A vanguarda futurista surge realmente para impactar a sociedade europeia, onde dentro de uma



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Futurismo


1 INTRODUÇÃO
A vanguarda futurista surge realmente para impactar a sociedade europeia, onde dentro de uma
época em que o belo estava em ascensão – Belle Époque, o futurismo aparece como um
movimento defensor de que aquilo que antes era tratado como inapropriado para ser considerado
arte, é o objeto de beleza para eles.
Violentamente, eles querem inserir o novo dentro de todas as artes, acabar com as referencias
passadas e inserir-se no mundo moderno, onde influenciados pela época industrial que vivem, os
adeptos consideram as máquinas e sua velocidade (movimento) como algo merecedor de ser
retratado.

2 O surgimento da vanguarda futurista

Além das grandes linhas de pintura do inicio do século XX, outras ideias movimentaram os artistas
dessa época a experimentarem novos caminhos para suas criações. A Revolução Industrial e as
novas descobertas e tecnologias, como o telefone, o cinema, o telegrafo sem fio, o automóvel¹, o
avião, entre outrasinvenções, geram novas percepções da realidade.
A chamada Belle Époque, é ate hoje caracterizada como a época do florescimento do belo,
transformações e avanços no território da França, onde mudanças no mundo da arte na Europa,
fazem com que teatros, exposições de telas, cinemas, entrem no quotidiano dos burgueses.
As vanguardas designam-se por movimentos artísticos e políticos do fim do século XIX e início do
século XX, que no campo das artes ou das ideias, estão à frente de seu tempo e que pretendem
romper com o passado com intuito de chocar a opinião pública.
Com a recessão global, pobreza e descontentamento, surgem grupos políticos na cidade e no
campo, que usam da violência a seu favor.
O futurismo é um movimento artístico que surge durante a Belle Époque. A grande parte dos
historiadores da arte considera o Futurismo como o primeiro movimento merecedor da
classificação vanguarda do século XX, este se caracteriza inicialmente como um movimento
puramente literário, que pretendia libertar-se das regras da gramática e da sintaxe na celebração
dos sons e sensações de um mundo tecnológico futuro, mas a partir de 1910 pintores e escultores
italianos e franceses aderem ao movimento que desenvolve-se em todas as artes, influenciando
vários artistas que posteriormente instituíram outros movimentos modernistas.
O futurismo surgiu oficialmente em 20 de fevereiro de 1909 com a publicação do Manifesto
Futurista, pelo poeta italiano Filippo Marinetti², no jornal francês Le Figaro, entre o simbolismo e a
Primeira Guerra Mundial, onde os adeptos adotam a propaganda como forma decomunicação,
redigindo posteriormente inúmeros manifestos, como o Manifesto dos Pintores (1909), o Manifesto
da Aeropintura (1910), o Manifesto as Analogias Plásticas do Dinamismo (1913), entre outros,
estes pretendiam revolucionar totalmente a arte da sua época, proclamando o final da arte
passada, celebrando a arte do futuro, rejeitando o moralismo e exaltando a guerra e a violência
com

obras


baseadas

na

velocidade



e

nos


desenvolvimentos

tecnológicos.



