Almeida, Rafael Nogueira de o evangelho em Cordel



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ALMEIDA, Rafael Nogueira de

O Evangelho em Cordel

1ª Edição - Ipatinga - Minas Gerais - 2015

Publicado também em formato eletrônico no site recantodasletras.com.br/autores/Nelinho

Direitos reservados ao autor

Rua Rio Ipiranga, 30 – Ipatinga – MG

CEP 35164-405 – Tel. (0XX31) 38227238

Email: vestibulardabíblia@yahoo.com.br



INTRODUÇÃO
Este livro é o resultado de um esforço para levar o Evangelho em linguagem poética, visando a facilitação da leitura e da compreensão do Evangelho.
Na verdade, apenas uma fração do Evangelho está exposta aqui. Todavia, nosso sonho é poetizar e publicar todo o Evangelho.
O tipo literário escolhido foi o Cordel, literatura muito usada no Nordeste brasileiro. O autor, embora mineiro, é amante da poesia rimada desde a infância.
A experiência do autor como professor de Hermenêutica Bíblica há quinze anos facilita a procura do sentido do texto bíblico poetizado, usando o contexto bíblico geral.
A Deus seja a glória!
O autor.

ÍNDICE


O nascimento de Jesus

7

João Batista, o Profeta

12

O Batismo de Jesus

14

O Encontro de Jesus com o Diabo

16

O Encontro de Jesus com Nicodemos

19

A Escolha dos Doze Apóstolos

22

Jesus e a Mulher Adúltera

24

A Parábola do Semeador

26

A Parábola do Fariseu e do Publicano

30

A Cura de um Paralítico

32

A Cura do Homem da Mão Mirrada

35

A Cura dos Dez Leprosos

38

A Cura de Bartimeu

40

A Cura do Cego de Nascença

43

Jesus e o Endemoninhado

50

A Mulher Cananéia

54

Jesus Acalma a Tempestade

57

A Salvação de Zaqueu

59

A Ressurreição de Lázaro

63

Jesus Perante Pilatos

69

A Crucificação de Jesus

72

A Ressurreição de Jesus

75

A Parábola do Filho Pródigo

80


O NASCIMENTO DE JESUS

(Lc 2.1-20)
Maria moça judia
Doce, pura e inocente
Era uma crente fiel
Vivia com toda gente
Trabalhava em sua casa
Feliz, a Deus adorava

Amava cordialmente

Das vilas da Galiléia
Morava em Nazaré
Ali fixou os olhos
Num tal chamado José
Homem puro e judeu reto
Por quem se apaixonou

E tudo foi dando certo

No alto da vilazinha
Estavam dois enamorados
Sendo um homem sincero
Estando já encantado
José com muita alegria
Noivou-se, pois, com Maria

Ia ser homem casado

Mas num dia singular
Veio o anjo Gabriel
Para encontrar Maria
Trouxe mensagem do céu
Um bebê ia nascer
Usando Deus seu poder
O Bebê Emanuel

O menino Jesus Cristo


Logo havia de crescer
Pra salvar a humanidade
Não deixá-la perecer
Veio pagar os pecados
Como dívida anotados
O mundo todo a dever

Maria estremecida


Disse: o que eu vou fazer?
Sendo criatura vil
Eu só posso obedecer
E que Deus seja louvado
Engrandecido e amado
Por Ele me escolher

Mas José ao saber disso


Sem ter toda a exatidão
Pensou em deixar Maria
Pra não fazer confusão
Era assim que ele pensava
Se fugisse, evitava
Fazer uma difamação

Mas quando José dormia


Triste e profundamente
Veio um anjo lá do céu
E falou em sua mente
Não fique de canto em canto
Pois foi o Espírito Santo
Que agiu poderosamente

José, crente fiel a Deus


Logo, aceitou a missão
De criar junto com Maria
Na maior satisfação
Jesus Cristo, o Salvador
Que através da sua dor
Veio salvar a Nação

Então se casou com a moça


Desprezando toda dor
Que antes tinha sentido
Com muita fé e amor
Agora estava contente
Vivia tranquilamente
E de Deus tinha o louvor
Através de um decreto

Do Imperador Augusto

Houve um recenseamento

Todo mundo a todo custo

Tinha que se alistar

Cada um no seu lugar

Foi aí que veio o susto
Sem data pro nascimento
José descera a Belém
Pra se alistar com Maria
Perto de ter um neném
Não achou hospedaria
Pra por a sua família
Não conseguiu com ninguém

Mas havia um curral


Coberto, fechado e tal
E um coxo lá no canto
Lugar que come animal
E José sem opção

Com o coração na mão

Dormiu ali, afinal
E pra surpresa de todos
Nasceu o menino ali
Filho de Deus entre os homens
É pra coração partir
Sem berço, cama ou colchão
Numa manjedoura, então
É que a Luz veio surgir

Os anjos glorificaram


Pastores vieram ver
A Luz que brilhou nas trevas
O Salvador veio a ser
Foi assim seu nascimento
O grande, o maior evento
Que o mundo já pôde ter

JOÃO BATISTA, O PROFETA

(Marcos 1.1-8)
João Batista era um homem

Há muito profetizado

Desde o profeta Isaías

O qual já tinha falado

João seria o mensageiro

Diante de Cristo mandado


Preparava o caminho

Onde Cristo ia andar

“Voz que clama no deserto”

