A partir de hoje todos aqueles que decidiram concluir a Inscrição serão considerados “Fantasmas”, não na verdade não vocês devem ser tornar fantasmas



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Encontro10.10.2018
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WAR VOID
Para trabalhar nesta área, todos eram cegos porque todos tinham coragem, e por terem coragem todos eram considerados idiotas... Mas independente daquilo que pensassem dessa profissão suicida uma coisa é certa, Alguém precisa fazer o serviço.
A Habilidade de continuar, mesmo que caindo e mesmo com todos aqueles riscos isso é essencial para se manter firme naquele mesmo caminho, Embora o futuro de todos aqueles que escolheram isso como profissão teve apenas um resultado no final, e isso é o desespero. Void’s são criaturas que se alimentam de humanos e alguém precisa lutar contra elas porém requer mais que habilidades isso requer determinação, muitos destes profissionais que ainda sobrevivem sucumbem a loucura e com o tempo se tornam inúteis ou cometem suicídio, pois a pior parte em relação com uma luta contra algum Void é que você sem dúvidas irá presenciar seus colegas de trabalho serem estraçalhados, assim como civis e até familiares caso falhe na proteção dos mesmos.
Um desses “Fantasmas” está na fila de inscrição para se tornar um dos caçadores de Void’s independentemente de quais sejam seus motivos, o que este rapaz está fazendo é uma forma de suicídio e precisamos observa-lo assim como os outros e poucos homens na mesma fila que estão para se inscrever e então procurar entender, por qual motivo alguém tem a coragem de dar sua vida pelo próximo, Idiotice? Heroísmo? Isso é algo que cabe a cada um encontrar a resposta, mas sem dúvidas no final ainda seria necessário alguém lutar contra aqueles monstros.
Na mesma fila, olhos sem vida que não refletem mais nada e aguardam para preencher os folhetos e ser enviado para o caminho da morte que não terá mais volta avançavam de um em um até que um desses “Fantasmas” um homem alto coberto por um capuz com roupas desgastas e com metade da parte de baixo de seu rosto sendo coberta por um pano preto ele preenche o folheto e então logo se retira da mesma fila.
A Partir de hoje todos aqueles que decidiram concluir a Inscrição serão considerados “Fantasmas”, não na verdade não... vocês DEVEM ser tornar fantasmas.

Um homem com vestimentas militares de uniforme preto e vermelho com várias bandagens sobre o olho, braço e perna esquerda começa seu discurso em frente aquelas almas mortas e então continua...


Lutar? Matar? Aquelas coisas é uma tarefa impossível até para nossos melhores homens, o máximo que podemos conseguir em uma luta de frente é se tornar carne moída... Para aqueles que ainda não sabem vou apresentar o nosso equipamento especifico contra os Void’s criaturas que podem surgir do nada e do nada deixar apenas sangue... Operando por cinco minutos essa máquina que pesa 200Kg nós somos capazes de fechar qualquer portal e entrada de um Void naquela região em um raio de 3KM, Infelizmente a notícia ruim é a de que normalmente chegaremos atrasados e precisamos lutar durante cinco minutos com armas comuns ou explosivos que não funcionam contra aquelas coisas, e está aí a nossa função como fantasmas!

O Oficial com um olhar sério em seu rosto coloca seus punhos atrás de suas costas e então continua sua explicação

Precisamos entrar no ponto do Void com o equipamento e então iniciar o fechamento daquele Portal, porém de preferência sem ninguém ser visto, assim que estivermos no alcance certo é só ativar e defender a máquina por cinco minutos, todas as criaturas que já estiverem fora do portal serão atraídas pela máquina e mesmo que destruam mesmo se conseguirmos aqueles cinco minutos será suficiente!

Um daqueles “Fantasmas” que estava na fila levanta sua mão para o oficial, percebendo isso aquele oficial logo responde:

Qual a pergunta?

—O que fazer com os Void’s que já passaram do portal?

Eles morrem se ficarem distantes do portal ou sem carne humana... então é basicamente conseguir evita-los ao máximo... O inimigo opera no máximo por cerca de três horas sem um portal próximo

Um outro homem que estava na fila porém totalmente coberto pelo seu pano no rosto e capuz também levanta a mão para o mesmo oficial e então diz:

—Se um tipo Raro surgir quanto tempo para eliminar?

No mesmo momento em que a pergunta é feita o oficial fica em silêncio por alguns instantes e então o responde.