______________________________________________________________________________
¹ Contribuições para o design automobilístico, onde em 1954 a Ford apresenta esta primeira visão futurista do
automóvel, um concept car , muito semelhante a um avião, um míssil ou um torpedo com rodas. O desenho não passou
da prancheta - um mero exercício de estilo.
² Nasce em 22 de dezembro de 1876, em Alexandria, Egito. Vai para Paris aos 17 anos. Em 1905 funda a revista
Poesia , em Milão - um marco revolucionário na literatura italiana. Em 20 de fevereiro de 1909 publica no jornal Le
Figaro , de Paris, o primeiro Manifesto Futurista , em que expunha a necessidade de abandonar as velhas fórmulas e
criar uma arte livre e anárquica, capaz de expressar o dinamismo e a energia da moderna sociedade industrial.
O manifesto futurista pregava o amor pela tecnologia, exaltava a indústrias, desprezava a mulher,
onde esta não era considerada capaz de exercer trabalhos futuros por falta de qualificação física e
mental, apoiavam as guerras, como forma de “higienizar” o mundo, eliminando os mais fracos e
mantendo a sobrevivência dosconsiderados mais fortes, desprezava qualquer vínculo com o
passado, sugerindo a destruição de museus e bibliotecas e a natureza era considerada imperfeita,
o que se fazia necessário haver a ação do homem sob ela para que sua beleza aparecesse.
“É preciso destruir a sintaxe, dispondo os substantivos ao acaso, como nascem”. (Manifesto
Futurista, 1912)
A pintura foi a propulsora do futurismo, espalhando-o por toda Europa. Em seguida escultores
também aderiram ao movimento, que passou a ser encontrado em todas as artes, como a musica,
a literatura, a poesia, o teatro, o cinema, entre outras artes.
Esta vanguarda passou por três fases, a primeira, foi feita pelo Manifesto dos pintores, Carrá,
Balla, Russolo e Boccionne, onde entre 1909 e a Primeira Grande Guerra, formou-se e definiu-se
na Itália, posteriormente espalhou-se pela Europa. Na segunda fase, entre as Grandes Guerras
(1918-1944) laçou-se o Manifesto da Aeropintura, o futurismo estava envolvido com o fascismo e
os pintores Balla, Prompolini, entre outros artistas estavam presentes nessa fase, onde o
futurismo alargou-se por outras modalidades plásticas, como o design industrial, o estilismo e o
cinema. Mussolini aproveitou os ideais dinâmicos e revolucionários para propagar o regime. Por
fim, na terceira fase, entre 1947 e 1950, restringiu-se à França onde houve um a breve tentativa
de restabelecimento desta corrente.
Em linhas gerais, o futurismo foi um movimento estético mais de manifesto que de obras, que
tentava inserir o real, o grotesco e o que era excluído das artes passadas nas suas obras
manifestantes.Em 1930 o movimento começa a perder seu rigor, dez anos mais tarde, em 1940, Marinetti se
torna apologista do regime fascista e o futurismo torna - se uma propaganda vulgar.

2.1 Pintura, escultura e arquitetura


Inicialmente a pintura futurista caracterizou-se com influencias do pontilhismo do Cubismo e do
Orfismo, posteriormente com dinamismo, aspectos mecânicos, uso de elementos geométricos,
esquemas sucessivos de representação de objetos, movimento, abstracionismo e representação
da vida moderna, adotava cores vivas e sobreposições de imagem, para assim dar uma ilusão de
dinamismo, entendido como deformação e desmaterialização. Uma das propostas da pintura
futurista foi a sucessão de linhas coloridas, para expressar o movimento real, registrando a
velocidade.

“Tudo se movimenta, tudo corre, tudo gira rapidamente. Uma figura nunca é estacionária diante de


nós, mas aparece e desaparece incessantemente... Queremos reentrar na vida. Que a ciência de
hoje negue seu passado, isso corresponde às necessidades materiais do nosso tempo. Do
mesmo modo, a arte, negando o seu passado, deve corresponder às necessidades intelectuais do
nosso tempo.” (Manifesto técnico da pintura futurista, 1910).
Na escultura, os artistas tendenciavam para a arquitetura espacial, adicionando ritmo plástico,
afastando-se da forma, chegando ao abstrato.
Os trabalhos experimentais eram constituídos por elementos não tradicionais,como o vidro,
madeira, couro, fios, planos transparentes, papel, entre outros materiais, cujo objetivo dispensava
as luzes, sugeria o tridimensionalismo e acabava comesculturas determinadas por linhas ou
formas geométricas fechadas.
A arquitetura futurista foi influenciada por outras artes dessa vanguarda. Teve grande repercussão
nas cidades de Milão e Turim, com destruições em grande escala da paisagem urbana, com o
objetivo de criar as cidades futuristas, Marinetti exigia uma arquitetura renovável.
“Devemos inventar e reconstruir a cidade futurista como um imenso e tumultuoso estaleiro, ágil,
móvel e dinâmico em todos os detalhes; e a casa futurista deve ser como uma máquina
gigantesca” (Manifesto da Arquitetura Futurista, 1910).

