22 de outubr0 1 Dia do beato Papa João Paulo II



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22 DE OUTUBR0

1) Dia do beato Papa João Paulo II

Rosário meditado:

1a ) mistérios gososos

1b) mistérios luminosos

1c) mistérios dolorosos 1

1d ) mistérios dolorosos 2

1e) mistérios gloriosos

2) 8º dia da novena 1 a Santo António Maria Claret

3) 8º dia da novena 2 a Santo António Maria Claret

4) 7º dia da novena a Santo António Galvão

5) Rezemos por Portugal:

a) por intercessão do beato Papa João Paulo II, que visitou Portugal por

3 vezes: 1982, 1991, 2000

b) por intercessão de S. Martinho de Dume, padroeiro principal da

arquidiocese de Braga

1) Dia do beato Papa João Paulo II

MISTÉRIOS GOSOSOS

1) Anunciação do Anjo

Meditação

Sim é a resposta sempre pronta e espontânea de João Paulo II ao Senhor. Como Maria, cuja devoção sempre o acompanha, cujo exemplo sempre prega. João Paulo II toda a vida disse, por palavras ou por gestos: “Eis aqui o escravo do Senhor”

O projecto de Deus é o seu projecto. Aceitá-lo e levá-lo por diante , consubstanciou-se em cada palavra, em cada sorriso, em cada olhar, em cada gesto.

“Com obediência de fé em Cristo, meu Senhor, e confiando na Mãe de Cristo e da Igreja, não obstante as muitas dificuldades, eu aceito” (“Redemptor Hominis”, 2) – com estas palavras aceitou, no dia 16 de Outubro de 1978, o ministério petrino que a Igreja, iluminada pelo Espírito Santo, lhe confiava.

Um sim que não foi apenas formal, mas que viveu – com humildade e simplicidade, generosidade e empenho, alegria e entusiasmo, que se lhe conhece e reconhece – ao longo do pontificado, ao longo da vida…

Como sempre, sim…

Textos

“A história da minha vocação sacerdotal? Conhece-a, sobretudo. Deus. Na sua dimensão mais profunda, cada vocação é um grande mistério, é um dom que supera infinitamente o homem” (“Dom e Mistério”)



“Queridos jovens do século que começa, dizendo ‘sim’ a Cristo, dizeis ‘sim’ a cada um dos vossos mais nobres ideais. Eu peço a Cristo que reine nos vossos corações e na humanidade do novo século e milénio. Não tenhais medo de vos entregar a Ele: guiar-vos-á e dar-vos-á força para O seguirdes cada dia em todas as situações” (“Tor Vergata”, 19 de Agosto de 2000)

2) Visitação de nossa Senhora a Sua prima Santa Isabel

Ao encontro dos povos…

Meditação

Sucessor de S. Pedro e discípulo de S. Paulo, João Paulo II percorreu o mundo levando o Santo Evangelho, levando palavras de paz e de amor.

A 25 de Janeiro de 1979, Festa da Conversão de S. Paulo, João Paulo II partiu, pela primeira vez, rumo à República Dominicana e ao México. Nos anos seguintes foi a mais de 100 países e contactou milhões de pessoas.

“Ai de mim se não evangelizar” (1 Cor 9, 16), podê-lo-emos imaginar exclamando com S. Paulo. Como Maria, João Paulo II, diligente e disponível, partiu apressadamente.

Textos


“O Papa (…) vai como mensageiro do Evangelho para os milhões de irmãos e de irmãs, que crêem em Cristo, quer conhecê-los, abraçá-los,

dizer a todos que Deus os ama, que a Igreja os ama, que o Papa os ama. E para deles receber o encorajamento e o exemplo da sua bondade, da sua fé.” (“Fiumicino”, na partida para a primeira viagem apostólica, 25 de Janeiro de 1979)

“Com esta viagem apostólica venho, em nome do Senhor, para vos confirmar na fé, animar na esperança, estimular na caridade, a fim de compartilhar o vosso profundo espírito religioso, os vossos afãs, alegrias e sofrimentos, celebrando, como membros de uma grande família, o mistério do Amor divino (…). Venho, como peregrino do amor, da verdade e da esperança, com o desejo de dar um novo impulso à obra evangelizadora que, mesmo no meio de dificuldades, esta Igreja local mantém com vitalidade e dinamismo apostólico, caminhando rumo ao Terceiro Milénio cristão.” (Havana, 21 de Janeiro de 1998)

3) Jesus nasce em Belém

Meditação

“Na realidade, só no mistério do Verbo Encarnado se esclarece verdadeiramente o mistério do homem.” (“Gaudium et Spes”, em cuja redacção colaborou activamente o então Arcebispo Wojtyla).

Jesus, Redentor do homem, é o cerne de todo o seu ser, de toda a sua acção, de toda a sua vida.

Levar Jesus a cada ser humano e cada ser humano a Jesus é a sua missão.

Jesus que, conforme proclamou por ocasião do Grande Jubileu do ano 2000, é o mesmo ontem, hoje e sempre (Heb 13, 8)

“O Menino recém-nascido, indefeso e totalmente dependente dos cuidados de Maria e de José, confiado ao amor deles, é a inteira riqueza do mundo. Ele é o nosso tudo!

Textos

Neste Menino – o Filho que nos foi dado – encontramos repouso para as nossas almas e o verdadeiro Pão que nunca falta – o Pão eucarístico pronunciado também no próprio nome desta cidade: Beth-lehem, a casa do pão” (Belém, Praça da Manjedoura, 22 de Março de 2000)



“Jesus Cristo é a via principal da Igreja. Ele mesmo é a nossa via para a “Casa do Pai” e é também a via para cada homem. Por esta via que leva de Cristo ao homem, por esta via na qual Cristo Se une a cada homem, a Igreja não pode ser entravada por ninguém. Isso é exigência do bem temporal e do bem eterno do mesmo homem. Por respeito a Cristo e em rezão daquele mistério que a vida da mesma Igreja constitui, esta não pode permanecer insensível a tudo aquilo que serve o verdadeiro bem do homem, assim como não pode permanecer indiferente àquilo que o ameaça” (“Redemptor Hominis, 13)

4) Apresentação de Jesus e purificação de nossa Senhora

Meditação

“Família, torna-te aquilo que és!” (“Familiaris Consortio, 17)

É a família, a Sagrada Família, que leva o Menino ao Templo.

É a família, que o jovem Lolek viu partir tão prematuramente, que João Paulo II incansavelmente defende, incansavelmente exorta.

A família – Ecclesia domestica – é o berço, o viveiro e o centro da Igreja e da sociedade. Ali crescem os filhos, ali servem os esposos e progenitores, ali encontram protecção e conforto os anciãos.

A educação, humana e eclesial dos filhos, é missão primacial e irrenunciável da família. O desenvolvimento integral dos filhos é, para os pais, autêntica vocação ao serviço.

Textos

“Todos os membros da família, cada um segundo o dom que lhe é peculiar, possuem a graça e a responsabilidade de construir, dia-após-dia, a comunhão de pessoas, fazendo da família uma ‘escola de humanismo mais completo e mais rico’: é o que vemos surgir com o cuidado e o amor para com os mais pequenos, os doentes e os anciãos, com o serviço recíproco de todos os dias, com a co-participação nos bens, nas alegrias e nos sofrimentos” (“Familiaris Consortio, 21”)



“É, pois, indispensável e urgente que cada homem de boa-vontade se empenhe em salvar e promover os valores e as exigências da família.

Sinto-me no dever de pedir aos filhos da Igreja um esforço especial neste campo. Conhecendo perfeitamente, pela fé, o maravilhoso plano de Deus, eles têm mais uma razão para se dedicar à realidade da família neste nosso tempo de prova e de graça.” (“Familiaris Consortio, Conclusão)

5) Perda e encontro do Menino Jesus no templo entre os doutores

Meditação

João Paulo II é uma pessoa de fé e de cultura, não teme a ciência ou o conhecimento: procura-os, dialoga com eles…

Galileu escreveu que as duas verdades, de fé e de ciência, nunca se podem contradizer. João Paulo II, que o reabilitou, exortou a ciência e o conhecimento a estar sempre ao serviço do homem, a guiar-se por parâmetros éticos, a visar o supremo bem e a verdade.

