AtençÃO: Este capítulo possui cenas fortes que incluem/podem incluir: Cenas de Violência Cenas de Suicídio / Morte em Geral Se você achar que não se sente confortável com esta leitura, interrompa-a imediatamente



Baixar 1,11 Mb.
Página1/8
Encontro13.01.2018
Tamanho1,11 Mb.
  1   2   3   4   5   6   7   8

ATENÇÃO:

Este capítulo possui cenas fortes que incluem/podem incluir:

-Cenas de Violência

-Cenas de Suicídio / Morte em Geral

Se você achar que não se sente confortável com esta leitura, interrompa-a imediatamente. O autor não se responsabiliza por nada que venha a acontecer. O recado foi dado.

Este Capítulo não é recomendado para menores de 16 Anos.



16

– Calem? Você... Está legal?

Mas o silêncio permaneceu por um longo tempo. O garoto estava encostado à parede fazia três dias. Não havia comido ou tomado banho ou feito qualquer coisa desde então.

– Calem, eu estou falando com você!

Mas o silêncio se fez outra vez.

– Calem, fala comigo! Por favor! É a Y, lembra?

Calem abriu a boca e gesticulou as mandíbulas, como se fosse falar alguma coisa, mas nada saiu. Sua garganta estava seca, completamente sem voz.

– Calem, por favor! Fala comigo!

Me abaixei e caí por cima dele, dando-lhe um abraço de urso.

– Droga, você está gelado! Também... Está vestindo sói essa camiseta e sentado nesse chão frio... Com as costas na parede... Você vai ficar doente! Quer que eu busque uma jaqueta?

...

– Quer um chocolate quente? Eu preparo um pra você!



Mas ele não respondeu nada. Apenas olhava para o horizonte, como se estivesse vendo alguma coisa que só ele conseguisse enxergar.

– Stic!


Levei um susto. Quando percebi, a gatinha Meowstic, um dos pokémons mais fiéis à Calem estava parada na porta. Seu olhar inexpressivo de sempre agora estava diferente. Demonstrava preocupação. Era como se pedisse minha ajuda.

– Ele vai melhorar! Não se preocupe, é uma questão de tempo!

Corri até o quarto e peguei os dois cobertores que estavam estendidos na cama de Calem. Voltei para o corredor e coloquei as cobertas por cima dele.

– Ah, Calem... Eu sinto muito. Ela está em um lugar melhor agora! Você só precisa continuar... Você tem que continuar aguentando firme, meu amor. E sabe por quê? Porque eu, eu ainda estou aqui! E eu vou fazer de tudo para que você também continue!

Aproximei meu rosto do dele e dei um beijo em sua testa. Estava fria como nunca. Os cabelos pretos (mais lisos do que os meus) estavam oleosos e a touca na cabeça era a única coisa no corpo dele que parecia fazer parte do inverno.

Levantei rapidamente e minhas pernas fraquejaram. Senti um torpor. Era como se minha mente estivesse dissociando a realidade, como se tudo estivesse se desfazendo ou mesmo como se eu estivesse perdendo a consciência. Talvez tenha sido exatamente o que aconteceu...



Acordei com o trovão cruzando os céus, que estavam tão negros quanto os cabelos de Calem. Tudo o que eu podia sentir era um estranho e agudo zumbido nos ouvidos e alguma pedra gelada e úmida em minhas costas. Minha cabeça doía como se alguém tivesse cravado uma espada nela. Mas como eu havia parado ali?

  1   2   3   4   5   6   7   8


©bemvin.org 2016
enviar mensagem

    Página principal