Balança Comercial do Agronegócio – Agosto/2016



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MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO

Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio


Balança Comercial do Agronegócio – Agosto/2016






I – Resultados do mês (comparativo Agosto/2016 – Agosto/2015)



I.a – Setores do Agronegócio

As exportações do agronegócio atingiram US$ 7,63 bilhões em agosto de 2016, valor que representou um crescimento de 3,9% em relação aos US$ 7,34 bilhões exportados em agosto de 2015. As importações, por sua vez, cresceram 28,4%, subindo de US$ 967,39 milhões em agosto de 2015 para US$ 1,24 bilhão em agosto de 2016. O forte crescimento das importações impediu uma expansão maior do saldo comercial dos produtos do agronegócio, permanecendo o saldo praticamente no mesmo patamar de agosto de 2015, ou seja, em US$ 6,39 bilhões.


O complexo soja foi o principal setor exportador no mês, com registros de US$ 2,17 bilhões em exportações em agosto de 2016. Tal cifra representou 28,4% do total das exportações dos produtos do agronegócio no mês. O valor registrado em exportações pelo setor, no entanto, foi 17,0% inferior em relação aos US$ 2,62 bilhões exportados em agosto de 2015. A queda ocorreu, principalmente, em função da diminuição da quantidade exportada de soja em grão, que teve redução de 5,16 milhões de toneladas em agosto de 2015 para 3,82 milhões de tonelada em agosto de 2016. As exportações do grão no ano (jan-ago) ainda suplantam em quase 2,5 milhões de toneladas as exportações do mesmo período do ano passado, para uma safra 2015/2016 que foi de 95,4 milhões de toneladas ou -0,8 milhão de toneladas inferior à safra 2014/2015. A quantidade exportada de farelo de soja foi de 1,09 milhão de tonelada em agosto (-1,5%), menor quantidade exportada para o mês desde 2009. A quantidade exportada de óleo de soja também caiu (-36,2%).
As exportações de carnes diminuíram de US$ 1,30 bilhão em agosto de 2015 para US$ 1,25 bilhão em agosto de 2016 (-3,9%). Houve queda nos dois tipos principais de carnes exportadas: carne de frango (-6,1%) e da carne bovina (-9,7%). As exportações de carne de frango passaram de US$ 641,77 milhões em agosto de 2015 para US$ 602,91 milhões em agosto de 2016. A quantidade exportada do produto caiu de 375,2 mil toneladas em agosto de 2015 para 357,3 mil toneladas em agosto de 2016. As exportações de carne bovina caíram 3,4% em quantidade em agosto de 2016, registrando 108,6 mil toneladas exportado, menor volume registrado para o mês desde 2011. Por sua vez, as vendas externas de carne suína registraram forte volume em agosto de 2016, com 64,3 mil toneladas exportadas, maior quantidade exportada para o mês de agosto desde 2007. Dessa forma, houve expansão de 19,8% no valor exportado de carne suína, que atingiu US$ 136,89 milhões no mês.
O setor que merece destaque no mês foi o sucroalcooleiro, que registrou expansão de US$ 637,35 milhões em agosto de 2015 para US$ 1,22 bilhão em agosto de 2016 ou 91,2% de incremento no valor exportado no período. Com o forte incremento, o complexo sucroalcooleiro subiu sua participação de 9,1% nas exportações do agronegócio em agosto de 2015 para 15,0% nas exportações em agosto de 2016. Houve expansão tanto do volume exportado (+57,4%) quanto do preço médio de exportação dos produtos do setor (+21,5%). O açúcar foi o produto responsável pelo aumento das exportações do setor. As vendas externas de açúcar tiveram expansão de US$ 546,48 milhões em agosto de 2015 para US$ 1,13 bilhão em agosto de 2016 (+106,8%). O volume exportado aumentou de 1,81 milhão de tonelada para 2,97 milhões de toneladas. Os principais países que expandiram a quantidade adquirida no mês foram: Indonésia (+241,5 mil toneladas); Irã (+180,92mil toneladas); Bangladesh (+133,28 mil toneladas); e Egito (+113,85 mil toneladas). No entanto, houve queda nas exportações de açúcar para a China de -293,45 mil toneladas em agosto de 2016 em relação a agosto de 2015.
Os produtos florestais também tiveram aumento nas exportações, passando de US$ 815,73 milhões exportados em agosto de 2015 para US$ 854,38 milhões exportados em agosto de 2016 (+4,7%). O principal produto em exportações do setor foi a celulose. Este produto foi responsável por praticamente 50,0% do valor exportado pelo setor no mês de agosto. É importante ressaltar, também, que o volume exportado de celulose para o mês foi recorde da série histórica para os meses de agosto (1,08 milhão de toneladas). As vendas externas de madeiras e suas obras subiram 21,3% chegando a US$ 261,88 milhões em agosto de 2016. Por sua vez, as exportações de papel caíram -6,9% para atingir US$ 158,19 milhões.
Por fim, o café apareceu na quinta posição entre os principais setores exportadores. As vendas externas do setor foram praticamente semelhantes às de agosto de 2016, com registros de US$ 476,89 milhões. No setor, as exportações de café verde foram de US$ 422,17 milhões (-0,5%) e de café solúvel de US$ 50,34 milhões (+0,3%).
Esses cinco principais setores exportadores, acima apresentados, foram responsáveis por 78,3% das exportações do agronegócio em agosto de 2016, enquanto, no mesmo mês de 2015, as exportações desses setores responderam por 79,6% das vendas externas do agronegócio. Ou seja, para o mês de agosto de 2016 houve uma desconcentração das exportações brasileiras do agronegócio. Ampliando-se a análise para os dez principais setores exportadores, percebe-se que as exportações dos 10 principais setores responderam por 93,6% das vendas externas brasileiras do agronegócio em agosto de 2016. Esses mesmos setores responderam por 93,4% das exportações em agosto de 2015.
As importações tiveram crescimento de 28,4% de agosto de 2015 para agosto de 2016, passando de US$ 967,39 milhões para US$ 1,24 bilhão. Destacaram-se no mês as importações dos seguintes produtos: trigo (US$ 113,53 milhões; +51,1%); papel (US$ 68,35 milhões; -2,7%); feijões secos (US$ 55,58 milhões; +539,4%); milho (US$ 48,00 milhões; +2.970,6%); óleo de palma (US$ 54,72 milhões; +212,2%); salmões, vivos (US$ 45,87 milhões; +39,6%); e arroz (US$ 43,88 milhões; +358,6%).