Textos

“A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio” (“Fides et Ratio”



“Deus gosta de ser ouvido no silêncio da criação, na qual a inteligência percebe a transcendência do Senhor da criação. Todos os que procuram compreender os segredos da criação e os mistérios do homem devem estar prontos a abrir a própria mente e o seu coração à verdade profunda que ali se manifesta e que ‘leva o intelecto a dar o próprio consenso’ (Santo Alberto Magno, Comentário sobre João 6, 44).

Caros cientistas, grande é a responsabilidade a que sois chamados. A vós é pedido que actueis ao serviço do bem de cada pessoa e da inteira humanidade, sempre atentos à dignidade de todo o ser humano e ao respeito pela criação. Toda a abordagem científica tem necessidade de um apoio ético e de uma sábia abertura a uma cultura respeitosa das exigências das pessoas” (Jubileu dos Cientistas, 25 de Maio de 2000)

MISTÉRIOS LUMINOSOS

Baptismo de Jesus no Jordão

Meditação

Santa e pecadora, a Igreja carecia de purificar a sua memória, carecia de reconciliar-se Ela própria com o Pai, carecia de pedir perdão.

João Paulo II clamou: “nunca mais a contradição à caridade no serviço da verdade. Nunca mais os gestos contra a comunhão da Igreja. Nunca mais as ofensas em relação a qualquer povo. Nunca mais os recursos à lógica da violência. Nunca mais as opressões, o desprezo dos pobres e dos últimos” (Dia do Perdão, 12 de Março de 2000).

Textos


“Nesta perspectiva, pode-se afirmar que o Concílio Vaticano II constitui um acontecimento providencial, através do qual a Igreja iniciou a preparação próxima para o Jubileu do segundo milénio. Trata-se, realmente, de um Concílio semelhante aos anteriores, e todavia tão diferente. Um Concílio concentrado sobre o mistério de Cristo e da sua Igreja e simultaneamente aberto ao mundo. Esta abertura constituiu a resposta evangélica à recente evolução do mundo com as tumultuosas experiências do século XX, atribulado pela Primeira e Segunda Guerra Mundial, pela experiência dos campos de concentração e por massacres horrendos. O sucedido mostra que o mundo tem, mais que nunca, necessidade de purificação. Precisa de conversão. (“Tertio Millennio Adveniente, 18)

“Como sucessor de Pedro, peço que neste ano de misericórdia a Igreja, fortalecida pela santidade que recebe do seu Senhor, se ajoelhe diante de Deus e implore o perdão para os pecados passados e presentes dos seus filhos. Todos pecaram, e ninguém pode declarar-se justo diante de Deus. Repita-se sem temor: “Pecámos”, mas mantendo viva a certeza de que, “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (“Incarnationis Mysterium, 11).

2) Bodas de Caná

Meditação

João Paulo II – que, como Jesus, foi operário – fala ao homem que vive, que trabalha, que convive, que ora, que… E fala para lhe dizer que a glória de Jesus antecipa-se, na terra, por meio das realizações da humanidade…

Que o propósito do nosso trabalho, o cuidado com o nosso irmão, o apoio aos mais necessitados e tantas, tantas realizações do ser humano ganham sentido quando ordenadas e orientadas para o bem supremo: Jesus.

E é com base no valor e na dignidade do trabalho humano que somos chamados a construir um mundo socialmente mais justo.

Textos


“É mediante o trabalho que o homem deve procurar o pão quotidiano e contribuir para o progresso contínuo das ciências e da técnica, e sobretudo para a incessante elevação cultural e moral da sociedade, na qual vive em comunidade com os próprios irmãos. E com a palavra ‘trabalho’ é indicada toda a actividade realizada pelo mesmo homem, tanto manual como intelectual, independentemente das suas características e das circunstâncias, quer dizer, toda a actividade humana que se pode e deve reconhecer como trabalho, no meio de toda aquela riqueza de actividades para as quais o homem tem capacidade e está predisposto pela própria natureza, em virtude da sua humanidade” (“Laborem Exercens”)

“A meta da paz, tão desejada por todos, será certamente alcançada com a realização da justiça social e internacional. Mas contar-se-á também com a prática das virtudes que favorecem a convivência e nos ensinam a viver unidos, afim de que, unidos, construirmos dando e recebendo, uma sociedade nova e um mundo melhor” (“Sollicitudo Rei Socialis”)

3) O anúncio do Reino de Deus

Meditação

Anunciar o Reino de Deus a toda a criatura, em todo o lugar, em toda a ocasião, é a sua missão…

Enfrentando sistemas políticos e económicos, culturas e tendências contemporâneas, poderosos e multidões, nunca ele hesita em proclamar a Jesus, em proclamar o Reino de Deus.

Fala, prega, escreve, age, vive… Toda a sua vida é, ela própria, um anúncio permanente e vivo do Reino de Deus.

A todos proclama; é preciso construir a civilização do amor.

Textos

“O Reino pretende transformar as realizações entre os homens, e realiza-se progressivamente à medida que estes aprendem a amar, a perdoar, a servir-se mutuamente. Jesus retoma toda a Lei, centrando-a no mandamento do amor. Antes de deixar os seus, dá-lhes um ‘mandamento novo’: ‘amai-vos uns aos outros como Eu vos amei’. O amor com que Jesus amou o mundo tem a sua expressão suprema no dom da Sua vida pelos homens, que manifesta o Amor que o Pai tem pelo mundo. Por isso a natureza do Reino é a comunhão de todos os seres humanos entre si e com Deus” (“Redemptoris Missio, 15)



“O Reino diz respeito a todos: às pessoas, à sociedade, ao mundo inteiro. Trabalhar pelo Reino significa reconhecer e favorecer o dinamismo divino, que está presente na História humana e a transforma. Construir o Reino quer dizer trabalhar para a libertação do mal, sob todas as suas formas. Em resumo, o Reino de Deus é a manifestação e a actuação do Seu desígnio de salvação, em toda a sua plenitude” (“Redemptoris Missio, 15).

4) A Transfiguração

Meditação

O rosto de Jesus, rosto de homem, é o rosto de Deus, é o rosto do Homem…

Cada cristão é um crente que parte da contemplação do Rosto de Deus em Jesus Cristo, um Rosto que é a Luz, a Verdade, a Beleza…

“E não é porventura a missão da Igreja reflectir a luz de Cristo em cada época da História e, por conseguinte, fazer resplandecer o seu Rosto também diante das gerações do novo milénio? Mas o nosso testemunho seria excessivamente pobre, se não fôssemos primeiro contemplativos do Seu Rosto” (“Novo Millenio Ineunte, 16).

João Paulo II não é apenas uma pessoa de acção, é-o sobretudo de contemplação, contempla longamente, apaixonadamente… e age, age em nome do rosto que contempla, age iluminado pela luz de Jesus.

Textos


“O Reino de Deus não é um conceito, uma doutrina, um programa sujeito a livre elaboração, mas é, acima de tudo, uma Pessoa que tem o Nome e o Rosto de Jesus de Nazaré, imagem do Deus invisível” (“Redemptoris Missio, 18)

“É o Teu Rosto, Senhor, que eu procuro”. Este antigo anseio do salmodista não podia ter recebido resposta melhor e mais surpreendente que a contemplação do Rosto de Jesus. Nele Deus nos abençoou verdadeiramente, fazendo ‘resplandecer sobre nós a luz do Seu Rosto’ (Sal 67, 2). Sendo ao mesmo tempo Deus e Homem, Ele revela-nos também o rosto autêntico do homem, ‘revela o homem a si mesmo’ (“Novo Millenio Ineunte, 23)

5) Última Ceia e Instituição da Eucaristia

Meditação

A Igreja vive da Eucaristia (Ecclesia de Eucharistia, 1)

A Eucaristia, fonte no caminho cristão, a que somos chamados para nos refrescarmos, é a fonte de entusiasmo e frescura de João Paulo II

Eucaristia: fonte da vida, fonte da sua vida. Seja ela também a fonte das nossas vidas.

