Aluna: Ana Carolina Ribeiro Sandroni dos Santos



Baixar 53.99 Kb.
Encontro07.04.2020
Tamanho53.99 Kb.

Aluna: Ana Carolina Ribeiro Sandroni dos Santos

24/10/2019



Os setes saberes necessários à educação do futuro

MORIN, Edgar. Os setes saberes necessários à educação do futuro. Tradução de Catarina Eleonora F. Silva e Jeanne Sawaya. São Paulo: Cortez, 2000.

Livro em arquivo salvo em PDF, no HD, pasta da disciplina do professor Francisco de Assis Carvalho.

CAPÍTULO I— AS CEGUEIRAS DO CONHECIMENTO: O ERRO E A ILUSÃO p. 19 – 31.

Até a página 20

Não há conhecimento que não esteja ameaçado por ilusão ou erro.

“O conhecimento, sob forma de palavra, de ideia, de teoria, é o fruto de uma tradução/reconstrução por meio da linguagem e do pensamento e, por conseguinte, está sujeito ao erro.” (MORIN, 2000, p.19)

Para Morin, as emoções também podem levar ao erro, mas algumas delas nos fortalecem:

“A afetividade pode asfixiar o conhecimento, mas pode também fortalecê-lo. Há estreita relação entre inteligência e afetividade: a faculdade de raciocinar pode ser diminuída, ou mesmo destruída, pelo déficit de emoção; o enfraquecimento da capacidade de reagir emocionalmente pode mesmo estar na raiz de comportamentos irracionais.” (MORIN, 2000, p.20)

Segundo Morin, o conhecimento científico é um grande aliado contra os erros, mas também está sujeito à eles e sozinho não é capaz de desvendá-los, por isso, a educação deve preocupar-se em desvendá-los.


P 21 - 22

Os erros podem ser de origem mental, intelectual ou da razão.

“Nenhum dispositivo cerebral permite distinguir a alucinação da percepção, o sonho da vigília, o imaginário do real, o subjetivo do objetivo.” (MORIN, 2000, p.21)

“[...]Assim, a memória, fonte insubstituível de verdade, pode ela própria estar sujeita aos erros e às ilusões.” (MORIN, 2000, p.22)

“O que permite a distinção entre vigília e sonho, imaginário e real, subjetivo e objetivo é a atividade racional da mente, que apela para o controle do ambiente (resistência física do meio ao desejo e ao imaginário), para o controle da prática (atividade verificadora), para o controle da cultura (referência ao saber comum), para o controle do próximo (será que você vê o mesmo que eu?), para o controle cortical (memória, operações lógicas). Dito de outra maneira, é a racionalidade que é corretiva.” (MORIN, 2000, p.22)



p. 24 - 27

1.4 As cegueiras paradigmáticas.

Neste subtítulo o autor retoma o conceito de paradigma e conclui que os paradigmas, controlam a ciência e podem desenvolver ilusões e erros, ao mesmo tempo que podem ser reveladores e elucidativos.




p. 28

2. O imprinting e a normalização.

“Há assim, sob o conformismo cognitivo, muito mais que conformismo. Há o imprinting cultural, marca matricial que inscreve o conformismo a fundo, e a normalização que elimina o que poderia contestá-lo.” (MORIN, 2000, p.28)

A questão cultural e social nem sempre segue sua verdade, mas pode busca-la implacavelmente.


p.28 - 30

3. A NOOLOGIA: POSSESSÃO

“As sociedades domesticam os indivíduos por meio de mitos e ideias, que, por sua vez, domesticam as sociedades e os indivíduos, mas os indivíduos poderiam, reciprocamente, domesticar as ideias, ao mesmo tempo em que poderiam controlar a sociedade que os controla.” (MORIN, 2000, p.29)

Morin discorre sobre o paradoxo das ideias, somente elas podem nos fazer vencer as ideias.


p.30

4. O INESPERADO...

Segundo o autor, ele nos surpreende, podemos esperar por ele, ter expectativas para que quando surgir possamos fazer uso de nossas ideias e conhecimentos para enfrenta-lo. “Enfrentar as incertezas”



p.31 - 32

5. A INCERTEZA DO CONHECIMENTO

O conhecimento tem erros, por isso é preciso “duvidar” de nossas ideias, civilizar teorias, buscar metapontos de vista para auto-observar-nos e conceber-nos.

