As provas Atléticas



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As provas Atléticas
No Atletismo existe uma diversidade de provas onde cada uma exige condições determinadas que se enquadram essencialmente nas corridas, nos saltos e nos lançamentos. Em cada grupo de provas há peculiaridades, e que no decorrer do tempo foram acrescentados inúmeros elementos, sobretudo tecnológicos, que tornaram as provas cada vez mais técnicas, com performances admiráveis e recordes a tempos atrás inimagináveis.

Dentro das corridas encontramos as provas de velocidade, de meio fundo, de fundo, com barreiras, revezamentos e cross-country. Nos saltos há diferenciação básica entre os saltos verticais (salto em altura e salto com vara) e os saltos horizontais (salto em distancia e salto triplo). Nos arremessos e lançamentos (peso, disco, dardo e martelo), a grande discussão é quanto a qual terminologia - lançamentos ou arremessos - deve ser utilizada para caracterizar esse grupo de provas atléticas.


As corridas
Desde o seu nascimento o homem possui um meio de locomoção natural, instintivo e rápido que é a caminhada ou a corrida. Esta forma de locomoção do homem chama bastante a atenção, pois, segundo Fernandes (2003, p.12), por ser a mais utilizada em forma de competição na maioria dos esportes”. Para esse mesmo autor, os gregos consideravam a corrida como vital para as funções orgânicas, acreditando que fortaleciam as pernas, os pulmões, o coração, o peito e o abdômen. Os helênicos também davam muita importância às corridas, a ponto de os espartanos avaliarem uma pessoa de acordo com seu rendimento nessa modalidade.

Segundo Dornelles (s.d., p. 11), a corrida é de suma importância no Atletismo, pois das 47 provas programa oficial do Atletismo apenas quatro não envolvem corrida na sua execução, são elas o arremesso do Peso, lançamento do Disco, lançamento do Martelo e a Marcha Atlética, todas as demais provas exigem para sua realização o movimento de correr demonstrando assim a importância da corrida para o Atletismo.

Ainda segundo Dornelles (s. d., p.11):
Correr é um gesto natural, instintivo. Marcha-se instintivamente e se corre instintivamente, e as características da corrida natural encontram-se na corrida desportiva. Esta é com toda segurança, a mais difundida das atividades atléticas e a mais antiga.
Segundo Fernandes (2003) e Dornelles (s.d.), os gregos já organizavam corridas de velocidade. Essa corrida era chamada de estádio (gr. Stadium), que tinha como distancia 192,27m o equivalente a 600 pés de Hercules. Logo em seguida somaram-se outros tipos de corridas, como a de dois estádios (ida e volta) e as corridas de 8,10,12 e até 24 estádios provas estas de resistência.

Em tempos modernos, o primeiro povo a dar destaque às corridas foram os ingleses que tinham forte inclinação as corridas de longa duração. Na época dos Estuardos eles já realizavam confrontos, praticados por corredores profissionais. Eram conhecidos como running-footman, mensageiros dos senhores feudais que em condições de climáticas desfavoráveis ao transporte pesado, iam à frente para anunciarem a chegada dos senhores feudais às cidades a serem visitadas. Os turcos também possuíam corredores assim conhecidos como puchs. (FERNANDES, 2003 p.13)

A parir século XVIII, o crescente interesse pelas corridas fez surgir nomes que, ao longo do desenvolvimento dessas provas, marcaram época com feitos históricos como Hannes Kolehmainen, Paavo Nurmi, Emil Zatopek. A partir da Inglaterra, as corridas espalharam-se por outros países, como Estados Unidos, Suécia e a Alemanha entre outros. (VIEIRA, 2007); (GOMES, 2007); (DORNELLES, s.d.)