Textos


“Mediante a Eucaristia, Cristo, edifica a Igreja. As mãos que partiram o pão para os discípulos durante a Última Ceia viriam a estender-se na cruz, para reunir todo o povo à volta dEle no Reino eterno do Pai.” (Jerusalém – Cenáculo, 23 de Março de 2000)

“Quando penso na Eucaristia e olho para a minha vida de sacerdote, de bispo, de sucessor de Pedro, espontaneamente ponho-me a recordar tantos momentos e lugares onde tive a dita de a celebrar. Recordo a igreja paroquial de Niegowic, onde desempenhei o meu primeiro encargo pastoral, a colegiada de S. Floriano em Cracóvia, a catedral do Wawel, a basílica de S. Pedro e tantas basílicas e igrejas de Roma e do mundo inteiro. Pude celebrar a Santa Missa em capelas situadas em caminhos de montanha, nas margens dos lagos, à beira do mar. Celebrei-a em altares construídos nos estádios, nas praças das cidades… Este cenário tão variado das minhas celebrações eucarísticas faz-me experimentar intensamente o seu carácter universal e, por assim dizer, cósmico. Sim, cósmico! Porque mesmo quando tem lugar no pequeno altar de uma igreja da aldeia, a Eucaristia é sempre celebrada, de certo modo, sobre o altar do mundo. ” (“Ecclesia de Eucharistia, 8)

MISTÉRIOS DOLOROSOS 1

1) Agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras

Um artigo de Tadeusz Styczen, aparecido no "Osservatore Romano" de 18 de Novembro de 1983, fornece-me um importante assunto de meditação. Ele intitula-se: "Recuperar o tempo perdido. A oração do Jardim das Oliveiras prossegue hoje". Neste artigo, Styczen relata o facto de que "o cardeal Wojtyla, pregando no Vaticano, em 1976, os Exercícios Espirituais da Quaresma, tinha atraído a atenção de Paulo VI para o total abandono de Jesus no Jardim das Oliveiras. Nessa altura, ele disse ao Papa que a Igreja deveria assumir esta responsabilidade de voltar a encontrar a possibilidade singular dada aos homens no Jardim das Oliveiras, de confortar o Homem-Deus". Quando Carlos Wojtyla foi eleito Papa, Styczen pensou: :"Deus tomou a sério o apelo do cardeal-arcebispo de Cracóvia. Ele ouviu-a, só com a diferença de que o Espírito Santo mudou o destinatário do pedido: de Paulo VI a João Paulo II". E, comentando o estado actual do Papa, Styczen diz: "Penso que, na hora actual, se torna visível o contraste entre o Papa, curvado ao peso da Cruz e a força do Espírito, graças à qual ele carrega esta Cruz. Ele mostra-nos claramente, através da fragilidade do seu corpo, Aquele ao lado de quem ele quer permanecer no Jardim das Oliveiras para, com todos os que sofrem, confortar a Deus em nome de todos. Ele quer, tornar possível o impossível: apanhar para todos nós a ocasião perdida pelos primeiros representantes da Igreja, entre eles o próprio Pedro. Liberto do medo seja perante quem for, por amor a Jesus e a cada um de nós, em Jesus, ele leva Jesus ao homem. Ele leva-O com dificuldade, num corpo frágil, ele leva-O até mesmo àquele que O recusa. Todos se dão conta disso: "Eis o nosso Papa, que nunca se cansa no esforço de levar Jesus e de dar esperança!"

2) Flagelação de Jesus preso à coluna

O livro, intitulado “Why a Saint?” (Por quê um santo?), foi escrito por monsenhor Slawomir Oder, o funcionário do Vaticano encarregado do processo que pode levar à canonização de João Paulo, e inclui alguns documentos inéditos. O livro revela que, mesmo quando não estava doente, João Paulo se flagelava, para se sentir mais próximo de Deus.

"Tanto em Cracóvia como no Vaticano, Karol Wojtyla flagelava-se", escreve Oder no livro, citando depoimentos de pessoas do círculo mais próximo de João Paulo na época em que ainda era bispo em seu país de origem, a Polónia, e depois de ser eleito papa, em 1978. "Em seu armário, em meio a suas vestimentas, um tipo especial de cinto ficava pendurado num cabide, e ele o usava como açoite", escreve Oder.

3) Coroação de espinhos

(Por Susana Tassone)-Um dia, nos anos 80 vi um filme sobre a vida de João Paulo II. Sem me aperceber, a minha maneira de pensar e as minhas crenças sobre a nossa fé afundaram-se no meu coração. Anos depois, em 11 de Abril de 1999 e 26 de Abril de 2000 eu teria o grande privilégio de me encontrar com João Paulo II não numa mas em duas ocasiões. Eu ouvi a sua Missa privada em ambas as visitas. Essas duas visitas mudaram a minha vida para sempre. Não há palavras que descrevam o ouvir a Missa privada do Santo Padre. A santidade do Papa, a sua oração profunda horas antes da santa Missa, a Eucaristia celebrada por ele está inscrita no meu coração para sempre. O odor de santidade era tão rico que poderíamos cortar em dois. O seu secretário privado, o bispo Dzwiscz, vestiu o Santo Padre mesmo diante dos nossos olhos. Que sensação ouvir as orações e o canto das religiosas polacas que cuidam dele. Sentei-me mesmo atrás do Papa João Paulo e desde aí não havia genuflexórios, tive que pendurar na sua cadeira onde a sua vestimenta estava colocada. Ele parecia tão forte. Os seus membros eram largos como se estivesse a transportar o mundo. Reparei também que o Corpo de nosso Senhor não tinha a coroa de espinhos. Disseram-me que a coroa de espinhos está na cabeça do Papa e que ele a transporta. Eu podia-me ouvir a dizer:"não mais o pecado não mais o pecado. Estais em terra santa". Vós fostes enroscados na presença de Deus e na presença de um santo. Infelizmente foi a Missa mais curta que eu ouvi. Eu queria que continuasse para sempre."

4) Jesus leva a cruz a caminho do Calvário

A) O sacerdote diocesano de Roznada (Eslováquia), Jarek Cielecki, recorda que nos seus apartamentos o Papa tem uma Via Sacra em cuja quinta estação não aparece a imagem do CIRENEU, o homem que ajudou Jesus a levar a cruz, mas aparece o próprio João Paulo II. "O Santo Padre LEVARÁ A CRUZ enquanto viver – acrescenta – o Papa não se demite, só Deus pode fazer isso".

B) O Arcebispo de S. Salvador, D. Fernando Sáens Lacalle, assegurou que o Papa João Paulo II está dando um testemunho de santidade com a sua vida. O Papa "é um santo em vida, mas muito excepcional e isto tem um significado divino que nós não entendemos bem, mas é um facto", afirmou D. Sáens Lacalle numa conferência de imprensa, logo após a Santa Missa dominical. Segundo o Prelado, desde o 13 de Maio de 1981,o dia do atentado (perpetrado pelo turco Ali Agca),o Santo Padre não deixou de ter dor física no seu corpo, já seja pelas causas do mesmo atentado e por todas as complicações que surgiram, depois por posteriores QUEDAS ou problemas que houve. Também indicou que as suas complicações de saúde se devem a "um querer de Deus de tê-lo muito perto de Jesus Crucificado e assim levou à frente o desempenho da sua missão e está a fazê-lo agora". O Arcebispo comentou que o Papa cedeu a outros sacerdotes a realização de todos os actos religiosos da Semana Santa no Vaticano "mas a Via Sacra da Sexta-Feira Santa não a delegou, acredito que deve ter especial interesse em participar de algum jeito neste acto tão interessante, não esqueçamos que ele está muito unido a Jesus na Cruz, ESTÁ CARREGANDO A CRUZ". D. Sáens Lacalle assegurou que "o Papa é uma pessoa atlética com um organismo fortíssimo. Mas Deus permitiu que haja fracturas de ossos, quedas, Deus permitiu que tenha o Parkinson que afecta a capacidade de falar correctamente, mas tem um organismo forte"

C)As balas que trespassaram o corpo do beato Papa João Paulo II em 13 de Maio de 1981 marcaram o resto do seu pontificado. Nesse dia, Ali Agca atirou a matar, mas provocou apenas danos graves no aparelho digestivo com a rotura do cólon, na mão esquerda e no braço direito. Durante cinco horas foi operado aos intestinos e a equipa médica viu-se obrigada a retirar cerca de um metro de intestino e implantar um ânus artificial. Um mês decorrido desta operação o Santo Padre regressou ao hospital devido a uma infecção. Em Agosto do mesmo ano foi submetido a uma colostomia, onde lhe retiraram o ânus artificial.