Para homens preparar

Endireitando veredas

No deserto a batizar


Pregava arrependimento

Pra remissão dos pecados

Todo povo da Judéia

Por ele era batizado

Confessando as transgressões

No Jordão, rio afamado

Vestia de modo rústico

Com pele de animal

Comer gafanhoto e mel

Era-lhe muito normal

Tinha uma grande missão

Que era muito especial


Dizia, depois de mim

Outro maior vai chegar

Nem mesmo a sua sandália

Me digno a desamarrar

Pois, no Espírito Santo

Seu povo vai batizar



O BATISMO DE JESUS

(Mt 3.13-17)
João batista apareceu

À beira do rio Jordão

No deserto da Judéia

Sua mensagem era então

Que o povo se arrependesse

Para que não perecesse

Sempre afirmava João
Um dia ali batizando

Vejam quem apareceu

Jesus Cristo, o Salvador

O próprio Filho de Deus

Ele veio preparado

Para ali, ser batizado

Como os demais judeus
João batista achou difícil

Batizar a Jesus Cristo

Mas Jesus lhe explicou

É preciso fazer isso

Porque é justiça de Deus

Já pensada lá no céu

É coisa do Deus bendito

Quando Jesus sai das águas

Onde fora batizado

João viu o Espírito Santo

Por sobre Ele pousado

Como uma pomba avistou

E voz lá do céu bradou

Eis aí, meu Filho amado



O ENCONTRO DE JESUS COM O DIABO

(Lc 4.1-8)

Mote: Vai-te embora Satanás, só a Deus devo adorar

Após jejum prolongado


Já tomado pela fome
Jesus encontra o Diabo
Veio incomodar o Homem
O “Bicho” é mesmo danado
Só vem para perturbar
Vai-te embora Satanás
Só a Deus devo adorar

Vendo Cristo assim cansado


Com muita fome, então
Disse o Diabo abusado
Faça pedra virar pão
Se és o Filho de Deus
Pra que com fome ficar
Vai-te embora Satanás
Só a Deus devo adorar

Cristo responde ao Diabo


O profeta escreveu
Não só de pão vive o homem
Mas da Palavra de Deus
Do que sai da Sua boca
Ele vai se alimentar
Vai-te embora Satanás
Só a Deus devo adorar

Sem respeitar sofrimento


Aquele ser atrevido
Levou Jesus a um templo
Que o homem tinha erguido
Do alto do monumento
Jesus devia pular
Vai-te embora Satanás
Só a Deus devo adorar

Citando a Palavra santa


Disse o Diabo: "está escrito”
Tua autoridade é tanta
Pensa bem no que foi dito
Que Deus mandará um anjo
Pra nos braços te amparar
Vai-te embora Satanás
Só a Deus devo adorar

Citando também o Livro


Cristo, já incomodado
Disse: olha os arquivos
Deus não deve ser tentado
Porém, o Sujeito esquivo
Continua a perturbar
Vai-te embora Satanás
Só a Deus devo adorar

Vendo que Cristo insistia


Levou-o a um monte alto
E ofereceu o que se via
Lá de cima do planalto
Desde que Cristo prostrasse
Para ao Diabo louvar
Vai-te embora Satanás
Só a Deus devo adorar

E Cristo com veemência
Com sua força singular
Diante da impertinência
Do inimigo milenar
Gritou com toda potência
Criando a frase angular
Vai-te embora Satanás
Só a Deus devo adorar


O ENCONTRO DE NICODEMOS COM JESUS

(João 3.1-16)
Numa noite oportuna

Um príncipe dos Judeus

Nominado Nicodemos

Da seita dos fariseus

Foi ter com Jesus e disse

És mestre vindo de Deus


Pois os sinais que Tu fazes

Mostram que tens Deus presente

Ao que Jesus respondeu

Com sua missão na mente

Nascer de novo é preciso

No reino do Onipotente


E ainda acrescentou

Se alguém não nascer de novo

No reino de Deus não entra

Não faz parte do seu povo

Nicodemos perguntou-lhe

Como opera esse renovo?


Nicodemos acrescenta

Querendo estar bem certo

Como nascerá o homem

Estando ele já velho?

Poderá ele voltar

De novo ao ventre materno?
Jesus passa a explicar

Todo o desentendido

É preciso nascer da água

E também do Santo Espírito

Condição indispensável

Pro homem ser recebido


Nascido da carne é carne

Nascido do Espírito é espírito

Importa nascer de novo

Não admires de Eu ter dito

Tu não podes confundir

As coisas que Eu te digo


Vento sopra onde quer

Condição de ouvi-lo tens

Diz Jesus a Nicodemos

Mas não sabes de onde vem

E nem para onde vai

Assim é o homem também


O que nasce do Espírito

Como o vento se comporta

O Espírito é quem o guia

É Deus quem lhe abre as portas

Vem de onde Deus mandar

Vai pra onde a Deus importa



(estrofe com interpretação do autor)
Mas o pobre Nicodemos

Nada disso entendia

Até que mais adiante

Jesus lhe dá alegria

Pois a ele dirigiu

O verso de mais valia:


De maneira tão gloriosa

Deus amou a humanidade

Que deu seu único Filho

Pra pagar sua maldade

Agora, todo o que crer

Viverá na eternidade


Nós íamos perecer

Sempre e eternamente

Mas confiando em Jesus

E o amando ternamente

Receberemos de Deus

Vida para todo o sempre


A ESCOLHA DOS DOZE APÓSTOLOS

(Mc 3.13-19)
Subindo Cristo a um monte

Para com Ele estar

Doze homens escolheu

Eles iriam pregar

Curar as enfermidades

E os demônios expulsar


A Simão chamou de Pedro

A Tiago e a João

Filhos de Zebedeu

Chamou “filhos do trovão”

Escolheu também Filipe

E a um outro Simão


Tiago, filho de Alfeu

Bartolomeu e André

O Judas Iscariotes

Mateus, Tadeu e Tomé

Esse último famoso

Por sua pequena fé


E todos eles cumpriram

A sua dura missão

E muitos deles morreram

Na forte perseguição

Com exceção para Judas

O autor da traição



JESUS E A MULHER ADÚLTERA

(João 8.1-11)
Do monte das Oliveiras

Jesus chegou bem cedinho

E ensinava no templo

Acerca do bom caminho

Quando chegam alguns judeus

Escribas e fariseus

Com mais um de seus espinhos
Traziam uma mulher judia

Pegada recentemente

No ato do adultério

Com quem eram inclementes

No meio a colocaram

E a Jesus perguntaram

O que fazer com essa gente?
Diziam: Moisés mandou

Essa gente apedrejar

E agora, o que Tu falas?

