AdoraçÃo ao santíssimo sacramento da eucaristia I



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Encontro26.07.2017
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ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO DA EUCARISTIA - I


  1. Em comunhão com o Congresso Eucarístico, adoremos o Senhor

A Igreja no Brasil celebra, no período de 15 a 21 de agosto do presente ano, o seu XVII Congresso Eucarístico Nacional (CEN2016) em Belém/PA, por ocasião do quarto centenário da cidade e do início de evangelização na Amazônia. O CEN2016 tem como tema: Eucaristia e partilha na Amazônia missionária e, como lema: Eles o reconheceram no partir do pão. Momento oportuno de crescimento espiritual, de estreitar a união com o dom por nós dado, de adoração ao sacramento, de confirmação e proclamação da fé no máximo dom do Senhor.

Na Eucaristia, centro da vida cristã, queremos renovar nossa profissão de fé e buscar consequências práticas para a celebração dos santos mistérios e do culto eucarístico, para adorar o Senhor em espírito e verdade (cfr. Jo 4,24). Nesta adoração veneramos o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, unidos as celebrações e reflexões do CEN2016.





  1. Canto de adoração (e exposição do Santíssimo Sacramento).




  1. Adorar a Eucaristia preparada e anunciada
A palavra Eucaristia provém das palavras gregas eu-cháris: ação de graças, designa a presença real e substancial de Jesus Cristo sob as espécies do pão e vinho. Há diversas nomeações para este sacramento, dentre outras: fração do pão (a primeira), banquete eucarístico, missa, ceia do senhor, santa ceia, ceia do amor.

Jesus Cristo anuncia este grande sacramento: "Eu sou o pão da vida; vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá eternamente, e o pão que eu darei é a minha carne, para a vida do mundo" (cfr. Jo 6, 48-52). Ele disse com clareza: "Eu sou o pão vivo ... o pão que eu darei é a minha carne". E Nosso Senhor continua, cada vez mais positivo e mais claro: "Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. O que comer a minha carne e beber o meu sangue terá a vida eterna. Porque a minha carne é verdadeiramente comida, e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue, fica em mim e eu nele. O que me come... viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu... O que come este pão, viverá eternamente!" (Cfr. Jo 6, 54 - 59). Adoremos o Senhor na sua presença real, oferta de amor no sacramento da Eucaristia e agradeçamos pelas tantas comunhões em que participamos. (Segue-se um momento de silêncio para adoração e louvor)




  1. Canto de adoração e louvor



  1. Contemplar Jerusalém e o mistério pascal

    1. Leitura bíblica

Na Bíblia traz quatro narrações sobre a instituição da Eucaristia por Jesus Cristo. Ouçamos a narração do Evangelho de Lucas (Lc 22,7-23). (Ler o texto bem pausadamente e deixar uns minutos para a interiorização)


    1. Reflexão e oração

Jerusalém é o lugar da aliança, da aliança de presença e fidelidade do Senhor. O dia escolhido para a instituição da Eucaristia é a véspera da morte do Messias, ao início da celebração da páscoa judaica, numa ceia preparada com solenidade (Lc 22, 12), impacientemente desejada (Lc 22, 15). A Eucaristia corresponde a um profundo desejo do Senhor, que resplandece numa imensa felicidade. Na instituição da Eucaristia, Jesus antecipa o mistério da cruz e a sua ressurreição. Nós somos chamados a permanecer unidos ao Senhor numa união interior e verdadeira, sendo fortalecido no sacramento e animados pela sua presença em nós.

Entendemos a Eucaristia como memorial, sacrifício, comunhão e presença, em sua celebração e no processo de iniciação cristã. Memória da páscoa do Senhor, sacrifício da nova aliança na qual comungamos de um mesmo Senhor e presença real do Senhor. Na Eucaristia culmina toda a ação pela qual Deus, em Cristo, santifica o mundo, e todo o culto pelo qual os homens, por meio de Cristo, no Espírito Santo, prestam adoração ao Pai.


