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A DIVERSIDADE PRODUTIVA DE AGRICULTORES CAMPONESES DO ASSENTAMENTO NOVA VIDA- CANINDÉ/CE: CAMINHOS PARA A SUSTENTABILIDADE
LA DIVERSIDAD PRODUCTIVA DE AGRICULTORES CAMPONENSES DEL ASIENTO HUMANO NOVA VIDA – CANINDÉ/CE: CAMINOS A LA SOSTENIBILIDAD
Deiziane Lima Cavalcante1;

Rafael Soares de Sousa Pitombeira2;

Renata Paz Cândido3
1 Professora do curso de agronomia da Universidade Federal do Cariri – deiziane.lima@ufca.edu.br – Grupo de Pesquisa em Geografia Agrária- GEA/URCA

2 Doutorando em Desenvolvimento e Meio Ambiente – Universidade Federal do Ceará – rafael8416@gmail.com

3 Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente – Universidade Federal do Ceará – rprenatapaz@gmail.com – Técnica do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
RESUMO

A produção de alimentos de forma diversificada é uma das principais características das famílias camponesas especialmente para aquelas que passam por um processo de transição Agroecológica. Desta forma, cada território ocupado por elas está envolto em um emaranhado complexo de sistemas (social, cultural, ambiental, econômico e político) que interagem de maneira contínua e impulsionam o “fazer” agrícola e a (re) produção social no tempo e no espaço de cada família agricultora, levando a diferentes níveis de organização e de utilização dos recursos naturais. Com base nesse contexto o objetivo geral do trabalho é analisar os diferentes sistemas de produção desenvolvidos pelas famílias do Assentamento Nova Vida, localizado no município de Canindé – Ceará. Como resultados identificou-se 3 grupos distintos de agricultores que em toda a sua complexidade produtiva conseguem utilizar os recursos disponíveis de maneira racional e com bases Aroecologicas tem a possibilidade de garantia de sustentabilidade social, econômica e ambiental para a comunidade como um todo.



PALAVRAS-CHAVE: Sistemas de produção; Agricultura camponesa; Agroecologia.

RESUMÉN

La producción de alimentos de una manera diversificada es una de las principales características de las familias de agricultores, especialmente para aquellos que experimentan una transición agroecológica. Por lo tanto, cada territorio ocupado por ellos está envuelto en una maraña compleja de los sistemas (sociales, culturales, ambientales, económicos y políticos) que interactúan de forma continua y refuerzo "a" agrícola y social (re) producción en el tiempo y el espacio de cada familia de granjeros, dando lugar a diferentes niveles de organización y utilización de los recursos naturales. Sobre la base de este contexto, el objetivo general es analizar los diferentes sistemas de producción desarrollados por las familias del asentamiento Nueva Vida, ubicado en el municipio de Canindé - Ceará. Como resultado, hemos identificado tres grupos distintos de los agricultores en toda su complejidad productiva puede utilizar los recursos disponibles de manera racional y bases Aroecologicas tener la capacidad de garantizar la sostenibilidad social, económica y ambiental para la comunidad en su conjunto.



PALABRAS CLAVE: sistemas de producción; la agricultura campesina; Agroecología.

INTRODUÇÃO
A diversidade de produtos agropecuários oriundos da agricultura camponesa, bem como as relações que estabelecem com o meio ambiente e suas diversas formas de sociabilidade, principalmente quando se observa as propriedades familiares que passam pelo processo de transição Agroecológica, ‘representa um caráter contra-hegemônico de ação de resistência ao modelo de desenvolvimento econômico que perpetua a dominação das elites agrárias no meio rural ou ao modo capitalista de organizar as relações de seres humanos entre si e destes com a natureza’ (SCHMITT & TYGEL, 2009).

Desta forma, os agricultores e agricultoras lançam mão de uma racionalidade produtiva que vai proporcionar a continuidade da produção agropecuária e, em alguns casos, o desenvolvimento de diversas outras atividades não agrícolas

Nesse sentido, a análise dos diferentes sistemas de produção praticados por agricultores em um determinado território, em especial o de assentamento rural, se faz importante para o entendimento da realidade agrária. Para isso, utilizamos um enfoque sistêmico, pois estamos buscando compreender as interrelações existentes nessa realidade rural inserindo a idéia de relação entre estrutura e função, não só a visão do que é e como é determinado fenômeno, mas também a relação com sua função, seu fim, objetivo e razão de existir.

Deve-se, por tanto, aprofundar a análise, relacionando as condições ambientais e socioeconômicas e a evolução de cada tipo de produtor com os diferentes sistemas de produção adotados por eles. Pode-se partir do pressuposto de que, apesar da diversidade de condições e de sistemas de produção de uma região, é possível reunir os produtores em categorias e em grupos distintos, dentro dos quais as condições socioeconômicas e as estratégias são semelhantes, mas entre os quais há diferenças significativas. Trata-se da tipologia de produtores e da tipologia de sistemas de produção.

