A importância da volta de Cristo para sua Igreja



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A importância da volta de Cristo para sua Igreja

Parte III

Mateus 25.14-30 – A Parábola dos talentos

Introdução

Boa noite a tds! Estamos na terceira mensagem desta série. Vamos recordar o que já falamos até aqui:



  • Como Jesus deve encontrar você – Arrependido, transformado e salvo

  • A parábola dos dois servos – a demora revela os corações

Na sequência de hoje usaremos para falar do nosso tema a Parábola dos dez talentos. Essa parábola está intimamente ligada com as duas que lhe antecede. Os dois servo e as dez virgens.

Em todas elas Jesus está falando para seus discípulos, para o seu povo, para a sua Igreja. são implicações relativas ao dia em que ele voltará. Ele quer que saibamos como deve ser a nossa espera e como será na sua vinda.

Alguns fatos são importantes em todas elas:


  • Elas falam de vigilância

  • Elas falam o tempo da segunda volta de Cristo pode ser longo

  • Elas falam de como NÃO devemos nos comportar durante esse tempo

Essa questão do tempo aprece nitidamente nas três parábolas como um divisor, um revelador das verdadeiras condições espirituais de cada servo.

  • Dois servos = Revelou a maldade e o mundanismo

  • Dez virgens = Revelou a imprudência e o despreparo

  • Dez talentos = Revelou a inutilidade

Como na primeira parábola, a história começa dizendo que “um homem que, ausentando-se do país...”. O Senhor da primeira parábola, subentende-se, que também se ausentou. Jesus está se referindo ao tempo entre a primeira e a segunda vinda dEle,

Ao partir, como na primeira parábola, esse senhor confia a cada um dos seus três servos, responsabilidades. Aqui, financeiras. Essa prática não era incomum nos tempos do NT. Servos também tinham responsabilidades.

Assim é Deus conosco. O servo é servo, mas tem responsabilidades que seu Senhor os confiou, e, como nessa parábola, o Senhor dos crentes voltará e cobrará de cada servo o resultado das responsabilidades que lhes foram confiadas.

A cada servo, o senhor deu talentos. Esse termo hoje é usado para falar de habilidades cognitivas dadas aos homens, mas no mundo do NT se refere a uma unidade monetária. Um valor financeiro.

Embora não esteja escrito no texto uma ordem expressa da parte do senhor da parábola dizendo que os servos devem negociar, isso fica subentendido na prestação de contas. Parecia ser o óbvio que se negocia o valor na tentativa de aumentar os lucros do senhor.

Em Lucas 19.13, numa parábola bem próxima a essa, diz o seguinte: “Chamou dez servos seus, confiou-lhes dez minas e disse-lhes: Negociai até que eu volte”.

Era natural que o ouvintes de Jesus entendesse o que ele estava dizendo mesmo sem mencionar claramente o que deveria ser feito como os talentos.

É normal vermos pessoas paralisadas na vida espiritual com o discurso de que ainda não entendeu qual é a vontade de Deus para suas vidas. Outros se fecham para não compreender que a dinâmica do cristianismo é mais do que vir a Igreja. É cristianismo é servir.



Nessa parábola fica muito claro que não basta apenas esperar a volta do Senhor, é preciso aproveitar o tempo de espera para trabalhar com as boas dádivas que Deus deu a cada um.

O senhor da parábola deu a cada servo segundo as suas condições pessoais. “A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu”.

Embora os valores sejam diferentes para cada servo, não há ênfase a valorização de um em detrimento do outro. O que está em questão aqui é como cada servo aproveita e valoriza os dons que Deus dá.

A uns Deus deu condições para pregar para multidões, a outros para um pequeno grupo de pessoas, mas a responsabilidade de fazer render é para os dois...

