Bendito destino novela de Patrick Marques Escrita por Patrick Marques Direção



Baixar 279,54 Kb.
Página3/3
Encontro28.10.2017
Tamanho279,54 Kb.
1   2   3
CENA 43. CASA LAURA. SALA. INTERIOR. DIA.

Laura desce a escada. Pensativa, clima tenso. Flashes das primeiras cenas desse capítulo são dados, enquanto Laura caminha pela sala.

Laura pega a bolsa e sai para rua.

Corta para:



CENA 44. APART WANESSA. SALA. INTERIOR. DIA.

Wanessa abre a porta, entrar Laura.

WANESSA — Juro que eu estava à espera de um de vocês dois. Tinha certeza que ia acontecer alguma merda, e vocês iam vir correndo com o rabinho entre as pernas.

LAURA — Wanessa, minha prima, a coisa é séria.

WANESSA — É sempre séria, realmente é sempre muito séria. Vocês cometem muita atrocidades e feita à cagada, vem pedir refúgio aqui na minha casa. Eu não vou ser cumplice! Por tanto, vai dando a meia volta e sai do meu apartamento! Agora! Eu liberei a tua entrada, que era pra ti não fazer escândalo.

LAURA — Não está vendo o meu estado, não tá vendo como eu estou nervosa? Escuta...

WANESSA — (corta agressiva) Eu não quis me envolver naquele sequestro porque sabia que não ia dar certo! Agora, que estão na cola de vocês, eu/

LAURA — EU MATEI O ULGUIM!

Reação em Wanessa.

WANESSA — (tempo) O... o quê? ... Tu matou o... Laura... Laura, como tu pode?

LAURA — Eu sei, eu sei...

WANESSA — Laura! Por que tu fez isso?

LAURA — Eu sei, eu sei... eu odiei fazer isso, perdi o meu melhor tapete!

WANESSA — Ah... que horror! Faz piada uma hora dessas.

LAURA — Eu tô nervosa. E não é piada. Eu peguei...

WANESSA — (corta nervosa) Não! Não me conta! Vai embora! Eu não quero mais saber das tuas atrocidades! Fora daqui!

LAURA — Que isso? Que isso? Tu é a única pessoa que eu tenho pra me ajudar, Wanessinha!

WANESSA — Tu não percebe que está cavando a tua própria cova, mulher? E eu não quero que tu me leve junto contigo pra dentro dela.

LAURA — Não me venha com esse papinho de cova, Wanessa! O assunto é sério!

WANESSA — Para! Não adianta! Não me envolve nessa palhaçada! Eu não quero saber! Sai do meu apartamento! Não quero saber! Some daqui, agora! Sai daqui antes que eu...

LAURA — (corta encarando-a) Antes que você o quê? Fala sua piranha! Espero que tu não tenha se esquecido com quem está falando! Então, cale essa tua boca, antes que eu saia gritando aos quatro ventos nesse prédio que tu tem uma vidinha medíocre de puta!

Elas ficam se encarando.

WANESSA — (tempo) Chega. Eu não vou ceder as tuas chantagens. Vai. Faça o que quiser. Foda-se!

LAURA — Tô vendo que tu esqueceu quem eu sou e como eu ajo, não é priminha querida?!

WANESSA — Vai me matar como fez com o Ulguim?

LAURA — Ele pediu! A culpa é dele.

Afastam-se, não se encaram mais:

WANESSA — AH, não inventa...

LAURA — Era ele ou era eu!

WANESSA — Que ódio, Laura! Eu falei pra ti que não queria me envolver nessa história! Porque vocês fazem as coisas sem pensar?

LAURA — era pra dar tudo certo! A gente estava com a grana na mão, droga! Mas aquele maldito do Ulguim resolveu me enganar, veio com uma história de que tinham pego o dinheiro... e.../

WANESSA — (corta) não, não, não... não me conta! Eu não quero saber como tu fez! Por favor...

LAURA — Eu não sei o que fazer, porra! (chorar) Eu não sei o que fazer... eu não queria matar ele... eu amava ele... ninguém acredita... nem ele acreditou.

WANESSA — Ai, meu Deus...

Wanessa vai preparar um drink.

LAURA — Pra falar a verdade, nem eu acredito.

WANESSA — (oferece o copo de uísque) Toma. Bebe.

Laura pega-o e bebe, tremendo.

WANESSA — Fica calma. Só me diz uma coisa... a polícia está atrás de ti?

LAURA — Não. Ainda não.

WANESSA — Hum. Então bebe.

Corta para:



CENA 46. ESTRADA ERMA. EXTERIOR. DIA.