Ainda decorrente dessas intervenções, ficou a saber-se mais tarde que tinha contraído o vírus citamegalovirus devido às transfusões de sangue que recebeu. A saúde física de João Paulo II nunca mais foi a mesma. Apesar de os anos seguintes não terem trazido grandes dissabores, as marcas estavam lá e, mais cedo ou mais tarde, iriam começar a degradar as capacidades do Santo Padre. E assim foi. Em 1992, regressou à mesa de operações depois de lhe ter sido diagnosticado um tumor no cólon, do tamanho de uma laranja. Este era benigno, mas são cortados mais 20cm de intestino e reaberta a cicatriz da operação de 1981. Curiosamente, durante a intervenção, os cirurgiões observaram alguns cálculos na vesícula biliar e resolveram removê-los. Por esta altura, João Paulo II sofria de problemas ósseos e estava cada vez mais fragilizado. Em 1993,mais uma operação e um sinal do futuro de dor que se aproximava. Desta vez, o Papa caiu depois de uma audiência no Vaticano e o resultado foi uma luxação traumatológica do ombro direito. No ano seguinte, nova queda e nova operação. O Sumo Pontífice encontrava-se na casa de banho dos seus aposentos quando caiu e fracturou o fémur direito, tendo-lhe sido implantada uma prótese. A década de 90 não acabou sem mais uma intervenção cirúrgica, a sexta. Desta vez, o problema foi uma apendicite crónica, apesar de rumores que corriam sobre uma possível infecção no pâncreas. Contudo a informação oficial referia que o Papa há muito que sofria com uma apendicite crónica e que a operação era o melhor para resolver a situação. No ano 2000 começa a debater-se mais intensamente a questão da renúncia de João Paulo II. A descoberta dos sintomas da doença de Parkinson, a enfermidade que pode levar à demência, levam a grandes movimentações no seio da Igreja Católica. Segundo a "Newsweek", Abraham Liebermann, director da Associação de Parkinson norte-americana, estudou minuciosamente várias imagens do Papa e acredita que os primeiros sinais da doença se manifestaram em 1986. Nesse ano, os movimentos começaram a ser começaram a ser cada vez mais lentos e chegou mesmo a ficar paralisado durante breves minutos.

(...) No ano de 2002, as artroses e dificuldades na fala acentuam, como nunca antes, a questão da renúncia. Ao fim de 23 anos de pontificado, João Paulo II é incapaz de presidir à Santa Missa de Domingo de Ramos, cerimónia que dá início à Semana Santa. O percurso da Via-Sacra, que devia ser percorrido pelo Papa, não foi efectuado e apenas recebeu a cruz de madeira na sua cadeira.

5) Jesus morre na cruz

A) (Arcebispo João Foley, Presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais) Uma das minhas mais vividas recordações dos últimos dias do nosso ultimo Santo Padre João Paulo II foi durante a Via sacra de Sexta Feira Santa em que ele participou vendo o serviço no Coliseu na televisão na sua capela. A câmara de televisão na sua capela estava atrás dele para que ele não fosse perturbado ao tomar parte nesta cerimónia em que sempre tomou parte pessoalmente (...) A certa altura, perto do fim da Via Sacra, alguém pôs um crucifixo um pouco maior no joelho do Santo Padre, e ele estava a contemplar amorosamente a figura de Jesus. Às palavras "Jesus morre na cruz" o Papa João Paulo puxou o crucifixo para ele e abraçou-o. Pensei para mim mesmo: Que linda homilia sem palavras! Como Jesus, o Papa João Paulo II abraçou a cruz; de facto, ele abraçou o crucifixo, a cruz com Jesus. Como vos lembrais, durante muitos anos, muita gente sugeriu que o Papa João Paulo II deveria resignar. O Santo Padre dizia: JESUS NÃO DESCEU DA CRUZ".O Papa João Paulo II ensinou-nos que há muito mais para o papado do que falar, escrever, saudar as pessoas e viajar – embora certamente ele tenha feito muito disso tudo. O Papa João Paulo II ensinou-nos como viver, COMO SOFRER e COMO MORRER.

B) No dia 1 de Fevereiro de 2005, por volta das 22.50h, João Paulo II já tinha sido internado devido a uma forte gripe que lhe provocou graves problemas respiratórios. O primeiro sinal de alerta foi dado pelo intercomunicador presente na sua mesa de cabeceira. O aparelho está sempre ligado para que, fora do quarto, os assistentes oiçam a sua respiração. E não gostaram do que ouviram. No entanto, o seu médico pessoal, Renato Buzzonneti, e o seu secretário particular, o bispo Stanislaw Dziwisz, demoraram quatro horas para conseguir convencê-lo a deslocar-se ao hospital. Mais alguns instantes e a espera teria sido fatal. "Se tivesse chegado dez minutos mais tarde, teria morrido" escreveu Roberto Moyniahan, editor da revista católica "Inside the Vatican". A 7 de Fevereiro, o Papa surgiu à janela do quarto onde estava internado, para alegria dos fiéis. Apesar da fragilidade, ainda conseguiu proferir a bênção do Angelus enquanto saudava a multidão. Após dez dias de clínica, regressou ao palácio do Vaticano visivelmente debilitado. Pela primeira vez em 27 anos, foi obrigado a faltar às cerimónias do início da Quaresma. Ao contrário do que muitos esperavam, a recuperação do Santo Padre acabaria por complicar-se. O regresso à Clínica Gemelli acontece duas semanas depois, a 13 de Fevereiro. Todas as manhãs, o Papa João Paulo II tem de se submeter a um tratamento delicado: uma aspiração mecânica aos brônquios. Sempre que precisa de tossir, os enfermeiros colocam-lhe uma sonda que passa pela traqueia e suga os fluidos concentrados nos pulmões. O processo pode durar 10 a 30 minutos e tem de ser feito entre 3 e 6 vezes por dia, mas em princípio não é doloroso. "Não é preciso anestesia. O tratamento só causa incómodo ao doente", explica Luís Telo, médico pneumologista do Hospital Pulido Valente. Os problemas respiratórios são os mais frequentes. Os músculos que controlam a respiração deixam de funcionar devidamente e os doentes têm dificuldade em tossir, o que torna as infecções mais comuns porque não há maneira de expulsar as impurezas. A aspiração mecânica é a única forma de o fazer. Internado para fazer uma traqueostomia, os médicos abriram-lhe uma traqueia e inseriram uma cânula, um tubo que permite a passagem de ar para os pulmões, que é a única forma de o fazer. O objectivo é facilitar a respiração e a aspiração dos pulmões. Em declarações à revista "Newsweek", o director da Associação de Parkinson norte-americana, Abraham Lieberman, diz que "uma pessoa normal respira 14 a 18 vezes por minuto, o Papa deve respirar o dobro". Como só consegue fazer consegue fazer inspirações curtas, os músculos do aparelho respiratório estão exaustos.

A noite é um suplício para João Paulo II. Aos 84 anos, dorme sentado. Tem as costas da cama praticamente na vertical, para poder respirar melhor. No hospital, os médicos têm ainda a preocupação de lhe pôr a cabeça ligeiramente levantada. No quarto, o Papa encontra-se quase imóvel. Começou recentemente a fazer fisioterapia para os braços e pernas, mas na maior parte do tempo descansa numa cama especial. Dotada de um sistema eléctrico avançado, permite aos enfermeiros mover o paciente em várias direcções. Além disso, os tubos do soro podem passar debaixo da cama para ninguém lhes mexer. No Gemelli, as refeições e os horários passaram a ser rigorosamente controlados pelos médicos. O porta-voz do Vaticano, Joaquim Navarro-Valls, anunciou que o Papa está limitado a uma dieta semilíquida. O menu foi reduzido a sopas leves e verduras cozidas. A comida é quase toda batida. "Os pacientes têm problemas a mastigar, a engolir e a beber", diz Maria de Lurdes Gaudich, presidente da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson.

