A troca de conhecimentos entre a história e a arquivologia



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.



A TROCA DE CONHECIMENTOS ENTRE A HISTÓRIA E A ARQUIVOLOGIA: Diagnóstico do arquivo histórico da Superintendência do Porto de Rio Grande
PAPACONSTANTINOU, Sophia Martinez.

MEDEIROS, Roberta Pinto. (Orientador)

papaconstantinou@hotmail.com
Evento: Seminário de Extensão

Área do conhecimento: História

Palavras-chave: História. Arquivologia. Pesquisa histórica.

1 INTRODUÇÃO
O Programa de Assessoramento aos arquivos do Porto do Rio Grande contempla o Projeto “Diagnóstico do arquivo histórico”, ambos vinculados a um convênio realizado entre o Curso de Arquivologia, do Instituto de Ciências Humanas e da Informação (ICHI) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e a Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG). No entanto antes do diagnóstico ser realizado há a necessidade do conhecimento sobre a história da instituição. A história auxilia a arquivologia no entendimento da evolução do Porto do Rio Grande, para que assim, os acadêmicos de Arquivologia apliquem seus conhecimentos e metodologias adequadas à documentação produzida pela instituição. Do mesmo modo a arquivologia auxilia a história ao preservar, manter e facilitar o acesso aos documentos que são usados como fontes para a pesquisa histórica. Não há superioridade do historiador para o arquivista, ou o contrário, o que há é uma reciprocidade de conhecimentos e de ajuda. O trabalho do historiador não é completo sem o arquivista, já que o profissional de arquivologia é o responsável pela sistematização e preservação de diversas formas de fontes. Assim como o trabalho do arquivista não é completo sem o historiador, porque é imprescindível o conhecimento da história da instituição para compreender os documentos gerados por esta.

2 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO
A metodologia utilizada até o momento pela parte histórica, não é do curso de história, mas do curso de arquivologia. Como a análise de conteúdo (metodologia de história) assim como outros métodos da área exigem reflexão filosófica, e atualmente esta não é a demanda do projeto, está sendo usada a pesquisa documental. Nesta pesquisa são levantados diferentes documentos como jornais e documentos gerados pelo Porto do Rio Grande. Além de jornais antigos (a partir do ano de 1880) e bibliografias de autoridades no assunto como o Prof. Dr. Francisco das Neves Alves. Os dados são coletados e sistematizados, assim os acadêmicos não estão reconstruindo a parte histórica no momento, estão apenas analisando os trabalhos de historiadores com a finalidade de entender o contexto que provocou a produção desses documentos e assim compreender como esses documentos foram gerados. Provavelmente haverá, no futuro do programa, um projeto que utilize metodologias e conceitos próprios da área de história para assentar novos itens na reconstrução da história do município e Porto do Rio Grande.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Em uma de suas obras o Prof. Dr. Francisco das Neves Alves, relata que a história do Porto está ligada a história de Rio Grande, quase não havendo separação entre elas, o que até o momento se prova correto, já que diversas bibliografias e os próprios decretos, leis, documentos gerados pelo Porto, mostram que quase tudo o que se fez na cidade desde 1737, foi em razão do Porto do Rio Grande. Muito se falou da sua barra perigosa e de difícil transposição, no entanto as melhorias no mesmo não foram abandonadas apesar das dificuldades e do alto custo, porque muitos entendiam que o Porto do Rio Grande traria desenvolvimento e receitas à cidade. No decorrer do projeto ou em futuros projetos, a reconstrução histórica trará novas informações que comprovarão ou mudarão a visão que hoje temos a respeito do Porto e da cidade, já que a história não é imutável.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Até o momento, a compreensão que se tem é que a História e a Arquivologia têm muito a apreender uma com a outra, não invadindo o espaço, mas angariando conhecimento na tentativa de realização de um trabalho sério e de qualidade não só no Porto, mas em qualquer outra instituição. O trabalho em conjunto entre os acadêmicos de Arquivologia e História está gerando muito mais do que exclusivamente trabalho, mas aproximação e respeito mútuo entre os acadêmicos que dentro dos seus conhecimentos propiciam novas visões de mundo.

REFERÊNCIAS
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6º Ed. Atlas: São Paulo, 2010.
SANTOS, José Abilio Pinto dos. Fundamentos em Arquivologia: Para uma Escrita da História. UFSM, 2004.

ALVES, Francisco das Neves; TORRES, Luiz Henrique. (orgs.) A cidade do Rio Grande: estudos históricos. Rio Grande: Editora da FURG, 1995.


Alves, Francisco das Neves, TORRES, Luiz Henrique. (orgs.) Visões do Rio Grande: a vila/cidade na óptica européia (1809 – 1887). Rio Grande: Editora da FURG, 2008.


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