A linguagem não-verbal de cantares



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Gestualização

Cantares vai dos gestos sutis até os mais amplos. Há nele correria ( Leva-me após ti e corramos!), espancamento (os guardas da cidade rasgaram meu manto e me espancaram), há nele a dança intensa (Porque quereis contemplar a Sunamita na dança de Maanaim?), o riso ( teus dentes são como ovelhas tosquiadas que sobem do lavadouro), abraços ( põe tu braço em torno de minha cintura), há caça à raposas, há trabalho pesado (a vinha que me pertence não guardei). A jovem arrasta ao rei (então segurando o arrastei pra casa de minha mãe), disfarça-se de pastora (onde guardas o teu rebanho e onde o conduzes ao meio dia?), toca um rebanho de cabras desajeitadamente. Ela sobe ladeiras e pula desfiladeiros (pomba minha que sobe as ladeiras). Ela desmaia (não sei como, encontrei-me no carro do meu nobre povo), curva-se para suplicar (Se virdes o meu amado avisa-o que estou enferma de amor)... Pula com raiva para conjurar... ( conjuro-vos, óh! Filhas de Jerusalém! Não desperteis ao meu amor até que queiras!) Ela grita ao vento ( Vem tu vento norte! E tu vento sul!), grita ao amado: (Vem amado meu!) sobe do deserto assentada numa liteira (quem é esta que aparece como a alva do dia).



A dança é a coroação de Cantares. É também a mais expressiva arte corporal humana. É o gesto elevado a categoria da perfeição. A dança soma o ritmo, a harmonia, a graça, o controle perfeito do corpo, é um exercício de concentração, é um exercício lúdico, e empresta a linguagem do corpo, a capacidade de fazê-lo cantar. A dança é a sublimação dos gestos.

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