Dentro das corridas observamos as provas de velocidade (100m, 200m e 400m), de meio fundo (800m e 1500m), de fundo (3000m steeplechase, 5000m, 10000m e maratona), de barreiras (100m, 110m e 400m), revezamentos (4x100m e 4x400m), cross-country e corridas em montanhas. (CBAt 2008); (MATTHIESEN, 2007)

As corridas ao longo das épocas, sempre sofreram varias modificações. Segundo Morthensen e Cooper (1974, p. 27), “Como parte de seus Jogos Olímpicos, os antigos gregos incluíam uma corrida curta, onde é interessante observar que, já nessa época, os corredores utilizavam ‘blocos de partida’”. Nas primeiras corridas de velocidade, para Cabreira (s.d.):
[...] os corredores costumavam cavar uns orifícios no chão para terem algo que os impulsionasse no começo da corrida. Hoje, os adeptos dos 100m, 200m e 400m servem-se de blocos de partida, para terem uma base mais sólida que lhes permita fazer força no arranque.
Mas, em tempos modernos, somente em 1888 o americano C.H. Sherril fez uso da saída agachada e apenas em 1934 apareceram os primeiros blocos de partida com o intuito de evitar os buracos feitos na pista para o impulso inicial. (PERNISA, 1980, p. 12)

Para Pernisa (1980, p. 11), “Em 1868, W. B. Curts, atleta americano utilizou os sapatos com pregos inspirados nos índios velocistas caçadores de leopardos”. Surgindo com isso as primeiras sapatilhas para as provas de pista, tornando a corrida mais veloz, passando a ser adotada por vários outros corredores. E ao longo dos anos tem evoluído a tal ponto de empresas especializadas fabricarem sapatilhas com especificações especiais para cada atleta e de acordo com a especificidade da prova a ser disputada.

Outra grande inovação que deixou as corridas em um nível superior e proporcionou inovações técnicas por parte dos atletas, foi a adoção das pistas sintéticas, que surgiu primeiramente, segundo Vieira (2007), nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 1964, e tempos depois foi adotado por vários países do mundo.

Nas provas de meio fundo e fundo um dos maiores destaques até hoje é o corredor Paavo Nurmi, conhecido como Homem relógio, por correr sempre com um relógio em suas mãos para controlar seu ritmo, e junto com seus compatriotas Hannes Kolehmainen, Ville Ritola e outros, receberam a denominação de finlandeses voadores por conta de suas conquistas no Atletismo nos anos de 1920. Neste periodo Paavo Nurmi foi o maior corredor quebrando varios recordes mundiais entre os 1500m e 20km conquistando 9 medalhas de ouro em Jogos Olimpicos colocado-o ao lado dos americanos Carl Lewis e Michael Phelps e da russa Larissa Latynina como os maiores ganhdores de medalhas de ouro Olimpicas na história dos Jogos. (FERNANDES, 2003) (MATTHIESEN, 2007) (VIEIRA, 2007)

Além de Nurme, um dos maiores nomes dentro das corridas, sem duvida, é Emil Zátopek. Atleta tcheco apelidado de “Locomotiva de Praga” ou “Locomotiva Humana”, pois foi o único homem a vencer os 5000m, 10000m e a maratona em uma mesma Olimpíada. Ao todo, Zátopek bateu vinte recordes mundiais em distâncias variando de 5.000m a 30.000m. Em 1951 tornou-se o primeiro homem a fazer 20 km em uma hora (20.052m). Ainda participou da maratona dos Jogos de 1956, apenas 45 dias depois de se submeter a uma cirurgia de hérnia. Apesar de recomendações médicas de ficar dois meses sem correr, Zátopek completou a maratona em sexto lugar. (MATTHIESEN, 2007)

As corridas de revezamentos segundo Matthiesen e Garuffi (2009, p. 1 apud Godoy, 1996), mesmo com origem desconhecida, a história revela ser esta uma prova muito antiga, praticada no período da Grécia Antiga durante os jogos realizados em homenagem a Deusa Atena. Este tipo de prova, bastante diferente da praticada atualmente, recebia o nome de ‘Lampadodromia’, e era realizada com a passagem de tochas com fogo. Mas nessa mesma época as corridas de revezamento já eram usadas, segundo Gomes (s.d.), como meio de comunicação para fazer uma mensagem chegar ao seu destino de maneira mais rápida.