Após identificação dos diferentes sistemas e subsistemas, é essencial analisar, como cada um deles e a sua combinação contribuem para a reprodução da fertilidade dos solos e do próprio sistema social. Nesse sentido, identificar as estratégias adotadas para garantir essa fertilidade é fundamental para que possamos avaliá-la tecnicamente para determinar os efeitos positivos e negativos que essas atividades exercem sobre a sustentabilidade do assentamento.
Com base nesse contexto o objetivo geral do trabalho é analisar os diferentes sistemas de produção desenvolvidos pelas famílias do Assentamento Nova Vida, localizado no município de Canindé – Ceará.
ASPECTOS TEÓRICOS E METODÓLOGICOS DO ESTUDO
Para Ploeg (2008) a agricultura mundial é hoje claramente caracterizada por três trajetórias de desenvolvimento básicas e mutuamente contrastantes, sendo elas, em primeiro lugar, uma forte tendência para a industrialização multifacetada e de longo alcance, em segundo lugar, um processo generalizado, embora frequentemente camuflado, de recampezinação; e em terceiro lugar, um processo emergente de desativação particularmente na África, mas também em outras regiões do mundo.
A industrialização da agricultura induziu processos de especialização produtiva; a disseminação do empreendedorismo baseado na economia de escala; e uma forte dependência da agricultura a insumos comerciais e a mercados de produtos dominados por grandes complexo industriais (...) - no Brasil- o chamado agronegócio é a expressão atual desse tipo de agricultura patronal monocultura. (PETERSEN, 2008)
Concordando com Petersen, pode-se dizer que este modelo de agricultura representa a versão mais acabada de um estilo de desenvolvimento orientado de fora para dentro, cuja principal característica é uma racionalidade econômica movida pelas expectativas de curto prazo para a recuperação do capital investido, em detrimento de quaisquer preocupações com o bem-estar social e com a integridade do meio ambiente.

Essa lógica técnico-econômica vem, em certa medida, sendo absorvida por muitos agricultores familiares brasileiros, configurando-se como uma agricultura familiar empresarial tornando-os extremamente dependentes em relação aos mercados de insumos e produtos, provocando sérios impactos ambientais, através da transformação radical de suas paisagens, antes diversificadas e agora transformadas em grandes monoculturas, além dos impactos econômicos causados, pois, os custos e produção para utilização de tecnologias do agronegócio, são os mesmos para os pequenos ou grandes agricultores, sendo que o pequeno agricultor é muito mais frágil e susceptível ao insucesso, seja por condições naturais de clima, por exemplo, onde uma pequena estiagem pode levá-lo ao endividamento e outros problemas.

Toda essa lógica produtiva envolvendo a agricultura de larga escala praticada pelas grandes empresas do agronegócio, grandes varejistas, mecanismos estatais, amparados por diversas leis, modelos científicos e tecnológicos, praticados também por médios e pequenos produtores familiares, que em conjunto configuram o que Ploeg (2008) denomina de Impérios Alimentares que exercem um poder monopólico crescente sobre as relações que encadeiam a produção, o processamento, a distribuição e o consumo de alimentos.
A fusão desses três processos, criando um novo e global regime alimentar, está afetando profundamente a natureza da produção agrícola, os ecossistemas nos quais a agricultura está enraizada, a qualidade do alimento e as suas formas de distribuição (PLOEG, 2009).
Na contra-mao dessa lógica produtiva, muitos agricultores e as diversas organizações que os representam e fortalecem, constituem a luta por autonomia, com os objetivos de: ‘a)reproduzir, melhorar e ampliar o capital ecológico; b) produzir excedentes comercializáveis (por meio do capital ecológico disponível) e c) criar redes e arranjos institucionais que permitam tanto a produção como sua reprodução’ (PLOEG, 2009)

Desta forma, observa-se que existe resistência por parte dos diversos atores sociais atuantes no enfrentamento aos impérios alimentares, uma dessas formas de resistência é justamente através de intervenções diretas nos processos produtivos e no trabalho das famílias camponesas1, evidenciado, por exemplo, no advento da ciência Agroecológica, que consegue materializar essa resistência com a construção de soluções locais para problemas globais, principalmente no que tange a produção de alimentos interligada com a sustentabilidade econômica, social e ambiental de suas propriedades.