Um casal está andando em uma carroça. O homem e a mulher estão à procura de algo que possam vender. Passam pelos cantos, procurando. A mulher encontra um tênis de longe.

MULHER — Tonho! Ô, Tonho!

HOMEM — Fala, muié!

MULHER — Achei uma coisa estranha. Ali. Olha. É... é um pé.

O homem se aproxima. Ela vai junto.

HOMEM — Ih, caramba... é um corpo. E está enrolado em um tapete.

MULHER — Sério?! Que horror!

O pé dele se mexe. Eles levam um susto!

HOMEM — Meu Deus do céu! Se mexeu! Se mexeu!

MULHER — Tá vivo! Tá vivo ainda! Ajuda ele!

HOMEM — Que? Eu? Eu não!

MULHER — Ajuda ele, vai, Tonho! Ajuda...

HOMEM — Tá! Tá... ô, meu Deus do céu. A única coisa que largam aqui é pedaços de carros roubados, e agora isso... eu mereço.

O homem e a mulher desenrolam Ulguim. Ulguim quase inconsciente.

ULGUIM — Ah... ah... ajuda.

Mulher e homem se entreolham.

Corta para:

4º INTERVALO COMERCIAL

CENA 47. ESTRADA ERMA. EXTERIOR. DIA.

Continuação imediata da cena anterior. Os carroceiros encontraram Ulguim.

HOMEM — Não conseguiram desovar bem o corpo.

MULHER — Não conseguiram matar bem o corpo tu quis dizer. Mas foi tiro ou facada...?

HOMEM — Vamos ajudar ele.

MULHER — (nervosa) Não! Tá doido, Tonho?! Isso aí deve ser coisa de traficante!

HOMEM — E se ele for um dos traficantes? Hã? Ele vê que nois ajudou ele, e vai ser bem grato quando ficar melhor.

MULHER — Entendi... aí ele pode conseguir ‘um’ pra gente. Mas peraí... e se ele não for nada disso.

HOMEM — Sei lá... vamos por ele na carroça.

MULHER — E se ele morrer na carroça, Tonho?

HOMEM — Nois trás ele de volta pra cá. Culpa nenhuma a gente não vamo ter. Vamo! Me ajuda!

Eles colocam Ulguim dentro da carroça.

MULHER — Ai, é pesado.

Corta para:



CENA 48. APART WANESSA. SALA. INTERIOR. DIA.

Laura toma um gole do uísque. Wanessa escutando-a.

LAURA — É questão de tempo. Daqui a pouco, os zomi bate lá em casa a minha procura. Eu já estou vendo.

WANESSA — Com a grana que tu conseguiu não dá pra fugir?

LAURA — Dá. Eu até acho isso seja o melhor. Mas eu não quero abrir mão de nada. Eu só queria viver em paz. Na minha casa, que por direito é minha.

WANESSA — Matando, roubando, sequestrando pessoas é assim que tu quer viver em paz?

LAURA — Quê que eu posso fazer...? Hum? As pessoas se intrometem no meu caminho... elas querem me derrubar. Eu sou obrigada a... ai, Wanessa eu preciso da tua ajuda. Eu tenho grana. Eu só acho que não é o suficiente, entende?

WANESSA — Pode tirar o cavalinho da chuva, Laura. Eu estou lisa! Não tenho nada. Agora, que eu larguei o Odair, não está sendo nada fácil pra mim. Muito menos pra manter esse apartamento.

LAURA — por favor, nada? Nada mesmo?

WANESSA — Nada! Nada mesmo. Eu te mostro minhas contas, minhas dividas.

LAURA — Eu preciso arrumar mais grana, pra mim poder evaporar. Mas como...? Como?

WANESSA — Aquela casa não é tua? Vende ela!

LAURA — Não, não. O Wesley em testamento deixou parte da casa pra mim, e pra Manu. E... eita... peraí, é claro! (pensa) isso! Há-há! Isso! Isso mesmo.

WANESSA — Que foi?

LAURA — Meu Deus do céu... como é que eu fui me esquecer disso.

WANESSA — Se esqueceu do quê?

LAURA — Antes de morrer o Wesley fez uma apólice, deixando 70mil, 71mil reais, agora não me lembro ao certo, pra Manu. Só que ela nunca ficou sabendo. Sempre ligaram, sempre foram atrás dela lá em casa pra avisar ela, mas sempre fui eu que atendi. Então ela nunca ficou sabendo dessa apólice!

WANESSA — Ah, tá! E tu acha que a Manu vai te ajudar?

