Barramento Actuator Sensor Interface (asi)



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Barramento Actuator Sensor Interface (ASI)

AS-i é um acrônimo para Actuator Sensor Interface sendo, juntamente com o Seriplex e Interbus Loop uma das soluções para construção de uma rede de sensores.

O AS-i é um sistema aberto desenvolvido por 11 fabricantes. Estes criaram uma associação para desenvolver as especificações do protocolo. Alguns dos mais conhecidos membros são Allen-Bradley, Siemens, Schneider, Turck, Omron, Eaton e Festo. O barramento AS-I foi apresentado em 1992 por um consórcio de empresas alemãs lideradas pela Siemens, Festo e Turck.

Redes de sensores trabalham na verdade detectando o estado dos sensores e os convertendo a “1” ou “0” em uma palavra (Word) de estado. A palavra de estado é então transmitida através da rede a um dispositivo terminal chamado de “scanner” que é geralmente um módulo de entrada e saída instalado em um rack, um CLP ou um computador. O “Scanner” é responsável por transformar as palavras de estado de cada nó da rede de sensores em um registrador no dispositivo final (CLP).



Características do ASI

O dispositivo mestre pode ser um CLP da Siemens (S5 ou S7), placas de interface para PCs ou ainda gateways para integração com outros barramentos como DeviceNet, Interbus e Profibus.

Um barramento muito simples para o usuário, mas com alta tecnologia embutida no seu desenvolvimento para atenuar a susceptibilidade aos ruídos e efetuar a correção de erros.

Os elementos são interligados por cabo com formatos especiais para uma rápida inserção de conector.



Topologia Física

AS-i usa um cabo com dois condutores, não trançado e sem blindagem que serve com link de comunicação e alimentação para até 31 nós escravos.

Um único mestre controla a comunicação sobre a rede, a qual pode ser conectada fisicamente em várias configurações, tais como estrela, barramento ou árvore.

A rede AS-I é, obrigatoriamente, composta por:



  • Controladores (mestres), contendo software de configuração e programação da rede;

  • Escravos (sensores, atuadores e módulos de I/O);

  • Cabo AS-I;

  • Fonte AS-I.

Há itens que podem ser inseridos dependendo da necessidade da aplicação do usuário, como:

  • Conversores de protocolos (gateways);

  • Repetidores e derivadores;

  • Terminadores (ou casadores de impedância);

  • Expansores de fonte (quando a fonte não for legítima para a rede AS-I).

Tipos de Nós do Barramento ASI

O mestre AS-I é o dispositivo que gerencia a rede, que pode ser uma placa para PC, um módulo Scanner (cartão para CLP) ou mini-CLP. O mestre possui vários recursos:



  • Monitoração dos escravos;

  • Endereçamento automático e manual dos escravos;

  • Detecção de erro com alarme;

  • Interpretação de mensagem de erro.

Se o mestre for do tipo Mini-CLP, ele pode trabalhar autonomamente ou conectado ao PC via RS232, RS422 e RS485. Este tipo de mestre deve ser alimentado com uma fonte de 24 VDC e a fonte AS-I (30,5 VDC).

O programa aplicativo deve ser armazenado no mestre e é editado em um software gerenciador de rede.



O escravo é um dispositivo que transfere suas informações de entrada para o mestre e por si só não tem autonomia para alterar os estados de saída, tornando-se dependente da rede para acioná-las. Os módulos escravos estão disponíveis em cinco configurações:

  • Módulos de entrada para sensores convencionais ou fins de curso com contatos mecânicos

  • Módulos de saída para atuadores convencionais

  • Módulos de entrada e saída para aplicações duais.

  • Módulos de conexão para ligação de sensores compatíveis com AS-i.

  • Conversores analógico-digitais de 12 bits.

O escravo possui internamente um microcontrolador (chip AS-I) que é alimentado pelo mesmo par de fios da comunicação e possui 8 bits de informação (quatro de entrada e quatro de saída) e quatro bits de parâmetros. Os oito bits de informações são separados em grupos de quatro e permitem transferir uma informação proveniente de uma entrada de sensor ou acionar um relé para acionamento de um solenoide. Os quatro bits de parâmetros são utilizados para parametrizações operacionais, ou seja, podem configura um circuito de saída para operar em NA ou NF, por exemplo. Estes são configurados no programa aplicativo. A cada escravo é permitido drenar uma corrente de 65 mA da fonte de 30,5 VDC. Se os dispositivos necessitam de mais corrente, fontes separadas devem ser conectadas a cada dispositivo.


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