Ano literatura manuel bandeira



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3º ANO – LITERATURA

MANUEL BANDEIRA
Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu no Recife no dia 19 de abril de 1886, na Rua da Ventura, atual Joaquim Nabuco, filho de Manuel Carneiro de Souza Bandeira e Francelina Ribeiro de Souza Bandeira.
No final do ano de 1904, o autor fica sabendo que está tuberculoso.
Em 1917, publica seu primeiro livro: A cinza das horas, numa edição de 200 exemplares custeada pelo autor. Em 1919, Carnaval, desperta entusiasmo entre os paulistas iniciadores do modernismo.

Inicia então, em 1922, a se corresponder com Mário de Andrade. Bandeira não participa da Semana de Arte Moderna, realizada em fevereiro em são Paulo, no Teatro Municipal. Na ocasião, porém, Ronald de Carvalho lê o poema "Os Sapos", de "Carnaval".


Em 1924 publica, às suas expensas, Poesias, que reúne A Cinza das Horas, Carnaval e um novo livro, O Ritmo Dissoluto. Colabora no "Mês Modernista", série de trabalhos de modernistas publicado pelo jornal A Noite, em 1925.
Em 1940 é eleito para a Academia Brasileira de Letras, na vaga de Luís Guimarães Filho. Toma posse em 30 de novembro, sendo saudado por Ribeiro Couto. Publica Poesias Completas, com a inclusão da Lira dos Cinqüent'Anos (também esta edição foi custeada pelo autor).
No ano de 1954 publica Itinerário de Pasárgada e De Poetas e de Poesia. Faz conferência no Teatro Municipal do Rio de Janeiro sobre Mário de Andrade.
Comemora 80 anos, em 1966, recebendo muitas homenagens. A Editora José Olympio realiza em sua sede uma festa de que participam mais de mil pessoas e lança os volumes Estrela da Vida Inteira (poesias completas e traduções de poesia).
No dia 13 de outubro de 1968, às 12 horas e 50 minutos, morre o poeta Manuel Bandeira, no Hospital Samaritano, em Botafogo (RJ), sendo sepultado no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista(RJ).
CARACTERÍSTICAS

O estilo de Bandeira é simples e direto;

Linguagem: coloquial e coloquial natural;

Neologismos;

Foi um poeta lírico, embora tenha escrito "Estou farto do lirismo comedido / Do lirismo bem comportado";

A temática de sua poesia envolve o cotidiano e o universal, às vezes com uma abordagem de "poema-piada".



Temas:

- aspecto biográfico:

tragédia

tuberculose

(Libertinagem)

- melancolia;

- paixão pela vida;

- imagens brasileiras;

- figuras femininas

(envoltas em "ardente sopro amoroso");



- condição humana;

- finitude;

-o desejo de transcendência

(Momento num Café, Contrição, Maçã,

A Estrela e Boi Morto.)
Em Ritmo Dissoluto(1924), seu terceiro livro, o erotismo, tão mórbido nos dois primeiros livros, torna-se anseio maravilhado de dissolução no elemento líquido marítimo, como é o caso de Na Solidão das Noites Úmidas.


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