Acertamos os dois temas enem 2016!!!



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(www.google.com.br/search?q=imagens+racismo+contra+afrodescendentes+no+Brasil)
Foi em 1988, com a promulgação da Constituição que está em vigor, que a prática do racismo passou a ser considerado um crime inafiançável e imprescritível. Ao contrário da injúria racial, os crimes de racismo, expressos na Lei n. 7.716/89, são inafiançáveis. O crime de racismo consiste em praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A pena prevista é de reclusão de 1 a 3 anos, além de multa.

A lei considera diversas condutas como crimes de racismo. São exemplos o ato de impedir ou dificultar o acesso de pessoas a serviços, empregos ou lugares, impedir a matrícula em escola, o acesso às forças armadas e, inclusive, obstar por qualquer meio o casamento ou a convivência familiar por razões de preconceito.

Há, ainda, a previsão de crime de fabricação, distribuição ou veiculação de símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo.

Em 2003, o governo federal brasileiro criou a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). De acordo com a Seppir, o número de denúncias de racismo dobrou nos últimos anos. Em 2011, a ouvidoria do órgão recebeu 219 denúncias. Em 2012, esse número pulou para 413 e, no ano passado, chegou a 425, praticamente o dobro dos registros de 2011. Existem diversas interpretações para esse aumento, mas especialistas apontam que quanto mais conscientes as pessoas estão sobre seus direitos, mais elas denunciam.

A violência racista não é apenas verbal. Delegacias também registram a violência física a afrodescendentes, como no caso de agressões por skinheads. Existe ainda a perseguição religiosa e cultural. Alguns templos de matriz africana, como da umbanda e candomblé, são alvos de depredação e perseguição.

A representatividade na política também é uma das bandeiras do movimento negro, visto que hoje, o Congresso Nacional é composto por 8,3% de negros. Para lideranças do movimento, aumentar a participação política dos representantes negros é passo fundamental para a criação de políticas e ações que visem encerrar e combater o preconceito e permitir a igualdade de direitos.

(http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/racismo-preconceito-nao-e-pagina-virada-no-brasil-pais-vive-falsa-democracia-racial-segundo-onu.htm)

Direto ao ponto: Ficha-resumo

Em setembro deste ano, o Grupo de Trabalho das Organizações das Nações Unidas sobre Afrodescendentes publicou um relatório apontando que no Brasil o racismo é “estrutural e institucional”. Para a organização, nosso país viveria em uma “falsa democracia racial”, que nega a existência do racismo devido à miscigenação entre diferentes povos e raças.

No documento, a ONU sugere medidas como garantir a permanência de estudantes negros cotistas nas universidades, prevenir a violência contra mulheres e jovens negros, elaborar um plano nacional de controle e treinamento das Polícias Militares (PMs), abolir o auto de resistência, aprimorar o ensino de história e cultura afrobrasileira nas escolas, agilizar e desburocratizar a titulação de terras quilombolas e prover recursos financeiros e humanos para os órgãos municipais e estaduais de combate ao racismo.

Algumas das medidas sugeridas pela ONU já foram implantadas no país, como a instituição das cotas para negros na educação e no serviço público, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, o Plano Juventude Viva, a lei de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afrobrasileira e africana nas escolas, entre outros.

No entanto, dados do IBGE reforçam a dimensão do problema mostrando a grande desigualdade social entre raças no país. O desemprego entre negros é 50% maior do que entre a população branca -- que têm expectativa de vida seis anos maior do que os afrodescendentes. A população negra tem 1,6 ano de estudo a menos que a branca; representa 65,1% das vítimas de homicídios; e sustenta taxa de mortalidade infantil 60% maior que a da população branca.
NOSSA REDAÇÃO:

O racismo é uma vergonhosa marca de ignorância, atraso, arrogância e impunidade. No Brasil, desde o princípio de sua história, suas maiores vítimas são afrodescendentes. Grandes escritores nossos, como Aluízio de Azevedo e Lima Barreto, já denunciavam ações que até hoje se repetem. Pouco evoluímos no combate a esse mal, que se manifesta em piadas, em músicas preconceituosas, em discursos aparentemente inofensivos e em muitos outros atos. Manifesta-se, por exemplo, na resistência ao acolhimento de negros no mercado de trabalho e em muitas outras violências, até mesmo físicas. (9 linhas)

Não se deve negar que há incursões de afrodescendentes em situações privilegiadas em novelas, filmes, propagandas, bem como que ocorrem na política e em cargos elevados de empresas. Mas a verdade é que a mesma atenção que chamava o personagem do romance “O Mulato” em 1882 chama hoje Joaquim Barbosa, por exemplo, como eminente jurista que se afastou do Supremo Tribunal Federal. Em outras palavras, se não era e se não é natural para a sociedade o destaque dessas pessoas, é porque, enquanto alguém vibra com a insuficiente e sofrida ascensão desses indivíduos, a maioria dos negros e mulatos brasileiros é humilhada e excluída socialmente. Muitos fazem parte de estatísticas preocupantes na criminalidade, no desemprego, na miséria e em outros contextos degradantes. Assim, é ingênuo acreditar que progredimos bastante contra o racismo, e é nestes que devemos nos concentrar. Precisamos refletir sobre as razões pelas quais tudo isso ocorre. (14 linhas)

