A 00: 10 Tela de apresentação



Baixar 13,15 Kb.
Encontro16.10.2017
Tamanho13,15 Kb.
Ministério Público do Estado do Espírito Santo

Memorial

Projeto Memória Oral – 2012

Depoimento de Maria do Carmo

Transcrito por Sirléa Leal Francisco Gomes – estagiária de Pedagogia

Revisado por Paulo José Silva – agente de apoio administrativo

00:00 a 00:10 - Tela de apresentação:
MARIA DO CARMO

Servidora aposentada

Atuou no Ministério Público do Estado

do Espírito Santo de 1983 a 2010



00:10 a 02:00 – Trajetória de vida em Pancas

Eu nasci em Pancas. Morei em Pancas até um ano. Vim pra Colatina eu tinha um ano e meio. Moramos dentro de São Silvano sessenta e quatro anos. Eu com meus pais. Meus pais moraram sessenta e quatro anos em Colatina, quer dizer, São Silvano. E ali fui criada, ali eu cresci. Trabalhei muito em São Silvano. Eu fui catadora de café em armazém de café. Depois, aos meus sete anos, eu sofri um acidente, fiquei um ano e meio hospitalizada, mas graças a Deus do acidente eu saí bem. Cresci. Continuei trabalhando em prol da minha família ajudando os meus pais. Quando eu resolvi casar eu ia completar ainda quinze anos. Tive a minha primeira filha aos dezesseis. Se minha filha estivesse viva até hoje a minha filha estaria com cinquenta e quatro anos – ela morreu aos vinte e seis anos de um parto. Mas já tinha a minha família completa. Meus pais, depois meus pais faleceram, eu vim morar aqui em Vitória. Aqui hoje, eu tenho quarenta e três anos que eu moro aqui. Criei minha família. Minha família todinha foi criada aqui nesse pedacinho de terra.


02:02 a 04:08 – Ingresso no Ministério Público

Eu fui diarista muitos anos, porque, antigamente, os maridos, inclusive o meu marido ele tinha aquele negócio “minha mulher não trabalha fora”. Quando ele foi embora minhas crianças estavam todas pequenas. Eu tive que, fazer o quê? Eu era diarista então eu não tinha uma carteira assinada. Hoje eu estaria na casa de vocês, na casa de um, na casa de outro, então era a semana toda, o mês todo, não tinha feriado. Eu nunca tive um feriado junto dos meus filhos, um Natal, após é que eu comecei. Meu primeiro emprego de carteira assinada foi na Conade Conservadora de Imóvel, não sei se vocês ouviram já falar. Foi de lá que a gente prestava serviço ao Ministério Público, onde era a Procuradoria-Geral da Justiça. Dali então quando a Conade não foi negociada o contrato, rescindido o contrato eu fui convidada a participar do quadro do Ministério Público, inclusive foi por doutor Amancio Pereira pai, não é o filho não (o filho está lá recente). Doutor Benedicto me fez o convite se eu queria participar do quadro do Ministério Público, quer dizer, eu entrei por convite. Nessa época, foi logo assim que a minha filha morreu. Então, talvez ele fez por bondade, graças a Deus. Aliás, todos os procuradores que eu passei por eles, não tenho nada [contra], nada, até hoje. Nem os falecidos, nem os que estão na ativa ainda ou os que estão aposentados, que eu já trabalhei com muitos procuradores-gerais da justiça. E o último exercício meu no Ministério Público eu já trabalhava só com promotores de Justiça.



04:11 a 06:37 – Trabalho realizado

Eu era servente só que nós os serventes faziam de tudo um pouco. Nós recepcionávamos, nós servíamos à telefonia, correspondência (Correios), recebia o Diário Oficial, Gazeta. Inclusive eu que recebia na portaria do Fábio Ruschi. O Ministério Público era pequeneninho, que era ali onde hoje é o Juizado Especial Criminal, nós começamos ali, e Pequenas Causas. Ali nós fizemos várias mudanças e eu continuei no cargo. Trabalhei no Fórum. Por que trabalhei no Fórum? Tinha dentro do Fórum a Promotoria Criminal de Vitória. Nós trabalhamos ali acho que foi uns quatro anos, não tenho bem certeza não, mas acho que foram quatro anos. Depois nós mudamos para o Nestor Lugon. No Nestor Lugon tinha no segundo andar, tinha no quarto andar, tinha no sexto andar e acho que no nono andar, as promotorias. Trabalhei inclusive na secretaria do Ministério Público na Criminal, porque eu sempre acompanhei a Criminal. Na Criminal eu continuei sendo servente e servindo os promotores todos. Meu chefe nessa época era o doutor Lourival, mas trabalhei com o doutor Mauro Gazzani. Trabalhei com o doutor Roberto, o sobrenome dele eu não sei. Paulo Peçanha, doutora Raquel Gusman. Doutor Josemar eu trabalhei com ele na Criminal e no Fórum, inclusive ele foi um chefe, excelente chefe. Doutor Sócrates, trabalhei com ele, doutora Eloísa Kiabai, doutora Marinela, doutora Joana D’arc.



06:40 a 07:16 – Enquadramento funcional

Primeiro nós fomos celetistas. Trabalhamos bastantes anos como celetistas, depois veio o enquadramento do funcionalismo público. Foi quando nós fomos enquadrados, quer dizer, praticamente nós fomos pedras fundamentais do Ministério Público porque o Ministério são quatro pedras fundamentais, porque o companheirismo, os colegas, a maioria dos funcionários do Ministério Público vieram de outras secretarias.



07:19 a 08:10 – Membros de destaque

Quando nós prestávamos serviço de uma companhia para a Procuradoria, trabalhei com o doutor falecido Fernando de Assis, doutor Aníbal. Quando eles se afastaram foi na gestão do doutor Benedicto que fez o convite se eu queria participar do quadro do Ministério Público. Depois doutor Benedicto faleceu e veio doutor João Valdetaro, trabalhei com ele, na gestão dele também, inclusive a minha filha entrou na gestão dele, doutor Valdetaro. Na gestão de quando eu fui convidada, entrou eu e Angela Maria Costa, fora os outros procuradores que a gente passou pela gestão deles.



08:13 a 09:08 – Aposentadoria

Quando eu entrei lá eu realmente precisava ter um emprego. Precisava ter um emprego para sustentação minha com a minha família, e graças a Deus desse, da onde eu fui, chegou a minha aposentadoria. E agradeço muito a Deus o companheirismo que eu tive e o apoio também do Ministério Público. Eu ia fazer setenta anos, como dizem que não podia eu completar setenta anos no Ministério Público, então me afastaram no mês de abril. No dia trinta de abril eu fui afastada e estou aí.


09:08 - Tela final:

Entrevista concedida ao Memorial



do Ministério Público do Espírito Santo

no dia 05 de setembro de 2012.


©bemvin.org 2016
enviar mensagem

    Página principal