LAURA — É claro que não, idiota! Eu cheguei a ir no advogado para saber bem sobre essa história...

MONTAR INSERT DO CAP 18.

LAURA — O caso é que se acontecer alguma coisa com a Manu, eu sou a beneficiaria! Esse dinheiro vem pra mim...

WANESSA — Eu não acredito nisso... e pra conseguir o dinheiro tu vai matar a guria?

LAURA — (suspirando) exatamente...

Reação. Wanessa abismada, Laura pensativa e sorridente.

Corta para:

CENA 49. PORTO ALEGRE. RUAS. EXTERIOR. DIA.

Música (...) – Imagens da cidade.

Corta para:

CENA 50. CASA PICCOLI. SALA. INTERIOR. DIA.

Glória está ao celular, do outro lado da linha está Manu.

GLÓRIA — (cel.) Dei o meu depoimento, exigi que eles ao menos prendessem esse tal Ulguim. O delegado Cato, que até é um bom delegado, Manu. Disse que já solicitou uma ordem de prisão ao juiz, disse que é questão de tempo. Logo, os dois estarão presos. Eu falei para ele que quero estar presente no dia que ela for presa, que é pra eu ter certeza que aquela cadela estará realmente presa! ... tá bom. De nada, Manu. Qualquer coisa me dá um toque. Tchau!

Jussara entrar da cozinha.

GLÓRIA — Oi, filha.

JUSSARA — Oi, mãe. A Cristina não chegou ainda?

GLÓRIA — Ainda, não. Tá esperando ela?

JUSSARA — Ela me ligou. Disse que queria falar comigo. Marcou aqui em casa. Até agora nada.

GLÓRIA — Daqui a pouco ela aparece.

Corta para:



CENA 51. PARCÃO. EXTERIOR. DIA.

Manu e Bruna caminhando pelo parque.

MANU — A Glória disse que dessa vez o delegado resolveu se mexer.

BRUNA — Também, só com ajuda de alguém que tenha dinheiro pra fazer alguma coisa funcionar nesse país.

MANU — É, eu também fico indignada com essa história, mas vamos esquecer um pouco tudo isso. Vamos falar de ti, e do teu namorado... hum... (ri) Como é que estão?

BRUNA — Ah, a gente está tudo na boa, né!?

MANU — Tá, mas e vocês foram às vias de fatos?

BRUNA — Quer dizer se já transamos?

MANU — É.

BRUNA — Não. Ainda não. A gente não viu o momento certo. Entendeu?

MANU — Entendi.

BRUNA — A gente fica sempre pensando em um jeito de acabar com essa desgraçada que... ai, até nisso aquela maldita interfere.

MANU — Calma! Não, não, não vamos voltar a falar dela! O que eu quero saber até quando vocês vão ficar adiando?

BRUNA — Não sei, não sei. Quase sempre nós três estamos juntos e...

MANU — (corta) Ai, se eu interfiro em alguma coisa, me desculpa. Eu.../

BRUNA — (corta) Não! Que isso, Manu?! Não pense isso! Por favor, o Thiago também nunca insistiu nisso. Nessa parte ele bem respeitador. Ele se importa com os meus sentimentos, e nunca forçou nada. É uma das coisas que me encantam nele. E tu nunca atrapalhou em nada!

MANU — Saquei! Então, o que vocês estão precisando é de uma noite a sós, não é isso?

BRUNA — É, mas lá em casa é impossível com aquela.../

MANU — E onde ele mora?

BRUNA — Em um apartamento no centro.

MANU — Então, mais que perfeito. Os dois juntinhos lá no apartamento dele...

BRUNA — E tu? Vai ficar sozinha com bruxa de Salem?

MANU — Bruna, não esquenta com isso. Os dias da Laura estão contados!

Corta para:



CENA 52. CASA PICCOLI. ESCRITÓRIO. INT. DIA.

Cristina e Jussara. Cristina marcou um encontro com Jussara para mostrar as fotos que estão Frederick e Wanessa almoçando.

JUSSARA — Não entendi, Cristina, porque no meio do dia tu marcou de falar comigo. É algo importante?

CRISTINA — Foi justamente na hora em que eu sabia que o teu marido Frederick não estaria contigo.

JUSSARA — Tu quer me falar alguma coisa sobre o Frederick, é isso?

CRISTINA — Exatamente. É um assunto bem delicado, e/

JUSSARA — (corta agressiva) Qualquer que seja o assunto, eu não quero saber, Cristina. Eu acho que cada um deve cuidar do seu marido! E se tu não tem o teu...