5.3 Recitação do Salmo 122

“Vos aproximastes do monte de Sião e da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste” (Hb 12,22). Roguemos para entremos no santuário do cordeiro para agradecer, alimentar nossa confiança e gratidão. Rezemos em dois coros (lado 1 e lado 2):

Lado 1: Que alegria quando me disseram: vamos à casa do Senhor.

E agora nossos pés estão dentro das tuas portas, ó Jerusalém.

Jerusalém está edificada como uma cidade que é compacta.

Onde sobem as tribos, as tribos de Israel, as tribos do Senhor,

para darem graças ao nome do Senhor.

Lado 2: A sede da justiça lá está e os trono de Davi.

Orai pela paz de Jerusalém; em segurança aqueles que te amam.

Haja paz dentro de teus muros, e tranquilidade dentro dos teus palácios.

Todos: Por amor dos meus irmãos e amigos, direi: a paz esteja em ti.

Pelo amor que tenho à casa do Senhor nosso Deus, eu te desejo todo o bem.




    1. Eucaristia mistério da fé refletido em Maria

Maria é guia diante do mistério da fé que é a Eucaristia. Ao cumprir o mandato do Senhor de fazer isto em minha memória, acolhemos ao mesmo tempo o convite de Maria: “fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2, 5). O Papa São João Paulo II nos ensina: “Com a solicitude materna na boda de Canaã, ela parece dizer-nos: Não hesiteis, confiai na palavra de meu Filho. Se Ele pode transformar a água em vinho, também é capaz de fazer do pão e do vinho o seu Corpo e o seu Sangue, entregando a quem crê, neste mistério, o memorial vivo da sua Páscoa e tornando-se assim Pão da vida” (Ecclesia de Eucharistia, 54).

No silêncio interior procure inspirar-se em Maria. Na Virgem que escuta, no anúncio da Palavra; em Maria em oração, na prece dos fiéis; na Virgem oferente, nas ofertas na missa e na consagração do pão e do vinho; em Maria, na missão de gerar Cristo no mundo.


6. Reconhecer o Senhor: Emaús da Palavra e do pão

6.1 Leitura bíblica

À comunidade que se pergunta sobre como reencontrar o Senhor Jesus, Lucas narra o episódio dos discípulos de Emaús. Todos aqueles que buscam o Senhor de coração sincero e apaixonado, abrindo-se ao alimento de sua Palavra e do Pão, perceberão sua voz e presença.

Ouçamos a leitura bíblica de Lucas (Lc 24, 13-35) (Ler pausadamente o texto bíblico, seguido de momento de interiorização)


6.2 Meditação

Os dois discípulos que iam de Jerusalém a Emaús, percurso de 12 km, estavam tão pensativos que não perceberam o forasteiro que se aproximou e continuaram sua conversação sobre os fatos passados. O forasteiro, tomando a iniciativa, pergunta sobre o que discutiam e se revela aos poucos. Eles não conseguem reconhecê-Lo na conversa inicial. É preciso avançar na caminhada e receber nova luz, nova compreensão dos fatos. Acontece conosco, o Senhor nos visita e ficamos presos à nossa maneira antiga de pensar. Muitas vezes, Deus se aproxima de nós e não O percebemos, porque estamos por demais preocupados com nossos afazeres, centrados em nós mesmos, distraídos com um monte de coisas, reclamando e chorando sobre nossa falta de sorte, ou em busca de um “deus” segundo nossa imaginação e desejo, em vez de buscar o Deus verdadeiro e ouvi-lo.

Ao ser questionado, Cleófas, faz um relato resumido dos “fatos” (cfr. Lc 19-20), mencionando obras e palavras de Jesus. Deus se revela por sinais (gestos) e palavras, realizando e comunicando seu desígnio de salvação. Nem sempre O acolhemos, ou interpretamos com lucidez. Após tê-los escutado, Jesus os repreende por sua falta de fé, chamando-os de insensatos e lentos de coração. Jesus merece fé, confiança em sua Palavra, em seu infinito amor, em sua eterna fidelidade. Apesar da insistência de Jesus (cfr. Lc 9,44s; 18,31-34) de passar pela paixão para alcançar a redenção, o sentido daquelas palavras era-lhes encoberto e continuará assim até encontrarem a luz necessária na palavra dos “profetas”. O significado dos acontecimentos da vida de Jesus está na interpretação das Sagradas Escrituras, na interação das duas alianças brilha todo o resplendor da divina revelação.

