2 o conceito de idade média trabalhado pelos autores



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1 INTRODUÇÃO

O presente relatório, tem por objetivo geral, fazer uma pesquisa sobre a história da Europa Medieval, em um livro de história do Ensino Médio.

Por objetivos específicos, buscou-se: analisar o conceito de Idade Média trabalhado pelos autores do livro; fazer uma breve síntese sobre os assuntos trabalhados pelo livro didático com relação ao objetivo geral; analisar os pontos negativos e positivos do uso de imagens e textos complementares no livro didático analisado; analisar os pontos positivos e negativos sobre como o autor trabalha exercícios de aprendizagem no livro; sintetizar a visão que os autores do livro tem sobre a sociedade, economia e cultura na Europa Medieval; sintetizar como o autor descreve o papel da Igreja Católica nesse período, visando os pontos positivos e negativos presentes na abordagem feita pelo livro; expor as indicações de filmes realizada pelos autores.

O livro escolhido foi “História: volume único” do Ensino Médio, de Gislane Campos Azevedo e Reinaldo Seriacopi, publicado em 2005 e disponibilizado pelo MEC para os anos 2009/2010/2011. A escolha do livro para a devida pesquisa, teve por influência a ampla dimensão de dados sobre a história da Europa Medieval, bem como os demais assuntos, e a excelente relação que o livro aborda em todos os capítulos entre passado e presente.

Para a realização da pesquisa, os procedimentos metodológicos escolhidos foram à observação e análise do livro didático, o que foi crucial na elaboração do relatório.

2 O CONCEITO DE IDADE MÉDIA TRABALHADO PELOS AUTORES

Analisando o livro, nota-se que os autores (AZEVEDO; SERIACOPI, 2005) esquematizam a história da Idade Média em uma unidade com oito capítulos, nos quais se dividem em: Cap. 17, A Ásia Durante o Período Medieval; Cap. 18, O Mundo Árabe e o Império Islâmico; Cap. 19, Os Reinos Africanos; Cap. 20, O Império Bizantino; Cap. 21, A Europa Medieval e o Império Carolíngio; Cap. 22, O Mundo Feudal; Cap. 23, Igreja e Poder; Cap. 24, O Renascimento Comercial e Urbano.

Apesar do termo Idade Média se aplicar somente à Europa ocidental, os autores frizam a Ásia, África e a América pelo fato de haver nessa época, civilizações em pleno florescimento nesses continentes.

A conceituação de Idade Média vem logo no início da abordagem do tema, aparece em um boxe como um texto complementar (veja ANEXO A), em que conceituam o termo Idade Média da seguinte maneira:

A expressão Idade Média foi criada por pensadores humanistas do final do século XV com um significado pejorativo. Para esses pensadores, o período posterior às invasões germânicas havia sido de atraso, obscurantismo e ignorância.

Eles eram admiradores da cultura greco-romana e de sua própria época, o Renascimento. Com a expressão, procuravam transmitir a idéia de que a Idade Média seria uma espécie de Idade das Trevas, situada entre duas épocas esplendorosas, a Antiguidade Clássica e a Idade Moderna.

Hoje, essa posição já não é mais aceita. Mas a expressão Idade Média se firmou, designando o período da história da Europa ocidental que vai do século V ao século XV.

3 VISÃO GERAL DOS ASSUNTOS TRABALHADOS PELO LIVRO DIDÁTICO SOBRE A EUROPA MEDIEVAL.

Com relação à Europa Medieval, o livro faz a abordagem em quatro capítulos, sendo eles: Cap. 21, A Europa Medieval e o Império Carolíngio; Cap. 22, O Mundo Feudal; Cap. 23, Igreja e Poder; Cap. 24, O Renascimento Comercial e Urbano.

O livro inicia o tema falando sobre a queda do Império Romano, e a invasão germânica, em que através dessa miscigenação cultural com os romanos surgiu um novo tipo de sociedade que se tornaria a base dos atuais povos europeus.

Percebe-se que desde o início da constituição da Europa Medieval, a Igreja Católica tem grande influência na exerção do poder. Com a conversão do rei Clóvis ao cristianismo, o poder do Reino Franco aumentou consideravelmente, e a partir daí notou-se uma aliança entre a Igreja Católica e o poder real, o que se consolidou durante toda à Idade Média.