A Irmã Giuseppina, governanta polaca de João Paulo II há mais de 30 anos, é a responsável pelos cozinhados. Foi ela que no dia seguinte à traqueostomia lhe preparou o café com leite e os 10 biscoitos salgados que comeu na Policlínica Gemelli. Um pequeno almoço diferente daquele a que estava habituado: no Vaticano costumava beber um cappuccino e comer um croissant.

(...) Para combater o avanço da doença de Parkinson, o Papa toma todos os dias um medicamento chamado Levodopa. "É usado para atenuar os tremores e a rigidez muscular. Estimula o movimento e diminui o excesso de salivação comum nestes doentes", explica Maria de Lurdes Gaudich. Quando as pessoas têm dificuldade em engolir, como é o caso do Papa, o comprimido tem de ser ingerido dissolvido na água ou misturado na comida.

Em 2004 o jornal britânico "The Times" divulgou que João Paulo II não aparecia em público sem antes levar uma injecção de apomorfina, um medicamento forte usado nas fases mais avançadas da doença. É injectável no braço ou na barriga, demora poucos minutos a fazer efeito e ajuda a recuperar alguma liberdade de movimentos. Na fase inicial da doença, o efeito pode durar até 24 horas. Mas, à medida que a doença avança, a eficácia diminui. Em doentes terminais é ligada uma bomba difusora ao braço, que está sempre a injectar o líquido. Ambos os medicamentos podem causar alergias, náuseas, sonolência e vómitos. O Papa toma também comprimidos feitos de extracto de papaia para fortalecer o sistema imunitário.

Em declarações à revista "Newsweek", Henrique Fazzini, médico especialista em Parkinson e professor da Universidade de Nova Iorque, afirmou que foi contactado há nove anos por elementos do Vaticano, preocupados com os tremores de João Paulo II e a quererem saber qual o melhor tratamento. De dia para dia, a fragilidade do corpo e a perda de equilíbrio tornam as quedas mais frequentes.

"O Papa corre o risco de morrer de uma queda ou de alguma infecção. Ele já não tem os reflexos ou a força necessária para parar antes de cair para o chão", diz o especialista. (...) Só há cinco anos o Vaticano anunciou que João Paulo II sofria de Parkinson. Mas os problemas na fala e o discurso arrastado eram sinais evidentes de que a doença se encontrava já num estado avançado.

A doença atrofiou-lhe os movimentos, mas não a consciência. O Papa está lúcido. "Os doentes percebem tudo quando falamos com eles. Têm é mais dificuldade de expressão, pois os músculos que controlam a fala são afectados", explica a Presidente da Associação Portuguesa de doentes de Parkinson.

O internamento traz novos perigos, especialmente o risco de contrair infecções hospitalares. Alguns estudos internacionais revelam que um em cada três doentes são internados. Com mais de 80 anos, sai do hospital com a saúde mais debilitada do que quando entrou. "O Papa deve ficar num ambiente protegido, em especial nos primeiros dias a seguir à operação para evitar a colonização das vias respiratórias com bactérias que podem causar infecções", diz Luís Telo. O especialista diz ainda que pode ser colocado um filtro na entrada do tubo de respiração para atenuar esse problema.

Agora, João Paulo II ainda está a recuperar a fala. E usa uma caneta e um bloco de notas para comunicar. No dia seguinte à operação à traqueia, as primeiras palavras que escreveu foram: "O que me fizeram?" e em latim dirigiu-se à Virgem Maria: "Totus Tuus"(Sou todo teu). Agora melhorou com as sessões de fisioterapia para tentar recuperar a voz. A 27 de Fevereiro João Paulo II ficou mudo pela primeira vez em 26 anos de pontificado. Era o dia da oração do Angelus que ficou a cargo do arcebispo Leonardo Sandri. Mesmo assim, voltou a surpreender toda a gente ao aparecer na janela do 10º andar do hospital. A sua presença durante um minuto entusiasmou os fiéis. Abençoou a multidão, pôs a mão direita na garganta e voltou para o quarto.

A 13 de Março regressou ao Vaticano, após 18 dias de internamento. Pela primeira vez em toda a história do seu pontificado, as cerimónias da Páscoa celebraram-se sem a sua presença. Nesse dia, 27 de Março, quando se preparava para ler um discurso aos fiéis, comove tudo e todos ao ser incapaz de ler uma palavra. A impossibilidade de sair do Vaticano obrigou-o ainda a assistir pele televisão à procissão da Via sacra, no Coliseu de Roma. No dia 30 de Março (4ª. Feira) voltou a aparecer à janela do seu apartamento privado no Vaticano para saudar os fiéis. Apesar dos esforços evidentes, a voz falhou pela segunda vez, impedindo-o de se dirigir aos católicos que assistiam à sua aparição, limitando-se a fazer mais uma bênção silenciosa. Na tarde do último dia de Março (5ª feira) recebeu, pela segunda vez na sua vida a Extrema Unção. Foi-lhe implantada uma sonda nasogástrica para facilitar a alimentação, o que lhe provocou uma infecção que provocou episódios de febre muito alta. A sua saúde agravava-se e os médicos esperavam que a sua morte se desse na sexta-feira mas atribui-se a sua resistência à sua extraordinária força física e sobretudo ao seu sistema circulatório. Nos piores momentos, o Papa ultrapassou o seu sofrimento com uma admirável serenidade. Os seus esforços para participar nas liturgias repetiram-se durante todo o dia, inclusive na via-sacra. O Pontífice sofria ao peso da sua cruz. "O Papa está lúcido, extraordinariamente sereno, com dificuldade para respirar". No dia seguinte, Navarro Valls comunicou que João Paulo II dedicou aos jovens a seguinte frase, que pronunciou com dificuldade: "Busquei- vos. Agora vós vindes a mim e vos dou graças". O Papa também escreveu uma nota às religiosas encarregadas de cuidarem dele, a quem chamava "meus anjos": "não choreis, ainda estou convosco". Eram as notícias mais alentadoras e esperançosas da saúde de um Papa que se ia apagando. Largas horas de uma agonia cujo final se aproximava.

"Já vê e toca o Senhor", disse o cardeal Camillo Ruini. "Abandonou-se à Vontade de Deus", acrescentou o purpurado encarregado de anunciar a sua morte. No sábado passou com a maior das preocupações. Os mais próximos colaboradores despediram-se, e agradeceram todas as obras do seu pontificado. O cardeal José Ratzinger assegurou: "Está a morrer. Está consciente de que está a ponto de passar para as mãos de Deus e despediu-se de mim pela última vez".

O secretário do Papa disse que as últimas palavras que ele ouviu o Papa dizer foram "Totus tuus", o mote latino do Pontifice para "Totalmente vosso", consagrando-se a Maria.

Uma religiosa que estava próximo de João Paulo nas últimas horas do pontífice disse que ouviu o Papa a dizer: "Deixai-me ir para o Senhor".

"Estávamos a seu lado nos seus últimos momentos", disse o seu secretário, o bispo Dziwisz. "Para ele, a morte era realmente uma passagem de uma sala para outra, de uma vida para outra." Morreu nesse dia, 2 de Abril, 1º. Sábado do mês, às 21.37h (hora de Itália) e véspera da Misericórdia de Deus.

MISTÉRIOS DOLOROSOS 2

1) Agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras

Meditação

Num mundo carregado de sofrimentos, de guerras, fome e cataclismos, João Paulo II sofre com os homens , sofre pelos homens. O seu coração está permanentemente com os que sofrem, sofrendo também… sofre, mas nunca desanima, pois sabe que sobre o sofrimento triunfa sempre o amor… é sempre Jesus que triunfa.

