As representações dos Governos Collor, Itamar e fhc em Imagens: Uma análise nos livros didáticos de História



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As representações dos Governos Collor, Itamar e FHC em Imagens: Uma análise nos livros didáticos de História

Vinicius Rodrigues Dias1

Mara Genecy Centeno Nogueira2

Resumo

O presente artigo, pretende analisar imagens contidas em livros didáticos de história, no período correspondente aos governos de Collor, Itamar e FHC, buscando compreender quais são as representações atribuídas a estas gestões, cuja fase é recente na história da república brasileira. Também proporcionar considerações dos seus usos e como poderá contribuir nas aulas de história do Brasil, pois vivemos uma fase de grande produção e reprodução de imagens de todos os tipos. Seguiu-se os procedimentos de Peter Burke do ponto de vista metodológico e o teórico, e dialogando com outras leituras feitas por diversos autores, tanto da área da educação, bem como contribuições de Marilena Chauí. Portanto esperamos fermentar as discussões já existentes desta pratica pedagógica, e complementar sobre as possibilidades em pesquisar nos livros do ensino médio.



Palavras Chaves: Livro didático, imagens e político.

Introdução

Neste texto pretendemos proporcionar um debate acerca das representações dos governos de Collor à FHC nas imagens contidas nos livros didáticos de história, pois os usos destas imagens na sala de aula poderão possibilitar caminhos de analises amplas da história política recente da república brasileira, nas aulas de história.

Foram selecionados três livros de história destinado ao público estudantil do ensino médio, dois da década de 1990 e um de 2008, assim optou-se para a escolha das imagens desde fotografias e charges, contidos nos referidos manuais.

Desta forma espera-se atender dois objetivos: primeiro uma análise especifica das imagens recorrendo a Burke (2010), percorrendo suas lições de análises para estes documentos históricos. Posteriormente conciliar os estudos de político recorrendo a Remond (2003) sobre a conceituação deste agente histórico, pois poderá expandir a maneira de estudar os referidos governos.

Ao conciliarmos a crítica das imagens com a conversão acerca da ideia de político, poderemos realizar novas leituras do manual didático, debatendo com os alunos

através de novos ângulos este período recente da política brasileira.

Não estamos afirmando estar inovando sobre esta pratica pedagógica, mas baseado nas discussões feitas na disciplina Fotografia da Cidade ministra no Departamento de História da Universidade Federal de Rondônia, alguns acadêmicos realizaram este levantamento em diversos livros didáticos, assim foi constatada que poucos livros apresentam a imagem como documento histórico ou propõem uma lição para analise, ficando reservada para as mesmas o atributo de ilustrações nos textos, fato também constatado por diversos pesquisadores. Nossas fontes enquadram-se neste último relato, mas tentaremos mostrar sobre esta situação não ser impeditivo para analises das imagens pelos alunos.
Livro didático e contexto das fontes

A coleta das fontes para esta pesquisa foi realizada no acervo da Biblioteca Francisco Meirelles, localizada na cidade de Porto Velho, os livros escolhidos remetem aos anos 1990, as imagens para esta discussão, foram aquelas contidas nas seguintes obras e autores: História Crítica do Brasil (1993) e Nova História Critica do Brasil: 500 anos de História Malcontada (1997) de Mario Schimidt, e História Para o ensino médio: história geral e do Brasil (2008) de Claudio Vicentino e Gianpado Dorigo.

Um aspecto preliminar a ser destacado acerca dos manuais, trata-se da elaboração muito próxima do desenrolar dos fatos históricos, dos livros de Schimidt. Entretanto, mesmo sendo acontecimentos do tempo presente, seu conteúdo não se limita, pois, as imagens contidas nos mesmo possui uma grande riqueza visual. Agora se elas foram aproveitadas pelos docentes, foge dos nossos objetivos e carece de um estudo posterior.

Sabe-se que para confecção de um livro didático, existe uma equipe das editoras envolvidas, sendo o autor (s) responsável por uma parte da obra, a conclusão do conjunto do produto deverá atender determinadas normas. Pois ela precisa enquadra-se aos anseios do mercado, outros profissionais preenchem detalhes específicos, a seleção das imagens, sua posição no corpo do texto, tamanho, legenda e cor (BITTEENCOURT, 2004).

O estudo das imagens neste caso, insere-se dentro de um panorama amplo, pois o responsável pelo ato de fotografar manteve-se distante de uma neutralidade, mas ao registrar o acontecimento, possuía intenções com a sua produção e usos (BURKE, 2004 e BARTHES,1984), ao tratar de fatos da política isto fica bastante evidente. Porém a reprodução de imagens de outras pessoas nos livros didáticos, poderá entra em conflito, a intenção do registrador tinha uma intencionalidade, no livro didático poderá levar o discente visualizar sobre uma ótica oposta (BUENO, 2011).

Estudar as imagens torna-se importante, neste momento, pois os jovens encontram-se inseridos em um mundo de imagens, e optar por realizar sua leitura, possibilita ler aquilo que a escrita não fornece (MOLINA, 2007).

Também foi realizada a leitura dos textos contidos nos livros, para uma compreensão maior acerca do conteúdo contido para seu público leitor, desta forma temos os seguintes assuntos sobre cada governo: Collor – Inflação alta, desemprego, confisco da poupança, escândalos de corrupção, caras pintadas e impeachment do presidente; Itamar – governo de coalização e plano real; FHC- biografia do presidente intelectual, reeleição de FHC, neoliberalismo, privatizações, violência no campo, greves sindicais e controle da inflação.
Os Governos Collor, Itamar e FHC em Imagens

Então sendo os temas mencionados anteriormente estudados para os referidos governos, as imagens correspondem as temáticas elencadas no livro didático. Vejamos as figuras do recorte deste artigo, seguindo em linha temporal cada gestão:



Collor de Mello

Fig. 1: Única imagem do livro de (Schimdt, 1993) sobre o governo Collor.

Fig. 2: Localizada no centro do texto ao abordar as práticas neoliberais de Collor (Schmidt, 1997).

Fig. 3: Sobre a relação da ministra Zélia e o ministro Bernardo Cabral (Schmidt, 1997).

Fig. 4: Sobre a postura econômica da ministra Zélia (Schimdt, 1997).

Fig. 5: Escândalo de Corrupção no Governo Collor (Schimdt, 1997).

Fig. 6: Do livro de Vicentino e Dorigo.

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