Os autores dão ênfase ao Império Carolíngio, pois este iniciou uma política de conquistas territoriais que beneficiava tanto o poder real quanto à Igreja, onde o crescimento do reino dos francos significava também a difusão da fé cristã.

O livro destina todo um capítulo para falar do Mundo Feudal, em que este tinha por principal característica o poder político fragmentado entre os senhores feudais e o rei, já o restante da sociedade era composta pelos camponeses. A economia do Mundo Feudal girava em torno do sistema de vassalagem.

Outro fator que os autores enfatizam, é as diversas inovações tecnológicas que facilitaram a vida dos camponeses. Tais avanços, levaram de forma progressiva a qualidade e a quantidade da produção agrícola estimulando a economia e circulação de mercadorias.

Nota-se que a partir do século XI as cidades voltaram a crescer na Europa, essa expansão contudo, ocorreu de forma desordenada, criando condições para a propagação da peste negra que fez com que a Europa vivesse uma das maiores catástrofes da sua história.

O fim da Europa Medieval é marcada por “[...] uma profunda crise econômica e social que transformou o continente em palco de inúmeras revoltas e lugar de desolação, medo, fome e morte.” (AZEVEDO; SERIACOPI, 2005, p. 125)

4 USO DE IMAGENS E TEXTOS COMPLEMENTARES NO LIVRO DIDÁTICO PELOS AUTORES

A partir da análise pode-se perceber que o conteúdo do livro é rico em imagens que retratam o que os autores falam durante o texto, o que faz com que o aluno compreenda da melhor forma o que se pretende.

A maioria das imagens remetem à uma conexão entre passado e presente, fazendo com que o leitor reflita as mudanças ocorridas com o passar do tempo. O livro também é complementado por diversos mapas que trazem a noção da dimensão de espaços territoriais conquistados e percorridos durante a Idade Média (veja o ANEXO B).

Não é notado nenhum ponto negativo a respeito das imagens, ao contrário, acredita-se que as imagens só vêm a acrescentar no desenvolvimento intelectual do aluno.

Com relação aos textos complementares, pode-se dizer que seja um dos aspectos mais relevantes no livro, pois, os mesmos, aparecem em boxes de tamanho significativo na página e na maioria das vezes acompanhados de imagens (veja o ANEXO C), onde não conseguem passar despercebido ao olhar do leitor. Isso faz com que o estudante tenha curiosidade em saber o que está escrito, ou seja, vêm a contribuir para o aprofundamento do assunto tratado, melhorando assim a compreensão dos textos.

Entre os textos complementares expostos no livro, destacou-se um boxe muito interessante que aparece ao final de todo capítulo no qual é titulado pelos autores por “Enquanto Isso...”. Nesse boxe, Gislane Azevedo e Reinaldo Seriacopi (2005) trazem a proposta de relatar um fato histórico que ocorria na mesma época do assunto estudado no capítulo, daí a denominação “Enquanto isso...”.

Ao se tratar da Europa Medieval, os autores expõem nesse boxe Os Reinos Anglo-Saxões (veja o ANEXO D), que se formavam na atual Grã-Bretanha na mesma época das invasões germânicas, entre os séculos VII e VIII.

Sobre os textos complementares não foi encontrado nenhum ponto negativo, também acredita-se que eles só têm a contribuir na expansão de conhecimento do leitor.



5 COMO OS AUTORES TRABALHAM EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM NO LIVRO

Os autores (AZEVEDO; SERIACOPI, 2005) trabalham os exercícios de aprendizagem de forma bem interessante, pois, visam não apenas que os alunos pesquisem as respostas prontas no livro, mas propõem que os mesmos, tenham um momento para refletir determinado assunto e possam vir a pesquisar em outros livros e até mesmo na internet.

Os exercícios são trabalhados de três maneiras: com uma pergunta abaixo de alguns dos boxes de textos complementares; ao final do capítulo, com uma atividade com várias questões; e abaixo da atividade uma única questão para reflexão.