A Igreja é um celeiro de dons. Paulo quando escreveu aos Coríntios disse o seguinte:

... à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus e chamados para serem santos, juntamente com todos os que, em toda parte, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. Sempre dou graças a meu Deus por vocês, por causa da graça que lhes foi dada por ele em Cristo Jesus. Pois nele vocês foram enriquecidos em tudo, em toda palavra e em todo conhecimento, porque o testemunho de Cristo foi confirmado entre vocês, de modo que não lhes falta nenhum dom espiritual, enquanto vocês aguardam que o nosso Senhor Jesus Cristo seja revelado. Ele os manterá firmes até o fim, de modo que vocês serão irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, o qual os chamou à comunhão com seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor”. 1 Coríntios 1:1-9

Isso significa que todos os crentes foram abençoados com algum dom. Isso é bom de se ouvir, é prazeroso. Nos dá uma sensação de valor. Mas, duas coisas vc precisa saber sobre os dons:


  1. Ele não é para o seu engrandecimento pessoal. Um dom só tem utilidade quando é direcionado para a Igreja de Cristo.

E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado”. Efésios 4:11,12

  1. Haverá um dia em que vc terá que prestar contas do seu dom

Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles”.

Dois servos, não importando a quantidade de valores, negociaram o que o senhor lhes confiou e duplicaram, fizeram crescer, desenvolveram, trabalharam, se arriscaram... pelo seu senhor.

Mas, um servo chamou a atenção pelas suas palavras. E como disse anteriormente, o tempo revelou o coração desse servo.

O texto diz o seguinte: “Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu”.



Algumas observações importantes:

  1. Ele recebeu o mínimo. Foi pouquinho. O senhor da parábola esperava que ele trabalhasse só um pouquinho.

Para Deus não há diferença. A uns perdoou de muitos pecados, a outros de poucos. A uns deu muito, a outros pouco. Não é a quantidade, é o que vc faz com o que Deus lhe deu.

O pouco que foi confiado a esse homem foi o suficiente para condená-lo.



  1. Ele culpa o senhor pelo seu comportamento. Ele diz que o senhor era muito severo. Mas, os outros também sabiam disso e trabalharam.

Você sabe que Deus é santo, justo e verdadeiro. Você sabe que no dia da sua volta ele pedirá conta de nossa vida. Você sabe que precisa de um mínimo de vida espiritual para servir ao Senhor.

Entretanto, vc nunca vai poder dizer para Deus que sabia que ele era Deus zeloso e vc não o servia porque não atendia os critérios espirituais exigidos pela Bíblia ou pela Igreja.



  1. Ele entendeu que não participaria dos lucros do senhor. Ele (o senhor) ceifa onde não plantou, e colhe onde não semeou. Não vale a pena trabalhar para esse homem. Talvez ele investisse se o dh fosse dele.

Esse servo reflete muito bem aqueles crentes de desistiram de servir ao Senhor por achar que não vale a pena se desgastar pelas coisa de Deus.

Suas energias, investimentos, dor de cabeça, preocupações são voltadas para si mesmos. Acham que cada um deve cuidar de si, e eventualmente devolvem a Deus o mínimo que Deus os deu. Nada mais, nada menos.

Paulo escrevendo aos coríntios disse o seguinte: 1 Coríntios 15:58 “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”

Cristo quer te encontrar multiplicando o que ele te deu. Esse servo deve ter ouvido atentamente como os seus conservos foram tratados e as palvras que ouviram: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor”.

Mas, aquele servo que não quis se expor pelo seu senhor, não se arriscou por ele, não desenvolveu seus dons, levou a vida cristã preservando apenas o mínimo para se dizer crente. Foi improdutivo sua vida inteira. Esse ouviu coisas diferentes:

Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu. Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.



Vamos analisar essa resposta:

  1. Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? O senhor usou as palavras do servo contra ele. Vc sabe quem eu sou! Deveria ter agido diferente. Observe as palavras de Jesus: Mas eu vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no Dia do Juízo. Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado. Mt 12.36-37. Não há desculpas para nós.

  2. Servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes. D.A. Carson, um excelente comentarista da atualidade, comentando essa parábola diz algo impressionante: “A graça nunca perdoa a irresponsabilidade, mesmo aqueles a quem é dado menos são obrigados a usar e a devolver o que têm”.

Conclusão

Quem veio hj pela manhã vai entender o que vou dizer agora. Peso da palavra do Senhor. O que vc vai ouvir quando o seu Senhor voltar?



Se vc entende que precisa assumir uma postura diferente da que hj vc vive enquanto cristão, então faça, porque, como vc viu nessa parábola, não haverá desculpas para vc.

Entregue sua vida ao Senhor e sirva-o, pois logo Ele e quer te encontrar servindo com alegria e singeleza de coração. Paz.


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