CRISTINA — (corta) Calma, eu só estou querendo...

JUSSARA — (corta) Eu tenho certeza que tu vai inventar alguma intriguinha pra por o meu casamento em conflito.

CRISTINA — Jussara, não é nada disso! Eu não ganharia nada pondo o teu casamento em conflito. Eu quero apenas te alertar, dizer que ele mente pra ti que está saindo com uma.../

JUSSARA — (corta aos gritos) Não fala nada, Cristina! Fica quieta! Não se intrometa na minha vida. Quando tu desencalhar e arrumar um macho tu cuida dele! Enquanto isso, deixa o meu marido em paz!

CRISTINA — Olha aqui, se tu quer fechar os olhos pra não ver o rico marido que tu tens, tudo bem! (pegando o celular) Só me explica porque ele mentiu pra ti que estava em outro lugar, quando na verdade estava com essa mulher em um restaurante do outro lado da cidade?

JUSSARA — (pasma) Que isso? Que isso? Estava espionando meu marido?

CRISTINA — (mostrar a foto do celular) Uma amiga minha o viu almoçando com essa mulher, achou suspeito e me mandou a fato. Eu só estou querendo te alertar...

JUSSARA — Eu vou te dizer uma coisa, Cristina! Tu não tem o direito de se meter no meu casamento! (atirando o celular de Cristina na parede) Não tem!

CRISTINA — Que isso?! Tá maluca! Endoidou, é?! Olha o que tu fez com o meu celular?

Glória entra no escritório, preocupada.

GLÓRIA — Que isso, gente? Que gritaria é essa?

CRISTINA — Eu acho que o Tico e o Teco da cabeça dessa daí não estão batendo direito ela atirou meu celular na parede! Parece que bebe!

GLÓRIA — O quê que tá acontecendo aqui?

JUSSARA — É só dizer pra Cristina não se intrometer na minha vida! Só isso!

CRISTINA — Tudo bem! Tudo bem, é eu estou errada! Desculpa te mostrar a verdade. Desculpa.

Jussara sai do escritório. Glória se vira para Cristina, que junta o que restou do celular.

GLÓRIA — Cristina...

CRISTINA — Mãe, quando eu voltar eu te explico.

Cristina sai. Glória fica sem saber o que aconteceu.

Corta para:

CENA 53. CASA LAURA. SALA. INTERIOR. DIA.

Thiago convidou Bruna e Manu para irem para o Tarumã. Laura estará observando-os.

MANU — Tarumã..? Hum... não. É melhor eu deixar o casal um pouco a sós. Não é?

BRUNA — Jura mesmo que tu não quer ir, Manu? Vai ser tão legal...

THIAGO — É mesmo. E nem é bom tu ficar sozinha com essa diaba aí.

MANU — Tem razão, mas eu não tenho medo dela. Depois de tudo que já passei, o que vier não é nada!

THIAGO — É bom não subestimar a peste!

MANU — Não, mas eu quero que vocês se divirtam um pouco a dois! (brincar) Tô cansada de servir como castiçal!

Risos sob o olhar de Laura.

Corta para:



CENA 54. CASA LAURA. QUARTO LAURA. INT. DIA.

Laura entra no quarto, pensativa. Clima tenso.

LAURA — Eu e a desnaturada sozinhas nessa casa... é a oportunidade que eu não posso deixar escapar. (sorri)

Corta para:



CENA 55. PORTO ALEGRE. EXTERIOR. ANOITECER.

Imagens da cidade, em ritmo acelerado: sol se põe; trânsito intenso; bares da Cidade Baixa; por fim a frente de um galpão.

Corta para:

CENA 56. GALPÃO. INTERIOR. NOITE.

Laura está caminhando ao lado de Vívio em um corredor.

VÍVIO — Eu levei um susto quando ouvi a tua voz no telefone. Não pensei que tu estivesse viva ainda, Laura.

LAURA — Vou sobrevivendo.

VÍVIO — (rindo) Tô vendo. E fazendo as mesmas coisas, não?

LAURA — Não... aqueles tempos já eram, Vívio. Hoje estou em outra.

VÍVIO — Eu tenho o que tu quer. Ele é assassino. Matou dois. Um bandido e um policial.

Eles chegam até uma grade. Som de cachorro rosnando.

LAURA — É esse?

VÍVIO — É.

LAURA — Ih, mas esse aí é um totó, Vívio! Não mata nem pulga!

VÍVIO — Ele dilacerou o pescoço do policial, negâ! Tá assim porque já comeu.

LAURA — Hum... não sei... não sei se vale tanto.