O exercício que é trabalhado em alguns boxes de textos complementares, trazem apenas uma questão, titulado pelos autores por “De Olho no Mundo” (veja o ANEXO E), em que o aluno precisa fazer uma pesquisa em outros livros ou na internet para conseguir responder a questão. Esse exercício vai possibilitar ao aluno, fazer uma análise sobre o que foi abordado e o que está acontecendo no cotidiano, ou seja, possibilita a criação de um senso crítico no aluno.

Ao final do capítulo, o livro sempre traz uma atividade que recebe o título de “Organizando as Idéias”, nela se encontra um conteúdo mais tradicional, com tipos de questionamentos encontrados na maioria dos livros didáticos, onde o aluno já encontra a resposta pronta no capítulo, cabe a ele somente pesquisar.

Abaixo da atividade, os autores trazem um exercício bem interessante, com apenas uma pergunta, entretanto, sempre intrigante. Esse exercício é titulado pelos autores como “Hora de Refletir”, as perguntas propostas nesse exercício são sempre reflexivas, fazendo com que o aluno estimule seu raciocínio para dar opiniões e fazer críticas aos acontecimentos (veja o ANEXO F).

Acredita-se que Gislane Azevedo e Reinaldo Seriacopi (2005) foram sábios na elaboração dos exercícios, pois, trouxeram propostas diferentes de alguns livros que visam somente o aluno preso ao livro, os autores possibilitaram os alunos irem além e à estimularem seu senso crítico.

6 SÍNTESE DA VISÃO GERAL DOS AUTORES SOBRE A SOCIEDADE, ECONOMIA E CULTURA NO PERÍODO MEDIEVAL

De acordo com os autores (AZEVEDO; SERIACOPI, 2005, p.109), a sociedade no período medieval “baseava-se em uma sociedade rigidamente hierarquizada, na qual os indivíduos encontravam-se subordinados uns aos outros por laços de dependência pessoal”.

A economia no período medieval era baseada no feudalismo e tinha na agricultura sua principal atividade produtiva. A elite da sociedade feudal era formada pelos senhores feudais e pelo alto clero, já o restante da sociedade eram formados pelos camponeses presos às terras.

Podemos dizer que, em geral a cultura medieval foi fortemente influenciada pela igreja católica, as pessoas viviam a cultura da cristandade, em que muitas ações eram proibidas pelo fato de serem consideradas como heréticas, a população vivia oprimida sob o terror das fogueiras da Inquisição.

O livro dá ênfase à cultura após o Renascimento, que foi a época em que houve mudanças na vida cultural e intelectual da Europa. Reis e burgueses começaram a financiar a formação de escolas independentes, onde estimulavam o ensino da dialética e da lógica para incentivarem o pensamento crítico.

À respeito da cultura medieval após o Renascimento, o livro diz o seguinte:

Mas as cidades medievais não eram apenas local de trabalho, negócios e estudos. Eram também, espaço de lazer. Nelas realizavam-se festivais com bastante comida, música e dança. Nas tavernas, o povo mais simples tomava vinho e cerveja, cantava músicas folclóricas de suas regiões de origem e praticava jogos, como o de dados.

... Junto à nobreza, surgiram os trovadores, poetas que declaravam seus versos com acompanhmento musical. Com eles nasceu a poesia trovadoresca, famosas por suas cantigas lírico-amorosas (as chamadas cantigas de amor e de amigo) ou satíricas (de escárnio e maldizer). (AZEVEDO; SERIACOPI, 2005, p. 124)

Entre os escritores, os autores frizam que destacou-se o florentino Dante Alighieri (1265-1321), autor do poema A divina comédia.

Outro aspecto relevante na cultura medieval que pode-se perceber, é a questão da privacidade, que não era algo importante para a população da Idade Média, todavia, um dos hábitos culturais era várias pessoas dormirem no mesmo quarto e na mesma cama, o que foi um dos contribuintes para a propagação da Peste Negra.



7 SÍNTESE DE COMO O AUTOR DESCREVE O PAPEL DA IGREJA CATÓLICA

O livro de Gislane Azevedo e Reinaldo Seriacopi (2005), destina um capítulo somente para falar do papel da Igreja Católica e de seu poder.

Nesse capítulo, os autores abordaram como a Igreja se tornou a maior força política, econômica e ideológica da Europa ocidental na Idade Média. O livro questiona que além do poder terreno ou temporal, a Igreja tinha um domínio quase completo sobre a vida espiritual da população, em que somente ela podia absorver os pecados e garantir a salvação na vida eterna.