Não sei onde aprendeu em relação aos tipos de “Anormalidade” mas um raro normalmente leva 30 horas... Bom senhores vamos continuar para a sala de treino.
Caminhando com aquela fila de homens que aceitaram a morte, eles iniciam seus deveres como soldados e seguem em seu treinamento.

[1 MÊS DEPOIS]


Todos ainda eram iniciantes porém esse tempo já era o suficiente para envia-los até as linhas de frente e chamados em relação ao conflito, e aqueles que sobrevivessem desde que não ficassem totalmente incapacitados ainda deveriam lutar até o fim! Um dos pontos mais importante dessa seleção de “Corpos” para a guerra é que eles precisam de doses contra a infecção de Void’s qualquer ferimento causado por um daqueles monstros mataria um humano sem essa proteção em questão de dias, porém com aquelas doses eles ainda continuariam vivos porém não passariam de dois ou cinco anos com vida após tomar essas contramedidas de Void’s e por isso são conhecidos como Fantasmas, no momento em que você é alistado é só uma questão de curto tempo até conhecer a morte independente de sobreviver contra os Void’s ou não... Todos aqueles homens já aceitaram morrer cedo.
Um dos homens que estava na fila de inscrição e o único cobrindo seu rosto e corpo com um capuz no momento encontra-se no refeitório do estabelecimento junto com os outros soldados de sua divisão e durante aquele mês inteiro ele só falava algo quando era necessário e não fazia nada fora do comum e sequer se distraia para passar o tempo quando ficava com ordens de vigilância quase como uma máquina, e é claro que todos ali já haviam aceitado a morte porém a concentração dele era algo excepcional e independente de qual motivo tenha o levado a aceitar o fim de sua vida sem dúvidas deveria ser algo ao extremo. Um dos soldados que também fazia a refeição resolveu se aproximar deste homem misterioso e então diz:

—Já faz um mês porque não nos diz pelo menos seu nome se vai lutar conosco?

— ... ... Não há a necessidade de dizer um nome, se quiser descobrir torne-se um oficial.
Todos documentos ali em relação aos soldados é privado e também não há a necessidade de espalhar nomes, em breve muitos vão morrer e provavelmente assim é a melhor de forma reduzir aqueles sentimentos desnecessários para aceitar aquele mar de sangue, e também existe o fato de que fantasmas são praticamente suicidas e com a população atual que acredita que simplesmente fugir é o suficiente esses “Suicidas” acabam tendo uma péssima reputação lá fora e evitam manchar o nome de suas famílias.
Naquele mesmo refeitório e no mesmo momento em que aquele soldado se aproximou para conversar com o “Fantasma” misterioso acontece um novo problema, uma mulher com o uniforme de oficial entra no refeitório com sua caderneta e começa a conversar com o cozinheiro do refeitório em frente ao balcão e discutem sobre a logística de alimentos fornecidos pelo exército, um grupo de três soldados passam próximos a ela e então um deles assediam a oficial passando sua mão nas partes inferiores e no mesmo momento ela grita:

QUE DROGA É ESSA?! Dá para parar?!!

No mesmo momento em que o outro fantasma misterioso percebe o problema longe dali o brilho de seus olhos voltam por um instante como se a conhecesse de algum lugar... e então arremessa sua faca de refeição na direção daqueles três soltados fazendo com a faca passe entre a cabeça de dois e acabe fincada na parede.

—Minha mão escorregou...

No mesmo instante aquela briga acaba porém dois guardas entram no refeitório e acabam resolvendo o problema levando aquele pequeno grupo de três soldados, aquela oficial bem distante continua a observa o homem que esconde seu rosto e então saí daquele refeitório, o soldado que estava do lado daquele misterioso diz:

— Wow! Que mira foi essa cara, eu só queria seu nome mas acho que depois disso você precisa é de um apelido! Knife Hunter? Knifer? Hmm... K?

— Faça como quiser, mas ainda não vou dizer meu nome.
Logo depois que a oficial saí daquele local ele tira aquele pano que cobre seu rosto e inicia sua refeição.
Um dos alarmes da base começam a tocar e no mesmo instante “K” coloca de volta aquele pano sobre o rosto e seu colega próximo diz:

— Finalmente nossa primeira batalha, pode me chamar de Dennis! Vamos morrer mesmo mas prefiro que morra sabendo quem sou eu.