É exatamente nesse ponto que a perspectiva agroecológica para o desenvolvimento se articula com o debate sobre o papel e o lugar da agricultura camponesa nas sociedades contemporâneas. Consiste também no lócus onde se encontram a ciência da Agroecologia com o movimento agroecológico. Ao propugnar a recampesinização do mundo rural como a única alternativa viável para as múltiplas crises provocadas pela civilização industrial, os agroecológos (sejam eles ativista sociais ou cientistas) não tem em mente o retorno ao passado nem uma visão de futuro idílica. (PETERSEN et al, 2009)
Para caracterização dos sistemas de produção, deve-se em primeiro lugar, analisar cada um dos principais sistemas de produção, explicar a sua origem e a sua racionalidade. Isso requer um estudo aprofundado das práticas agrícolas e econômicas de cada grupo de agricultores - isto é, das técnicas, das variedades utilizadas, dos “consorciamentos” e das sucessões de culturas, etc., buscando relacioná-las aos recursos de que dispõem os agricultores e às condições sócio-econômicas e ambientais nas quais trabalham.

Esse esforço permite identificar e hierarquizar os problemas técnicos, ambientais e econômicos que cada grupo de produtor vem enfrentando, possibilitando também o delineamento das tendências de evolução, não só do sistema agrário como um todo, mas de cada grupo em particular.

Nesse estudo o levantamento das principais atividades agrícolas foi feito a partir da utilização de questionário e de conversas informais.

- Sistema de produção:

Considerando a escala do estabelecimento rural, o sistema de produção pode ser definido como uma combinação, no tempo e no espaço, dos recursos disponíveis, com a finalidade de obter produções vegetais e animais. Pode também ser entendido como uma combinação coerente de vários subsistemas produtivos, como, por exemplo, os sistemas de cultura de parcelas de terra, os sistemas de criação de grupos de animais (plantéis) ou parte de grupos de animais e os sistemas de processamento dos produtos agrícolas no estabelecimento rural. A análise dos sistemas de produção no âmbito do estabelecimento rural consiste em examinar seus elementos constitutivos e, principalmente, as inter-relações que se estabelecem entre eles.

É importante analisar as relações de concorrência entre as espécies vegetais e animais que se estabelecem pelos recursos naturais disponíveis; as relações de sinergia ou de complementaridade relacionadas à utilização destes recursos; a distribuição e a repartição da força de trabalho e dos meios de produção entre os vários subsistemas de culturas e de criação (itinerário técnico, sucessão e rotação de culturas, distribuição da área disponível entre as culturas, etc.). É importante identificar a coerência e a complexidade interna dos sistemas de produção (DUFUMIER, 1996).

- Sistema de cultivo:

Segundo SEBILLOTTE (1990), um sistema de cultivo é o conjunto das práticas agrícolas utilizadas sobre parcelas de terra tratadas de forma homogênea. Cada sistema de cultivo define-se pela natureza das culturas e sua ordem de sucessão, pelos itinerários técnicos praticados nestas diferentes culturas. SEBILLOTTE (1990) salienta que a definição de sistema de cultivo enfoca as formas de cultivar as parcelas de terra e suas influências sobre a obtenção dos rendimentos e a evolução das características do meio. A definição proposta pelo autor, além de explicitar o que é o sistema de cultivo, preocupa-se diretamente com o manejo técnico em relação à obtenção dos rendimentos e com a evolução do meio e ainda enfatiza a existência de itinerário técnico para cada um dos cultivos.

- Sistema de criação:

O sistema de criação é um conjunto de componentes inter-relacionados organizados, pelo homem com o objetivo de valorizar recursos por intermédio de animais domésticos para deles se obterem produtos variados (leite, carne, couros, peles ovos, dejetos, etc.) ou para responder a determinadas necessidades como, por exemplo, a força de trabalho (tração) e o lazer (LANDAIS et al.,1987). Os componentes destes sistemas são: o produtor rural e suas práticas; os animais domésticos agrupados em lotes, tropas, ou em populações; e os recursos, como alimentos, espaço físico, trabalho e capital, consumidos e transformados em produtos.

É necessário, por tanto, conhecer cada um dos subsistemas de cultura, de criação e, eventualmente, de extrativismo ou de processamento dos produtos, verificando: os itinerários técnicos, as rotações ou os “consorciamentos”, o calendário de trabalho, a necessidade de mão-de-obra, os custos de produção, etc. A seguir, aprofundaremos melhor esses aspectos.

É imprescindível relacionar sempre esse conjunto de aspectos com o potencial ecológico de cada área, com as formas de ocupação da terra (propriedade, arrendamento, posse mais ou menos precária, assentamento, etc.), com a legislação vigente (legislação ambiental, condições impostas aos assentados, etc.) e com as condições do entorno (vias de transporte e de comunicação, distância dos mercados e dos serviços públicos, acesso aos insumos ou aos mercados, disponibilidade e custo da mão-de-obra, etc.).


RESULTADOS
O estudo foi feito no Assentamento Nova Vida, localizado no município de Canindé, Território dos Sertões de Canindé.

