Associação Paulistana de Bridge Relação financeira com fbb



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Encontro27.12.2016
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Associação Paulistana de Bridge

Relação financeira com FBB (Federação Brasileira de Bridge)



Prezados:
Foi publicada uma carta no sítio da FBB, na qual é mencionado o fato de São Paulo não ter pago “um centavo” de contribuição neste ano de 2015, e “quiçá no ano passado” também não.
Acreditamos que caiba uma resposta a isso.
São Paulo pagou, sim, à FBB em 2014, porem nossos controles (assim como os da FBB, pelo que depreendemos do “quiçá”) não têm sido tão bons quanto gostaríamos que fossem, ainda assim minha informação é que foram pagos R$ 3.400,00 (36 jogadores a serem inscritos na FBB mais R$ 600,00 da APB).
A FBB menciona o Ernesto que, em sua “magnífica desordem” ligava o “deixa comigo” e “cobria os furos que a Federação deixava pelo caminho”. Este era realmente o estilo dele, não só perante a FBB como também perante a FPB (Federação Paulista de Bridge) e a APB por extensão. O impacto desse estilo afetou São Paulo muito mais profundamente que a FBB. Ainda assim, sua generosidade e liberalidade não existem mais e parece-nos que, em sua ausência, temos todos que nos organizar de forma radicalmente diversa do vínhamos fazendo até agora.
Esta realidade ficou clara para nós em São Paulo logo nos primeiros dias do ano de 2015, mas aparentemente só está começando a ser percebida pela FBB agora, no apagar das luzes deste ano. Sem problemas, antes tarde do que nunca.
Lendo a carta, aparentemente os bridge clubes pagavam R$ 3.000,00 à FBB, exceto por critérios “generosos e singelos” (que são, evidentemente, individuais e não sistêmicos, ou seja, não são procedimentos) como é o exemplo citado pela carta em relação ao Bridge Clube do Rio de Janeiro.
O procedimento daqui de São Paulo, ainda seguindo o que está na carta, era que o Clube Monte Líbano pagava R$ 1.000,00 e tanto o Harmonia quanto o Bridge Clube pagavam R$ 80,00 por jogador que desejava ser filiado à FBB. O fato de o montante ser maior ou menor que este ou aquele nos parece ser pouco relevante.
Então este era o sistema. Só que há alguns esclarecimentos adicionais a serem feitos. Tanto o Harmonia quanto o Monte Líbano pagam o que pagam para ter um documento que os permita declarar que são filiados a uma federação (tanto faz para os clubes se a brasileira ou a paulista). São Paulo sempre cobrou destes clubes, emitiu o documento hábil e repassou a verba auferida à FBB. Isso até 2013. Em 2014 (antes, portanto, da gestão atual) São Paulo resolveu passar o encargo de cobrança e emissão do documento de filiação à FBB, já que era ela a beneficiária da verba. A cobrança foi feita (teoricamente pela última vez) por São Paulo, a verba foi paga diretamente à FBB, mas, para surpresa de todos, nenhum documento de quitação foi emitido pela FBB, fazendo com que os clubes reclamassem e obrigando São Paulo a confeccionar o documento exigido ao final de 2014. Ou seja, o trabalho todo (que nem é tão grande, convenhamos) permanece conosco enquanto que o benefício vai para a FBB. Sem querer polemizar, achamos que esta divisão de trabalho não é justa. Se o trabalho é feito localmente então que o benefício também fique “em casa”, por assim dizer. Ainda assim, São Paulo deve e vai contribuir com as taxas anuais dos jogadores que desejam ser filiados à FBB.
Mas aí surge um problema de cunho administrativo: quem são estas pessoas? A FBB deveria fornecer pelo menos os boletos de cobrança para que São Paulo pudesse repassá-los aos jogadores em questão. Isso nunca foi feito, porque o sistema passado, um tanto cinzento e um tanto dependente de múltiplas “generosidades”, atribuía um valor genérico e já sabemos como eram tratados quaisquer furos.