Em alguns minutos depois todos os soldados começam a se mobilizar e se direcionar até os veículos de transporte como jipes e caminhões e logo partem em direção até o seu objetivo, um pouco distante daquele Void que se abriu eles mantêm uma distância de 5KM e tiram seu equipamento pesado e levam a pé em direção aquele portal que se abriu, mesmo mantendo essa distância eles ainda observam o que está acontecendo na cidade e com aquele binóculos era possível enxergar todos os cantos vermelhos de terror e sangue, não havia se passado nem uma hora sequer porém a destruição era total e com extremas baixas de civis na região, os mesmos soldados continuam sua marcha com o equipamento de 200Kg que por hora está sendo carregando por um transporte robótico e pequeno, cerca de 120 Homens avançam de forma silenciosa e com calma tendo em vista seu objetivo de chegar até o portal e iniciar o uso do equipamento.

Em uma questão de tempo com sua marcha lenta eles chegam na distância necessária para fechar o portal, sendo que 10 daqueles 120 Homens já estão mortos por ordem de distração para fazer com que os Void’s dispersassem do grupo principal, até esse ponto a missão foi um sucesso esse é o momento em que eles iniciam o equipamento para defende-lo durante cinco minutos, com explosivos e minas deixados ao redor da área eles precisam apenas completar seu objetivo principal. Em uma questão de segundos todos os Void’s próximos começam a berrar e mesmo que estivessem um pouco longe ainda faziam a terra tremer e era esse o tipo de inimigo que se aproximava daqueles 110 Homens


[CONTADOR 4: 30]

DEFENDAM A TODO CUSTO!!!

11, Bravo, Delta avancem e deem suas vidas nas 12 Horas

Com suas botas sujas de sangue pelo fato de terem caminhado por aquela região de terror e seu olhar de morto aquele oficial bate continência aos soldados que partem pela frente


7, Charlie, Dmitri 6 Horas... 3, 19 Mantenham 3 Horas .... Hotel, 9 Comigo nas 9 Horas
Todos os grupos logo se dispersam para atrasar os inimigos em suas respectivas direções porém em uma questão de segundos todos os explosivos e minas deixados para a primeira linha de defesa dos equipamentos já estavam começando a explodir e no máximo contra Void’s essa medida serve para ganhar tempo usando o impacto dos explosivos, nenhum dos soldados estão equipamentos com coisas desnecessárias como armas e munições não explosivas o armamento primário é um tipo de lançador de granada, não há a necessidade de matar aquilo que não morre da forma convencional.
[CONTADOR 3:00]

As linhas de defesas primárias já haviam sido ultrapassadas e agora os soldados usam seus equipamentos como forma de ganhar mais tempo, e seus corpos como ração para o inimigo servindo com o mesmo propósito. Eram apenas 110 Homens e nesse curto período de tempo são apenas 45 Homens ainda vivos

(Rádio) — Perdemos o Norte e Oeste eles-

No mesmo instante o soldado que pressionava um simples botão larga seu rádio sobrando apenas seu braço e aquele mesmo rádio no chão que logo é encharcado pelo sangue...

Como contra reposta aquele pequeno grupo de homens retornam os outros flancos para ficarem mais próximos do equipamento e criarem uma linha de defesa final até que o portal seja fechado

[CONTADOR 1:80]

Nesse ponto eles já estavam em seu limite e com todos desgastados pela fadiga... Ainda faltava muito tempo mas todos já estavam em desespero e essa era a primeira campanha desses homens quando de repente o portal começou a fechar... Todos olhavam como se aquilo fosse mais que vitória e até mesmo aqueles que estavam com metade de seus corpos para serem engolidos ainda conseguiam de certa forma esquecer a dor e comemorar um pouco ao ver aquele grande portal no centro da região se fechar.
O oficial se aproxima do equipamento pelo leste sem uma das mãos e mancando até o centro do equipamento e logo recebe um chamado em seu rádio

— GRUPO S11 Concluiu o tempo de operação... iniciem a retirada.


Essa operação para o fechamento do portal incluía cinco grupos de 120 Homens com cinco equipamentos Anti-Portais e tudo o que eles precisam é ativar os equipamento até encerrar o tempo, Além de uma tropa principal com mais de 12.000 Homens pelas bordas em uma longa distância evitando com que os Void’s se espalhassem pela mais pela região, apenas os “Fantasmas” entram na Zona de Risco, e com cinco equipamentos em direções opostas no raio de 3km em relação aquele portal eles também dispersam as forças inimigas em cinco direções para defender o equipamento, ou seja o ataque que receberam é provavelmente 1/5 das forças de Void’s que saíram daquele portal... de 120 Homens do grupo em que estava o “K” aquele homem misterioso sobreviveram apenas 14 Pessoas.
Aquele oficial que estava sem uma das mãos logo caí de joelhos no chão e diz:

— Batam em retirada... podem me deixar aqui... eu consigo sentir a morte... foi ... foi tão perto...