I.b – Blocos Econômicos e Regiões Geográficas

Nas exportações por blocos econômicos e regiões geográficas, verificou-se nesse mês de agosto de 2016 queda nas exportações para três regiões: Ásia (-3,9%), Mercosul (-19,5%) e Europa Oriental (-0,8%). Todas as demais regiões geográficas ou blocos econômicos apresentados na Tabela 2 tiveram crescimento. Deve-se destacar duas regiões: Oriente Médio e Demais países da América (excluindo NAFTA, MERCOSUL e ALADI). As exportações para o Oriente Médio cresceram 47,4% no mês de agosto de 2016 na comparação com o mesmo mês de 2015, passando de US$ 612,54 milhões para US$ 903,13 milhões. Para essa região, destacaram-se as exportações de açúcar, que subiram de US$ 81,35 milhões para US$ 279,67 milhões no mês. Dessa forma, a participação do Oriente Médio nas exportações subiu de 8,3% para 11,8% (3,5 pontos percentuais).








I.c – Países

A China, principal país importador dos produtos do agronegócio brasileiro, apresentou queda de 20,0% nas importações em agosto de 2016. Tal queda foi reflexo da diminuição da quantidade exportada de soja em grão ao país asiático, que diminuiu de 3,67 milhões de toneladas em agosto de 2015 para 2,61 milhões de toneladas em agosto de 2016. Somente a queda na quantidade exportada de soja em grão para a China diminuiu as exportações de US$ 1,42 bilhão em agosto de 2015 para US$ 1,08 bilhão em agosto de 2016, explicando a diminuição das exportações para a China no mês.