Durante o torneio de seleção no Rio neste ano sugeri que usássemos aqui no Brasil o mesmo critério de todos os países do mundo onde o Bridge é administrado de forma a não depender de mecenato: cobra-se uma taxa mínima (sugeri R$ 2,00) por jogador por torneio a ser repassada à FBB. Num cálculo pessimista esse montante seria de algo como R$ 70.000,001 por ano que seriam mais que suficientes para fazer frente às despesas da FBB que, segundo a carta publicada, foram inferiores a R$ 58.100,00 em 2015. Só que, para fazer jus a essa contribuição, a FBB deveria oferecer uma contrapartida de serviço cadastrando todos os jogadores ativos do país e definido um ‘handicap’ nacional (em vez da maluquice que temos atualmente, de termos ‘handicaps’ estaduais juntamente com o nacional, mas este último apenas para os tais jogadores “que desejam ser filiados”. Para que não continuássemos no caminho que temos trilhado por muitos anos, sugeri um prazo para que pelo menos o sistema de cadastramento estivesse pronto, que foi agosto de 2015.
Embora minha proposta tenha sido aceita nesta reunião, nada mais foi ouvido a respeito dela, e a última notícia que ouvi é que foi descartada “na miúda” por ser “inviável a cobrança”. Mas vamos em frente.
Mais adiante na carta da FBB li sobre as receitas e as despesas da entidade. Só um ponto de reparo: as camisas que usamos em Chennai, listadas como despesa, foram cobradas dos jogadores (pelo menos a minha o foi), e não vi contrapartida desta receita na prestação de contas. Pode ser que só tenham cobrado de mim. Aí realmente o valor era baixo e não teria feito sentido sua colocação da contrapartida.
Mais à frente no documento da FBB menciona-se uma cobrança de R$ 5.000,00 da APB, quando, na mesma reunião havida durante a seleção no Rio, tenha sido dito e documentado que não seria cobrado nada dos clubes neste ano de 2015. Pode ser que eu tenha entendido mal e, se foi o caso, peço desculpas, mas, se ouvi bem, acho que poderia ter feito melhor uso de meu tempo na época. A reunião que participei foi irrelevante.
Ainda assim, duas questões: 1) de onde surgiram este R$ 5.000,00 quando, historicamente, São Paulo tem pago bem menos (por ter contado no passado com o mecenas Ernesto, que “cobria os furos que a Federação deixava pelo caminho”) e 2) ainda que o valor tenha algum tipo de lógica ou legitimidade, por que não recebemos uma cobrança formal antes de sermos expostos como indimplentes? Realmente não pagamos nem um tostão à FBB neste ano, mas porque não sabíamos o quanto pagar.
Porém deixemos estas questões para trás. Acredito que as decisões da AGO na Bahia quando à sistematização de pagamentos de agora em diante tenham resolvido o vácuo de procedimento, embora sejam um sistema com o qual eu pessoalmente não concorde, mas, se queria ser ouvido deveria ter participado da reunião, o que não fiz. Resta-nos acatar a decisão e tentar alterá-la mais adiante. Dessa forma sabemos como será daqui para a frente.
Nossa questão então gira tão somente quanto ao valor a ser enviado à FBB neste ano. Ainda aguardamos um critério e uma justificativa para o valor de R$ 5.000,00 para a APB. Até lá permanecemos não sabendo quanto pagar, até porque nosso mecenas não existe mais, e não podemos, infelizmente, nos dar ao luxo de sermos generosos, não neste ano.

Atenciosamente


Leão Roberto Machado de Carvalho
APB (Associação Paulista de Bridge)


1 Para fazermos um cálculo rápido, apenas baseado nos números de São Paulo: temos por semana uma média de 344 jogadores envolvidos (9 torneios de dupla com média de 8 mesas por torneio e duas rodadas de quadras com média de 16 quadras), gerando R$ 33.024,00 anuais. O Rio tem um volume parecido com o nosso e o complemento viria das praças de menor volume, com BH, Brasília, Bahia e Rio Grande do Sul.



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