Com o frio consumindo todo o seu corpo o único calor que ele ainda conseguia sentir era o sangue que saia por um de seus braços, e logo caiu no chão em frente ao equipamento que fecha os portais.
“K” O Homem misterioso era uma das distrações e estava correndo contra três inimigos pela cidade, no momento ele estava sendo caçado porém se mantinha escondido dentro dos destroços de uma loja de roupas, ele recebe em seu rádio as ordens para retirada e no mesmo instante percebe que aqueles inimigos ainda estão se aproximando, então em uma tentativa de distrai-los ele joga algumas granadas dentro da construção, destruindo toda estrutura interna e derrubando aquele leve teto de proteção, tão rápido que parecia ser simplesmente uma sombra ele corre para fora do edifício e se depara de frente com um dos Void’s em uma fração de segundos por intuição ele se desvia do ataque do inimigo porém quando olha para seu braço direito ele não estava mais lá, praticamente esquecendo o significado de dor e desespero e agindo como uma máquina ele usa o outro braço para arremessar uma de suas bombas improvisadas no inimigo e então a queima roupa ela explode derrubando a frente do edifício em que ele estava e o deixando em baixo dos escombros.
[UM DIA DEPOIS]
“K” Acorda na cama de um hospital sem seu olho direito e coberto por bandagens, essa foi sua primeira batalha e os danos já são absurdos porém ele sobreviveu ao impossível... e é claro para mantê-lo vivo ele precisou tomar mais algumas doses extras do remédio e dessa dia para frente até encontrar a morte ele irá viver com seu corpo em dor devido ao uso excessivo do remédio e desta vez ele sequer pode comer uma comida decente devido a problemas em seus órgãos internos e no máximo líquidos e uma sopa ou doses externas, os problemas são irreversíveis porém o maior deles normalmente é o estado mental do paciente, uma das enfermeiras também com um uniforme militar se aproxima dele.

—Finalmente acordou como se sente?

—Pronto para mais uma rodada...

A Enfermeira sorri um pouco e logo diz:

—Ao menos acho que não vou precisar marcar por traumas psicológicos, sua cirurgia será amanhã.

—Entendido

Sem sequer pedir por informações do que se trata aquela cirurgia ele já tinha em sua mente a única possibilidade do que poderia acontecer, pois para os “Fantasmas” perder algumas partes do corpo ainda não os tornam descartáveis.
Mas contra o que lutam? Ninguém realmente sabe... essas criaturas receberam o nome de Void por significarem o “Vazio” e seus portais também surgem de onde não há nada, por algum motivo esses mesmos portais drenam uma quantidade absurda de energias especificas uma delas sendo eletricidade, o equipamentos que são utilizados contra esses portais também drenam os mesmos tipos de energia e usam um pulso eletromagnético para atrapalhar os portais, um portal sequer é algo material e quando fechado simplesmente desaparece sem deixar rastros, transformando isso em uma tarefa ainda mais difícil para pesquisar os portais, eles são como esferas ou pequenos buracos negros que flutuam próximos a superfície enquanto permite criaturas saírem do vazio através dele, Há muito tempo atrás a humanidade chegou em diversos acordos e se manteve em tempos de paz, isso fez com que o número de equipamentos como artilharias, misseis e aviões e armas nucleares ficassem praticamente escassos, porém mesmo que fossem poucas unidades isso também foi testado contra portais e apenas a maioria das Nucleares e Dispositivos de EMP tiveram sucesso, porém até que isso fosse feito foi perdido uma boa parte de territórios sendo que o uso de equipamentos nucleares também contaria como uma derrota a longo prazo, no final das contas o objetivo dos “Fantasmas” sempre foi e sempre será ganhar tempo até que consigam ao menos entender de uma forma eficaz o surgimento destes portais.
[UMA SEMANA DEPOIS]
Com exceção de seu olho direito que ainda está coberto com bandagens, “K” o Fantasma tem uma boa parte de seu corpo substituído por peças mecânicas, um fantasma e também um sobrevivente que sequer começou sua luta mas enquanto estiver vivo ele irá lutar até o fim, em poucos passos ele mais um vez se aproxima daquele mesmo refeitório de seu quartel, porém mesmo no horário em que muitos deveriam estar fazendo sua refeição o local estava praticamente vazio e os poucos que sobreviveram estavam cobertos por bandagens ou com partes do corpo substituídas pelo mais leve e prático metal que a ciência poderia fazer, com um único proposito que é mantê-los ativos para mais uma batalha contra o desespero, alguns estavam em uma situação em que você poderia simplesmente perguntar Humano ou Máquina? Porém a resposta final ainda continua a mesma ... Apenas um fantasma. Naquele refeitório quase vazio e em silêncio entre aqueles poucos que sobreviveram, “K” Caminha até o balcão para pegar a sua ração em Forma líquida de carne e vegetais, mais uma vez ele encontra aquela mesma oficial de antes porém desta vez era ela quem estava servindo a ele e logo ela pergunta:

