A revoluçÃo francesa do século XVIII



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A REVOLUÇÃO FRANCESA DO SÉCULO XVIII

A Revolução Francesa foi resultado da crise política, econômica e social que a França enfrentou no final do século XVIII. Essa crise marcou o fim da monarquia absolutista que existia na França há séculos e da antiga ordem de privilégios que constituía o Antigo Regime Francês. Nessa época, a França era governada por Luís XVI, e a sociedade era dividida em classes sociais, conhecidas como Estados:



  • Primeiro Estado: clero;

  • Segundo Estado: nobreza;

  • Terceiro Estado: povo, definição genérica que incorpora o restante da sociedade francesa.

A sociedade francesa era muito bem definida: um grupo que possuía uma série de privilégios em detrimento do restante do país. É importante observar que o Terceiro Estado era uma classe extremamente heterogênea, formada por grupos distintos, como a burguesia e o campesinato.

De toda forma, a sociedade francesa era marcada por uma desigualdade extrema, uma vez que nobreza e clero gozavam de privilégios, como a isenção de determinados tributos e o direito de cobrar impostos por suas terras. Essa desigualdade social era a raiz da crise enfrentada pela França no século XVIII.

Etapas da Revolução Francesa

A partir da Queda da Bastilha, o processo revolucionário francês estendeu-se por dez anos e só foi finalizado com o Golpe de 18 de Brumário, organizado por Napoleão Bonaparte. Toda a extensão do processo revolucionário francês é organizada em três fases:


  • Assembleia Nacional Constituinte e Assembleia Legislativa (1789-1792)




  • Convenção (1792-1795)




  • Diretório (1795-1799)



Assembleia Constituinte e Assembleia Legislativa


Esse é o período inicial da Revolução Francesa e corresponde aos anos em que os constituintes redigiram uma Constituição para a França e ao período da Assembleia Legislativa. Como mencionado, a Queda da Bastilha fez com que se espalhasse o processo revolucionário por todo o país. Os camponeses, temerosos de que a aristocracia reagisse e deixasse-os sem alimentos, partiram para o ataque.

Com a radicalização do povo nesse contexto, uma série de mudanças aconteceu na França. Os privilégios feudais foram abolidos no começo de agosto e, no fim desse mês, foi anunciada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, talvez o documento mais importante de toda a Revolução Francesa. Esse documento determinava, teoricamente, que todos os homens eram iguais perante a lei.

As tentativas de barrar a radicalização da revolução tornaram-se claras quando foi promulgada a nova Constituição Francesa em 1791. Ela transformou a França em uma Monarquia Constitucional e frustrou aqueles que esperavam que a França seria uma República com ampla democracia. Com isso, a Assembleia Nacional Constituinte transformou-se em Assembleia Legislativa.

Convenção


Com a instauração da República na França, a Assembleia Legislativa foi substituída pela Convenção, inaugurada em setembro de 1792. Os membros da Convenção foram determinados por sufrágio universal masculino. Com isso, Luís XVI deixou de ser o rei da França, e um novo debate surgiu: a execução do rei.

Enquanto os girondinos exigiam que Luís XVI fosse exilado, os jacobinos exigiam sua execução. O destino do rei foi selado quando foram descobertas evidências que o associavam ao esforço contrarrevolucionário realizado no exterior. Assim, o rei foi executado em janeiro de 1793.

A atuação dos jacobinos gerou, naturalmente, uma reação dos grupos conservadores, representados pelos girondinos. Essa articulação contou com o apoio da alta burguesia francesa e resultou num golpe conhecido como Reação Termidoriana, que aconteceu em 1794. A partir dessa data, os girondinos tomaram uma série de medidas que reverteram as decisões jacobinas. Em 1795, a Convenção foi substituída pelo Diretório. Com a Reação Termidoriana, vários jacobinos, incluindo Robespierre, foram guilhotinados.

Diretório


Com a derrocada jacobina, os girondinos e a alta burguesia francesa redigiram uma nova Constituição para a França e restauraram algumas medidas, como o voto censitário. Foi um período autoritário no qual o exército francês foi utilizado várias vezes para reprimir o povo. Além disso, houve resistência às tentativas de golpe por parte de jacobinos e monarquistas.

