Base bíblica: Hebreus 1-14 Texto áureo



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Estudo 2 ‐

A SUPREMACIA DE CRISTO – revista Fidelidade –

Hebreus: a segurança de nossa fé

Autor: Pr. Delcyr de Souza Lima

Fidelidade - Hebreus: A Segurança de Nossa Fé

Base bíblica: Hebreus 1.1-14

Texto áureo:

“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” (Hebreus 1.1).

A fé cristã é superior ŕ fé existente em qualquer sistema religioso porque é posta em Jesus Cristo, o Filho de Deus. O autor da Carta aos Hebreus queria levar os seus leitores a alcançarem esta convicção para que permaneces sem firmes em Cristo.
1. Jesus Cristo é a perfeita revelação de Deus (Hb 1.1).

Os judeus tinham dificuldade em aceitar que Jesus fosse a completa e perfeita revelação de Deus; encontravam, também, dificuldade em compreender a

natureza divina de Jesus, em virtude dos falsos ensinos correntes entre eles, segundo os quais Jesus teria sido apenas uma das muitas criaturas celestiais usadas por Deus na realização de seus planos. Para resolver a primeira dificuldade, o autor da carta argumentou que a revelação conhecida até então havia sido um processo não concluído: aos antigos judeus (“aos pais), Deus falara de muitas maneiras e em diferentes ocasiões por meio dos profetas. A revelação era fragmentada e incompleta. Deus falara em diferentes épocas usando diferentes meios.

Falara diretamente com certas pessoas, como Abraão, Moisés e os profetas, embora não fosse visto. Falara por sonhos e visões; falara por meio de realização de atos poderosos e falara por meio de anjos. Essa revelação era fragmentária, pois a cada um Deus revelava uma parte da verdade, algum aspecto de si mesmo. Em Jesus, Deus não mostrou uma faceta da verdade; Ele revelou-se plenamente aos homens. Em Jesus Cristo, Deus se fez presente, tornou-se visível, e habitou com os homens (Jo 1.14). Na “plenitude dos tempos” (Gl 4.4), Deus completou sua revelação pelo Filho, que é o resplendor da glória de Deus e é a sua “expressa imagem” (1.3). A vida de Jesus com sua santidade perfeita e seu poder, que se manifestou em milagres sobre a natureza, sobre as enfermidades, sobre a morte e sobre os demônios; e, depois, seu poder manifestado em sua ressurreição e ascensão evidenciou de modo irrefutável que Jesus é o Filho de Deus e, portanto, a perfeita e final revelação de

Deus.

Os hebreus cristãos não poderiam retroceder, portanto, para o sistema de fé do Antigo Testamento, desprezando a realidade do evangelho de Jesus Cristo, porque nele, em Jesus, estava a revelação final e perfeita do Pai.



2. Outras razões da supremacia de Cristo (Hb 1.2,3). Além de ser Jesus a revelação perfeita de Deus, o autor aponta as seguintes razões para levar seus leitores a crerem na supremacia de Jesus Cristo sobre todo o sistema religioso dos judeus e sobre todas as coisas:

1) Jesus foi constituído pelo Pai herdeiro de tudo. Herdeiro nesse texto tem a ideia judaica na qual o primogênito tem autoridade sobre todos os bens de seu pai. Antes mesmo de criar o mundo Deus fez Jesus herdeiro de tudo. Isso significa que Jesus Cristo não é um ser criado, mas eterno e que mantém poder sobre todas as coisas. Ele é o Senhor.

2) Jesus Cristo é o agente criador de todas as coisas. O universo foi criado por ele e também as pessoas e os demais seres. Tudo foi criado pelo Filho.

3) Jesus Cristo é o resplendor da glória de Deus e a sua expressa imagem. Assim como o Sol

resplandece, Deus se faz brilhar sua glória na pessoa de Jesus. Como uma estampa é impressa num lacre (selo antigo), assim a essência da pessoa de Deus e seu caráter estavam impressos na pessoa de Jesus. O apóstolo Paulo disse: “O qual é a imagem do Deus invisível” (Cl 1.15). E Jesus Cristo declarou: “Quem me vê a mim vê aquele que me enviou” (Jo 12.45). Deus estava pessoalmente em Jesus se revelando e atuando no mundo para a salvação dos pecadores (Jo 1.14). Jesus Cristo é a manifestação corpórea, temporal, individual do Deus que é Espírito. Quando Moisés estava no monte Sinai, ele quis ver Deus. Então o Senhor lhe disse que ficasse atrás de uma penha e que o veria pelas costas; disse, também, que faria passar diante dele a sua “bondade” (Ex 33.18-23).