—Já nos vimos em algum lugar antes?

Ele já não tinha mais brilhos nos olhos porém tinha uma forte sensação de querer chorar no mesmo momento em que ela fez a pergunta, porém ele se vira de costas com seu pequeno pacote de Alimento Líquido e responde:

—Não
Mais uma vez e agora em menos de uma semana os alarmes da base voltam a ser acionados, muitos soldados ainda precisam se recuperar totalmente da cirurgia e ferimentos do último ataque mas não há tempo suficiente os fantasmas foram chamados mais uma vez, e desta vez não havia novos inscritos o suficiente para as linhas de frente. Deixando para trás a sua refeição e mais uma vez colocando seus equipamentos básicos “K” segura novamente em suas mãos aquelas granadas porém desta vez com uma mão mecânica e um corpo tão fraco que tremia por estar em seu limite.


Um novo oficial de alta patente substituiu o comando das unidades, e este sequer era um fantasma, muitos dos soldados que estão nessa infiltração não são suicidas e foram treinados por mais de 6 anos, a necessidade de membros do exército antigo só aterrorizava mais ainda todos que estavam naquele lugar, tendo em vista as preocupações dos soldados que estavam próximos aquele oficial ele decide ser claro em relação nova operação.

Senhores! Um portal do tipo raro abriu em um local com os equipamentos que drenam energia, isso significa que não sabemos como fechar e não temos força para tal... Nosso objetivo primário é atrasar o avanço dos Void’s e ganhar tempo para os civis das cidades vizinhas vamos abandonar esse estado.


Com desta vez um exército somando 120.000 Homens o objetivo dos soldados não é próximo aos portais e sim nas proximidades para ganhar o máximo de tempo possível até que todos sejam evacuados do local. O Fantasma “K” a muito tempo atrás ele perdeu sua família para os Void’s sendo o mesmo caso de um Portal Raro e acabaram abandonando a região, sua esposa e uma de suas filhas morreram e algo que ele sequer esperava seria ver mais uma vez tão cedo o tipo raro de Void’s, seu objetivo é vingança mas seus inimigos não morrem porém o seu espirito de luta ainda não se apaga.
Em um comboio de caminhões e tanques militares eles seguiam até seu destino final, porém antes mesmo de chegarem em seu destino o comboio é atacado por Void’s em uma área ainda distante

— O que está acontecendo? Fumaça? Pergunte no rádio porque o comboio parou

— Não estão respondendo!
“K” Se levanta de seu assento no transporte militar e deixa o veiculo enquanto diz

— É um tipo raro já devem estar aqui.

— Mas mal saímos da base? são mais de 60Km em território

O Rádio do operador eletrônico emite novas ordens.