Dentre as causas do problema em questão, deve-se ressaltar a falta de educação que reflita suficientemente sobre ele, sobre sua origem e utilidade para a manutenção de estruturas econômicas que se mantêm entre nós desde a colonização do país, durante a qual havia mesmo quem fingisse acreditar na inferioridade dos escravos apenas para explorá-los. Deve-se ressaltar ainda a falta de informações para a identificação de práticas racistas e para as ações necessárias à sua coibição, bem como a impunidade dos que a cometem, visto que não basta haver lei que as condene. (8 linhas)

É necessário, pois, que se faça obrigatório nas pautas do Programa Nacional de Educação o enfoque do racismo nas disciplinas escolares, principalmente nas de Ciências Humanas e em atividades diversas da escola. Além disso, é necessário que o Governo Federal leve às mídias campanhas que combatam a prática e que esclareçam a população sobre o que a configura, sobre como provar sua ocorrência, sobre a que órgãos e autoridades recorrer para denúncias. Ademais, devem-se agilizar inquéritos e instituir punições mais severas a quem cometa crimes de racismo no país. Os afrodescendentes serão, certamente, os mais beneficiados com tais ações. (9 linhas)

OBSERVAÇÃO: As passagens destacadas podem ser suprimidas para a redução do número de linhas.

VEJA AGORA, SUCINTAMENTE, UMA DAS FORMAS PRÁTICAS DE CONSTRUIR A REDAÇÃO DA PROPOSTA ENEM!

Observem que a proposta da prova solicita SOLUÇÕES no próprio tema, pois pede caminhos para combater o racismo no Brasil, ou seja, CAMINHOS PARA COMBATER ALGO. Uma das formas de construir esse texto seria apresentar soluções durante boa parte dele e, em seguida, uma solução final para indicar sua VIABILIDADE, na qual vocês apontariam por quem e como serão efetivadas as ações que você sugeriu.



Fácil, não?!

VEJA NA PRÁTICA:

AS PARTES DESTACADAS EM AMARELO FORAM AS POUCAS ACRESCENTADAS À REDAÇÃO QUE FIZEMOS JUNTOS EM NOSSO CURSO! A INTENÇÃO FOI DAR DESTAQUE À APRESENTAÇÃO DE “CAMINHOS PARA O COMBATE AO RACISMO NO BRASIL”, POIS, JÁ QUE O TEMA OS PEDE, DEVEM PREDOMINAR NO TEXTOS PROPOSTAS INTERVENTIVAS.

CURTA!

O racismo é uma vergonhosa marca de ignorância, atraso, arrogância e impunidade. No Brasil, desde o princípio de sua história, suas maiores vítimas são afrodescendentes. Grandes escritores nossos, como Aluízio de Azevedo e Lima Barreto, já denunciavam ações que até hoje se repetem. Pouco evoluímos no combate a esse mal, que se manifesta em piadas, em músicas preconceituosas, em discursos aparentemente inofensivos e em muitos outros atos. Manifesta-se, por exemplo, na resistência ao acolhimento de negros no mercado de trabalho e em muitas outras violências, até mesmo físicas. (7 linhas)

Não se deve crer que são suficientes para o combate ao racismo em nosso país as incursões de afrodescendentes em situações privilegiadas em novelas, filmes, propagandas, bem como não o são as que ocorrem na política e em cargos elevados de empresas. A verdade é que a mesma atenção que chamava o personagem do romance “O Mulato” em 1882 chama hoje Joaquim Barbosa, por exemplo, como eminente jurista que se afastou do Supremo Tribunal Federal. Em outras palavras, se não era e se não é natural para a sociedade o destaque dessas pessoas, é porque, enquanto alguém vibra com a insuficiente e sofrida ascensão desses indivíduos, a maioria dos negros e mulatos brasileiros é humilhada e excluída socialmente. Muitos fazem parte de estatísticas preocupantes na criminalidade, no desemprego, na miséria e em outros contextos degradantes. Assim, são necessários outros caminhos, como a disseminação de uma cultura de igualdade e justiça. (12 linhas)

Dentre esses caminhos, deve-se ressaltar o de uma educação que reflita suficientemente sobre o racismo, sobre sua origem e utilidade para a manutenção de estruturas econômicas que se mantêm entre nós desde a colonização do país, durante a qual havia mesmo quem fingisse acreditar na inferioridade dos escravos apenas para explorá-los. Devem-se também disseminar informações para a identificação de práticas racistas e para as ações necessárias à sua coibição, como a obtenção de provas e a denúncia dos atos. (8 linhas)

É necessário, pois, que se faça obrigatório nas pautas do Programa Nacional de Educação o enfoque do racismo nas disciplinas escolares, principalmente nas de Ciências Humanas e em atividades diversas da escola. Além disso, é necessário que o Governo Federal leve às mídias campanhas que combatam a prática e que esclareçam a população sobre o que a configura, sobre como provar sua ocorrência, sobre a que órgãos e autoridades recorrer para denúncias. Ademais, devem-se agilizar inquéritos e instituir punições mais severas a quem cometa crimes de racismo no país. (8 linhas)



OBSERVAÇÃO: As passagens destacadas podem ser suprimidas para a redução do número de linhas.
CURTIU?!

ENTÃO PASSE PARA OS AMIGOS E DÊ BOAS NOTÍCIAS.

BEIJOS,

RITACY AZEVEDO
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