A referência é ao Verbo de Deus, que se faria carne na plenitude dos tempos (Gl 4.4) e habitaria entre nós. Daí, um dos nomes de Jesus ser Emanuel, que quer dizer Deus conosco.

Jesus é a “bondade de Deus” como pessoa visível atuando no mundo para salvar perdidos.

4) Jesus Cristo é o sustentador de todas as coisas. Jesus Cristo, além de ser o agente da criação, é o sustentador de todas as coisas. Sustentar não é apenas manter, mas é também dirigir, guiar e levar tudo à finalidade determinada por Deus.

5) Jesus Cristo é, ele próprio, pessoalmente, o autor da purificação dos nossos pecados pelo seu próprio sacrifício e não por meio de sacrifícios de animais oferecidos por sacerdotes.

6) Jesus Cristo é o grande vitorioso. Ele está assentado no céu à direita de Deus. Isso não é apenas um sinal da aprovação de sua obra pelo Pai, mas também o sinal de sua eternidade, e o sinal de que ele é a expressão da glória de Deus, e de sua vitória e exaltação como nosso Sumo Sacerdote eterno, e Rei, e Senhor.

3. A supremacia de Cristo sobre os anjos (Hb 1.4-14). Na passagem anterior, o escritor de Hebreus mostrou que Jesus é a revelação completa de Deus e que por isso é superior aos profetas. Agora passa a mostrar que Jesus é superior aos anjos.

Os judeus acreditavam que a revelação contida na lei de Moisés fora dada por meio de anjos. No pensamento judaico era muito relevante a posição que os anjos ocupavam como seres usados por Deus como intermediários de sua revelação, daí a forte tendência que havia entre os judeus de prestarem cultos aos anjos.

William Barclay nos informa que os judeus pensavam nos anjos como espíritos de uma substância ígnea e etérea, algo assim como uma luz resplandecente. Pensavam que tinham sido criados no segundo ou no quinto dia da criação. Criam os judeus que os anjos desfrutavam de um conhecimento superior aos homens, especialmente a respeito do futuro. Mas não possuíam esse conhecimento por direito próprio, mas sim “pelo que tinham ouvido atrás da cortina”; era como se tivessem bisbilhotado nos propósitos e planos divinos. Deram

nomes aos anjos e multiplicaram suas atribuições. Criaram uma angelologia muito complexa e sem base no Antigo Testamento. (Comentário al Nuevo Testamento: Hebreus. Buenos Aires: La Aurora, 1985.) Foi por isso que o autor da Carta aos Hebreus ensinou que Jesus é muito superior aos anjos e quem conhecia Jesus não precisava de nenhum anjo mediador. Para mostrar a superioridade de Jesus sobre os anjos, o autor fez várias citações do Antigo Testamento: Sl 2.7; 2Sm 7.14; Sl 97.7; Dt 32.43; Sl 104.4; 45.7,8; 102.26,27; 110.1. Alguns textos são diferentes das nossas Bíblias porque elas são traduzidas diretamente do hebraico e o autor de Hebreus estava citando a Septuaginta, que foi uma tradução do Antigo Testamento para o grego feita dois séculos antes de Cristo.

O escritor de Hebreus destaca que: 1) os anjos são criaturas servas; Jesus é o Filho; 2) quando Jesus voltar os anjos o adorarão publicamente. 3) os anjos cumprem o seu serviço exerce) um ministério espiritual e eterno; 4) os anjos são seres criados, mas Jesus é o Criador: é eterno e imutável. Os céus e a terra serão destruídos, mas ele permanecerá por toda a eternidade; 5) nenhum anjo recebeu o privilégio de sentar-se à direita de Deus; somente Jesus, o Filho de Deus. Levar os cristãos hebreus a reconhecer a superioridade de Jesus sobre os anjos era mostrar-lhes que só Jesus merecia fé, obediência, fidelidade e adoração.

PARA APLICAR À VIDA

1. Jesus Cristo é o próprio Deus que se manifestou em forma corpórea e humana. É Deus mesmo que habitou entre nós para se revelar e salvar. Ele é o único e perfeito mediador entre nós e Deus. O cristianismo não precisa de nenhum outro mediador porque tem a Jesus, o Filho de Deus.



2. O mundo está repleto de crendices a respeito dos anjos. Como crentes em Cristo não podemos nos envolver nessas crendices.

3. Texto áureo: Jesus Cristo é a revelação perfeita e definitiva de Deus; ele é a consumação do longo processo de revelação de Deus feita de diferentes maneiras desde a criação até a vinda de Jesus ao mundo. Isso garante que a fé cristã é superior não somente ao sistema religioso dos judeus, com seus sacerdotes, sacrifícios, simbolismos e rituais, mas a todos os sistemas religiosos de todos os tempos e de hoje.


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