[Preparar todos equipamentos no Local Objetivo prender o Void branco e verde com cerca de 55m de altura na sua posição!]
Em uma sala bastante distante do campo de batalha um dos generais segura sua chave do arsenal nuclear e já espera pelo pior... “K” desaparece da vista do comboio e entra sozinho no território em direção aquela gigante criatura com proteções em branco e verde pelo corpo quase como escamas e olhos na cor verde quase como se fossem chamas eles ainda emitiam algum tipo de calor, por sorte o mesmo Void ele avançava em direção as tropas do comboio da primeira base e “K” caminhava contra sua direção para executar um dos planos do exército com explosivos, faltavam apenas 600m para o Fantasma que caminhando pelas sombras e se escondendo nos destroços tinha como mais uma vez o objetivo de ganhar tempo, porém desta vez “K” sabia que poderia matar esse Void! Ele tinha certeza porém isso também custaria sua vida... Para não preocupar sua família ele manteve seu rosto escondido e agiu como uma máquina se tornando um fantasma apenas para conseguir sua chance de lutar contra um tipo raro, seu corpo sequer é como antes mas para ele tudo aquilo não foi em vão e hoje ele pretende provar usando seu próprio egoísmo e para aliviar sua própria dor, que ele foi capaz de vingar sua família e mais uma vez trazer um significado para sua existência, mesmo isso significando o fim de sua vida.
Ele chega em seu destino uma pequena colina dos dois lados cercado por um rio e então posiciona seus explosivos básicos nas posições por sorte o clima era de chuva e facilitaria no deslizamento, talvez a criatura por si só acabe caindo se pisar neste local porém ele se certifica de colocar os explosivos como garantia, no mesmo instante ele observa aquela figura imensa se aproximar do destino e então aquele Void imediatamente para de se movimentar...

—Ele parou? Não mas porque?

E No mesmo instante muda de direção e começa a não seguir pelo Rio, naquele sala onde estava um dos generais ele já havia usado sua chave e lá estava ela presa, e com o botão do arsenal nuclear pressionado, o Void do tipo raro estava abrindo mais um portal porém próximo a ele e então começava a se retirar mais uma vez se volta ao vazio, Sem sequer pensar “K” Atirou um dos seus lanças granadas em direção aquele portal que estava se abrindo e logo ele se fechou mais um vez, a criatura se vira para aquele rio na direção de onde se aproximou aquele ataque e volta a caminhar até os explosivos, porém antes do Void Raro se aproximar tudo treme e logo brilha como se sentisse no inferno, “K” sente a ondar de calor pelo seu corpo e logo percebe que aquilo foi a primeira bomba nuclear, porém ele se pergunta: porque ainda estou vivo?

E observando para os céus lá estava a mesma criatura usando a armadura de seu corpo como um escudo que flutuava e se tornou quase que uma esfera protegendo ela do primeiro ataque, Sem pensar muito mais uma vez “K” dá seu segundo disparo do lançador de granadas ele acerta a criatura porém seu braço mecânico se separa do corpo, ainda era necessário tempo para ele usar aquilo, tudo já estava em seu limite, o metal e também o seu corpo... Em uma questão de segundos os Void’s menores se aproximam de “K” e o divide como se fosse uma refeição, a parte superior de “K” sem a parte inferior da cintura e com muito sangue se espalhando pelo cenário, ele rola na lama e caí do lado dos explosivos naquele rio mas também observa que o Void branco também está próximo da posição ideal, e em seu último suspiro ele aciona o botão dos explosivos em seu colete fazendo com que ele se torna-se apenas cinzas mas também o Void branco acabasse perdendo o equilíbrio e deixando na direção errada suas escamas de proteção, e mais uma vez aquela onda de choque infernal atinge a região porém desta vez transformando em poeira e destruindo toda natureza e construções em volta não deixando sequer um rastro do terror dos Void’s naquele mapa... e mais uma vez o Exército sofre uma derrota contra os Void’s optaram por abandonar a região, não conseguiram recuar civis o suficiente, e aquela região ainda irá sofrer com os problemas de radiação por várias décadas... Porém para aquele fantasma que se sacrificou ... Isso foi uma grande vitória!


Não muito tempo após o arsenal nuclear ser acionado, aquele mesmo general que estava com a chave do arsenal vai até um centro de refugiados e entrega pessoalmente para aquela outra oficial que “K” havia visto várias vezes no refeitório e que por ela sua escolha foi esconder sua identidade, o general se vira de costas e diz:

—Ele disse que eu nunca deveria contar isso... mas parece que tive que quebrar a minha promessa.


O Documento simplesmente mostrava o nome verdadeiro de “K” o Fantasma e Suicida... cada um desses homens morrendo por um objetivo porém talvez ele seja o único que tenha obtido sucesso com sua vida, literalmente sua vida.
Apollo Kuznetsov Pai de Ana Kuznetsov.
Um o fantasma e sua filha um oficial da administração, e aquela foi a última vez em que ela viu o seu pai.
Talvez não seja simples entender a mente de um fantasma mas ...Para trabalhar nesta área, todos eram cegos porque todos tinham coragem, e por terem coragem todos eram considerados idiotas... Mas independente daquilo que pensassem dessa profissão suicida uma coisa é certa, Alguém precisava fazer o serviço.


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