13 Século XVIII. Azulejaria neoclássica



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13 - Século XVIII. Azulejaria neoclássica

Cerca de 1790, o estilo neoclássico começa a insinuar-se na azulejaria portuguesa, divulgando-se uma grande produção, principalmente de silhares ornamentais, largamente utilizados por uma nova clientela – a burguesia em ascensão desde o tempo do marquês de Pombal -, que fez coincidir as suas encomendas com as da nobreza e, sobretudo, com as da Igreja, que prolonga no século XIX a tradição de revestir os seus edifícios. A gramática decorativa neoclássica fo tardiamente assimilada pelo azulejo português e permaneceu até 1830 com expressão já ecléctica.



As composições são polícromas e luminosas, com grande predominância de fundos amarelos e brancos sobre os quais se destacam urnas, cestos floridos, laçarias, festões e grinaldas pendentes, plumas, aves e mascarões.

Numa reinterpretação imaginosa dos ornamentos de Robert e James Adam, inscrevem-se em medalhões cenas e paisagens bucólicas inspiradas ainda nas gravuras de Jean Pillement, ou atributos vários caracterizando os espaços para que os painéis foram desenhados.

Muitos dos painéis foram produzidos na Real Fábrica de Louça, ao Rato, em Lisboa, com produção de azulejo entre 1772 e 1835, cobrindo a evolução do gosto entre o Rococó, o Neoclássico e os Eclectismos românticos.

14 - Século XIX e XX. Azulejaria romântica, ecléctica e industrial

Azulejaria de fachada
Ecletismo e Arte Nova

A partir de 1851 surgiram várias fábricas de cerâmica que produziram grande quantidade de azulejos de padrão, em tecnologia semi-industrial e industrial, e que foram aplicados em numerosas fachadas por todo o país até cerca de 1920, criando uma nova paisagem urbana em Portugal.

As fábricas do Porto e Gaia, Massarelos, Carvalhinho e Devesas, produziram azulejos de padrão com relevo moldado e com cores contrastadas, num eclectismo romântico; e nas fábricas de Aveiro, Fonte Nova e Aleluia executaram-se grandes composições ecléticas e Arte Nova para fachadas.

Em Lisboa, as fábricas Viúva Lamego, Constância, Roseira e Sant'Anna, produziram azulejos lisos, decorados a estampilha com motivos eclecticamente reinterpretados das antigas padronagens; a Fábrica de Louça de Sacavém produziu azulejos com estampagem e de meio-relevo prensados em pó de pedra, num gosto Arte Nova.



Na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, dirigida por Rafael Bordalo Pinheiro, produziram-se, no final do século XIX, excelentes azulejos neo-árabes e neo-manuelinos e, já no início do século XX, belos azulejos Arte Nova.

Composições figurativas de Luís Ferreira, dito Ferreira das Tabuletas, como o Vaso florido, obra de ecletismo romântico, decoraram jardins burgueses, fachadas de prédios e estabelecimentos comerciais, enquanto artistas académicos como Pereira Cão, Leopoldo Battistini e Jorge Colaço fizeram permanecer até meados do século XX imagens revivalistas e historicistas. Numerosos painéis repetiam figurações naturalistas quando não mesmo fotográficas, aplicados em lugares públicos como as estações de comboio ou os estabelecimentos comerciais, de que é exemplo o revestimento da Padaria Independente, cerca 1920.


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