Na relação apresentada na Tabela 3, dois países merecem destaque: Irã e Bangladesh. Ambos os países ampliaram as aquisições de produtos do agronegócio brasileiro acima de 100%. No caso do Irã, houve aumento nas aquisições de soja em grãos (de US$ 0 em agosto de 2015 para US$ 123,61 milhões em agosto de 2016), milho (de US$ 72,02 milhões em agosto de 2015 para US$ 133,98 milhões em agosto de 2016) e açúcar de cana (de US$ 1,73 milhão em agosto de 2015 para US$ 67,22 milhões em agosto de 2016). Já no caso de Bangladesh, o aumento das vendas se deveu à expansão das exportações de açúcar de cana (de US$ 47,28 milhões em agosto de 2015 para US$ 113,46 milhões em agosto de 2016) e milho (de US$ 0 para US$ 26,60 milhões).


II – Resultados do Ano (comparativo Janeiro-Agosto de 2016 – Janeiro-Agosto de 2015)

II.a – Setores do Agronegócio

Entre janeiro e agosto de 2016 as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 60,45 bilhões, o que representou crescimento de 1,2% em relação ao mesmo período em 2015. As importações somaram US$ 8,48 bilhões, ou seja, 7,6% a menos do que o ano anterior. Como resultado, o saldo da balança do setor foi superavitário em US$ 51,97 bilhões.


Os produtos de origem vegetal foram os que mais contribuíram para o crescimento das exportações do Brasil no período, com US$ 1,33 bilhão a mais do que o mesmo período precedente. No grupo, destacou-se o complexo sucroalcooleiro, cujo incrementou alcançou US$ 1,53 bilhão. Outro destaque foram os cereais, farinhas e preparações (+US$ 832,76 milhões). As principais quedas, em valor, foram observadas nos setores: café (-US$ 908,6 milhões), carnes (-US$ 296,09 milhões) e couros (-US$ 203,07 milhões).
Em relação ao valor exportado o complexo soja foi o principal setor, com a cifra de US$ 22,44 bilhões. Em comparação ao mesmo período em 2015, houve queda de 0,4%. O grão, principal produto do setor, foi responsável por 79,8% desse montante, somando US$ 17,91 bilhões. Em relação ao ano anterior houve crescimento de 1% em valor, em função da ampliação da quantidade embarcada em 5,1%, que compensou a queda de 3,9% no preço médio. As vendas de farelo e óleo de soja sofreram perdas de 4,2% e 11,5%, respectivamente, em valor.
As carnes ocuparam a segunda posição no ranking de setores, com US$ 9,41 bilhões. Houve retração de 3,1% ante janeiro a agosto de 2015. As exportações de carne de frango representaram quase metade do valor do setor (48,3%). Em valor, a queda nas vendas de frango foi de 5,1%, em função da queda no preço médio (-10,7%), que não foi compensada pelo aumento de 6,3% no quantum. O mesmo desempenho pode ser observado na carne bovina, que teve redução de 3,1% em valor e 10% no preço, apesar do crescimento de 7,7% da quantidade. Por outro lado, as exportações de carne suína cresceram 8,4% em valor (de US$ 815,99 milhões para US$ 884,50 milhões), decorrente do aumento de 41,6% na quantidade.
As vendas externas do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 6,84 bilhões, dos quais 89,5% foi representado pelo açúcar (de cana ou beterraba), que alcançou a cifra de US$ 6,12 bilhões. Esse montante representou crescimento de 26,9% em relação ao mesmo período em 2015, decorrente da ampliação no quantum (+26,8%) e no preço (+0,1%). Também foi registrado crescimento nas exportações de álcool (+47,4% ou +US$ 229,48 milhões). Assim como o açúcar, houve expansão na quantidade de álcool (+54,9%), porém o preço médio foi 4,8% inferior.
Em seguida destaca-se o setor de produtos florestais, que alcançaram a cifra de US$ 6,71 bilhões, ou seja, -0,5% a menos do que havia sido registrado em 2015. Apesar do crescimento de 2,6% nas exportações de celulose, a redução nas vendas de papel (-7,5%) e de madeiras e suas obras (-1,5%) levaram às perdas do setor.
Por fim, destacaram-se as exportações de café, somando US$ 3,19 bilhões. O setor sofre retração expressiva em valor (-22,2%), em função tanto da queda na quantidade embarcada (-10,4%), quanto no preço médio (-13,1%). As vendas de café verde representaram 87,8% das exportações do setor cafeeiro no período.
Em conjunto, os cinco setores destacados somaram US$ 48,59 bilhões, ou seja, 0,4% superior ao que havia sido registrado entre janeiro e agosto de 2015, que foi de US$ 48,39 bilhões. Em relação à concentração da pauta, houve redução de 81% em 2015 para 80,4% em 2016.
Em relação às importações, o produto com maior crescimento em valor foi o milho (+US$ 148,81 milhões). A segunda posição foi ocupada pelo cacau inteiro ou partido (+US$ 125,66 milhões), seguido do alho (+US$ 116,23 milhões). Quanto ao valor importado destacaram-se: trigo (US$ 767,94 milhões), pescados (US$ 747,43 milhões), papel (US$ 481,96 milhões), lácteos (US$ 397,35 milhões) e malte (US$ 260,46 milhões).