“Para que haja um progresso de base no século XXI, os homens e as mulheres não podem mais ser brinquedos inconscientes não só de suas idéias, mas das próprias mentiras. O dever principal da educação é de armar cada um para o combate vital para a lucidez.” (MORIN, 2000, p.32)


CAPÍTULO II- OSPRINCÍPIOSDOCONHECIMENTO PERTINENTE p.35 - 43

p. 35 - 43

Para que o conhecimento seja pertinente a educação deve torna-lo evidente, pois os problemas são “cada vez mais multidisciplinares, transversais, multidimensionais, transnacionais, globais e planetários” enquanto o conhecimento é fragmentado.

  • Contexto: “É preciso situar as informações e os dados em seu contexto para que adquiram sentido” (2000:34)

  • Global: “O todo tem qualidades ou propriedades que não são encontradas nas partes, se estas estiverem isoladas umas das outras, e certas qualidades ou propriedades das partes podem ser inibidas pelas restrições provenientes do todo.” (2000:35)

  • Multidimensional: ser mais de uma coisa ao mesmo tempo “conhecimento pertinente deve reconhecer esse caráter multidimensional e nele inserir estes dados: não apenas não se poderia isolar uma parte do todo, mas as partes umas das outras;” (2000, p.36)

  • Complexo: “a complexidade é a união entre a unidade e a multiplicidade.”

A escola deve favorecer a inteligência geral, que seria capaz de gerir todos os itens listados acima dentro de uma concepção global.

O conhecimento fragmentado em disciplinas não é capaz de contextualizar saberes e integrá-los.

“O enfraquecimento da percepção do global conduz ao enfraquecimento da responsabilidade (cada qual tende a ser responsável apenas por sua tarefa especializada), assim como ao enfraquecimento da solidariedade (cada qual não mais sente os vínculos

com seus concidadãos).” (MORIN, 2000, p.40)

O autor cita três problemas essenciais para a construção do conhecimento:


  • Disjunção e especialização fechada: “[...] a cultura científica e técnica disciplinar parcela, desune e compartimenta os saberes, tornando cada vez mais difícil sua contextualização.” (p.41)

  • Redução e disjunção: o “[...] que limitava o conhecimento do todo ao conhecimento de suas partes” (p.42)

  • A falsa racionalidade: “O problema dos humanos é beneficiar-se das técnicas, mas não submeter-se a elas” (p.43) daí a abstração e unidimensionalidade.

CAPÍTULO III – ENSINAR A CONDIÇÃO HUMANA. p.47 - 59




A educação do futuro deverá ser centrada no ser humano, que não é apenas cultural, mas multidimensional e complexo, pois, somos ao mesmo tempo seres físicos, biológicos, sociais, culturais, psíquicos e históricos, segundo Morin:

“[...] multidimensionalidade e a complexidade humanas, bem como integrar (na educação do futuro) a contribuição inestimável das humanidades, não somente a filosofia e a história, mas também a literatura, a poesia, as artes...” (MORIN, 2000, p.48)

ENRAIZAMENTO/DESENRAIZAMENTO DO SER HUMANO: “Estamos simultaneamente dentro e fora da natureza.” (MORIN, 2000, p.48)


  • Condição Cósmica: “Encontramo-nos no gigantesco cosmos em expansão, constituído de bilhões de galáxias e de bilhões e bilhões de estrelas.” (MORIN, 2000, p.49).