Para Dornelles (s. d. apud Dohert), as corridas de revezamento como conhecemos, tiveram como idealizadores os norte-americanos a partir de outras atividades por eles praticadas. Na ocasião de surgimento dessa prova, havia revezamento de cavalos que puxavam diligencias que devido às longas viagens eram mudados nos postos de troca. Entretanto, os revezamentos realizados pelos bombeiros de Massachusetts foram os acontecimentos mais próximos a idealização das corridas de revezamentos presentes em todas as competições de Atletismo. A sua primeira experiência aconteceu em 1893, com duas equipes de 4x ¼ de milha e foi considerado um sucesso sendo logo incorporada a diversas outras competições.

De sua progênie a atualidade, os revezamentos passaram por varias modificações, tanto em sua distancia, quanto em suas regras o que tornou essas provas umas das mais esperadas e mais emocionantes em todas as competições, em especial, nos jogos Olímpicos e nos campeonatos mundiais de Atletismo, pois além da expectativa que gera em todos, é a única prova dessa modalidade em que o coletivo é essencial, por ser uma prova em equipe, e os resultados dependem do entrosamento entre os quatros atletas do grupo. (MATTHIESEN e GARUFFI, 2009, p. 1)

Além dos blocos de partida nas provas de pista, o que garantiu a grande evolução das corridas de maneira geral e das marcas alcançadas atualmente, fica por parte da introdução da tecnologia na construção de pistas com materiais de melhor qualidade.

Além disso, os estudos em biomecânica, fisiologia e adaptação dos métodos de treino aos atletas para obtenção de melhores performances, e também pela evolução das vestimentas, sapatilhas e tênis utilizados pelos atletas, que a cada temporada tem evoluído e se adaptado as características únicas de cada praticante dessas provas, tem elevado o nível das competições cada vez mais, superando limites nunca antes imaginados pelos pioneiros do Atletismo moderno.



Detalhes técnicos sobre as corridas

Dentro da linha das corridas observamos as provas de velocidade (100m, 200m e 400m), de meio fundo (800m e 1500m), de fundo (3000m steeplechase, 5000m, 10000m e maratona), de barreiras (100m, 110m e 400m), revezamentos (4x100m e 4x400m) e cross-country1.

Provas de velocidade

Toda a energia do corpo deve ser disponibilizada para a maior aceleração possível dos movimentos, imprimindo-se o máximo de energia na largada tendo em vista que a curta duração dessas corridas não proporciona tempo para a formação de grandes planos mentais de ataque e defesa e nem a organizar varias combinações táticas. Essas corridas são decididas por detalhes mínimos como, por exemplo, a partida, a freqüência de passadas, o estilo da ação dos pés, etc. Os poucos segundos em que ocorrem essas provas de velocidade não permitem aos corredores muitos milagres sobre a pista. Todas as ações devem estar previstas de antemão para não ser surpreendido pelos incidentes.



A partida nas provas de velocidade acontece logo após o período de ajustes do bloco de partida realizados pelo atleta, e o posicionamento deste a atrás de seu bloco. Ao comando de “as suas marcas” dado pelo árbitro de partida, o atleta se colocará cuidadosamente em seu bloco posicionando seus pés no mesmo e suas mãos2 no solo apoiadas atrás da linha de partida e um dos joelhos no chão. Os braços deveram estar estendidos e separados mais ou menos à distancia dos ombros. Após sua colocação correta o atleta deve concentrar sua atenção total no árbitro de partida.

Figura 1 – Momento da largada



Com todos os atletas em suas marcas, em posição imóvel no bloco, o árbitro de partida dará o comando “pronto”. Nesse instante, o atleta elevará o joelho que se encontrava em contato com o solo, e com isso, seu quadril estará na mesma linha - ou levemente acima - de seus ombros. Todo o corpo encontra-se agora posicionado e totalmente pronto para lançar-se a frente com uma poderosa arrancada até a linha de chegada. O atleta respira calmamente, retendo o ar, colocando toda a atenção na saída eminente. Imagem posição das mãos e pés

Fonte: http://imotion.com.br

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