A instabilidade que a França vivia fez com que a alta burguesia francesa defendesse esse autoritarismo, pois as massas estavam insatisfeitas, a economia estava ruim e a guerra ameaçava o país. Por isso, passaram a defender a implantação de uma ditadura no país sob o governo de uma figura forte, autoritária. Dessa forma, nasceu o apoio a Napoleão Bonaparte, general famoso por liderar os exércitos franceses na luta contra as coalizões internacionais.

O resultado disso foi a organização de um golpe por Napoleão, que, em 1799, tomou o poder da França em um evento conhecido como Golpe dos 18 de Brumário. Iniciou-se, então, o Período Napoleônico.

Consequências


Os dez anos da Revolução Francesa geraram diversas consequências para a França e para o mundo. Algumas consequências de destaque foram:

  • Fim dos privilégios de classe na França;

  • Fim de qualquer resquício do feudalismo no país e início da consolidação do capitalismo;

  • Início do processo de queda do absolutismo na Europa e na França;

  • Inspiração para movimentos de independência no continente americano;

  • Popularização da república como forma de governo;

  • Separação entre os poderes;

  • Imposição das liberdades individuais, que tornavam os homens “iguais perante a lei”.

ATIVIDADE DE HISTÓRIA 2º C – A REVOLUÇÃO FRANCESA

Fazer uma pesquisa sobre a “REVOLUÇÃO FRANCESA DO SÉCULO XVIII” e em seguida

Responder as seguintes questões:



1. “O consumo nutritivo básico era constituído por cereais, na maioria das vezes sob a forma de pão.” (V. Nahoum-Grappe, historiadora francesa, séc. XX). Mostre como era a situação dos camponeses no antigo Regime.

Os iluministas acreditavam que as pessoas são produto da sociedade em que vivem da educação que receberam das experiências que tiveram. Então, concluíram que os criminosos não deveriam ser punidos, mas sim reeducados. Por isso os iluministas foram contrários à pena de morte e à tortura



2. “[a nobreza] abocanha a melhor parte da riqueza nacional sem ter feito nada para produzi-la”. (...) “Tal classe é uma verdadeira estrangeira para a nação por causa de sua indolência...” (Sièyes, 1789). Avalie a situação da burguesia na véspera da Revolução Francesa de 1789.

A burguesia ou chamado pequeno burgues, classe composta de pequenos comerciantes, trabalhadores urbanos e camponeses (3º Estado) eram obrigados a pagar altos impostos e sustentavam todas as outras classes sociais que compunham a época (clero, nobreza, aristocratas em geral).



3. “O debate público mudou de aspecto”. (...) Trata-se, na verdade, de uma guerra entre o Terceiro “Estado e as outras duas ordens.” (Mallet du Pan, 1789). Mostre as razões para o rei Luís XVI ter convocado a Assembleia dos Estados Gerais e explique os conflitos ocorridos na Assembleia.

A fim de angariar mais fundos para pagamento das dívidas, Luís XVI buscou implantar um novo imposto sobre a propriedade dos notáveis - nobreza e clero -, o que foi rejeitado pela Assembleia dos Notáveis, e fez com que o rei convocasse a Assembleia dos Estados Gerais em 1789, instituição que não era reunida desde 1614.



4. “Para que uma Constituição seja justa, é necessário que esteja fundada nos direitos do homem e que o defenda.” (Mounier, deputado da Assembléia Constituinte, 9 de julho de 1789). Por que a elaboração de uma Constituição foi considerada um acontecimento revolucionário?

Porque a partir dela as relações de poder no interior do Estado passariam a ter uma limitação objetiva. A  Constituição como lei fundamental delimitaria o âmbito de atuação do Estado, ao mesmo tempo que as garantias individuais dos cidadãos perante  ele ficariam asseguradas. Desse modo seria possível evitar abusos como aqueles recorrentes no Absolutismo.



5. “Quando a colheita começou (1789), o conflito entre o Terceiro Estado e a aristocracia, sustentada pelo poder real, e que, em diversas províncias, já tinha dado às revoltas da fome um caráter social, transformou-se de repente em guerra civil.” (Georges Lefèbvre, historiador francês do século XX). Explique o que foi a Noite do Grande Medo.

Foi quando a Revolução se espalhou pelo campo,
resultando em tomada de terras, mortes e fuga de
nobres.


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