  • Condição Física: “Nós, os seres vivos, somos um elemento da diáspora cósmica, algumas migalhas da existência solar, um diminuto broto da existência terrena.” (MORIN, 2000, p.49)

  • A condição terrestre: “Somos a um só tempo seres cósmicos e terrestres.” (MORIN, 2000, p.50)

  • A condição humana: “A importância da hominização é primordial à educação voltada para a condição humana, porque nos mostra como a animalidade e a humanidade constituem, juntas, nossa condição humana.” (MORIN, 2000,p.51)

O HUMANO DO HUMANO

  • Unidualidade: “O humano é um ser a um só tempo plenamente biológico e plenamente cultural, que traz em si a unidualidade originária” (MORIN, p.52)

  • O CIRCUITO CÉREBRO/MENTE/CULTURA: “O homem somente se realiza plenamente como ser humano pela cultura e na cultura. Não há cultura sem cérebro humano (aparelho biológico dotado de competência para agir, perceber, saber, aprender), mas não há mente (mind), isto é, capacidade de consciência e pensamento, sem cultura.” (MORIN, p. 52)

  • O CIRCUITO RAZÃO/AFETO/PULSÃO: “[...] antagônicas, comportando conflitos bem conhecidos entre a pulsão, o coração e a razão; correlativamente a relação triúnica não obedece à hierarquia razão/afetividade/pulsão; há uma relação instável, permutante, rotativa entre estas três instâncias.” (MORIN, p.53)

  • O CIRCUITO INDIVÍDUO/SOCIEDADE/ESPÉCIE: “As interações entre indivíduos produzem a sociedade, que testemunha o surgimento da cultura, e que retroage sobre os indivíduos pela cultura.” (MORIN, p54)

UNITAS MULTIPLEX: UNIDADE E DIVERSIDADE HUMANA:

“Existe também diversidade propriamente biológica no seio da unidade humana; não apenas existe unidade cerebral, mas mental, psíquica, afetiva, intelectual; além disso, as mais diversas culturas e sociedades têm princípios geradores ou organizacionais comuns.” (MORIN, p.55)

A educação deverá ilustrar este princípio de unidade/diversidade em todas as esferas: individual, social, na diversidade cultural e pluralidade de indivíduos. “[...]mas a cultura existe apenas por meio das culturas.” (MORIN, p.56);

“O século XXI deverá abandonar a visão unilateral que define o ser humano pela racionalidade (Homo sapiens), pela técnica (Homo faber), pelas atividades utilitárias (Homo economicus), pelas necessidades obrigatórias (Homo prosaicus). O ser humano é complexo e traz em si, de modo bipolarizado, caracteres antagonistas” (MORIN, p.58).



A complexidade do homem: “O ser humano é um ser racional e irracional, capaz de medida e desmedida; sujeito de afetividade intensa e instável.” (MORIN, p. 59)

CAPÍTULO IV - ENSINAR A IDENTIDADE TERRENA – p. 63 - 78




A revolução tecnológica permitiu voltar a unir o que antes sempre esteve disperso. A pátria comum é a Terra, por isso temos que lograr um sentimento de pertença à mesma, embora existam diferenças essenciais. É necessário ensinar aos jovens alunos a história da era planetária, iniciada com as navegações portuguesas, seguidas das castelhanas, francesas, inglesas e holandesas, que puseram em comunicação todos os continentes a partir do século XVI. Para o bem e para o mal, o mundo interligou-se. A problemática atual é planetária, porque todos os seres humanos têm problemas e um destino comum.

  • A ERA PLANETÁRIA: “A mundialização é sem dúvida unificadora, mas é preciso acrescentar imediatamente que é também conflituosa em sua essência. A unificação mundializante faz-se acompanhar cada vez mais pelo próprio negativo que ela suscita, pelo efeito contrário: a balcanização.” (MORIN, p.69)

  • O LEGADO DO SÉCULO XX: “O século XX pareceu dar razão à fórmula atroz segundo a qual a evolução humana é o crescimento do poderio da morte.” (MORIN, p.70)

Através das armas nucleares, dos novos perigos (morte biológica) e da morte da modernidade (cultura e tecnologia, economia – causando mortes).