II.b – Blocos Econômicos e Regiões Geográficas

Entre os blocos econômicos e regiões geográficas, a Ásia foi o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, somando US$ 28,64 bilhões. Houve crescimento de 7,3% nas vendas brasileiras à região, de modo que sua participação passou de 44,7% entre janeiro e agosto de 2015 para 47,4% no mesmo período em 2016.


A União europeia foi o segundo principal destino, porém com queda de 5,9% ante 2015, principalmente em função da redução nas exportações brasileiras de café verde (-US$ 468,52 milhões), celulose (US$ 143,36 milhões) e farelo de soja (-US$ 129,19 milhões).





II.c – Países

Em relação aos países, a China se destacou, com a aquisição de US$ 17,43 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2016, o que representou aumento de 5,1% em relação ao ano anterior. Esse resultado se deveu, sobretudo, à ampliação das exportações brasileiras de carne bovina in natura (+US$ 261,94 milhões), celulose (+US$ 222,66 milhões), carne de frango in natura (+US$ 193,52 milhões) e carne suína in natura (+US$134,42 milhões). Como resultado, o share do país aumentou em 1 ponto percentual, alcançando 28,8%.



III – Resultados de Setembro de 2015 a Agosto de 2016 (Acumulado 12 meses)

III.a – Setores do Agronegócio

No acumulado dos últimos doze meses (set/15-ago/16), as exportações do agronegócio atingiram US$ 88,96 bilhões, significando aumento de 0,1% sobre valor registrado em igual intervalo do período anterior (set/14-ago/15), que somou US$ 88,85 bilhões. Cite-se que um melhor desempenho poderia ser alcançado não fosse a queda dos preços médios registrada em quase a totalidade dos itens que compõem a pauta do agronegócio.