E que solução Tu nos dás?

Mas naquela ocasião

Buscavam acusação

Para, a Jesus, condenar

Jesus, que estava agachado

E escrevendo no chão

No momento levantou

Dando a sábia solução

Quem de vós está sem pecado

E com pedra, preparado

Que comece a ação


E logo se agachou

Continuando a escrever

Os homens, pois, perturbados

Sem saber o que fazer

Um a um foram saindo

A começar dos velhinhos

Com a consciência a arder
Ficou apenas Jesus

E a mulher no lugar

E Jesus lhe dirigiu

A palavra milenar

Eu também não te condeno

Isso, porém, te ordeno

Vá e pares de pecar
A PARÁBOLA DO SEMEADOR

(Mc 4.1-20)
Numa vista pitoresca

Jesus ensina do mar

De dentro de um barquinho

Nas ondas a balançar

A multidão lá na praia

Ouvia o Mestre ensinar


No seu ensino dizia

Em parábolas a falar

Eis que o semeador

Saiu para semear

E a semente caía

Em um e outro lugar


Houve parte que caiu

Bem à beira do caminho

Parte essa que virou

Comida de passarinho

Outra parte da semente

Entre pedras foi caindo

A semente em pedregal

Começou logo a brotar

Terreno pouco profundo

Pouca terra no lugar

Não conseguiu ter raízes

Sob o sol veio a queimar


Outra caiu no espinheiro

Que crescendo a sufocou

E não conseguiu dar frutos

O espinheiro a matou

Afinal, em terra boa

A semente repousou


A semente em boa terra

Vingou, viçou e cresceu

Dando fruto em quantidade

Trinta por um ela deu

Deu sessenta e deu cem

Nada dela se perdeu


Quem tem ouvidos me ouça

Foi assim que terminou

A parábola em pauta

Que o Mestre nos contou

Os homens não entenderam

Mas ninguém lhe perguntou


Já longe da multidão

Os doze lhe perguntaram

Acerca da alegoria

O que significava

E o Mestre explicou

De que mensagem falava


A Palavra é a semente

No coração semeada

Coração beira de estrada

Tem a semente roubada

Pois, a rouba Satanás

Tão logo ela é lançada


Quem recebe a Palavra

Em coração pedregal

Fica feliz de início

Sente um prazer sem igual

Mas vindo a tribulação

Não suporta o seu mal


Não tem raiz em si mesmo

É de fruto temporão

Logo se escandalizam

Diante da perseguição

Todo o prazer que existia

Acaba em sequidão


E aqueles que recebem

A Palavra em espinhal

Gostam de coisas do mundo

Daquilo que é banal

Da ambição, da riqueza

Ficam sem fruto, afinal


A semente em boa terra

Plantada no coração

Daquele que persevera

Em qualquer situação

Dá fruto em abundância

Recompensa a plantação



A PARÁBOLA DO FARISEU E DO PUBLICANO

(Lucas 18.9-14)
Jesus disse uma parábola

Fazendo comparação

Pra o que confia em si mesmo

Achando-se o bonzão

Desprezando o semelhante

Na base da humilhação


Dois homens subiram ao templo

Certo dia para orar

Um deles, um publicano

Dava ao povo o que falar

Por ser cobrador de impostos

Acusado de roubar


O outro, um fariseu

Religioso “exemplar”

Achava-se um homem justo

Exemplo espetacular

Por isso, mais que depressa

Começou a se exaltar

Graças te dou, ó Deus

Por não ser como os demais

Ladrões, injustos, adúlteros

E ainda digo mais

Não sou como o publicano

Faço jejuns semanais


Dou o dízimo de tudo

Sou um homem especial

O publicano, porém

Sem coragem para tal

Ficou em pé lá de longe

Analisando o seu mal


Nem sequer erguia os olhos

Mas batia em seu peito

Misericórdia de mim

Dizia ele sem jeito

Sou um homem pecador

Sei que não vivo direito


O publicano, disse Cristo

Saiu, pois, justificado

Porque o que se exalta

Por Deus será humilhado

Mas aquele que se humilha

Por Deus será exaltado



A CURA DE UM PARALÍTICO

(Marcos 2.1-12)
Voltando à Galiléia

Em uma reunião

Em casa em Cafarnaum

Houve superlotação

Ninguém mais podia entrar

Não havia mais lugar

Para ouvir a pregação
Havia um paralítico

Ali naquela cidade

Que queria ser curado

Da sua enfermidade

Ele tinha quatro amigos

Que hora estava consigo

Na sua dificuldade
Não podendo aproximar

Por causa do aglomerado

Levaram o paralítico

Para cima do telhado

E bem no lugar da casa

Em que Jesus se encontrava

Abriram, ali, um buraco

Então baixaram o leito

Bem perto do Mestre Amado

Jesus aprovou sua fé

E percebeu seu estado

Então olhou pro doente

E disse serenamente

Eu perdoo seus pecados


Porém, ali assentados

Alguns escribas judeus

Consideraram blasfêmia

Pôr-se em lugar de Deus

Para perdoar pecados

Não estavam preparados

Pra aquilo que Deus os deu
Jesus que tudo conhece

Até nossos pensamentos

Dirigiu-se aos escribas

Naquele mesmo momento

E disse com exatidão

Porque em vosso coração

Arrazoais desse jeito?
Que é mais fácil dizer?

