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Educação e Gênero


  • Em termos educacionais, o Brazil se caracteriza pela reversão do hiato de gênero. Estudos recentes apontam que a variável gênero é um excelente previsor de resultados escolares. Analisando dados sobre estudantes da quinta série do ensino fundamental, Louzano conclui que taxas de repetição e abandono escolar são maiores entre meninos do que entre meninas e que essas diferenças se ampliaram entre 2001 e 2011.16 Embora as meninas de todos os grupos raciais tenham em geral melhores resultados escolares do que os meninos, gênero e raça são fatores que se reforçam mutuamente e as maiores disparidades em termos de resultados escolares são encontradas entre meninos e meninas negras, sendo eles os grupos que mais se distanciaram no referido período. Outros estudos de natureza mais qualitativa, explicam essa reversão das desigualdades de gênero em termos de educação como um reflexo de desafios que são especialmente confrontados pelos meninos durante o processo de escolarização, mais do que como a expressão de conquistas das mulheres na sociedade através da educação.17

  • Gráfico 1.3 - Média de anos de estudo Homens x Mulheres (população entre 18 e 29 anos de idade) – Brasil – 2004-2014



  • Fonte: Relatório do Primeiro Ciclo de Monitoramento das Metas do PNE: Biênio 2014-2016 (http://portal.inep.gov.br/informacao-da-publicacao/-/asset_publisher/6JYIsGMAMkW1/document/id/626732



  • As taxas de conclusão do ensino médio entre mulheres e homens apresentam uma diferença de mais de 10 pontos percentuais. Essas taxas correspondem a 63,4% entre as mulheres e 52,3% entre os homens com 19 anos de idade. Considerando a população com idade entre 18 e 29 anos, houve entre 2004 e 2014 uma redução da desigualdade de gênero em termos de anos de escolaridade. Em 2004, esse hiato equivalia 9,2% e caiu para 6,8% em 2014, à medida que os anos de escolaridade de homens e mulheres se elevavam significativamente, conforme apresentado pelo Gráfico 1.3.



  • O hiato educacional entre homens e mulheres permanece maior entre a população rural do que entre a urbana. Em geral, há uma grande distância em termos de anos de escolaridade entre as populações rurais e urbanas do país. Esse hiato reduziu-se entre 2004 e 2014, mas permanece elevado, alcançando 20,6 pontos percentuais, pois a escolaridade média corresponde a 8,1 anos entre a população rural e 10,2 anos entre a urbana. Os contrastes regionais permanecem relevantes quando se comparam as populações urbana e rural. Quando se considera a variável gênero, observa-se que o hiato de gênero diminuiu entre os jovens rurais, mas permaneceu estável entre os jovens urbanos no período considerado.





  • Gráfico 1.4 - Média de anos de estudo Homens x Mulheres, Urbano x Rural (população entre 18 e 29 anos de idade) – Brazil – 2004-2014



  • Fonte: Relatório do Primeiro Ciclo de Monitoramento das Metas do PNE: Biênio 2014-2016 (http://portal.inep.gov.br/informacao-da-publicacao/-/asset_publisher/6JYIsGMAMkW1/document/id/626732


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