VÍVIO — Os zomi quase sacrificaram, não conseguiram. O bicho é brabo!

LAURA — Essa Lesse não faz mal pra ninguém, Vívio!

VÍVIO — Eu não deixo ele com fome. Tenho medo que ele saia daí e.../

LAURA — Tá, tá. Vou acreditar. Qual é o nome do pulguento?

VÍVIO — Sanguinário.

LAURA — Tá brincando... (ao cachorro) Sanguinário...

O cão voa na grade querendo pegar Laura, que dá um pulo pra trás.

LAURA — (assustada) Minha nossa!

Laura olha para Vívio e cai na gargalhada.

LAURA — (cont.) Perfeito! Eu vou levar!

Corta para:



CENA 57. CASA LAURA. SALA. INTERIOR. NOITE.

Bruna e Thiago estão arrumados para sair. Manu está se despedindo deles.

MANU — Boa festa para vocês!

BRUNA — Tem certeza que não quer ir, Bruna? A gente te espera!

MANU — Não, não! Eu quero só um banho, e me deitar!

THIAGO — Fica esperta com a louca aí, beleza?!

MANU — pode deixar. Ela nem está em casa e se Deus quiser eu não vejo mais a cara dela hoje! Com ela eu me viro! Espero que vocês se divirtam bastante! (pisca para Bruna)

THIAGO — Tão tá! Tchau, Manu! Beijo.

MANU — Tchau, tchau!

Bruna e Thiago saem. Manu fecha a porta, coloca a chave na mesinha e sobe as escadas. Laura vem da cozinha, dando o entender que estava ouvindo a conversa. Laura pega a chave de Manu da mesinha e coloca no bolso. Laura desliga o telefone residencial.

Corta para:

CENA 58. CASA LAURA. QUARTO MANU. INTERIOR. DIA.

Manu entra no quarto. Mexe no celular, deixa-o encima da cama. Pega roupas no armário. E sai do quarto.

Corta para:

CENA 59. CASA LAURA. CORREDOR. INT. NOITE.

Manu sai do quarto, e entra no banheiro. Laura aparece, e entra no quarto de Manu, tudo em silêncio.

Corta para:

CENA 60. QUARTO MANU. INTERIOR. NOITE.

Laura procura o celular de Manu, acha-o encima da cama. Pega-o. E pega uma roupa no armário de Manu, e sai do quarto.

Corta para:

CENA 61. CASA LAURA. GARAGEM. INTERIOR. NOITE.

Laura chega até a parte de trás do carro. Ela abre o porta-malas, e balança a roupa de Manu para o cachorro cheirar.

LAURA — Cheira, Sanguenário! Cheira... é toda sua. Ui. Tá nervoso... adoro!! (rir)

Corta para:



CENA 61. RUAS. CARRO THIAGO. EXTERIOR. NOITE.

Thiago está dirigindo. Bruna está um pouco apreensiva.

BRUNA — Não goste de deixar a Manu sozinha com a Laura.

THIAGO — Também não gostei da ideia, mas...

BRUNA — Hum! Quê que ela não faz...?!

THIAGO — Como assim?

BRUNA — Não. Nada.

THIAGO — Ah, diz aí.

BRUNA — A Manu não quis vir com a gente porque ela queria ajudar a gente a ter... uma noite de namorados.

Thiago sorri, pega a mão dela e beija. Sorrisos.

Corta para:

CENA 62. CASA LAURA. QUARTO MANU. INTERIOR. NOITE.

Manu entra, já arruma para dormir. Ajeita a cama, procura o celular. Estranha, não encontra.

MANU — Cadê meu celular? Eu deixei aqui... (sair)

Corta para:



CENA 63. RUAS. CARRO LAURA. EXTERIOR. NOITE.

Laura dirige o carro. Laura começa a rir.

LAURA — (rindo) 70mil reais na minha conta, por favor, Sanguinário! (gargalhada)

Corta para:



CENA 64. CASA LAURA. SALA. INT. NOITE.

Sanguinário entra na sala, vindo da cozinha. Cheirando os móveis. Babando.



Corta para o ALTO DA ESCADA.: Manu vem do corredor. Bocejando, descendo as escadas. Manu ouve um barulho estranho e para no meio da escada. Manu vê Sanguinário estraçalhando uma almofada da sala. O clima já estava tenso, agora mais ainda. Manu arrepia-se inteira! Closes alternados dela e do Sanguinário, que ainda não percebeu a sua presença.

Corta.


FIM
1   2   3


©bemvin.org 2016
enviar mensagem

    Página principal