Eu perdoo teus pecados

Ou, toma teu leito e anda?

Disse Cristo aos afetados

Vou mostrar o meu poder

De o perdão conceder

E voltou-se ao aleijado
Homem levanta agora

Leva seu leito também

E vá para tua casa

Logo o homem ficou bem

Levantou-se em demora

Com seu leito foi embora

Sem ajuda de Ninguém

A CURA DO HOMEM DA MÃO MIRRADA

(Marcos 3.1-6)
Certa vez numa sinagoga

Casa de oração criada

Pra reunião de judeus

Um homem da mão mirrada

Teve a felicidade

De estar onde Cristo estava


Os judeus que ali estavam

Não entendiam o momento

E ao invés de se alegrarem

Por Jesus estar tão perto

Queriam dizer pra Ele

O que é errado e o que é certo


Presos sempre em sua lei

E em suas formalidades

Não queriam que curasse

Daquela enfermidade

Um pobre homem aleijado

Daquela comunidade


Aquele dia era sábado

E tudo era proibido

Mesmo ajudar um homem

De uma mão, desguarnecido

Não viam seu sofrimento

O que tinha padecido
Jesus, o Maravilhoso

Certo de que a bondade

E o amar os irmãos

É mais que formalidades

Chamou o homem pro meio

Sem qualquer dificuldade


E perguntou aos presentes

Que era o sábado, afinal

Um dia de fazer bem

Ou dia de fazer mal?

Como nada responderam

Seguiu o seu ideal


E olhando para eles

Com muita indignação

Sofria pela dureza

Que tinham no coração

E dirigindo-se ao homem

Pediu que estendesse a mão


O homem a estendeu

Aquela que era mirrada

Que lhe foi restituída

Sã, perfeita, curada

Pelo Médico dos médicos

Na medicina sagrada


Os líderes fariseus

Sem nenhuma gratidão

Foram aos herodianos

Fizeram reunião

Pra ver como matariam

Jesus Cristo, a salvação




A CURA DOS DEZ LEPROSOS

(Lc 17.11-19)
Um dia em suas andanças

Pelas terras de Israel

Jesus encontrou leprosos

Implorando pelo céu

Eles eram dez doentes

Em situação deprimente

Vida amarga como o fel
Na sua misericórdia

Em seu grandíssimo amor

Jesus viu seu sofrimento

Jesus sentiu sua dor

Mandou-os ao sacerdote

Quando foram viram o dote

De Jesus, o salvador
Enquanto iam à cidade

Viram-se purificados

Daquela lepra terrível

De todos os machucados

Que estavam em sua pele

Mas se esqueceram Dele

De Jesus, o Mestre amado

Porém, em compensação

Um deles voltou gritando

Ele dava glória a Deus

Aos pés de Jesus prostrando

E nem judeu ele era

Mas fiel agradecera

Ele era um samaritano


Jesus disse: Não eram dez?

Os nove, pois, onde estão?

Mas, entre os dez que curara

Só um mostra gratidão

Pois voltou para adorar

E para glorificar

Por sua libertação
Dirigindo-se ao homem

Ali prostrado no chão

Jesus lhe disse levanta

Sua fé lhe deu salvação

E a partir desse evento

“Ergueu-se um monumento”

Ao valor da gratidão
A CURA DE BARTIMEU

(Mc 10.46-52)
Subindo a Jerusalém

Jesus passa em Jericó

No caminho estava um cego

Mendigo, que dava dó

Seu nome era Bartimeu

Era filho de Timeu

Sentado no chão, no pó
Na estrada de Jericó

Na beirada do caminho

Todo dia esmolava

Ganhando seu dinheirinho

Mas não estava contente

Precisava de um presente

De um milagre divino
Mas num dia exaltado

Para alegrar Bartimeu

Quem foi passar por ali?

Jesus, o Filho de Deus

Ele ouviu uma multidão

Bateu forte o coração

Aquele dia era seu

E foi Bartimeu gritando

Jesus, Filho de Davi

E completava dizendo

Tenha compaixão de mim

A multidão repreendia

Mas Bartimeu insistia

Tenha compaixão de mim


Foi quando Jesus parou

A imensa multidão

Chamou Bartimeu ao meio

Sem nenhuma hesitação

“O que queres que eu te faça?”

Disse o Mestre em toda graça

Respondeu: Dá-me a visão
Sendo Deus como ele é

Jesus disse: então veja

Se for assim que tu queres

Homem que enxerga, sejas

Bartimeu teve a visão

Restaurada desde então

E tudo o que ela enseja
Então Jesus disse: vai

A tua fé te salvou

E naquela mesma hora

A visão dele voltou

Bartimeu feliz agora

Seguia estrada afora

A Jesus que o curou

A CURA DE UM CEGO DE NASCENÇA

(João 9.1-41)
Enquanto Jesus andava

Viu um homem diferente

Era um cego de nascença

No meio daquela gente

E logo lhe perguntaram

Porque é deficiente?


Os discípulos queriam

Saber se eram seus pais

Ou se era ele mesmo

O culpado por seus ais

Ao que Cristo respondeu

É preciso que saibais


Ninguém na sua família

Nenhum deles é culpado

Na sua deficiência

Deus será glorificado

Convém que façamos já

O que o Pai tem ordenado

Trabalhai enquanto é dia

Pois a noite vem chegando

Enquanto eu estou no mundo

Minha luz segue brilhando

E, então, cuspiu na terra

E lodo foi preparando


Jesus se dirige ao cego

Nos seus olhos aplicou

O lodo que tinha feito

E logo o ordenou

No tanque de Siloé

Lava o lodo que ficou


O cego foi e lavou-se

E voltou a enxergar

Causando grande tumulto

Vizinhos a perguntar

Se era ele o cego

Que vivia a mendigar


Uns diziam, é ele mesmo

Outros, apenas parece

Mas o cego confirmava

Sou eu, pois, não me conhecem?