  • A ESPERANÇA: “[...]trazidos pelo século XX: a cidadania terrestre. E a educação, que é ao mesmo tempo transmissão do antigo e abertura da mente para receber o novo, encontra-se no cerne dessa nova missão.” (MORIN, p.72)

  • CONTRACORRENTES: “O ocaso do século XX deixou como herança contracorrentes regeneradoras” (MORIN, p. 72)

  • O JOGO CONTRADITÓRIO DOS POSSÍVEIS: “As possibilidades oferecidas pelo desenvolvimento das biotecnologias são igualmente prodigiosas para o melhor e para o pior” (MORIN, p. 74)

  • IDENTIDADE E A CONSCIÊNCIA TERRENA:” É necessário ensinar não mais a opor o universal às pátrias, mas a unir concentricamente as pátrias — familiares, regionais, nacionais européias — e a integrá-las no universo concreto da pátria terrestre” (MORIN, p.77)

CAPÍTULO V - ENFRENTAR AS INCERTEZAS – p. 79 - 92




O século XX derrubou a preditividade do futuro. Caíram impérios que pensavam perpetuar-se. A educação deve ir já unida à incerteza e às reações e ações impredizíveis. Temos que ensinar aos estudantes a estratégia que leve a pensar o imprevisto, pensar a incerteza, intervir no futuro através do presente, com as informações obtidas no tempo e a tempo. É preciso aprender a navegar um oceano de incertezas. O futuro é aberto e incerto, mas temos dados para, pelo menos, tentar minorar as dificuldades.

  • A INCERTEZA HISTÓRICA: Quem teria pensado ou previsto que acontecimentos seriam a causa ou motivo para grandes acontecimentos, bons ou ruins.

  • A HISTÓRIA CRIADORA E DESTRUIDORA: “A história é um complexo de ordem, desordem e organização. Obedece ao mesmo tempo a determinismos e aos acasos em que surgem incessantemente o “barulho e o furor”. Ela tem sempre duas faces opostas: civilização e barbárie, criação e destruição, gênese e morte...” (MORIN, p.83)

“A história não constitui, portanto, uma evolução linear” (MORIN, p.83)

  • UM MUNDO INCERTO: Não temos certezas sobre seu surgimento nem sobre o que ainda pode nos ocorrer.

  • ENFRENTAR AS INCERTEZAS:” É preciso aprender a enfrentar a incerteza, já que vivemos em uma época de mudanças em que os valores são ambivalentes, em que tudo é ligado. É por isso que a educação do futuro deve se voltar para as incertezas ligadas ao conhecimento.” (MORIN, p.84)

  • A INCERTEZA DO REAL: “[...]compreender a incerteza do real, saber que há algo possível ainda invisível no real.” (MORIN, p.85)

  • A INCERTEZA DO CONHECIMENTO: “O conhecimento é, pois, uma aventura incerta que comporta em si mesma, permanentemente, o risco de ilusão e de erro.” (MORIN, p.86)

  • AS INCERTEZAS E A ECOLOGIA DA AÇÃO: “[...]a ação é decisão, escolha, mas é também uma aposta. E na noção de aposta há a consciência do risco e da incerteza.” (MORIN, p.86)

“Enfim, a grande incerteza a enfrentar decorre do que chamamos de ecologia da ação, que compreende três princípios.” (MORIN, p.87): risco/precaução, fins e meios e ação/contextos.

  • A IMPREVISIBILIDADE EM LONGO PRAZO: “Pode-se, com certeza, considerar ou calcular os efeitos em curto prazo de uma ação, mas seus efeitos em longo prazo são imprevisíveis.” (MORIN, p. 89)

  • O DESAFIO E A ESTRATÉGIA: “Há efetivamente dois meios para enfrentar a incerteza da ação. O primeiro é totalmente consciente da aposta contida na decisão, o segundo recorre à estratégia.” (MORIN, p.90).

