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João Cabral

De


Melo Neto

18 de setembro de 2019

Alunos:

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Sumario:


  • Introdução

  • História

  • Prêmios

  • Principais Obras

  • Curiosidades


João Cabral de Melo Neto

Nasceu em Recife, Pernambuco, no ano de 1920. Foi poeta, autor, tradutor e diplomata.

Até os dez anos de idade viveu em engenhos de açúcar em São Lourenço da Mata e Moreno, na Zona da Mata pernambucana. Ao voltar para Recife, estudou no colégio dos irmãos maristas até 1935.

Quando completou 22 anos de idade, mudou-se para o Rio de Janeiro e publicou seu primeiro livro de poemas, Pedra do Sono.

No ano de 1945, ingressou no Itamaraty. Em 1947, vai à Espanha, sendo o responsável pela divulgação da cultura brasileira. Foi cônsul na Inglaterra, França, Espanha, Suíça, África e países da América Latina. Voltou a residir no Rio de Janeiro em 1987 e aposentou-se do Itamaraty no ano de 1990.

No ano de 1968, João Cabral de Melo Neto foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL), tomando posse em 6 de maio de 1969.

Paralelamente a sua trajetória como diplomata, ocorreu sua produção literária e por ela foi agraciado com numerosos prêmios, entre eles: Prêmio José de Anchieta, de poesia, do IV Centenário de São Paulo (1954); Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (1955); Prêmio de Poesia do Instituto Nacional do Livro; Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro; Prêmio Bienal Nestlé, pelo conjunto da Obra e Prêmio da União Brasileira de Escritores, pelo livro "Crime na Calle Relator" (1988).

João Cabral de Melo Neto foi o primeiro brasileiro a receber o Prêmio Camões, em 1990. Dois anos após, é premiado com o Neustadt International Prize for Literature, da Universidade de Oklahoma, Estados Unidos. João Cabral de Melo Neto faleceu no dia 9 de outubro de 1999, no Rio de Janeiro, aos 79 anos.



Características

  • De forma bastante direta, João Cabral de Melo Neto constrói uma poesia não-lírica. Há uma prisão relacionada à realidade, além de ser dirigida ao intelecto e não-confessional. Dessa maneira, em sua obra, João Cabral de Melo Neto terá as seguintes características:

  • Metalinguagem do fazer poético como uma constante;

  • Concretismo forte no trato com a linguagem;

  • Busca de um verso sintético, resumido, objetivo e rápido;

  • Uma boa aliança de Ferreira Gullar e musicalidade de Leminski;

  • Fortes referências da poesia marginal;


Prêmios

Por conta do seu trabalho literário, o escritor recebeu diversas homenagens e prêmios:



  • Prêmio José de Anchieta, de poesia, do IV Centenário de São Paulo;

  • Prêmio Olavo Bilac, concedido pela da Academia Brasileira de Letras;

  • Prêmio de Poesia do Instituto Nacional do Livro;

  • Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro;

  • Prêmio Bienal Nestlé, pelo conjunto de sua obra;

  • Prêmio da União Brasileira de Escritores, pelo livro "Crime na Calle Relator" (1988).

Obras

João Cabral escreveu diversas obras e segundo ele “escrever é estar no extremo de si mesmo”:



  • Considerações sobre o poeta dormindo, 1941;

  • Pedra do sono, 1942;

  • O engenheiro, 1945;

  • O cão sem plumas, 1950;

  • O rio, 1954;

  • Quaderna, 1960;

  • Poemas escolhidos, 1963;

  • A educação pela pedra, 1966;

  • Morte e vida severina e outros poemas em voz alta, 1966;

  • Museu de tudo, 1975;

  • A escola das facas, 1980;

  • Agreste, 1985;

  • Auto do frade, 1986;

  • Crime na Calle Relator, 1987;

  • Sevilla andando, 1989.

Trecho do Poema Morte e Vida Severina

— O meu nome é Severino,

como não tenho outro de pia.

Como há muitos Severinos,

que é santo de romaria,

deram então de me chamar

Severino de Maria;

como há muitos Severinos

com mães chamadas Maria,

fiquei sendo o da Maria

do finado Zacarias.

Mais isso ainda diz pouco:

há muitos na freguesia,

por causa de um coronel

que se chamou Zacarias

e que foi o mais antigo

senhor desta sesmaria.

Como então dizer quem falo

ora a Vossas Senhorias?

Vejamos: é o Severino

da Maria do Zacarias,

lá da serra da Costela,

limites da Paraíba.

Mas isso ainda diz pouco:

se ao menos mais cinco havia

com nome de Severino

filhos de tantas Marias

mulheres de outros tantos,

já finados, Zacarias,

vivendo na mesma serra

magra e ossuda em que eu vivia.

Somos muitos Severinos...



Curiosidades

  • Estranhamente, João Cabral escreveu um poema sobre a Aspirina, que tomava regularmente, chamando-a de "Sol", de "Luz"… De fato, desde sua juventude João Cabral tomava de três a dez aspirinas por dia. Em entrevista à "TV Cultura", certa vez, ele contava que boa parte da inspiração (inspiração sempre cerebral) provinha da aspirina, que a aspirina o salvava da nulidade!

  • João Cabral de Melo Neto não compareceu a nenhuma reunião da Academia Pernambucana de Letras como acadêmico, nem mesmo a sua posse.


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