Textos


‘Ontem foi um dia obscuro na História da Humanidade, uma ofensa terrível contra a dignidade do homem. Logo que tomei conhecimento da notícia, acompanhei com intensa participação o desenvolvimento da situação, elevando ao Senhor a minha premente oração. Como podem verificar-se episódios de crueldade tão selvagem? O coração do homem é um abismo de que, às vezes, emergem desígnios de ferocidade inaudita, capazes de abalar de repente a vida serena e operosa de um povo. Todavia, nestes momentos em que todo o comentário parece ser inoportuno, a fé vem ao nosso encontro. A Palavra de Cristo é a única que pode dar uma resposta às interrogações que se agitam na nossa alma. Mesmo quando a força das trevas parece prevalecer. O crente sabe que o mal e a morte não são a última palavra. A esperança cristã fundamenta-se nisto. E é aí que se alimenta , neste momento, a nossa confiança orante.” (Roma, 12 de Setembro 2001) (dia seguinte ao ataque às Torres Gémeas, em Nova Iorque)

2) Flagelação de Jesus atado à coluna

Meditação

(…) o Santo Padre (…) foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros” (Mensagem de Fátima)

Treze de Maio de 1981. A alegria reinava na Praça de S. Pedro, onde milhares de peregrinos se reuniram, naquela tarde primaveril, para saudarem o Papa que com eles rezaria o Regina Coeli…

João Paulo II, como sempre, passa de jipe e saúda-os, abençoa-os, beija as crianças que lhe são estendidas… uma profunda comunhão entre ele e a multidão envolve-os, uma comunhão sempre presente quando o Papa comunica seja com uma pessoa, seja com a maior das multidões…

De repente, o ensurdecedor ruído de disparos estilhaça toda aquela alegria: João Paulo II, o Vigário de Cristo, foi atingido por balas assassinas…

O mundo pára, sustém a respiração, chora, reza…

Gravemente ferido, João Paulo II sobrevive.

Ao seu assassino perdoa, visita-o na prisão e por ele intercede…

Textos

“Estou particularmente unido às duas pessoas que comigo também foram feridas. Rezo pelo irmão que disparou contra mim e a quem sinceramente perdoei.2 (Regina Coeli, 17 de Maio de 1981, 4 dias depois do atentado)



“Foi uma mão materna que guiou a trajectória da bala e o Santo Padre agonizante deteve-se no limiar da morte.” (Meditação com os bispos italianos, 13 de Maio de 1994)

3) Jesus é coroado de espinhos

Meditação

No final da sua vida, João Paulo II é uma pessoa profundamente afectada pela doença. Tendo sofrido diversas enfermidades e acidentes, a doença parece dominar o seu frágil corpo. Tendo dificuldade em mover-se, os seus membros tremem, a sua face perdeu a expressividade de outrora, a sua voz dilui-se em sons por vezes quase imperceptíveis.

Doente, profundamente doente, João Paulo II não desanima, não quebra, não se deixa vencer pelo peso da doença.

Lúcido, como sempre, ele sabe que a sua doença faz parte da sua missão, faz parte do seu testemunho aos homens, faz parte da mensagem de Jesus.

Ele sabe que a sua doença é uma encíclica viva, e vivida, num mundo em que os fracos, os doentes, os inválidos, são tantas vezes abandonados… uma encíclica viva, e vivida, sobre a vida…

Ele que todos os dias vai idealmente aos hospitais e aos lugares de cura (cf. Mensagem para o IX Dia Mundial do Doente, 2001) sofre, sofre sobretudo com os que sofrem.

Textos

“O sofrimento, de facto, é sempre uma provação – por vezes, uma provação muito dura – à qual a humanidade é submetida.” (“Salvifici Doloris, 23)



“Nestes anos também eu compartilhei várias vezes a experiência da enfermidade e compreendi cada vez mais claramente o seu valor para o meu ministério petrino e para a própria vida da Igreja “ (Mensagem para o IX Dia Mundial do Doente, 2001)

4) Jesus leva a Sua cruz até ao Calvário

Medfitação

“Os anciãos ajudam a contemplar os acontecimentos terrenos com mais sabedoria, porque as vicissitudes os tornaram mais experimentados e amadurecidos.” (Carta aos Anciãos).

Num mundo onde só a juventude, o porte atlético e a beleza parecem ter lugar, o Papa mostra, na carne, que ser ancião não é ser inútil ou dispensável...que a vida, que começa na concepção, só na morte termina, passando por diversas etapas, plenas de significado em Cristo.

Ancião, João Paulo II é - motu próprio – o ancião de um mundo que quisera esconder a velhice, que quisera esquecer a dignidade e a importância dos anciãos...

Textos

“Hoje, graças aos progressos da medicina e melhores condições sociais e económicas, em muitas regiões do mundo a vida ampliou-se notavelmente. Porém, é sempre verdade que os anos passam rapidamente; o dom da vida, apesar da fadiga e dor que a caracteriza, é belo e precioso demais para que dele nos cansemos.”



Carta aos Anciãos

Sendo também eu ancião, senti o desejo de estabelecer um diálogo convosco. Faço-o, antes de mais, dando graças a Deus pelos abundantes dons e oportunidades que Ele me concedeu até hoje. Percorro novamente com a memória as etapas da minha existência, que se entrelaçam com a história de grande parte deste século, e vejo aparecer a figura de numerosas pessoas, algumas delas particularmente queridas: são lembranças de eventos ordinários e extraordinários, de momentos felizes e de factos marcados pelo sofrimento. Acima de tudo, no entanto, vejo estender-se a mão providente e misericordiosa de Deus Pai, o qual «trata do melhor modo tudo o que existe», e «se algo Lhe pedimos, segundo a Sua vontade, Ele ouve-nos» ( 1 Jo 5, 14).

Carta aos Anciãos

5) Morte de Jesus na cruz

Meditação

“Nós, porém, anunciamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios” (1Cor 1, 23)

João Paulo II, logo no início do seu pontificado, proclamou: “Sou guiado pela fé na força redentora da cruz de Cristo” (“Redemptor Hominis”, 17)

Neste mundo, onde o consumismo, o hedonismo e o relativismo se instalam, onde um acultura do fácil e do imediato parece triunfar, João Paulo II não teme apresentar aos homens o caminho da cruz.

A Cruz de Jesus, sinal da redenção do homem, símbolo máximo da entrega e do amor… e do imenso sofrimento que a entrega e o amor tantas vezes acarretam…

O caminho do cristão é o caminho da cruz.

Textos

“Há quinze anos, no termo do Ano Santo da Redenção, confiei-vos uma grande cruz de madeira convidando-vos a levá-la ao mundo, como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade e como anúncio de que só em Cristo, morto e ressuscitado, há salvação e redenção. A partir de então, sustentada por braços e corações generosos, ela realizou uma longa e ininterrupta peregrinação através dos continentes, mostrando que a Cruz caminha com os jovens e os jovens caminham com a Cruz.”



Mensagem da XV Jornada Mundial da Juventude, 2000

“E, quando chegar o momento da ‘passagem’ definitiva, concedei-nos enfrentá-la com espírito sereno, sem qualquer nostalgia daquilo que deixarmos. Ao encontrar-Vos, depois de longa procura, reencontraremos todo o valor autêntico experimentado neste mundo juntamente com todos os que nos precederam no sinal da fé e da esperança.”

Carta aos Anciãos

MISTÉRIOS GLORIOSOS

1) Ressurreição de Jesus

Meditação

Jesus ressuscitado – o mesmo ontem , hoje e sempre – é o centro da sua pregação, o centro da sua vida.

A nós, cristãos, João Paulo II recorda-nos a necessidade de fazermos de Jesus ressuscitado o centro das nossas vidas, de vivermos um tempo em que se organiza em torno do “Senhor dos tempos” um tempo que, semanalmente, se inicia e finda no Seu dia, no dia do Senhor.