2.2 Principais artistas futuristas e suas obras


No movimento futurista, seus artistas foram fortemente influenciados pelo expressionismo e pelo
abstracionismo, onde podem ser mais evidencias em suas pinturas e esculturas.
“O interesse do artista futurista não é pintar um automóvel, e sim captar a forma plástica, a
velocidade descrita por ele no espaço.” (ribeiro, 2008)

2.2.1 Umberto Boccioni


Boccioni foi o mais importante teórico futurista. Nasceu em Reggio Calabria em 19 de outubro de
1882, formou-se em Roma, com Gino Severini, no ateliê de Giacomo Balla, no inicio século XX,
aprendendo a pintura neo-impressionista, tornou-se um mestre menor do divisionismo italiano.
Fixou-se em Milão, onde conheceu Marinetti e em 1909, aderiu ao Futurismo, com Balla, Carlo
Carrà e Luigi Russolo, assinando com eles o Manifesto dos pintores futuristas. Neste mesmo ano,
redigiu o Manifesto técnico da pintura futurista. Sua primeira exposição futurista foi em 1912 e sua
produção artística e intelectual fluiu até1916, ano em que publicou em Nápoles O Manifesto dos
Pintores Meridionais. Expôs em Paris, Londres, Roma e nos Estados Unidos.
Foi convocado para lutar na Primeira Grande Guerra, servindo na artilharia, em Sorte, próximo a
Verona, onde morreu após uma queda de cavalo durante exercícios militares.
O dinamismo foi o principal valor de sua arte e o sua principal contribuição para o futurismo – ação
que se traduz na pintura pela prática das técnicas neo-impressionistas, indicando preocupação
com os conceitos propostos pelo Cubismo, mas incorporando os conceitos de dinamismo e
simultaneidade: formas e espaços que se movem ao mesmo tempo em direções contrárias.
Sobreposições de planos ensaiavam sua concepção teórica, cristalizada no “Dinamismo de um
Jogador de Futebol”, com o qual ele conseguiu fazer a representação do movimento por meio de
cores e planos desordenados. Sua pintura abordou temas políticos-anarquistas, cenas de grande
movimentação de figuras e composições quase abstratas, articuladas pelas linhas fortes.
“ (...) Sinto que quero pintar o novo, o fruto de nosso tempo industrial. Estou nauseado de velhos
muros, de velhos palácios, de velhos motivos de reminiscência: quero ter sobre os olhos a vida de
hoje. Os campos, a quietude, as casinhas, o bosque, os rostos vermelhos e fortes, os membros
dos trabalhadores, os cavalos cansados e etc., todo esse empório de sentimentalismo moderno
me cansou. Aliás, toda a arte moderna me parece velha. Quero o novo, o expressivo, o
formidável! (...) Todo o passado, maravilhosamente grande, me oprime, eu quero o novo.”(Boccioni, 1907)

Figura 1: Boccioni


Fonte: http://www.slideshare.net/ploher1/futurismo-8168076
Figura 2: “Volume horizontal.” 1912
Fonte: http://www.slideshare.net/michelepo/futurismo-1298096

Figura 3:” Dinâmica da cabeça de um homem.”


Fonte: http://www.slideshare.net/Ellen_Assad/futurismo-italiano
Figura 4: “Desenvolvimento de uma garrafa no espaço.” 1912
Fonte: http://www.slideshare.net/Ellen_Assad/futurismo-italiano

Figura 5: “Antigrazia.”


Fonte: http://www.slideshare.net/Ellen_Assad/futurismo-italiano
Figura 6: “Cavalo+cavaleiro+casa.”
Fonte: http://www.slideshare.net/Ellen_Assad/futurismo-italiano

Figura 7: “Transformer.”


Fonte: http://www.slideshare.net/michelepo/futurismo-1298096
2.2.2 Giacomo Balla

Nasceu em Turim, na Itália, em 1871. Em 1910, filiou-se ao movimento futurista e se