  • “[...] é preciso considerar as dificuldades de uma estratégia a serviço de uma finalidade complexa, como aquela indicada pela divisa “liberdade, igualdade, fraternidade”. Estes três termos complementares são ao mesmo tempo antagonistas; a liberdade tende a destruir a igualdade; esta, se for imposta, tende a destruir a liberdade; enfim, a fraternidade não pode ser nem decretada, nem imposta, mas incitada. Conforme as condições históricas, uma estratégia deverá favorecer seja a liberdade, seja a igualdade, seja a fraternidade, porém, sem jamais se opor verdadeiramente aos dois outros termos.” (MORIN, p.91)

CAPÍTULO VI - ENSINAR A COMPREENSÃO – p. 93 - 104




Devemos melhorar a nossa compreensão dos demais, o respeito pelas ideias dos outros e os seus modelos de vida, sempre e quando não atentem contra a dignidade humana. Há que entender os outros códigos éticos, os ritos e costumes. Não marcar ninguém com uma etiqueta. Evitar o egoísmo e o etnocentrismo. Caraterístico este das ditaduras, o nazismo, o estalinismo e o fascismo. Compreender que a compreensão é meio e fim da comunicação humana, mas, infelizmente, a educação para a compreensão não se faz em quase que nenhum lugar.

Precisamos de compreensão mútua. Precisamos de estudar a incompreensão, o racismo, a xenofobia, o dogmatismo. Para isso temos que desenvolver em todas as aulas e estabelecimentos de ensino de todos os níveis a “Educação para a Paz e a Não Violência”. Como faziam Tagore e Gandhi.



  • AS DUAS COMPREENSÕES: “Há duas formas de compreensão: a compreensão intelectual ou objetiva e a compreensão humana intersubjetiva. Compreender significa intelectualmente apreender em conjunto, compreender e, abraçar junto (o texto e seu contexto, as partes e o todo, o múltiplo e o uno). A compreensão intelectual passa pela inteligibilidade e pela explicação.” (MORIN, p. 94)

  • EDUCAÇÃO PARA OS OBSTÁCULOS À COMPREENSÃO: “Os obstáculos intrínsecos às duas compreensões são enormes; são não somente a indiferença, mas também o egocentrismo, o etnocentrismo, o sociocentrismo, que têm como traço comum se situarem no centro do mundo e considerar como secundário, insignificante ou hostil tudo o que é estranho ou distante.” (MORIN, p. 96)

  • A ÉTICA DA COMPREENSÃO: “A ética da compreensão pede que se compreenda a incompreensão.” (MORIN, p.99)

“A compreensão não desculpa nem acusa: pede que se evite a condenação peremptória, irremediável, como se nós mesmos nunca tivéssemos conhecido a fraqueza nem cometido erros. Se soubermos compreender antes de condenar, estaremos no caminho da humanização das relações humanas. O que favorece a compreensão é:” (MORIN, p.100)

  • O bem pensar e a introspecção.

  • A CONSCIÊNCIA DA COMPLEXIDADE HUMANA: “A compreensão do outro requer a consciência da complexidade humana.” (MORIN, p.101) através da A abertura subjetiva (simpática) em relação ao outro e da interiorização da tolerância. São quatro graus de tolerância: 1. “obriga-nos a respeitar o direito de proferir um propósito que nos parece ignóbil”. 2. “grau é inseparável da opção democrática.” 3. “há uma verdade na ideia antagônica à nossa, e é esta verdade que é preciso respeitar” e 4. “Consciência das possessões humanas pelos mitos, ideologias, ideias ou deuses, assim como da consciência das derivas que levam os indivíduos bem mais longe, a lugar diferente daquele onde querem ir.” (MORIN, p.102)

  • COMPREENSÃO, ÉTICA E CULTURA PLANETÁRIAS:” A compreensão entre sociedades supõe sociedades democráticas abertas, o que significa que o caminho da Compreensão entre culturas, povos e nações passa pela generalização das sociedades democráticas abertas.” (MORIN, p. 104)

“A compreensão é ao mesmo tempo meio e fim da comunicação humana.” (MORIN, p.104)

CAPÍTULO VII - A ÉTICA DO GÊNERO HUMANO- p. 105 - 115




Os problemas da moral e da ética diferem da cultura e da natureza humana. Existe um aspecto individual, outro social e outro genético, de espécie.

