Bada de apocalipse sobre a morte da prostituta vampira



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A MOÇA BÊBADA DE APOCALIPSE

SOBRE A MORTE DA PROSTITUTA VAMPIRA

NA NOITE DE SUA TRAGÉDIA



Edição 1

E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra.

6 E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração

Apc 17 5-6

Welington Corporation

Ler Apocalipse é uma aventura cujo sucesso da empreitada dependerá de vastíssimo conhecimento das Escrituras. Esse pequeno ‘tratado’ só enfatiza alguns capítulos e uma pequena fração do conteúdo da profecia de Apocalipse. Antes de qualquer coisa, o livro fruto do ministério de um profeta – é concedido mediante dons ministeriais proféticos ao apóstolo João. Ele é uma realização do Espírito Santo através dos dons espirituais conhecidos e discriminados em I Coríntios pelo também apóstolo Paulo. Ele é semelhante a ‘um sonho escrito’ uma ‘visão documentada’. Vem a existência pelo mesmo processo que os profetas do Velho Testamento recebiam visões e revelações e o fabuloso ‘Assim diz o Senhor’. O dom de profecia é abrangente, profundo, imanente na igreja de Cristo e a acompanhará até final dos tempos, contra toda teoria racionalista ou mentira teológica que afirma sua cessação. A Palavra Profética é uma ‘menina’ que desdenha daqueles que a desejam matar. Cada geração de teólogos possui aquela semeadura apócrifa, já de antemão nos informado – justamente pela profecia – de semente errada, joio ou de semente estéril – que não gera frutos, que produz um evangelho morto. Apocalipse é o dom de profecia operando ‘em vestes de gala’ em toda sua ‘fúria’ em toda sua absurda e mágica essência, em toda sua profundidade e abrangência. O Espírito de Deus é o espírito de um ser imortal, com uma memória invejável. Aqui começa se deslumbrar um dos mistérios de Apocalipse. As lembranças de Deus. Os fatos que são profundamente interligados com a sua existência, com seu relacionamento com a humanidade e os momentos mais dramáticos desse relacionamento. Cada pedaço de Apocalipse vem envolvido com suas reminiscências. Por isso seus símbolos vão de encontro a todos os horrores do passado, e sua profundidade remete a cenas que foram TESTEMUNHADAS pelo Espírito de Deus, seja na esfera do mundo humano, seja na esfera do mundo espiritual. Anjos, homens e demônios, seus atos nus, visíveis, e a motivação por detrás destes atos. E também na esfera do tempo. Tanto o do nosso universo quanto do tempo do lugar em que habita. O Espírito revela em Apocalipse coisas que viu na eternidade passada, aponta coisas que já enxerga da eternidade futura. Através de cada pedaço das dezenas de visões encadeadas nas inúmeras cenas onde bestas, cavalos com armaduras, gafanhotos com cabelos de mulheres, contracenam com seres celestiais faces de animais ou com numa mulher bêbada com sangue, sensualmente vestida de púrpura e ricamente adornada de jóias preciosas, assentada sobre uma fera de cor de sangue vivo, Ele revelará seu ESCANDALIZADO coração. Suas ‘lembranças’ das tragédias passadas e as ‘lembranças’ das que ainda virão. A profecia é antes de tudo uma ordem concedida ao universo, que a obedece integralmente sem pestanejar.

Desde o ‘FIAT LUX” o ‘haja luz’ de Genesis, a profecia possui características que são estonteantes: Gerar a partir dela o que um dia acontecerá. A profecia é que transformará os eventos, o tempo, mudará o curso da história, reestruturará a cadeia universal de situações e acontecimentos, transformará o universo se necessário for para ser cumprida. Sendo expressão da vontade de Deus, tem seu aval, sua autoridade, e conta com a devida porção do Poder necessário para sua realização.

Em Apocalipse a profecia se mimetiza, se dramatiza, veste-se de imagens, de sons, de representações, ela é histérica, emblemática, aterrorizante e pincela a história da eternidade em figuras dramáticas. Essas figuras representam o universo das coisas espirituais e cenas que impactaram profundamente ao Espírito Santo.

Pintura do artista plástico Airton Marinho Macedo. Ele é de Vitória do Mearim, no Maranhão, e conta na entrevista, que desenvolveu um processo próprio de xilografia em policromia e produz trabalhos que representam a cultura do estado.