afastou em 1931. A sua formação acadêmica restringiu-se a um curso noturno de
desenho, de dois meses de duração, na Academia Albertina de Turim, sua cidade natal.
Sua morte ocorreu no ano de 1958, na Itália.
Tentou endeusar os novos avanços científicos e técnicos por meio de representações
totalmente desnaturalizadas, sem chegar a uma total abstração. Mesmo assim, mostrou
grande preocupação com o dinamismo das formas, com a situação da luz e a integração
do espectro cromático. Em 1895, o pintor mudou-se para Roma, onde apresentou
regularmente suas primeiras obras em todas as exposições da Sociedade dos Amadores e
Cultores das Belas-Artes. Mais tarde, em uma viagem a Paris, entrou em contato com a
obra dos impressionistas e neoimpressionistas e participou emvárias exposições. Na volta
a Roma, conheceu Marinetti, Boccioni e Severini. Um ano depois, se junta a eles para
assinar o Manifesto Técnico da Pintura Futurista. Preocupado, assim como seus
companheiros, em encontrar uma maneira de visualizar as teorias do movimento,
apresentou em 1912 seu primeiro quadro futurista intitulado Cão na Coleira ou Cão
Atrelado. Dissolvido o movimento, Balla retornou às suas pinturas realistas e voltou-se
para a escultura e a cenografia. Embora, em princípio, Balla continuasse influenciado pelos
divisionistas, não demorou a encontrar uma maneira de se ajustar à nova linguagem do
movimento a que pertencia. Um recurso dos mais originais que ele usou para representar
o dinamismo foi a simultaneidade, ou desintegração das formas, numa repetição quase
infinita, que permitia ao observador captar de uma só vez todas as sequências do
movimento.

Figura 8: “Automóvel correndo.” 1913


Fonte: http://www.slideshare.net/Ellen_Assad/futurismo-italiano
Figura 9: “Dinamismo de um cão na coleira.” 1912
Fonte: http://www.slideshare.net/Ellen_Assad/futurismo-italiano

Figura 10: “Street Light.” 1911


Fonte: http://www.slideshare.net/michelepo/futurismo-1298096
Figura 11: “ Menina correndo em uma varanda.” 1912
Fonte: OCAIW.

Figura 12: “O carro passou.”


Fonte: http://www.slideshare.net/Ellen_Assad/futurismo-italiano

Figura 13: “Voo das andorinhas”


Fonte: http://www.slideshare.net/Ellen_Assad/futurismo-italiano
Figura 14: “A mão do violinista.”
Fonte: http://www.slideshare.net/Ellen_Assad/futurismo-italiano

Figura 15: “Automóvel aacelerar.”


Fonte:http://www.slideshare.net/michelepo/futurismo-1298096

2.2.3 Carlo Carrá


Nasceu em Quargnento, Itália, em 1881, foi um pintor italiano do futurismo. Participou em diversas
edições da Bienal de Arte de São Paulo. Morre, então, em Milão, em 13 de Abril de 1966.
Em 1917, Carrà conheceu De Chirico e passou a adotar suas imagens de manequins colocados
em espaços claustrofóbicos. Anteriormente, o trabalho de Carrà havia passado por uma fase
futurista tendo sido ele um dos signatários do Manifesto Futurista de 1910. Na sua obra utiliza o
mesmo repertório de George de Chirico, mas com tons e objetivos efetivamente diferentes.
As obras de Carrá, a reação ao dinamismo futurista e a adesão ao mundo imóvel da metafísica
coincide com sua vocação pessoal.
Na sua fase de pintura metafísica, como na obra “A musa metafísica”, As imagens parecem
oníricas e estão irracionalmente justapostas e parecem curiosamente perturbadas. Essa obra, de
acordo com especialistas, é vinculada à escola da Pintura Metafísica. A partir de 1924, o artista
afastou-se da pintura metafísica e passou para a pintura realista, inspirado pelos mestres italianos
da Renascença. A obra A musa metafísica, foi feita em 1917, e é um óleo sobre tela medindo de
altura 89 cm x 65 cm de largura e está na Pinacoteca di Brera, em Milão, Itália.

Figura 16: “O funeral do anarquista Galli.“ 1911


Fonte: http://www.slideshare.net/Ellen_Assad/futurismo-italiano

Figura 17: “Saindo do teatro.“ 1911


Fonte: http://www.slideshare.net/Ellen_Assad/futurismo-italiano
Figura 18: “A musa metafisica.” 1917
Fonte:http://www.slideshare.net/Ellen_Assad/futurismo-italiano

Figura 19: “Retrato de Marinetti.”