Então, eles perguntaram

Como foi essa benesse?


O ex-cego lhes contou

Tudo o que aconteceu

Perguntaram onde estava

O que a benção lhe deu

Como ele não sabia

Foi o que lhes respondeu


O que dantes fora cego

Levaram aos fariseus

Pois era dia de sábado

O descanso dos judeus

Novamente perguntaram

Como abriram os olhos seus


De novo contou o homem

Os detalhes principais

De como foi sua cura

Eles disseram, jamais

Se fosse de Deus não faria

No sábado, esses sinais


Por fim se desentenderam

Naquela reunião

Os próprios fariseus

E houve uma dissensão

Uns diziam, Ele é de Deus

Outros diziam que não


Então tornaram ao homem

Pra de forma mais concreta

Saber dele o que pensava

Qual a resposta correta

Ele respondeu de pronto

Quem me curou é profeta


Mandaram chamar os pais

Ainda não satisfeitos

E aos pais do homem curado

Perguntaram desse jeito

É seu filho que era cego?

Como agora está perfeito?


Sabemos que é nosso filho

E que cego ele nasceu

Mas como vê, não sabemos

Nem quem a graça lhe deu

Mas ele já tem idade

Já comanda o que é seu


Chamaram o cego de novo

Dizendo ser pecador

Aquele que o curou

Disse o homem com ardor

Se é pecador, não sei

Sei que me deu seu favor


De novo lhe perguntaram

Tudo aquilo novamente

O Ex-cego respondeu

Eu já disse claramente

E vocês não aceitaram

Isso é impertinente


Então, disse sem temor

Vocês querem se entregar

Pra seguirem a Jesus?

Responderam a esbravejar

Nós seguimos a Moisés

Vá você o acompanhar


Deus falava com Moisés

Mas esse nós nem sabemos

Qual é a sua origem

Tampouco o conhecemos

Ele me curou os olhos

Disse o homem respondendo


E ainda acrescentou

Não é de se estranhar

Que vocês não o conhecem

Do que eu posso falar

Deus não usa pecadores

Pra realizar tal benesse


Mas, antes, pelo contrário

Se o homem teme a Deus

Pratica a sua vontade

Ele ouve os rogos seus

E jamais se viu no mundo

Curar olhos como os meus


Se Ele não fosse de Deus

Não teria me curado

Mas eles lhe retrucaram

Tu és nascido em pecado

E quer ensinar a nós?

Da sinagoga o expulsaram


E Jesus ficou sabendo

Que o tinham expulsado

Certa feita o encontrando

Pergunta ao que foi curado

Crês tu no Filho do Homem?

Ele não ficou calado


Olhos fitos em Jesus

Quem é Senhor, perguntou?

É o que fala contigo

E o cego o adorou

Creio Senhor ele disse

Foi isso que afirmou


Jesus prosseguiu dizendo

Vim ao mundo pra julgar

O que vêem ficam cegos

Cegos passam a enxergar

Os fariseus perguntaram

Somos cegos em seu falar?


Se vocês compreendessem

Como cegos vocês são

Estariam sem pecado

Mas alegam ter visão

E o pecado permanece

Para sua perdição



JESUS E O ENDEMONINHADO

(Marcos 5.1-20)
Pelo mar da Galiléia

Jesus chega a Gerasa

Assim que desembarcou

Naquela terra turbada

Veio um endemoninhado

Um pobre, vil, desgraçado

Nas tumbas tinha morada
Vivia ele em sepulcros

Muitas vezes o prendiam

Mas nem algema ou grilhão

Com o tal homem podiam

Nada, pois, o segurava

Ele tudo arrebentava

Por fim, eles desistiram
Noite e dia ele andava

E sempre estava gritando

Pelos montes e sepulcros

A todos amedrontando

Porém, quando a Jesus viu

Algo forte o impeliu

E prostrou-se adorando

Disse a Jesus, então

Em alta voz a clamar

És o filho do altíssimo

Não venha nos perturbar

Jesus disse: sai agora

Deste homem, vai embora

Mas diga seu nome, já


Legião é o meu nome

Pois é grande a quantidade

De maus espíritos aqui

Na sua sagacidade

A legião suplicou

E a Jesus vindicou

Aquela localidade
Ora, por ali pastava

No planalto a beira-mar

Grande número de porcos

A coisa foi de espantar

Os demônios suplicaram

Para entrar naquela vara

Que pulou dentro do mar
Os porqueiros que cuidavam

Daqueles porcos, então

Fugiram para cidade

Contaram a situação

Logo, houve um movimento

Fazendo um ajuntamento

Formando uma multidão
E chegando a Jesus

Viram o endemoninhado

Que tivera a legião

Agora já libertado

Assentado e vestido

E em perfeito juízo

Ficaram muito espantados
Triste cena se avizinha

Pois que as autoridades

Preocupadas com o lucro

Sem pensar na humanidade

Mandaram Jesus embora

Daquela terra pra fora

Na total insanidade

O ex-possesso, porém

Quando Jesus embarcava

Para seguir com Ele

Insistente suplicava

Jesus disse: você fica

Nesta região explica

Como Deus lhe abençoara


Na região de Decápolis

O homem, pois, proclamava

A sua libertação

Ao povo anunciava

A benção que Deus lhe dera

O que Jesus lhe fizera

E a turba admirava

A MULHER CANANÉIA

(Mt 15.21-28)
Um dia Jesus andava

pelas bandas de Tiro

E logo lhe apareceu

Uma mulher a segui-lo

Ela andava e clamava

Seguindo pela estrada

Impressionante, aquilo
A sua filha possessa

Que não estava presente

Segundo o dito da mãe

Sofria horrivelmente

Mas, Jesus nada falava

Continuava como estava

Permanecendo silente
Os discípulos chateados

Com a mulher que gritava

Disseram a Jesus Cristo

Mande essa mulher pra casa

Pois além de insistente

Vem andando atrás da gente

Jesus não se incomodava

Jesus responde aos discípulos

Vim pra buscar os perdidos

Desde que sejam judeus

Mas tudo isso foi dito

Com segundas intenções

Pois pra salvar as nações

O Cristo estava predito


Então lhe chega a mulher

E prostrada o adorou

Dizendo: Misericórdia!