Abertas as Escrituras, Jesus é convidado a permanecer e adentrar à sua casa. Uma vez à mesa, toma o pão, abençoa-o, parte-o e lhes distribui. Então seus olhos se abriram, eles reconheceram o Senhor Jesus e anunciá-lo-ão aos irmãos. Chegamos ao auge da mensagem: Jesus se revela por gestos e palavras, na Eucaristia e na Escritura e que reconduzem à comunidade. Não são as feições físicas que lhes permitiu reconhecer Jesus ressuscitado como o mesmo que fora crucificado, mas o gesto distintivo de sua existência: a fração do pão, vida de Jesus compartilhada. A fração do pão é para nós: memória, presença e anúncio. O Senhor permanece em nossa casa, O reconhecemos e entramos em comunhão com Ele na fração do pão celebrada à mesa comum. Foi no Pão que Jesus nos deixou a maior expressão de sua presença.

Jesus se faz presente, como desconhecido, nos caminhos da vida, em encontros inesperados, nos acontecimentos quotidianos, que precisam ser compreendidos à luz da Palavra, no olhar de Jesus.
6.3 Perseverantes com Maria na fração do pão

As primeiras comunidades, das quais Maria certamente participava, perseveravam na fração do pão na alegria e simplicidade de coração (At 2,42 ss). Para Maria, o corpo entregue em sacrifício e agora presente nas espécies sacramentais, era memória do corpo concebido no seu ventre!



Cada vez que na Missa, ao participarmos da comunhão eucarística, unamo-nos aos sentimentos de Maria e da primeira comunidade, na alegria e simplicidade de coração.


  1. Oração do CEN2016

Rezemos pausadamente em dois coros a oração do Congresso Eucarístico, unindo-nos a este encontro de fé e missão.
Lado 1: Jesus Eucaristia, fonte de vida para todos, coração dos corações! Nós te acolhemos presente entre nós. Ao recebermos teu Corpo e teu Sangue, mostra-nos a força redentora de teu sacrifício. Tu és partilha de vida e salvação para a vida do mundo. Abre nossos corações para compartilhar com todos os nossos bens. Ensina-nos a testemunhar, amar e servir e proteger a vida, aprendendo a lição do Altar.

Lado 2: Em ti todas as coisas foram criadas e nossas terras amazônicas são obra do amor do Pai. Reconhecemos estes sinais de amor, presença e providência em nossa história, e desejamos irradiar na comunhão com Deus e com todos, a missão que nos confiaste.

Lado 1: Senhor Jesus, há quatro séculos a Boa Nova do Evangelho aportou em nossas terras, para aqui plantar raízes. Os teus missionários se alegraram, ao verem as Sementes do Verbo de Deus, que o Espírito Santo havia espalhado, precedendo seus passos, e anunciaram corajosamente a tua Palavra.

Lado 2: A partir do Forte do Presépio, sob a proteção de Nossa Senhora da Graça,
chamando-a Santa Maria de Belém ou Senhora de Nazaré, a Amazônia recebeu a mensagem da salvação. Renova hoje, Senhor, com a força da Eucaristia, o vigor missionário em nossos povos, e brotem entre nós santas vocações para o serviço do Evangelho.

Todos: Cristo Senhor, ao reconhecer-te no partir do Pão, faze arder nossos corações, para que do Altar da Eucaristia nasça um novo ardor missionário em nossa Pátria. Ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo sejam dadas, hoje e sempre, toda a honra e toda a glória! Amém
Taubaté, 10.08.16 P. Lotívio Antonio Finger


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