Fonte: http://www.slideshare.net/michelepo/futurismo-1298096
2.2.4 Gino Severini
Nasceu em Cortona a 7 de Abril de 1883. Em 1899, o pintor, artista gráfico e escultor italiano foi
para Roma, a fim de frequentar aulas noturnas na Villa Medici. Depois de um encontro decisivo
com Giacomo Balla e Umberto Boccioni, começou a trabalhar como artista em 1901. Balla
apresentou-o à técnica da cor dos Neoimpressionistas. Gino Severini mudou-se para Paris em
1906, onde estudou os Impressionistas, fascinou-se pelas pinturas de Seurat e conheceu Signac.
Marinetti e Boccioni convidaram-no a juntar-se ao Movimento Futurista. A 11 de Fevereiro de
1910, Severini assinou o ‘Manifesto do Futurismo’, tornando-se assim um dos co-fundadores
deste estilo. Severini exibiu obras em 1912 nas exposições Futuristas em Paris, Londres e Berlim
e desenvolveu relações entre Itália e França, tornando-se um dos principais canais entre seus
colegas italianos e os novos desenvolvimentos na capital francesa.
Sua morte ocorreu em Paris, no dia 26 de Fevereiro de 1966.
Ao contrário dos seus colegas, estava mais interessado no retrato dos corpos humanos em
movimento do que na dinâmica das máquinas. As suas cenas de cabaré e os retratos de
bailarinos. Trabalhos como ‘Blue Dancer’ (1912) revela os princípios típicos do Futurismo e o seu
Autorretrato (1912-13) mostra que a técnica cubista se tornará o veículo de um novo estilo
futurista. O trabalho do artista seguiu pelo Cubismo depois de 1915, e a partir daífocou-se, cada
vez mais, na harmonia das construções geométricas. Ele analisou a luz, o movimento e
acontecimentos, que acontecendo um após o outro estão ligados pela memória.
Embora persistindo no compromisso com a iconografia do mundo moderno, com o conceito de um
universo dinamicamente interativo de movimento humano num ambiente técnico modificado e com
o poder das cores fortes e até vulgares, os futuristas viram nas construções luminosas e estáticas
do cubismo a possibilidade de dar um novo rumo completamente novo a seu trabalho. Acima de
tudo, adaptaram a interpretação cubista da forma e do espaço, a transparência e a multiplicidade
de pontos de vista aos seus interesses ideológicos e imaginativos característicos.
Figura 20: “L'hiéroglyphe dynamique du bal Tabarin.“ 1912
Fonte: http://www.slideshare.net/Ellen_Assad/futurismo-italiano

Figura 21: “A dançarina azul.“ 1912


Fonte: http://www.slideshare.net/Ellen_Assad/futurismo-italiano
Figura 22: “Synthèse visuelle de l'idée guerre .“ 1914
Fonte: http://www.slideshare.net/Ellen_Assad/futurismo-italiano

Figura 23: “Danseuse + Mer .” 1913


Fonte: http://www.slideshare.net/Ellen_Assad/futurismo-italiano
2.2.5 Antonio Sant'Elia
Nasceu em 1888, na cidade de Como, em Itália, e apesar do seu grande número de trabalhos,
não conseguiu concretizar nenhum dos seus projetos, tendo sido morto no dia 10 de Outubro de
1916, em combate durante a Primeira Guerra Mundial, em Monfalcone.
Ele esteve ligado ao Futurismo, sendo o seu principal papel nesse movimento a arquitetura,
influenciado pelas ideias de Otto Wagner e pelascidades industriais dos Estados Unidos. Em
1912, abre um atelier em Milão, e produziu desenhos de grande impacto da sua Città Nuova
(Cidade Nova), com escala monumental de megalópoles com arranha-céus, passarelas e vias
suspensas para veículos. Estes são aspectos reveladores da crescente atividade industrial e do
aparecimento de novas tecnologias e materiais, utilizados nos seus discursos e desenhos. As
suas obras vieram influenciar arquitetos contemporâneos e anteciparam as cidades e o urbanismo
modernos com planos das edificações que recuam conforme ganham altura, possibilitando a
iluminação das vias térreas e a circulação do ar. As cidades, com a sua elevada densidade
populacional, procuravam ordenamento consoante o seu crescimento.