Os pontos positivos, é que pelo fato de ter um capítulo só para falar do poder da Igreja Católica, os autores poderam destacar curiosidades, muitas imagens e textos complementares a respeito do assunto, por exemplo, com relação às cruzadas é exposto um mapa com as rotas da Primeira Cruzada (1096-1099) à Oitava Cruzada (1270), o que garante uma maior compreensão da dimensão que foi as Cruzadas (veja o ANEXO G).

Não foi notado nenhum aspecto negativo com relação ao que os autores descrevem sobre o papel da Igreja Católica.

8 INDICAÇÕES DE FILMES PELOS AUTORES NO LIVRO DIDÁTICO

Destacou-se as indicações de filmes pelos autores Azevedo e Seriacopi (2005), pelo fato de ser uma proposta diferenciada ao que foi analisado, diferentemente dos outros livros didáticos em que as indicações dos filmes ficam no final do capítulo e que muitas vezes o aluno nem se atenta para essas indicações, o livro História: volume único traz essa abordagem de forma diversificada.

As indicações de filmes aparecem durante a dissertação do capítulo, e para que essas indicações saltem ao olhar do leitor, os autores buscaram grifar as palavras e colocarem em uma caixa de texto ao lado da palavra grifada, o filme que se associa com aquele contexto histórico (veja o ANEXO H), fazendo com que durante a leitura o aluno se atente para os filmes sugeridos e tenha à curiosidade em assistí-los.

A respeito das indicações de filmes para a Idade Média, os indicados são respectivamente: O senhor da guerra, de Franklin Schaffner, 1965; O incrível exército de Brancaleone, de Mário Monicelli, 1965; O nome da rosa, de Jean-Jacques Annaud, 1986; O sétimo selo, de Ingmar Bergman, 1956; O leão no inverno, de Anthony Harvey, 1968; e Joana d’Arc, de Luc Besson, 1999.

Notou-se que essas indicações foram bem pertinentes, pois, ao contrário dos outros livros em que essas indicações passam despercebidas, o livro didático de Azevedo e Seriacopi (2005) torna-os bem visíveis, aguçando assim, a curiosidade dos leitores. Acredita-se também, que a associação de filmes com a leitura traz uma maior compreensão ao assunto transmitido.

9 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O relatório foi de suma importância para a adquirição de diversos conhecimentos a respeito da Europa Medieval, bem como dos fatos históricos ocorridos no mesmo período da Idade Média.

Pode-se perceber a renovação metodológica proposta no livro didático, que trouxe novas formas dos alunos estudarem, visando buscar outros recursos para pesquisa além do livro, e uma dessas propostas ficou explícita na elaboração dos exercícios, onde vê-se a preocupação que os autores tiveram em fazer com que os alunos pesquisassem os assuntos em outros veículos de pesquisa, para que ao final, refletissem na relação entre passado e presente, incentivando assim, um senso crítico nos leitores.

Aprovou-se a forma de como os autores (AZEVEDO; SERIACOPI, 2005) fizeram o uso de imagens e textos complementares no livro didático, com conteúdos bastante relevantes, onde percebe-se que os autores buscaram maneiras excelente de exporem essas imagens e textos para receberem a devida atenção dos leitores.

Considerou-se interessante o modo que os autores fizeram as indicações dos filmes, de forma que aguçou a curiosidade do leitor e que incentivou o aprofundamento dos estudos com os filmes.

O livro didático História: volume único de Gislane Azevedo e Reinaldo Seriacopi, perante análise, foi considerado de fácil leitura e enriquecedor em conhecimento, oferecendo instrumentos para interpretação e análise crítica a seu público-alvo.



10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AZEVEDO, G.C.; SERIACOPI, R. Unidade IV: diversidade religiosa. In:___________ História : volume único. 1. ed. São Paulo: Ática, 2005. Cap.17-24, p. 81-127.



11 ANEXOS

ANEXO A – Texto complementar conceituando à Idade Média.



ANEXO B – Espaços territoriais conquistados na Idade Média.



ANEXO C – Boxe acompanhado de imagem e com tamanho abrangente.

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