Algo como uma trindade em que as terminações são ligadas: a antropoética. Cabe ao ser humano desenvolver, ao mesmo tempo, a ética e a autonomia pessoal (as nossas responsabilidades pessoais), além de desenvolver a participação social (as responsabilidades sociais), ou seja, a nossa participação no gênero humano, pois compartilhamos um destino comum.

Tudo deve estar integrado para permitir uma mudança de pensamento, isto é, para que transforme a concepção fragmentada e dividida do mundo, que impede a visão total da realidade. Essa visão fragmentada faz com que os problemas permaneçam invisíveis para muitos, principalmente para governantes.

E hoje que o planeta já está, ao mesmo tempo, unido e fragmentado, começa a se desenvolver uma ética do gênero humano, para que possamos superar esse estado de caos.



  • O CIRCUITO INDIVÍDUO/SOCIEDADE: ENSINAR A DEMOCRACIA: “Indivíduo e Sociedade existem mutuamente. A democracia favorece a relação rica e complexa indivíduo/sociedade, em que os indivíduos e a sociedade podem ajudar-se, desenvolver-se, regular-se e controlar-se mutuamente.” (MORIN, p.107)

  • Democracia e complexidade: “A democracia comporta ao mesmo tempo a autolimitação do poder do Estado pela separação dos poderes, a garantia dos direitos individuais e a proteção da vida privada.” (MORIN, p. 107).

“A democracia constitui, portanto, um sistema político complexo, no sentido de que vive de pluralidades, concorrências e antagonismos, permanecendo como comunidade.” (MORIN, p.108)

  • A dialógica democrática: “Assim, todas as características importantes da democracia têm um caráter dialógico que une de modo complementar termos antagônicos: consenso/conflito, liberdade/igualdade/fraternidade, comunidade nacional/antagonismos sociais e ideológicos.” (MORIN, p. 109).

  • O futuro da democracia: “A regeneração democrática supõe a regeneração do civismo, a regeneração do civismo supõe a regeneração da solidariedade e da responsabilidade, ou seja, o desenvolvimento da antropo-ética.” (MORIN, p.112)

  • O CIRCUITO INDIVÍDUO/ESPÉCIE: ENSINAR A CIDADANIA TERRESTRE: “[...]o princípio de hospitalidade universal, que reconhece ao outro o direito de não ser tratado como inimigo.” (MORIN, p.113)

  • A HUMANIDADE COMO DESTINO PLANETÁRIO: A comunidade “[...] deve empenhar-se para que a espécie humana, sem deixar de ser a instância biológico-reprodutora do humano, se desenvolva e dê, finalmente, com a participação dos indivíduos e das sociedades, nascimento concreto à Humanidade como consciência comum e solidariedade planetária do gênero humano.” (MORIN, p.113)

Baixar 53.99 Kb.

Compartilhe com seus amigos:




©bemvin.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Prefeitura municipal
santa catarina
Universidade federal
prefeitura municipal
pregão presencial
universidade federal
outras providências
processo seletivo
catarina prefeitura
minas gerais
secretaria municipal
CÂmara municipal
ensino fundamental
ensino médio
concurso público
catarina município
Dispõe sobre
Serviço público
reunião ordinária
câmara municipal
público federal
Processo seletivo
processo licitatório
educaçÃo universidade
seletivo simplificado
Secretaria municipal
sessão ordinária
ensino superior
Relatório técnico
Universidade estadual
Conselho municipal
técnico científico
direitos humanos
científico período
pregão eletrônico
espírito santo
Curriculum vitae
Sequência didática
Quarta feira
conselho municipal
prefeito municipal
distrito federal
nossa senhora
língua portuguesa
educaçÃo secretaria
Pregão presencial
segunda feira
recursos humanos
Terça feira
educaçÃO ciência
agricultura familiar