Jesus, Filho de Davi

Minha filha definhada

Está endemoninhada

Misericórdia de mim!
Jesus responde à mulher

Não vou lhe prestar socorro

Pois comida que é pra filho

Não se joga pra cachorro”

A mulher não se atrapalha

Disse: “cão come migalha

Que cai da mesa do dono”
Jesus muito impressionado

Com a feliz replicação

Ficou já maravilhado

Com tanto amor, tanta ação

E disse para a mulher

Como é grande a tua fé

Saia da tribulação
E naquele mesmo instante

Sua filha foi curada

Não era mais como antes

Sua alma foi lavada

Pois por onde Cristo passa

Não importa qual a raça

Por Ele será amada

JESUS ACALMA A TEMPESTADE

Marcos 5.35-41
Certo dia, de tardinha

Jesus deixa a multidão

E no Mar da Galiléia

Num barco entra então

E lá no meio do mar

Com vento forte a soprar

Houve uma tribulação
As ondas encapelavam

E sobre o barco subiam

A violência das ondas

O barco quase enchia

Aqueles homens do mar

Não tinham como escapar

Começou a agonia
Jesus estava na popa

Dormindo sobre almofada

Mas logo o acordaram

Com fala desesperada

Crentes que iam morrer

Sem o Mestre perceber

Tripulação enganada!
Jesus não ia morrer

Nas águas daquele mar

Porque no plano de Deus

Ele veio pra salvar

Era com morte de cruz

Que morreria Jesus

Não iria se afogar

(estrofe de contexto bíblico geral)
Jesus, então, se levanta

Repreende o vento e o mar

O vento se aquietou

Bonança fez-se no mar

Aos homens Jesus voltou

E assim, os perguntou

A sua fé, onde está?

A SALVAÇÃO DE ZAQUEU

(Lc 19.1-10)
Entrando em Jericó

Cidade das afamadas

Aquela cidade antiga

Da qual ruíram as muralhas

Jesus em sua missão

Seguido de uma multidão

Tornou-a abençoada
Lá um homem pequenino

Um tal chamado Zaqueu

Desejava conhecer

Jesus, o Filho de Deus

Pra Roma cobrava imposto

Ele era o chefe do posto

Pra receber dos Judeus
Um homem muito odiado

E tido como um ladrão

Achavam que numa parte

O homem passava a mão

Cobrava mais que devia

Sendo de raça judia

Era odiado, então

Mas Zaqueu era humilde

Simples de uma tal maneira

Que para ver o Senhor

Subiu numa oliveira

Ele era quase um anão

Por causa da multidão

Subiu na azambujeira


Zaqueu, porém, não sabia

Que Jesus é onisciente

Por isso sabe de tudo

O que se passa com a gente

Jesus, frente a oliveira

Com aquela turba inteira

Parou imediatamente
Lá em cima da oliveira

Zaqueu foi surpreendido

Jesus se dirige a ele

Como se fosse um amigo

Disse: hoje vou ficar

Em sua casa pousar

Isto já está decidido
Desce depressa Zaqueu

Disse o Mestre de repente

Zaqueu com grande alegria

Desceu imediatamente

E o recebeu em seu lar

Numa alegria sem par

Feliz e solenemente
Jesus naquele momento

Despediu a multidão

Que, porém, não concordou

Com aquela decisão

Como que um homem santo

Ia dormir num quarto

Da casa de um ladrão?
Mas na casa, diferente

E com toda gentileza

Mostrando sua conversão

Quando estava já a mesa

Olha a fala de Zaqueu!

Metade do que era seu

Daria para a pobreza
E ainda disse mais

Se a alguém tenho roubado

Todos os que eu constatar

Devolvo quadruplicado

Tal era o poder de Deus

Operando em Zaqueu

Que estava transformado
Jesus dirige aos presentes

Com grande satisfação

Eu vejo que nessa casa

Houve hoje salvação

Para isso tenho vindo

Para que todo perdido

Faça a reconciliação


A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO

(João 11.1-46)
Ouvindo que estava enfermo

Seu amigo a quem amava

Jesus ficou mais dois dias

No lugar onde Ele estava

Depois disse a seus discípulos

Que à Judéia, retornava


Os discípulos disseram

Porque tornas para lá?