Textos

“A Ressurreição de Jesus é o dado primordial sobre o qual se apoia a fé cristã, estupenda realidade, captada plenamente à luz da fé, mas comprovada historicamente por aqueles que tiveram o privilégio de ver o Senhor ressuscitado. Acontecimento admirável que não só se insere, de modo absolutamente singular, na História dos homens, mas que se coloca no centro do mistério do tempo. Com efeito, a Cristo “pertence o tempo e a eternidade”, como lembra o rito de preparação do círio pascal, na sugestiva liturgia da noite de Páscoa. Por isso, a Igreja, ao comemorar, não só uma vez ao ano mas em cada domingo o dia da Ressurreição de Cristo, deseja indicar a cada geração aquilo que constitui o eixo fundamental da História, ao qual fazem referência o mistério das origens e o do destino final do mundo.” (“Dies Domini”).



“Os homens e as mulheres do terceiro Milénio, ao encontrarem a Igreja que cada domingo celebra alegremente o mistério de onde lhe vem toda a sua vida, possam encontrar o próprio Cristo ressuscitado. E os seus discípulos, renovando-se constantemente no memorial semanal da Páscoa, tornem-se anunciadores cada vez mais credíveis do Evangelho que salva e construtores activos da civilização do amor.” (“Dies Domini”)

2) Ascensão de Jesus ao Céu

Meditação

Homens do próximo milénio, não vos contenteis com o caminho percorrido. Celebrado o Jubileu, novos caminhos se desenham à vossa frente – indicou-nos João Paulo iI, apóstolo do século XX, profeta do terceiro milénio.

Como sempre, este Papa, incansável no seu ministério, não nos deixa parar…

“Duc in altum – Faz-te ao largo – incita-nos nas margens do imenso mar do terceiro milénio, há todo o caminho a percorrer , uma Boa Nova a Anunciar…

Este Jesus, que é o mesmo ontem, hoje e sempre estará connosco até ao fim dos tempos. Estejamos nós também com Ele no tempo que é o nosso, para que com Ele descansemos eternamente no tempo que é o dele

Textos


“Sigamos em frente, com esperança! Diante da Igreja abre-se um novo milénio como um vasto oceano onde se aventurar com a ajuda de Cristo. O Filho de Deus, que encarnou há dois mil anos por amor do homem, continua também hoje em acção: devemos possuir um olhar perspicaz para a contemplar, e sobretudo um coração grande para nos tornarmos instrumentos dela” (“Novo Millennio Ineunte”, 58)

“Agora devemos olhar para a frente, temos de ‘nos fazer ao largo’ confiados na palavra de Cristo: Duc in altum! (“Novo Millennio Ineunte”, 15).

3) Descida do Espírito Santo sobre nossa Senhora e os Apóstolos

Meditação

Como um “vento que sopra impetuoso” (Act 2, 2), João Paulo II fez ecoar a sua voz por todo o mundo: Não tenhais medo.~

João Paulo II interpelou constantemente os homens e a Igreja, apelou constantemente a que aderissem firmemente a Jesus, que liberta.

“Não tenhais medo” – uma das frases mais repetidas no Santo Evangelho, uma das frases mais proferidas pelo Papa – continua João Paulo II, dia-após-dia, a pregar-nos…

Textos


“Irmãos e Irmãs! Não tenhais medo de acolher Cristo e de aceitar o Seu poder!

Ajudai o Papa e todos os que queiram servir Cristo e, com o poder de Cristo, servir o homem e a humanidade inteira!

Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!

Ao Seu poder salvífico abri os confins dos Estados , os sistemas económicos e políticos, os vastos campos da cultura, da civilização, do desenvolvimento. Não tenhais medo! Cristo sabe ‘o que vai dentro do homem’. Só Ele o sabe!” (Roma, 16 de Outubro de 1978 – primeiras palavras de João Paulo, após a sua eleição)

“A Igreja sente-se chamada para esta missão de anunciar o Espírito, ao mesmo tempo que, juntamente com toda a família humana se aproxima do final do segundo Milénio depois de Cristo. Tendo como cenário um céu e imã terra que ‘passarão’, ela sabe bem que adquirem uma particular eloquência as «palavras que não hão-de passar» “ (“Dominum et Vivificantem”)

4) Assunção de nossa Senhora ao Céu em corpo e alma

Meditação

Maria Santíssima, assunta ao céu, modelo de virtude e de santidade é, desde sempre o seu modelo…

Como Maria, João Paulo II apela-nos a que sejamos santos.

Ser santo não é ser génio ou herói, mas é caminhar, no caminho de cada um, com Jesus, em Jesus e para Jesus.

João Paulo II, o Papa que mais beatificou e canonizou, oferecendo-nos exemplos de santidade, continuamente nos apela: sede santos.

Textos


“Os caminhos da santidade são variados e apropriados à vocação de cada um.” (“Novo Millennio Ineunte, 31)

“Jovens de todos os continentes, não tenhais medo de ser os santos do novo milénio! Sede contemplativos e amantes da oração, coerentes com a vossa fé e generosos no serviço aos irmãos, membros vivos da Igreja e artífices de paz. Para realizardes este importante projecto de vida, permanecei na escuta da Sua Palavra, hauri vigor dos Sacramentos, especialmente da Eucaristia e da Penitência. O Senhor quer que sejais apóstolos intrépidos do Seu Evangelho e construtores de uma nova humanidade. Com efeito, como podereis afirmar que credes em Deus que Se fez homem, se não tomais posição contra aquilo que avilta a pessoa humana e a família? Se credes que Cristo revelou o Amor do Pai por todas as criaturas, não podeis deixar de envidar todo o esforço para contribuir na edificação de um mundo novo, fundado sobre o poder do amor e do perdão, sobre a luta contra a injustiça e toda a miséria física, moral, espiritual, sobre a orientação da política, da economia, da cultura e da tecnologia, ao serviço do homem e do seu desenvolvimento integral.” (“Mensagem da XV Jornada Mundial da Juventude”, 2000)

5) Coroação de nossa Senhora como Rainha do Céu e da Terra

Meditação

Maria, plena de graça, Mãe de Jesus e Mãe da Igreja, é para João Paulo II, que perdeu a sua mãe aos 9 anos, a mãe… não apenas a mãe espiritual, mas a mãe com quem é cúmplice, com quem comunica, a quem ama… “Totus Tuus – Todo Teu – é o seu lema dirigido a Maria…

Como não recordar a intimidade e profunda comunicação dos olhares entre João Paulo II e nossa Senhora quando, na Cova da Iria, se encontravam a sós, em silêncio, no meio de centenas de milhares de peregrinos que, enternecidos, olhavam e se comoviam com tal cena verdadeiramente familiar…

A Ela, à terna Mãe, João Paulo II consagrou o mundo, proclamando-a estrela da nova evangelização.

Textos


“A Mãe do Redentor (Redemptoris Mater) tem um lugar bem preciso no plano da salvação, porque «ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a Lei, a fim de resgatar os que estavam sujeitos à Lei e para que nós recebêssemos a adopção de filhos. E porque vós sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do Seu Filho, que clama . ‘Abbá! Pai!»” (Gl 4, 4-6) (“Redemptoris Mater, 1)

“Maria vive com os olhos fixos em Cristo e guarda cada palavra Sua: «Conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu Coração» (Lc 2, 19). As recordações de Jesus, estampadas na Sua alma, acompanharam-Na em cada circunstância, levando-A a percorrer novamente com o pensamento os vários momentos da Sua vida junto com o Filho. Foram estas recordações que constituíram, de certo modo, o ‘rosário’ que Ela mesma recitou constantemente nos dias da Sua vida terrena.” (“Rosarium Virginis Mariae, 11)

2) Novena 1 a Santo António Maria Claret

Oração Preparatória para todos os dias:


Senhor nosso Deus, que nos desígnios da Vossa Bondade adorável predestinastes a Santo António Maria Claret para o ministério apostólico da salvação das almas e lhe acumulastes com especiais dons de graça, a fim de que fora ditado de santidade nos distintos estados da vida cristã.