Figura 24: Città Nuova,1914


Fonte: http://www.slideshare.net/michelepo/futurismo-1298096
Figura 25: Cemitério de Monza , 1912
Fonte: http http://www.slideshare.net/michelepo/futurismo-1298096

2.2.6 Archigram


Um grupo inglês chamado Archigram, começou a projetar imagens neofuturistas em 1961, o grupo
tinham surpreendentes afinidades com os metabolistas japoneses. O grupo Archigram teve uma
abordagem leve e high tech nos seus projetos, entregou-se a formas irônicas de ficção cientifica,
em vez de soluções que fossem projetadas ou passíveis de serem realizadas e apropriadas pela
sociedade, estavam mais interessados no apelo sedutor do imaginário da era espacial, no caso
“armagedônicos” de sobrevivência tecnológica. Eram fanáticos por cápsulas suspensas, não
tinham nenhuma preocupação com consequências sociais e ecológicas em suamegaestruturas.
Pensaram também, em unidades autônomas projetadas para só uma pessoa ou casal.
Segundo Kenneth Frampton: “se alguma coisa estava destinada a reduzir a arquitetura ao nível
das atividades de certas espécies de insetos e mamíferos, eram sem dúvida, essas células
residenciais projetadas pelo Archigram”.
Os metabolistas japoneses, citados acima, reagindo às pressões da superpopulação de seu país,
começaram, no final dos anos 50 a propor o desenvolvimento e adaptação de megaestruturas de
encaixe, nos quais as células vivas seriam reduzidas a casulos pré-fabricados presos a enormes
arranha- céus helicoidais. Como exemplo, as cidades flutuantes de Kiyonari que estão entre as
visões mais poéticas do movimento metabolista. Outro exemplo que pode ser comparado ao
Archigram está na Sky House de Kikutake e a torre de Nagakin Com cápsula para solteiros que
fora construída em Tóquio, apesar de poucos conceitos do movimento terem sido utilizados na
prática.
Figura 26: Kukutake, Projeto Cidade Marinha. (1958)
Fonte: PROÊNZA, 2006.

3 Futurismo no Brasil


O futurismo no Brasil colabora para desencadear o modernismo, que dominou as artes a partir da
Semana de Arte Moderna de 1922. No Brasil, esta vanguarda teve grande influência na produção
artística de artistas ligados ao movimento modernista. Anitta Malfatti e Oswald de Andrade
entraram em contato com Marinetti e seu Manifesto Futurista.
Outros artistas que também tiveram conhecimento e aderiram em algumas de suas obras o
movimento futurista foram Victor Brecheret, na escultura e Di Cavalcanti na pintura.
4Conclusão
Em suma, a vanguarda futurista proporcionou transformações marcantes na arte do século XX,
pois apresentou características intrínsecas que a destacou das demais, influenciando assim as
vanguardas posteriores como o fascismo e dadaísmo.
5 Referencias
RIBEIRO, Thiago. Futurismo. Disponível em: .
Publicado em: [Abril de 2008?]. Acesso em: 11/10/2012.
ENICLOPÉDIA
Futurismo.
Disponível
em:
. Atualizado em: 16 de Janeiro de 2009. Acesso em: 13/10/2012.
PROÊZA,
Samira.
Archigram
e
metabolismo.
Disponível
em:
<
http://defenestrando.wordpress.com/2006/12/19/sant%C2%B4elia-e-arquitetura-futurista/>. Publicado em:
19 de Dezembro de 2006. Acesso em: 16/10/2012.
HISTÓRIA DE TUDO. Disponível em: . Publicado em: [s.d.].
Acesso em: 16/10/2012.
FUTURISMO/1909. Disponível em: . Publicado em: 30 de Novembro de 2007. Acesso em: 17/10/2012.
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Publicado em: 30 de Novembro de 2007. Acesso em: 17/10/2012.
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Publicado em: 30 de Novembro de 2007. Acesso em: 17/10/2012.
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Publicado em: 30 de Novembro de 2007. Acesso em: 17/10/2012.
PROENÇA, Graça.Historia da Arte.12.ed.São Paulo.Ed. Ática, 1999.p.163
ARGAN, G.C.Historia da Arte Italiana 3.São Paulo.Ed.Cosac & Naify.p.423
_______________. Disponível em: . Publicado
em: 16 de Abril de 2009. Acesso em: 20/10/2012.
_______________. Disponível em: . Publicado
em: 31 de Outubro de 2007. Acesso em: 20/10/2012.


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