Do lado das importações, anotou-se decréscimo de 14,9%, retrocedendo de US$ 14,54 bilhões para US$ 12,38 bilhões, tomando como referência o mesmo período de comparação. Frente a esses resultados, houve ampliação do superávit comercial do agronegócio, subindo de US$ 74,31 bilhões para US$ 76,58 bilhões.
O complexo soja liderou a pauta das exportações do agronegócio, cujas vendas atingiram US$ 27,88 bilhões no período de set/15-ago/16, resultado do acréscimo de 4,5% sobre o período anterior. Ressalta-se nesse grupo de produtos o avanço de 8,0% nas exportações de grãos (de US$ 19,59 bilhões para US$ 21,16 bilhões), não obstante a queda de 5,5% no preço médio, compensada pelo aumento de 14,3% no volume embarcado. Por outro lado, sob maior impacto do preço, com recuo de 13,5%, a receita decorrente das exportações de farelo recuou 6,4% no período, de US$ 6,04 bilhões para US$ 5,65 bilhões, uma vez que o aumento de 8,2% no volume embarcado de farelo mostrou-se insuficiente para um resultado positivo na receita. Já as vendas de óleo de soja revelaram aumento de 2,9%, embora o preço médio também tenha recuado, em 7,3%.
O segundo setor com maior registro de exportações foi o de carnes, contudo as vendas recuaram 8,7%, caindo de US$ 15,80 bilhões para US$ 14,43 bilhões. Assinalam-se os declínios nas vendas de carne de frango (-9,6%, de US$ 7,55 bilhões para US$ 6,83 bilhões), carne bovina (-7,4%, de US$ 6,14 bilhões para US$ 5,68 bilhões), carne suína (-6,2%, de US$ 1,31 bilhão para US$ 1,23 bilhão), e carne de peru (-12,2%, de US$ 321 milhões para US$ 282 milhões). Interessante destacar que as exportações de carne suína registraram recorde no volume embarcado no acumulado de setembro/2015 a agosto/2016 frente a intervalos idênticos de acumulado doze meses, totalizando 593,05 mil toneladas.
As exportações de produtos florestais somaram US$ 10,30 bilhões, representando aumento de 1,4% em relação ao período anterior. Nesse conjunto, ampliaram-se em 6,4% as vendas de celulose, atingindo US$ 5,68 bilhões. Frise que o volume embarcado de celulose no período, totalizando 13,09 milhões de toneladas, representou recorde histórico para acumulados de iguais meses. Já as exportações de madeira e suas obras caíram 5,8%, para US$ 2,68 bilhões e as de papel encolheram 2,0%, atingindo US$ 1,93 bilhão.
Quanto ao setor sucroalcooleiro, apontou-se acréscimo de 10,1% nas exportações, totalizando US$ 10,06 bilhões. Citam-se as vendas de açúcar que atingiram US$ 8,94 bilhões, com acréscimo de 6,7%, e o expressivo aumento de 47,3% nas vendas de álcool, alcançando US$ 1,11 bilhão.
Dentre os demais produtos, registram-se ainda as vendas de milho (US$ 5,98 bilhões, com aumento de 70,0% em quantidade e queda de 7,5% em preço), café (US$ 5,25 bilhões, quedas de 5,0% em quantidade e de 17,5% em preço), couros e seus produtos (US$ 2,51 bilhões, aumento de 6,7% em quantidade e queda de 22,3% em preço), suco de laranja (US$ 1,85 bilhão, aumento de 3,6% em quantidade e queda de 14,6% em preço) e algodão (US$ 1,43 bilhão, aumento de 15,2% em quantidade e queda de 9,8% em preço)

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No tocante às importações, predominou a redução nos gastos, como, por exemplo, trigo, cujas compras recuaram 9,3%, atingindo US$ 1,16 bilhão, papel (com redução de 35,7%, para US$ 742 milhões), malte (-10,4%, para US$ 418 milhões), óleo de dendê ou palma (-24,3%, para US$ 317 milhões), celulose (-14,8%, para US$ 304 milhões) e borracha natural (-25,4%, para US$ 282 milhões). Aponte-se que as importações de lácteos registraram aumento de 19,8%, elevando-se de US$ 443 milhões para US$ 530 milhões.