O município de Canindé é destacado nesse estudo por representar a localização do assentamento pesquisado. Segundo dados do Instituto de pesquisa e estratégia econômica do Ceará (IPECE, 2012) o município tem 3.218,42 km2 de área, estado localizado nas coordenadas 4º 21’ 32’’ latitude sul e 39º 18’ 42’’ longitude a oeste de Greenwich.

A combinação do estudo de mecanismos históricos de apropriação e interação com o meio ambiente nos permite conformar uma relação natureza/ cultura específica e atinge o espaço agrário, cujo resultado principal se traduz em um estado de flexibilidade social importante.

O ecossistema no qual se inseri o Assentamento Nova Vida sempre esteve sujeito a uma condição climática bastante diferenciada o que ao longo do tempo levou os agricultores a se adaptarem e criarem modos de viver e utilizar os recursos que lhes garanta a sustentabilidade do assentamento.

Assim, os espaços agrários não podem ser vistos como entidades homogêneas uma vez ao analisarmos os fatores culturais, sociais e econômicos, podemos ter em um mesmo local, diferentes níveis de utilização dos recursos.

A partir do questionário semiestruturado e das conversas informais, foi possível identificar a predominância de 3 (três) sistemas de produção distintos:


- Grupo 01:

FIGURA 01: Fluxos de Produtos e Fertilidade do Sistema de Produção Familiar Diversificado do Grupo 01




FONTE: Dados da pesquisa
Esse grupo apresenta-se como o mais diversificado, como pode-se perceber os sistemas de criação, cultivo, transformação e extrativismo possuem uma gama maior de fluxos entre os subsistemas que o compõem, tendendo por tanto, para uma maior sustentabilidade ambiental.
- Grupo 02



FIGURA 02: Fluxos de Produtos e Fertilidade do Sistema de Produção Familiar Diversificado do Grupo 02

FONTE: Dados da pesquisa
Neste grupo, observa-se também uma certa diversidade produtiva, porém se Comparados ao grupo 01, a maior parte do que é produzido nas unidades familiares é voltada para o consumo, a partir dos dados do questionário, observa-se uma maior dependência das famílias a rendas externas, vindas principalmente de programas governamentais e dinheiro enviado por parentes que já não moram mais no Assentamento.

- Grupo 03


O grupo 03 apresenta-se com a menor diversidade produtiva que de acordo com as repostas dadas pelos agricultores que compõem o grupo possuem pouca mão de obra, além disso a maior parte dos membros da família estão trabalhando em outros lugares e a atividade agropecuária fica apenas para fornecer alguns poucos alimentos de que as famílias necessitam.






FIGURA 03: Fluxos de Produtos e Fertilidade do Sistema de Produção Familiar Diversificado do Grupo 03



FONTE: Dados da pesquisa
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A sustentabilidade das comunidades rurais pode ser avaliada a partir da relação entre natureza – sociedade, pois somente a partir do entendimento se seus limites e potencialidades é que as famílias poderão continuar vivendo e se reproduzindo socialmente.

Desta maneira, faz-se necessário, sempre que possível, que as comunidades rurais e as instituições governamentais e não governamentais, principalmente nas regiões semiáridas, estejam buscando novas formas de empoderamento da realidade das comunidades rurais e esses em conjunto promovam o desenvolvimento rural verdadeiramente sustentável.


REFERÊNCIAS

DUFUMIER, M. Systèmes de production et développement agricole dans le "Tiers Monde". Les Cahiers de la Recherche Développement . VOLUME(6), 1985.


PETERSEN, Paulo. A construção de uma ciência a serviço do campesinato. In: Agricultura familiar camponesa na construção do futuro/ Paulo Petersen (org) – Rio de Janeiro: ASPTA, 2009.
PLOEG, J. D. Van der. Sete teses sobre agricultura camponesa. In: Agricultura familiar camponesa na construção do futuro/ Paulo Petersen (org) – Rio de Janeiro: ASPTA, 2009.
___________________. Camponeses e impérios alimentares: lutas por autonomia e sustentabilidade na era da globalização. Jan Douwe van der Ploeg; tradução Rita Pereira – Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2008.
SEBILLOTTE, Michel. Système de culture, un concept opératoire pour les agronomes.

In: COMBE, Laurette; PICCARD, Didier (Org.). Les systèmes de culture . Paris: INRA, 1990. p. 165 - 196.


SCHMITT, C.J., TYGEL, D. Agroecologia e Economia SolidáriaÇ trajetórias, confluências e desafios. In: Agricultura familiar camponesa na construção do futuro/ Paulo Petersen (org) – Rio de Janeiro: ASPTA, 2009.


1 Para falar do lugar que os camponeses ocupam na sociedade (...) utilizar-se-á o conceito de condição camponesa que consiste na luta por autonomia e por progresso, como uma forma de construção e reprodução de um meio de vida rural em um contexto adverso caracterizado por relações de dependência, marginalização e privação (PLOG, 2009)


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