Eu vos adoro e dou graças pelos tesouros de virtude que depositastes em sua alma, sobre tudo aquele espírito de caridade com que acolhia a quantos recorriam a ele em suas necessidades espirituais e temporais.
Concedei-me a graça de saber seguir os seus exemplos e imitar as suas virtudes, e especialmente a que venho a pedir-vos nesta novena mediante sua poderosa intercessão ante Vós.
Vo-la peço também pelo coração Imaculado de Maria, de cujas glórias e misericórdia lhe fizestes apóstolo predilecto. Amen.

Rezar a continuação a oração do dia que corresponda:

Meditação: Vida mariana

Santo António Maria teve uma verdadeira piedade filial para com a Santíssima Virgem; a amou e honrou sempre como a mãe terníssima.


De menino se alegrava em visitar suas imagens; de tecedor, rezava todos os dias as três partes do rosário; De estudante, se alistou em suas associações, para venerá-La mais fielmente; sacerdote, se consagrou como escravo seu por amor;
Missionário, pregou incansável suas Glórias e propagou as práticas de devoção e suas associações, especialmente o santo rosário e a devoção a seu Imaculado Coração, cuja devoção estabeleceu em todas as paróquias da arquidiocese de Santiago.
Com que ternura filial amava ao Coração Imaculado de Maria ! e quão maternalmente pagou a Santíssima Virgem esta piedade de seu Servo!
Quantas vezes o livrou da morte, lhe deu vitória nas tentações e perigos, fez frutuosíssimos todos os seus ministérios!

Invocação:


Oh! glorioso Santo António Maria, que já desde os ternos anos escolheste a Santíssima Virgem por mãe e mestra de vossa vida espiritual, conseguindo assim chegar aos mais altos cumes da santidade!


Alcançai-nos para com ela verdadeira piedade de filhos; que conheçamos suas grandezas e excelências, que sintamos o atractivo de seu Coração maternal, para melhor conhecer, amar e servir a seu Santíssimo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. Amen.

Pede-se as graças.

Invocações para todos os dias:


1. Glorioso Santo António Maria, confessor e Pontífice da Igreja:
Alcançai-nos vosso amor a Igreja santa e uma fidelidade inquebrantável a todos os seus ensinamentos e preceitos.

Pai-nosso, Ave-Maria e Glória.




2. Glorioso Santo António Maria, apóstolo da Santíssima Virgem:
Alcançai-nos vossa devoção a seu Imaculado Coração, e mediante ela a salvação de nossas almas.

Pai-nosso, Ave-Maria e Glória.




3. Glorioso Santo António Maria, ilustre Fundador de Congregações religiosas:

Alcançai-nos um ardente amor a Jesus, para seguir seus passos até o cume da perfeição cristã.


Pai-nosso, Ave-Maria e Glória.


Oração Final para todos os dias:

V. Rogai por nós, Santo António Maria.


R. Para que sejamos dignos das promessas de Jesus Cristo.

Senhor Deus, que adornastes com virtudes apostólicas a vosso bem


aventurado confessor e Pontífice António Maria, e por seu meio reunistes na Igreja novas famílias de clérigos e de Virgens:


nós Vos suplicamos nos concedais que, instruídos com seus saudáveis ensinamentos e confortados com seus exemplos, possamos felizmente chegar a Vós.
Por Cristo nosso Senhor que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo . Amen.

3) Novena 2 a Santo António Maria Claret

Oração (para todos os dias)
Ó Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, dignai-Vos aceitar benevolamente o obséquio que Vos ofereço em testemunho de gratidão pelos benefícios admiráveis que concedestes a Santo António Maria Claret.

Derramai também sobre mim as vossas divinas bênçãos e outorgai-me as graças que pela sua mediação vos peço, para que, informado do mesmo espírito, trabalhe como ele na difusão de Vossa glória, na minha própria santificação e na salvação de todos os homens. Amen.


Invocação
Santo António Maria, arauto da pregação evangélica! Dai-nos a docilidade necessária para seguir os ensinamentos da nova evangelização.
Pai nosso…

8º dia: a devoção à virgem Santíssima no apostolado de Santo António Maria Claret

Para compreender o apostolado do santo, o ponto chave é a sua devoção para com a Mãe Celeste.

O padre Claret foi um apóstolo ardoroso da Virgem Santíssima. Poucos santos o superarão nesta devoção. Em todas as actividades deixava a marca desta devoção. Foi, de modo particular, o arauto da devoção ao Coração de Maria.

A Virgem Santíssima disse-lhe para ser o Domingos de Gusmão dos nossos tempos, com o encargo de propagar a devoção do Santo Rosário.

Mas antes que ocorressem os acontecimentos de Fátima, o ponto de partida para a difusão do Seu Coração Imaculado, já Claret se adiantara, por meio da instalação da Arquiconfraria do Coração de Maria em todas as paróquias missionárias, valendo-se, assim, de ambas as devoções para a salvação das almas.

Oração final
Ó Deus, Jesus Cristo, o Vosso Divino Filho e Senhor e Redentor nosso, ao partir deste mundo, consumada a Redenção do género humano, deixou esta ordem aos seus apóstolos, como principal dever a ser cumprido por eles e seus sucessores em todos os tempos: “Ide e pregai o Evangelho a todas as gentes”.

E em virtude dessa ordem, “o som da sua voz ecoou até os confins do mundo”, com grande glória e esplendor da vossa Igreja.

Tornando-se necessária uma nova evangelização pelo amortecimento da fé, nós vos suplicamos que formeis, na vossa Igreja, apóstolos ardorosos como Santo António Maria Claret, que, com sua palavra inflamada, levou a regeneração a muitos povos. Por Jesus Cristo nosso Senhor que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amen.

4) Novena a Santo António Galvão

Oração à Santíssima Trindade

Pedimos à Santíssima Trindade para alcançar graças pela intercessão de Santo António de Sant'Anna Galvão.

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu Vos adoro, louvo e Vos dou graças pelos benefícios que me fizestes.

Peço-Vos, por tudo que fez e sofreu o Vosso servo Santo António de Sant'Anna Galvão, que aumenteis em mim a fé, a esperança e a caridade, e Vos digneis conceder-me a graça que ardentemente almejo. Amém.

Oração para todos os dias da novena:

A novena inicia-se sempre com o sinal da cruz e logo em seguida faz-se a intenção, o pedido ou o agradecimento.

Faz-se depois a invocação:

S. Frei Galvão, rogai por nós!

Sétimo Dia

Palavra de Deus:

No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado da parte de Deus para uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José, da casa de David.

E o nome da virgem era Maria e entrando, disse-Lhe o Anjo: 'Alegra-Te, cheia de graça, o Senhor está contigo!'...

Eis que conceberás em Teu seio e darás à luz um filho, e Lhe darás o nome de Jesus (Lc 1,26-28.31).

Reflexão:

Frei Galvão foi muito devoto de Nossa Senhora, de modo especial sob o título de Imaculada Conceição.

Descobriu o valor de Maria para Sua vida cristã.

Contemplou de modo especial Sua Imaculada Conceição e viveu com o coração agradecido a Deus por ter dado tão insigne mãe.

Frei Galvão colheu da Imaculada a necessidade de segui-la, por uma vida santa, longe do pecado.

Deus nos quer santos e imaculados, a Seus olhos e aos olhos de nossos irmãos.

Oração:


Senhor, que em S. frei Galvão nos despertais para o amor e para a devoção a nossa Mãe Santíssima, ajudai-nos a venerá-La sempre como Imaculada a proclamá-La com nossa palavra e principalmente com a nossa vida, Sua santidade e graça.

Fazei que sejamos sempre Seus filhos e que a ela recorramos sempre, agora e na hora da nossa morte. Amen.

No final de cada dia da novena, faz-se a oração a S. Frei Galvão, como segue:

S. Frei Galvão, Deus fez em vós maravilhas e através de vós anunciou o Evangelho do amor, do acolhimento e da misericórdia para com os mais fracos e sofredores.

Com o coração agradecido por tão grande Dom , nós Vos pedimos: intercedei por nós junto a Deus para que possamos vivenciar na comunidade eclesial, os valores evangélicos que de modo tão heróico vivestes.

Dai-nos a coragem e perseverança na fé e abertura ao Espírito Santo Deus, para que possamos ser sal da terra e luz do mundo. Amen.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai

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