A linguagem não-verbal de cantares



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A linguagem verbal e não verbal: influência da corporalidade no processo de comunicação organizacional1 Profª Anely Ribeiro – Universidade Federal do Paraná - Doutoranda em Estudos Lingüísticos Prof. Marcelo Hagebock Guimarães – Prefeitura Municipal de Curitiba- Especializando em Fisiologia do Exercício)

No campo não verbal existem hoje estudos sobre os comportamentos de pacientes em psicanálise e da relação entre o comportamento não verbal e o que chamam de memória implícita. Nosso estado mental influencia nossos movimentos e mesmo a incapacidade de verbalizar não significa incapacidade de nos comunicarmos em algum nível. A psicanálise estuda isso a nível de inconsciente, como a linguagem não verbal forma memórias nos indivíduos, do mesmo modo que a linguagem verbal. Nosso inconsciente capta um nível de linguagem que é intuitivo, como as mães que percebem por observação mudanças em seus filhos imperceptíveis por outras pessoas.

Nós “lemos” sem percebemos muitas informações não verbais e as memorizamos, numa área diferente da que usamos para as “palavras”. Os neurocientistas apresentam a memória como um processo extremamente complexo. Existem vários tipos de memórias que se dividem em duas grandes categorias: a memória implícita e a explícita. A memória explícita refere-se a informações acessíveis à consciência passíveis de serem evocadas voluntariamente e de serem expressas verbalmente. Já a memória implícita é formada pelas coisas que sabemos, ou fazemos, sem termos a experiência consciente do recordar. Estas memórias podem ser muito simples (um cheiro, um toque) ou muito complexas (dirigir um automóvel). A memória implícita abrange desde a memória inata (como um susto ao se ouvir um barulho muito alto) até reflexos condicionados, ou padrões motores aprendidos (andar de bicicleta). Estas memórias podem também ser chamadas de procedurais, ou de procedimento, apesar de sabermos que as memórias implícitas envolvem muito mais do que ações. Não podem, portanto, ser expressas em palavras e independem da recuperação consciente das experiências. São, por natureza, inconscientes.



(Ciências & Cognição 2009; Vol 14 (3): 193-203
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