informações – estas hoje ‘super’ 
abundam – propõe esquemas explicativos, intenta separar o que é fundamental e o que é acessó-
rio às discussões. É, na etimologia da palavra, um orientador, isto é, aponta rumos, a fim de que a 
imprecisa vida seja minimamente organizada e entendível. O centro da figura do professor não é in-
formar. Uma pequena virada epistemológica: cabe ao professor selecionar, limitar o vasto mundo de 
informações disponíveis, muitas delas pouco confiáveis, como, por exemplo, nas boatarias das redes 

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