Aspas francesas



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Encontro15.09.2018
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Uso das aspas e das comas simples
http://publications.europa.eu/code/pt/pt-4100410pt.htm
Quanto ao tipo de aspas a utilizar, existem dois: as francesas (« ») e as ingle-

sas (“ ”). Ambos os tipos de aspas são correctos. Por uma questão de harmo-nização e coerência quanto à sua utilização o guia de estilo do CIEJD recomenda:


Aspas francesas (« ») em/para:
-citações;
-frases-exemplo;
-títulos de obras

Aspas inglesas (“ ”) para:
-expressões em sentido figurado;
-situações em que ocorrem aspas dentro de aspas;
-expressões erradas
-palavras estrangeiras.
Recorremos ainda às plicas () nos casos raros em que pretendemos realçar algo que se encontre entre aspas que, por sua vez, já se encontrava também entre aspas.


Ex.:

«O João disse: “Ando a ler ‘Os Maias’.”»




Do site Ciberdúvidas da Língua Portuguesa:

O uso das aspas "..." e «...»

[Pergunta] Na língua portuguesa deverá existir alguma distinção no uso das aspas desta forma ("...") ou desta («...»).
Será uma adequada a citações, enquanto outra é utilizada para palavras individuais? O uso incorrecto de um tipo de aspas é considerado um erro de dactilografia? Em que casos é que se usa cada uma delas?

João Vasco - Portugal

[Resposta] Não tenho conhecimento de nenhuma regra severa a este respeito (se alguém tiver, por favor, entre em campo!). A preferência por um determinado tipo ou por outro é uma questão, sobretudo, de estilo. Tanto umas como outras são aspas, ou seja, trata-se do mesmo sinal com uma representação diferente.
As normas que costuma haver são “privadas” (do tipo: «Na nossa editora/no nosso jornal/na nossa revista/na nossa publicação, usamos estas aspas nas seguintes situações...), são “regras da casa”, por assim dizer. Por exemplo, aqui, no Ciberdúvidas, usamos as também chamadas aspas francesas (« ») em transcrições, citações e frases e/ou expressões em análise; usamos as aspas inglesas ou comas duplas, como também há quem as designe (” “), em palavras estrangeiras (menos em latim e grego), citações dentro de transcrições, títulos de obras não linguísticas, etc.; e recorremos às comas simples ou plicas (’ ‘) para assinalar as palavras em latim e em grego, bem como citações ou títulos de obras não linguísticas dentro de segundas transcrições.
Já no sítio onde exerço a minha a(c)tividade profissional, emprega-se as aspas francesas apenas nas citações; as inglesas nas palavras que se pretende realçar de algum modo (por exemplo, porque se encontram num sentido figurado) ou quando se inserem numa expressão que já se encontra entre aspas; e reserva-se as plicas para os casos em que o que se pretende comar está dentro de aspas e estas já estão abrangidas por outras. Um exemplo: «O chefe disse ao seu subordinado: Disfarce quando ouvir a palavra relatório, combinado?”»

Segundo Celso Cunha e Lindley Cintra, na Nova Gramática doPortuguês Contemporâneo, (pp.657-659) em língua portuguesa, aplicam -se as aspas francesas em todos os seus usos.


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