A influência da duraçÃo do sono em doenças cardiovasculares



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A INFLUÊNCIA DA DURAÇÃO DO SONO EM DOENÇAS CARDIOVASCULARES

Jaqueline Dal Curtivo dos Passos – Biomedicina FPP

Lisley Stephani Macedo Vieira – Biomedicina FPP

Gabriela Stadler – Biomedicina FPP



Lígia Jacon – Biomedicina FPP
E-mail: jaque.dcpassos@gmail.com

PALAVRAS-CHAVE: Doenças cardiovasculares. Transtorno do sono do ritmo circadiano. Medicamentos indutores do sono. Distúrbios do início e da manutenção do sono. Fases do sono.

RESUMO: O estudo da duração do sono associado a doenças cardíacas, retrata forte associação entre sistema nervoso autônomo e alterações metabólicas. Sendo assim, a teorização da pesquisa bibliográfica, pelo método da problematização, fundamentou-se na análise de hipóteses da duração adequada do sono, considerando também sua qualidade, para enfim, compreender a origem do risco de desenvolvimento de doenças cardíacas. As alterações relacionadas ao sono na função cardiovascular resultam de uma integração complexa entre as influências autonômicas centrais e os reflexos cardiovasculares. Cada noite de sono altera entre si dois estados fundamentais do sono, o REM e o não REM, de todo o organismo, o coração é afetado de maneira mais intensa, pois o corpo diminui a atividade cardíaca durante o sono para proteger-se, como forma de compensação pelo aumento da demanda cardíaca durante o longo período acordado. Portanto, o sono precisa ter uma duração adequada ao ritmo circadiano, e recomenda-se dormir um período mínimo de 6 a 8 horas por noite, qualquer variação abaixo de tal valor, pode tornar-se fator de morbidade e mortalidade em decorrência de doenças cardíacas, especificamente doença arterial coronariana, pelo desenvolvimento de obesidade ou diabetes. As alterações que levam a privação do sono, podem ser consequência dos hábitos adquiridos na rotina da vida moderna, e biologicamente alteram atividades de regulação metabólicas importantes, como por exemplo a secreção de dois hormônios, a leptina e a grelina, responsáveis pelo controle da saciedade e da fome, a leptina secretada pelos adipócitos inibe a grelina, por isso, durante o período noturno, o indivíduo deveria alimentar-se menos, porém, com a privação do sono, a leptina é inibida pela inibição da insulina, hormônio necessário para sua ativação, e a grelina ativada, atuando no ato de fazer o indivíduo alimente-se e levando ao aumento do depósito de gorduras e de glicose circulante, fatos que justificam os fatores de riscos citados anteriormente, além de acrescentar a predisposição genética para tais patologias. Outro fator que justifica a privação do sono, seria o uso de aparelhos que emitem luz no período noturno, alterando o metabolismo da melatonina. Sendo assim as alterações metabólicas, influenciam tanto quanto o músculo cardíaco durante o sono, sendo possível a identificação da ampla ligação entre duração e qualidade do sono em relação a uma maior propensão no desenvolvimento de uma disfunção cardíaca, também foi possível observar que a longa duração do sono é multifatorial, e não influi tanto quanto a privação do sono na associação com doenças cardiovasculares, e esta privação pode depender do estilo de vida individual e de sua propensão familiar.


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