A importância do Sofrimento de Animais Selvagens



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Uma Agenda de Investigação

Sofrimento da vida-selvagem merece um programa sério de investigação, dedicado a questões como as seguintes:



  • Que animais são sencientes? Que probabilidades subjetivas razoáveis devemos usar para a senciência de répteis, anfíbios, peixes e vários invertebrados?

  • Que tipos de estados afectivos os animais experienciam no curso do seu quotidiano no mundo selvagem? Quão regularmente sentem eles fome, frio, medo, felicidade, satisfação, aborrecimento e agonia intensa e em que grau? No futuro, talvez seja possível responder a esta questão com alta precisão através da utilização de aparelhos de contínua medição que registem correlativos neurais de experiência hedónica. Mas até lá, podemos também beneficiar bastante com a aplicação de ferramentas padrão para avaliar bem-estar animal. [Broom]

  • Qual é o balanço geral de felicidade vs. sofrimento para várias espécies? Como é que isto depende da longevidade da vida do animal e do facto de morrer antes da maturidade ou não? Há certas espécies mais felizes que outras? Certos tipos de ecossistemas contém menos sofrimento médio que outros? Que esforços de preservação ambiental aumentam e quais aqueles que diminuem o bem-estar animal?

  • Existem tecnologias que possam eventualmente permitir aos humanos serem bem-sucedidos na redução do sofrimento da vida-selvagem de uma forma considerável?

Tecnologias Avançadas?

Os humanos presentemente carecem do conhecimento e da habilidade técnica para seriamente “resolver” o problema do sofrimento dos animais selvagens sem potenciais consequências desastrosas. No entanto, isto poderá não ser o caso no futuro, tendo em conta que as pessoas estão a desenvolver um conhecimento mais profundo da Ecologia e da avaliação de bem-estar.

Se a senciência não é rara no universo, então o problema do sofrimento dos animais selvagens estende-se para além do nosso planeta. Se é improvável que a vida vai evoluir o tipo de inteligência que os humanos têm,[Drake] devemos esperar que a maioria dos extraterrestres existentes estejam ao nível das criaturas mais pequenas e de menor longevidade da Terra. Assim, se os humanos alguma vez enviarem sondas robóticas para o espaço, poderá haver grande benefício em usá-las para ajudar animais selvagens noutros planetas. (Tem-se esperança que as objeções por parte de Ecologistas Profundos7 dentro da comunidade da ética ambiental extraterrestre possam ser ultrapassadas)

Devo apontar que progresso tecnológico mais rápido, em geral, não é necessariamente desejável. Especialmente em áreas como a inteligência artificial e a neurociência, o progresso mais rápido pode acelerar o risco de sofrimentos de outros tipos. Como heurística geral, penso que pode ser melhor não desenvolver tecnologia que nos coloquem nas mãos uma vasta quantidade de novos poderes, até que os humanos tenham as instituições sociais e a sabedoria para impedir o uso indevido destes poderes.




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