Já que os judeus queriam

Há pouco o apedrejar

Mas Jesus lhes respondeu

Com seu sábio poetar


De dia ninguém tropeça

Porque vê a luz brilhar

Mas se alguém andar de noite

Por certo vai tropeçar

Dizendo ser Ele a luz

A qual deve nos guiar


Jesus disse mais a eles

Lázaro está dormindo

Vou despertá-lo do sono

Sem saber do acontecido

Respondeu-lhe seus discípulos

Mas se dorme está tranquilo


Lázaro já está morto

Disse Jesus claramente

E por não estarmos lá

Alegro-me grandemente

Pois é mais uma experiência

Para tornar-lhes mais crentes


Vamos descer à Judéia

Diz Tomé, o afamado

Ainda que lá morramos

Seguindo o Mestre amado

Fala ele aos demais

Num momento inusitado


E chegando a Betânia

Encontraram sepultados

O amigo de Jesus

E muitos judeus chegados

Vindos de Jerusalém

Que ficava ali do lado

Marta ao saber de Cristo

Correu para encontrá-lo

Maria ficou em casa

Marta disse ao Mestre amado

Se tu estivesses aqui

Tudo seria evitado


Marta ainda disse a Cristo

Tudo Deus concederá

Basta somente pedires

De pronto, sem hesitar

Jesus Cristo respondeu

Lázaro ressuscitará


Eu sei da ressurreição

Daquele último dia

Disse Marta a Jesus

Porém ela não entendia

Que ressurreição e vida

É Jesus, Rei e Messias


Todo o que crê em mim

Mesmo morto viverá

E o que vive e também crê

Nunca mais falecerá

Crês tu isso, minha amiga

E Marta responderá


Creio que Tu és o Cristo

O Filho do nosso Deus

Que Ele enviou ao mundo

Depois do que aconteceu

Ela foi chamar Maria

Como o Mestre requereu


Quando encontra com Maria

Diz, o Mestre está chegando

Ela foi vê-lo depressa

Porque a estava chamando

Alguns dos que a consolavam

Foram lhe acompanhando


Maria ao ver Jesus

Caiu prostrada aos seus pés

Dizendo: Em Tua presença

Não haveria revés

Logo se pôs a chorar

E um grande choro se fez


Os judeus que ali estavam

Puseram-se a chorar

Foi cena tão comovente

Que Jesus ao contemplar

Moveu-se em seu Espírito

Foi forte seu abalar

Jesus disse: onde o pusestes

Disseram-lhe: vem e vê

O próprio Jesus chorou

Enquanto ia pra ver

Alguns judeus comentaram

Que grande amor há de ser!


Fizeram outro comentário

Alguns que ali estavam

Curou os olhos do cego

No momento eles lembraram

Será que Ele não podia

Ter curado o que amava?


Jesus vai se aproximando

Grandemente emocionado

Da tumba onde sepultaram

O seu amigo amado

O lugar era uma caverna

Com grande pedra tapado


Jesus disse: tirem a pedra

Marta disse: cheira mal

Já passaram quatro dias

Que ele está nesse local

Marta nem imaginava

O que viria, afinal!


Já te disse que os que crerem

A glória de Deus verão

E quando tiraram a pedra

Jesus fez uma oração

Para que ali, cresse Nele

Toda aquela multidão


Na sua oração dizia

Pai, graças a Ti eu dou

Por sempre teres me ouvido

Com essa intenção a Ti vou

Que todo esse povo creia

Que o Senhor me enviou


Depois da oração gritou

“Lázaro vem para fora”

E o ex-defunto saiu

Daquela tumba, na hora

Mandou tirar suas faixas

E deixá-lo ir embora


Então muitos dos judeus

Diante de tal sinal

Passaram a crer em Cristo

O salvador pessoal

E espalhou-se a notícia

Do milagre sem igual


JESUS PERANTE PILATOS

(Mc 15.1-15)
Bem cedo pela manhã

Houve uma reunião

O Sinédrio convocou

Sacerdotes e anciãos

Decidindo nesse ato

Levar Jesus a Pilatos

E o amarraram, então
Pilatos lhe perguntou

Naquela ocasião

Tu és o rei dos judeus?

E houve confirmação

Os sacerdotes acusavam

Pilatos admirava

Veja quanta acusação!
Pilatos lhe perguntava

Se não lhes responderia

Jesus ficava calado

E nada lhes respondia

Mas era páscoa, contudo

E de Roma havia um indulto

Um preso se soltaria
Pilatos era sagaz

A inveja percebeu

Que ardia amargamente

No coração dos judeus

E por isso ali estava

O Salvador que esperavam

Perseguido pelos seus
Havia ali entre os presos

Um chamado Barrabás

Acusado que com outros

Tinha matado um rapaz

A Barrabás, soltarei?

Ou soltarei vosso Rei?

Era a pergunta tenaz
Diante daquela proposta

Que Pilatos colocava

Os principais sacerdotes

A multidão incitava

Com o seu poder loquaz

Que soltasse Barrabás

Matasse Jesus e mais nada

Pilatos ainda insiste

O que farei a Jesus?

Ao que os Judeus respondiam

Pregue Ele numa cruz

Foi assim que aconteceu

Como santo Filho de Deus

Nosso Rei e nossa Luz



A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS

(Marcos 15.13-30)
Por pedido dos judeus

E agradando a multidão

Pilatos manda Jesus

Para a crucificação

Mandando açoitá-lo antes

Com grande humilhação


Como estavam num palácio

Levaram-no para dentro

Reuniram os soldados

Todo o destacamento

De púrpura o ornamentaram

No maior atrevimento


Uma coroa de espinhos

Na cabeça lhe puseram

Salve! O rei dos judeus

Com zombaria disseram

Batendo e cuspindo Nele

De joelhos, glórias deram


Depois lhe puseram vestes

E o trouxeram pra fora

Para o crucificarem

Saíram naquela hora

Jesus tomou sua cruz

Como um malfeitor agora


No caminho detiveram

Um tal Simão Cireneu

Que os soldados obrigaram

E o motivo não se deu

Que ele carregasse a cruz

Do santo Filho de Deus


Quando ao Gólgota chegaram

Todo o fato aconteceu

Deram-lhe vinho com mirra

Porém, Jesus não bebeu

Ia amenizar a dor

Que ele, por nós, sofreu


Então o crucificaram

E sortearam sua veste

Isso, entre a soldadesca

Que era como uma peste

Por tudo isso passou

O Filho do Pai celeste

De um lado e outro estavam

Dois ladrões crucificados

Mas na cruz de Jesus Cristo

Numa placa, registrado

A frase, “O REI DOS JUDEUS”

Como o tinham acusado


Como disse o profeta

“Com malfeitores, contado”

Ainda zombavam dele

Mesmo já crucificado

Se salve! Desça da cruz!