III.b – Blocos Econômicos e Regiões Geográficas

A Ásia (exclusive Oriente Médio) foi o principal destino das exportações do agronegócio no intervalo de setembro de 2015 a agosto de 2016, totalizando US$ 40,01 bilhões. As vendas ao bloco cresceram 9,7% no período, ampliando a participação no total das exportações, de 41,1% para 45,0%. Esse resultado foi impulsionado sobretudo pelas exportações à China, as quais tiveram incremento de 11,3%, atingindo US$ 22,12 bilhões. Ao Japão, segundo mais importante país do bloco, as exportações ampliaram-se em 3,5%, chegando a US$ 2,71 bilhões. Outros destaques no bloco foram os avanços nas vendas à Índia (+36,2%, para US$ 1,39 bilhão), Coreia do Sul (+24,6%, para US$ 2,38 bilhões) e Vietnã (+11,5%, para US$ 1,90 bilhão). Acrescente-se que o aumento das exportações ao bloco amparou-se principalmente no desempenho das vendas de soja em grão, milho, carne bovina, açúcar e celulose.


Já as exportações à União Europeia recuaram 8,9%, caindo de US$ 19,24 bilhões para US$ 17,53 bilhões e impondo ao bloco redução de market share no período comparativo, de 21,7% para 19,7%. As quedas das exportações aos principais países do bloco explicam o declínio, citando: Alemanha (-16,7%, para US$ 2,53 bilhões), Itália (-4,9%, para US$ 2,12 bilhões), Bélgica (-15,2%, para US$ 1,87 bilhão), Espanha (-7,2%, para US$ 1,64 bilhão), Reino Unido (-6,2%, para US$ 1,32 bilhão) e França (-16,7%, para US$ 1,28 bilhão). Pela ótica da pauta de produtos exportados à União Europeia, recuos importantes em café, farelo de soja, fumo e seus produtos e sucos de frutas ajudam a explicar a queda das exportações ao bloco.
Aos países do Nafta, as exportações reduziram-se em 1,2%, de US$ 7,75 bilhões para US$ 7,66 bilhões, com destaque para o recuo dos Estados Unidos (-3,0%, para US$ 6,31 bilhões), sobretudo pela redução nas vendas de café.
Quanto aos demais blocos, citam-se os aumentos registrados nas vendas ao Oriente Médio (+8,1%, para US$ 7,78 bilhões) e à Aladi-exclusive Mercosul (+10,0%, para US$ 3,14 bilhões). Por outro lado, destacam-se os decréscimos das vendas para África-exclusive Oriente Médio (-9,4%, para US$ 5,73 bilhões), Mercosul (-24,8%, para US$ 3,33 bilhões) e Europa Oriental (-25,7%, para US$ 2,74 bilhões).


III.c – Países

Sob a ótica individualizada dos mercados do agronegócio brasileiro, convém destacar que a expressiva participação da China no total das vendas, aliado ao seu desempenho positivo na comparação entre os períodos em análise, contribuiu para tornar ainda mais concentrada a distribuição dos mercados de destino das vendas do agronegócio, com o país respondendo por praticamente ¼ do total exportado pelo Brasil. Considerando o rol dos dez principais mercados esse percentual avança para 55,6%. No período anterior, de agosto de 2014 a setembro de 2015, esse número atingira 53,3%.







NOTA METODOLÓGICA


A classificação de produtos do agronegócio utilizada nesta nota foi atualizada de acordo com a Resolução CAMEX Nº 94, de 8/12/2012, que alterou a Nomenclatura Comum do MERCOSUL – NCM para adaptá-la em relação às modificações do Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias (SH-2012), que estabelece um método internacional para a classificação de mercadorias.
A Balança Comercial do Agronegócio utiliza uma classificação dos produtos do agronegócio que reúne 2.867 NCM’s em 25 setores. Essa é a mesma classificação utilizada no AGROSTAT BRASIL - base de dados on line que oferece uma visão detalhada e atualizada das exportações e importações brasileiras do agronegócio. Mais informações da metodologia e classificação podem ser consultadas no site: agrostat.agricultura.gov.br


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08/09/2016


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