Tristezas, obsessões e frustrações pessoais ganham formas e cores, em angustiantes representações, nas telas do pintor norueguês Edvard Munch (1863 – 1944). Sua obra abriu caminhos para o desenvolvimento do Expressionismo, movimento artístico concentrado na Alemanha entre os anos de 1905 e 1930, que é conhecido como a arte do instinto. No Expressionismo, a subjetividade ganha contornos dramáticos nas pinceladas, os sentimentos ganham nova plasticidade. O amor, o medo, a solidão, o abandono, entre outros flagelos da humanidade são (re)signifcados sob a estética da dor e dão a noção exata de que, nesse movimento, os valores emocionais se sobrepõe aos intelectuais. A perturbação mental marcou a vida do artista. No início da década de 1890, Laura, sua irmã, foi diagnosticada uma doença bipolar, sendo internada num asilo psiquiátrico. Na mesma época, Munch esteve internado por dois meses em um hospital da França para “tratamento nervoso”. Chegou a ser diagnosticado como portador de grave neurastenia. As telas do artista são reflexos de seus traumas e relações mal resolvidas: presenciou aos 5 anos a morte da mãe e de uma irmã, que morreram de tuberculose; teve uma relação conflituosa com o pai, que rompeu quando decidiu se dedicar à pintura; se envolveu com uma mulher casada que só lhe trouxe mágoa e desespero.




A criança doente, 1885-86. Óleo sobre tela. 119,5 x 118,5 cm.
O drama retratado nas visões do Apocalipse não vem de uma mente perturbada. Nem são fruto da depressão, como as pinturas de Edvard Munch. Porém, guardam SENTIMENTOS e EXPRESSÕES que refletem a perplexidade divina diante da crueldade do homem contra o próprio homem. Nessa questão não desconsidera, não despreza e nem ignora a aflição humana. Antes cria um memorial para elas.

porque o Senhor ouve os necessitados, e seu povo cativo, não desprezará .

Salmos 68,34

O Espírito de Deus não é INDIFERENTE ao sofrimento humano. Não é INDIFERENTE a injustiça, tortura, escravidão, ao tráfico humano, a opressão sexual, a ambição desmedida que conduz a civilização a pobreza, a discriminação, a guerra e a tudo que leva a destruição humana.

Quando o dom de PROFECIA se manifesta em Apocalipse é dessa indignação que brotam suas imagens. São cheias de significados e referencias a aspectos humanos, a interação da humanidade com poderes espirituais, a consequência dolorosa dessa interação, o resultado eterno dessas ações. Apocalipse é a mão divina PINTANDO um eloquente quadro onde cada pincelada, cada imagem, cada cena é uma arte expressionista do Espírito Santo, por assim dizer.

Essa apostila se dedicará a uma parte dessa pintura profética. A da moça bêbada, sentada na besta vermelha, cujo fim é como de uma de uma viúva indiana da antiguidade na qual se realiza um ritual de sati, mais a frente melhor explicado.


Tantas coisas ressoam,


As células do corpo,
As tornozeleiras enquanto danço,
Pulseiras de prata no meu pulso
São como chuvas de monção

caindo na janela


cujos painéis de vidro sibilam
Como nuvens colidindo entre si

Relampejando sonoridades.


Ressonancia de sonhos,

mantendo o tempo com suas batidas,


fazendo danos dentro de mim,
Sons de solidão.
Somente uma campainha íntima não toca:

A de minha porta


Taslima Nasrin (Poetiza Bengali)

O resumo deste trabalho é uma profunda visão sobre a visão de Babilônia como meretriz, a profundidade do símbolo escolhido pelo Espírito de Deus, passando pelas ‘mulheres sagradas’ da antiguidade, sua virgindade forçada para serem usadas de modo torpe, o reflexo disso na maravilha do nascimento de Cristo; a percepção da manifestação atual dos mesmos espíritos ou poderes presentes no Egito, Babilônia ou Roma, nas ruas brasileiras; Verificar que Asherah se baseia em EVA! – ela é uma releitura mágica da história de Genesis – sempre representada por uma mulher e por cobras, seja no Egito, seja em Babilônia ou nos mitos africanos; Realizar uma leitura sobre a entidade religiosa que atualmente incorpora a visão com extraordinária correspondência, o Vaticano; A verificação da inconteste verdade da prostituição cultual da antiguidade, vendo-a ainda presente nas prostitutas sagradas da Índia – as Devadassi; As questões que envolvem a viuvez de Babilônia, e sua completa destruição. Uma admirável (e assustadora) visão de um pequeno trecho do Apocalipse.

Welington José Ferreira


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