Se tu és tão exaltado!



A RESSURREIÇÃO DE JESUS

(Marcos 16)
Procuraram a Jesus

Assim que passou o sábado

Maria, a Madalena

Maria, mãe de Tiago

Juntas com Salomé

A fim de embalsamá-Lo


Muito cedo, no domingo

Logo que o sol nascia

Elas foram ao sepulcro

E uma dúvida surgia

Sobre aquela grande pedra

Que a entrada impedia


Mas, chegando ao sepulcro

Viram a pedra removida

Logo que elas entraram

Ficaram surpreendidas

Havia um jovem de branco

Assentado na jazida


E grande foi o espanto

Porém, o moço falou

Não vos atemorizeis

Jesus já ressuscitou

Venham e vejam o lugar

Onde o seu corpo ficou


Vão agora aos discípulos

E digam a novidade

Que Ele vai à Galiléia

Com grande celeridade

E o verão, como disse

Com toda realidade


Saindo elas, fugiram

Com assombro e temor

Nada disseram a ninguém

Pois, o medo foi maior

Mas, Maria Madalena

Teve sorte bem melhor


Aquela mulher de quem

Expulsara espíritos maus

Teve ainda de manhã

Alegria sem igual

Viu primeiro ao Salvador

Ressurreto, triunfal


Foi logo anunciar

Aos onze que, então, choravam

Mas, na sua boa nova

Eles não acreditavam

Continuaram muito tristes

Nada, ainda, os consolava


No caminho de Emaús

Dois homens o encontraram

E seus corações ardiam

Enquanto Ele falava

Voltaram a Jerusalém

Pra contar o que se passara


Mesmo naqueles homens

Eles não acreditaram

Finalmente, aos apóstolos

Jesus se manifestava

E por terem sido incrédulos

Ele, então, os censurava


Porque a incredulidade

Dureza de coração?

Se ele já fora visto

Por vários outros irmãos

Eles, sentados, à mesa

Ouviam a repreensão


Depois disso Jesus disse

Escutem o meu comando

Ide por todo o mundo

A todo povo pregando

O que crer e for batizado

Do inferno está se salvando


Mas, o que não crer em mim

Então será condenado

Muitos sinais seguirão

Ao povo abençoado

Orarão pelos enfermos

E eles serão curados


Expelirão os demônios

Novas línguas falarão

Nem veneno de serpente

A eles derrubarão

E se forem envenenados

Ainda assim viverão


Depois que o Senhor Jesus

Tudo isso expressou

Foi recebido no céu

E a destra de Deus ficou

Está ali assentado

Pois, Deus o glorificou

Os discípulos saíram

Por toda parte pregando

Muitos sinais ocorriam

Era o Senhor confirmando

Como havia prometido

Ele estava abençoando



A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO

(Lc 15.1-28,32)
Jesus fez uma alegoria

Acerca de um rapaz

Que embora fosse o mais moço

Ele era muito sagaz

Seu pai era boa gente

Seu irmão obediente

Mas ele não tinha paz
Um dia aquele moço

Para tristeza geral

Chegou ao seu pai e disse

Vou-me embora do local

Numa decisão horrenda

Pediu parte da fazenda

Tomou o caminho mal
O pai lhe deu sua parte

Ele a fazenda deixou

Saiu pelo mundo afora

E tudo desperdiçou

Gastando com prostitutas

Querendo fugir da luta

No futuro não pensou

Mas um dia tristemente

Acabou o seu dinheiro

Naquela terra distante

Que foi o seu paradeiro

E houve grande estiagem

Naquela localidade

E a fome sobreveio


Nada tendo que comer

Chegou-se a um cidadão

Que era criador de porcos

Achou uma ocupação

E na falta de dinheiro

Transformou-se num porqueiro

Veja que situação!
Enquanto os porcos comiam

Na terra estorricada

Queria aquela comida

Mas ninguém lhe dava nada

Então, ele cai em si

Meu Deus, o faço aqui?!

Minha vida está errada
Lá casa do meu pai

Há abundância de pão

E eu aqui passo fome

E tanta humilhação

Vou voltar e me humilhar

Pedir pra me perdoar

E me socorrer, então
O moço, então, levantou-se

Tomou o caminho de casa

De longe, seu pai o via

Quando se aproximava

E o abraçou, então

Oferecendo perdão

O que ele não esperava
A seu pai ele dizia

Que queria ser tratado

Como qualquer diarista

Na fazenda, empregado

Foi grande a recepção

O pai com muita emoção

Matou um bezerro cevado

E disse o pai, traz-lhe roupa

E também lhe dê calçado

No seu dedo um anel

É meu filho, foi achado!

Pois ele estava perdido

Por esse mundo vencido

No lamaçal do pecado


Nesta vida que levou

O meu filho estava morto

Mas agora reviveu

E ainda acrescentou

Vamos comer e alegrar

Com músicos a tocar

Nova vida começou
Aplicação da Parábola
Assim também meu amigo

Deus recebe o pecador

Há alegria no céu

Quando ele em sua dor

Por causa do seu pecado

Deixa o mundo de lado

E abraça o Salvador

Você pode ser agora

Um novo filho de Deus

Se abandonar o mundo

Correndo pra os braços seus

Foi pra isso que Jesus

Morreu lá naquela cruz

Pra salvar você e eu


Não demores meu amigo

Venha receber guarida

Nos braços do Salvador

Que cura sua “ferida”

Abandona o pecado

Pois, aquele Pai amado



Quer lhe dar eterna vida
Leia o compromisso abaixo e faça sua decisão.
Eu __________________________
____________________ (nome)
Quero aceitar a Jesus como meu Salvador e Senhor pessoal, quero hoje me tornar um filho de Deus. (1João 1.12)





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